quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ZEBOP!




1981 - Zebop! is the eleventh studio album by Santana, was first released in April 1981. 

Santana's classic sound, marked by "The Sensitive Kind", a JJ Cale cover,  a powerful cover of Cat Stevens' Changes, I Love You Much Too Much is actually a 1940's song by The Andrews Sisters. Side One ends with the hit "Winning" a catchy percussive and 70's guitar styled back tracking. Ligertwood delivers a nice rendition of the Russ Ballard classic rock performance.

There are four instrumentals here, Tales of Kilimanjaro, I Love You Much Too Much, American Gypsy, and Hannibal 




Side one

"Changes" (Cat Stevens) – 4:27
"E Papa Ré" (Santana, Baker, Margen, Vilató, Ligertwood) – 4:32
"Primera Invasion" (Lear, Margen, Pasqua, Santana) – 2:08
"Searchin'" (Ligertwood, Santana, Solberg) – 3:54
"Over and Over" (Meyers) – 4:46
"Winning" (Russ Ballard) – 3:28




Side two

"Tales of Kilimanjaro" (Pasqua, Peraza, Rékow, Santana) – 3:24
"The Sensitive Kind" (J.J. Cale) – 3:32
"American Gypsy" (Ballard, Lear, Ligertwood) – 3:39
"I Love You Much too Much" (Alexander Olshanetsky, Raye, Towber) – 4:43
"Brightest Star" (Ligertwood, Santana) – 4:49
"Hannibal" (Ligertwood, Pasqua, Rékow, Santana) – 3:41


Santana and Miles 1981










terça-feira, 21 de outubro de 2014

MILLE MIGLIA


Mercedes-Benz 300 SLR número 701 depois do acidente


1955 - O volante alemão Karl Kling teve um mau dia. Pilotando um Mercedes-Benz 300 SLR, na corrida das Mil Milhas de Brescia, a 1º de maio último, poucos quilômetros depois de Roma seu carro derrapou e foi contra um poste.


Karl Kling na clínica em Roma


Enquanto dois jovens espectadores italianos saíram ligeiramente feridos, Karl Kling teve três costelas fraturadas. Em conseqüência ficou internado, durante uma quinzena, numa clínica de Roma.

Teve, porém, a satisfação de saber que a grande marca alemã conquistou as duas primeiras colocações na difícil corrida em que os carros italianos se distinguem tradicionalmente.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CICLOMANIA É UM BARATO !




O reino encantado das Garellis, Puchs e Mobylettes. A garotada se derrete por eles. Um papo sobre ciclomotores, valendo até dicas de mexer pra andar mais rapidinho e palas de se inscrever até pra Interlagos.

1977 - Engarrafamento. Parece até que a  gasolina anda sendo distribuída com cafézinho e água gelada. Entre uma calçada e outra, três filas de carro formam uma parada do tipo 7 de setembro, desfilando pra mocinha de vitrine a tira-colo e para geral, sempre de pé, dentro e fora dos ônibus.

É hora do rush, da saída da escola, da entrada no cinema ou do dar uma volta, que segundo Vinícius, porque hoje é sábado.

No meio da confusão, buzinação, e poluição do mais puro gás carbônico, se ouve um gargarejo distante sem saber se é helicóptero, DKW acelerada ou abelha gigante. Penteando os longos cabelos estendidos sobre o asfalto, de uniforme de colégio, calção de pelada, sunga, gatinha ou prancha na garupa, passa como se nada tivesse acontecido, como se o trânsito fluísse normalmente, um ciclomotor.

Mas por não ter um ciclozinho do que por susto, a senhora exclama chateada por estar dentro de um carro, parada. Um pouco adiante, pendurado na janela, num grito de alegria, misto de inveja, acompanhado de: no meu aniversário me dá um? ...Com olhos brilhantes, o garoto acompanha aquele uniforme de colégio que conduz, com facilidade, o ciclomotor já perdido entre os carros.

Dos Beatles prá cá, ciclomania na opinião dos curtidores dessa nova atração, programa novo em horário nobre nas ruas, tem duas razões, em cada dedo para que seja adquirido: Gasolina (80 Km com um litro), Trafégo (não existe engarrafamento que segure), Ônibus cheio (economiza e não vai em pé), facilidade de estacionar (até agora não inventaram estacionamento pago para ele), não é preciso carteira (boa), meio-moto e meio-bicicleta (se o dinheiro anda curto é a solução), não passa de oitenta (anda na legalidade), os dois andam (e juram que não brigam), todo mundo tem, menos eu (pode perder a namoradinha)...etc ...ou eu quero e pronto!

A sensação de levantar cedo, uniforme, calça de brim, paletó e gravata, ainda continua bem diferente até o momento de ligar uma Mobylette, Garelli ou Puch.

No meio da rua, rosto ao vento, que nem coelho, os admiradores da nova mania, vão se multiplicando em direção aos estacionamentos dos colégios, faculdades e trabalhos. Numa mesma velocidade, freando e acelerando sem passar marcha, sem buzinar e riscando o engarrafamento vocabulário, os ciclomotoristas aos poucos vão formando um grupo muito entendido em economia doméstica e oriente médio por kilometragem. Corrente e cadeado pra ficar tranqüilo e um litro de petróleo, pra andar, cansar e beber o resto com gelo e limão.



Pra quem começa só agora a curtir os ciclomotores, ou pra ferinha que não sabe o que é segurar nos alicates... no início deste ano, a Federação Paulista de Motociclismo, unindo o útil ao agradável, imaginou uma jogada que, ao mesmo tempo traria um maior número de espectadores para as arquibancadas e pilotos para as pistas. As provas de ciclomotores.

Consumindo um mínimo de combustível, o que aliviou a barra diante das restrições impostas pelo governo, e atraindo patrocinadores para esta e para outras categorias, a solução acabou dando certo, e todas as provas do Campeonato Paulista deste ano já terão nas pistas os ciclomotores abrindo o gás.

O regulamento desta prova é o mais liberal possível, tanto para os pilotos como para as máquinas. Qualquer um pode participar, bastando para isso um exame médico com firma reconhecida, um exame de determinação do tipo sangüíneo do piloto, um seguro médico hospitalar e, caso seja menor, uma autorização dos pais ou responsável também com firma reconhecida (e viva para os cartórios). Depois de descolar todos os documentos, basta comparecer ao clube ou ao órgão organizador da prova e pagar a taxa de inscrição.

Quanto ao piloto, tanto nos treinos e provas, deve comparecer com roupa de segurança completa, isto é: macacão de couro, capacete, óculos, luvas e botas de cano longo. E apesar de não ser um papo, é uma boa que o participante estude o regulamento de sinalização, pois afinal aqueles caras com bandeirinhas na mão não estão ali para saudar a passagem dos pilotos.

Para os "não iniciados", aqui vão algumas dicas de como melhorar o rendimento de suas Puchs, Garellis e Mobylettes e etc.

O primeiro passo é aliviar o peso. Para isso, retira-se o farol, velocímetro, o descanso, as capas laterais e os pedais, que são substituídos por pedaleiras recuadas. O para-lama dianteiro pode ser serrado, ou se o dinheiro estiver sobrando, substituí-lo por um de fibra. Quanto ao traseiro, basta trocar o banco original por um com rabeta de fibra de vidro. A suspensão traseira pode ter os amortecedores trocados por dois de menor curso (os da cinquentinha reduzem o curso em 2 mm e servem bem), na dianteira pode-se também reduzir ou aumentar o curso conforme a conveniência.

O guidom deve ser substituído por um Tomaselli, para melhorar a dirigibilidade. A coroa também é trocada por uma menor para aumentar a velocidade final. No motor, lixam-se os anéis, troca-se o carburador por um de maior diâmetro, trabalham-se as válvulas e retira-se a corrente de ignição. Ainda para os que estão com dinheiro sobrando, uma boa é colocar uma carenagem de fibra, para melhorar a penetração aerodinâmica.

De resto é tirar a papelada, comprar a roupa ou pedir emprestada, e meter a cara começando a sentir a pista desde cedo. As dicas já estão dadas, abram seus escapamentos e pau na máquina.



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

NAS PISTAS, A CAMPANHA ELEITORAL




Neimer Helal "Reynaldo 82"


 1982 - Era inevitável; depois de muitos anos de obscurantismo político, os partidos, notadamente os de oposição, passaram a movimentar-se com mais desenvoltura e a ocupar espaços até então insustentáveis.

E a propaganda eleitoral, finalmente, chegou às pistas. O piloto paulista Neimer Helal, que disputa o Campeonato Paulista de Opala Turismo, está ostentando em seu carro os dizeres "Reynaldo-82", clara alusão ao ungido pelo PSD para disputar o trono do Palácio dos Bandeirantes. "Vou votar no Reynaldo de Barros porque, além de ele ser meu amigo, acredito no seu Governo", diz.

A principio, Neimer nem quis admitir que a frase se referisse ao político. "Esse Reynaldo é o centroavante do Atlético Mineiro". E desmentiu a inconfidência de um mecânico mais linguarudo, segundo o qual o piloto recebia do Reynaldão a verba mensal de Cr$200 mil a título de patrocínio.

De qualquer modo, não deixa de ser um caminho a ser seguido por quem carece de maiores recursos financeiros para colocar seu carro na pista.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

2m30S




1975 - "Se não for com este carro, eu dificilmente conseguirei ganhar uma corrida", exultava de novo o francês Jean-Pierre Jarrier antes do Grande Prêmio do Brasil de 1975.

E o Shadow DN5 era mesmo uma obra-prima de projeto e construção, tanto que Jarier foi o primeiro piloto a superar a marca de 2min30s para a pista de Interlagos, coisa que nem Emerson Fittipaldi, com seu conhecimento da pista, havia conseguido até então.

O carro era tão veloz que Jarier chegou a humilhar os adversários, batendo o recorde da pista a cada uma das primeiras voltas da corrida. "Era um prazer pilotar o Shadow", disse ele depois à televisão francesa. Mas no Grande Prêmio do Brasil seu prazer acabou na 32ª volta, quando uma simples bomba injetora estourou e o tirou da prova.

Desolado, o francês observou, sentado sobre uma pilha de pneus, o brasileiro José Carlos Pace ganhar seu primeiro e único Grande Prêmio na Fórmula 1.