segunda-feira, 22 de maio de 2017

500cc BRITISH GRAND PRIX




1978 - Largada do Grande Prêmio da Inglaterra classe 500cc, primeira fila de respeito. Da esquerda para a direita: Michel Rougerie, Kenny Roberts, Johnny Cecotto, Steve Baker e Barry Sheene. Roberts venceu a corrida depois de muita confusão por causa da chuva que caiu durante a prova.



domingo, 21 de maio de 2017

sábado, 20 de maio de 2017

ALFREDO GUARANÁ MENEZES JUNIOR - PARTE 2



A Maior Corrida


No fim de 1973, Roberto Simão voltou da Europa, onde fizera estágios em várias firmas de desenvolvimento de motores.

E uma das suas primeiras frases foi que aqui no Brasil este setor estava longe da perfeição.

Ele iria fazer dois carros para vencer a XI Mil Milhas Brasileiras, que seria disputada na madrugada do dia 8 de dezembro.

Os carros foram feitos e as duplas definidas: em um carro estavam Alfredo Guaraná e Luigi Giobbi e no outro "Teleco", recém chegado da Europa, e Alfredo Menezes de Mattos, que ficara em seu lugar na Equipe Autozoom, tornando-se então amigo de Guaraná.

Nos treinos, Alfredo Guaraná sentiu que seu carro estava perfeito e nada precisava ser feito para acertá-lo. Na classificação conseguiu o quarto tempo, largando na segunda fila por dentro.

Abaixada a bandeira, passou em quarto na primeira volta, atrás de Pedro Victor De Lamare, Luis Landi e Bob Sharp. O seu carro fora inteiramente desmontado e refeito e o motor era um foguete, possibilitando a Guaraná se manter entre os primeiros colocados.

Mas a tática de corrida era prudente, e na segunda passagem, estava na sétima posição, enquanto Robertinho sinalizava para que diminuísse ainda mais o ritmo. Sua maior preocupação era com o carro de Ingo Hoffmann e Alex Dias Ribeiro, a quem considerava os maiores adversários na Classe A.

Mas o carro era mesmo o melhor Divisão 3 que Guaraná já havido guiado, e tinha em Luigi Giobbi um parceiro perfeito, que mantinha um ritmo forte sem desgastar excessivamente o equipamento.

Mas mesmo assim, Robertinho achava que eles estavam forçando, e por isso surgiu uma pequena discussão entre os pilotos e o chefe de equipe, que nada teve de animosidade mas que logo os boatos em Interlagos tomaram como um possível início de crise na AUTOZOOM.

Um dos lances mais interessantes dessa prova aconteceu durante a madrugada. Alfredo Guaraná descia a reta, limitando o giro do motor a 5000 rotações e descansando, com a cabeça apoiada no "Santo Antonio". De repente, o motor morreu, mas o cansaço era tanto que Guaraná nem se assustou. Limitou-se a achar que havia algum problema elétrico e deu um tapa na bateria, o que fez o motor voltar a funcionar.

Também no meio da madrugada, Guaraná ultrapassou o Maverick de Bird Clemente, que liderava desde a quarta volta, assumindo a liderança por cerca de 30 voltas.

Na manhã da corrida, houve o verdadeiro espetáculo de Alfredo Guaraná. Seu carro estava em quarto na geral e liderava folgadamente a Classe A, quando uma pedra rompeu seu pára-brisas, enchendo a pedaleira de cacos de vidro. Aos poucos, os pedais foram se travando, e ele tinha dificuldade de acionar a embreagem, pressionando-a e soltando-a a cada mudança de marcha. Assim em breve já não tinha mais embreagem, e o pedal de freio também travava, tudo isso aliado ao profundo corte que sofreu debaixo do olho direito na quebra do vidro.

Mas Guaraná continuou a andar no limite, e conseguiu passar pelo Opala de Bob Sharp e Jan Balder e pelo Maverick de Camilo Christófaro e Eduardo Celidônio, voltando ao segundo lugar.

Porém a falta de freios dificultava muito a condução do carro, e uma rodada na Curva da Ferradura não pôde ser evitada, caindo então para a quinta colocação, na qual chegou ao fim, com duas voltas a menos que o segundo colocado e quatro a mais que o sexto.

Depois da corrida Robertinho e toda a equipe carregaram-no nos ombros, enquanto ele dizia que aquela havia sido uma vitória não sua, mas de Roberto Simão. Com este desempenho Alfredo Guaraná Menezes conquistou posição de destaque entre os pilotos brasileiros.


A Super Vê


Todo esse prestígio serviu para que, em 1974, fosse convidado a integrar a Equipe Gledson/Amador, já que não havia patrocínio para a AUTOZOOM.

Nessa equipe, Alfredo Guaraná passou a receber salários de Cr$ 3 mil por mês, para ser apenas o piloto, e seu companheiro de equipe era Fabio Sotto Mayor.

Foi nessa época que nasceu a rivalidade com Ingo Hoffmann, já que os dois dominavam as corridas de Divisão 3, apesar das vitórias irem quase sempre para Ingo Hoffmann, enquanto Guaraná ficava com os segundos lugares.

Brigando contra a Brasília de Ingo, com câmbio de cinco marchas, seu Volkswagen de quatro marchas levava desvantagem.

O fim do ano mostrou Ingo Hoffmann campeão e Alfredo Guaraná vice, depois das muitas lutas durante o ano inteiro.

Ingo, por sua vez, já se iniciara na categoria de monopostos Super Vê, enquanto Guaraná permanecia só na Divisão 3. Mas a situação logo mudou.

Antes da prova de encerramento do Campeonato Brasileiro, Eduardo Celidônio, então único piloto da Equipe Marcas Famosas na categoria, sugeriu que Guaraná fosse convidado para fazer um teste nessa última etapa, e foi tudo acertado.

Nessa prova de experiência, Alfredo Guaraná mostrou que ninguém poderia pensar em vencer sem se preocupar muito com ele.

O seu tempo na classificação foi o quarto, 3m 5s,56.

Na primeira bateria, chegou em segundo, 17 centésimos de segundo atrás do vencedor, Nelson Piquet.

Na segunda bateria, teve problemas e chegou em nono.

Na terceira e última, foi o terceiro, atrás de Ingo Hoffmann e Júlio Caio, conseguindo a quarta colocação na final, à frente de Eduardo Celidônio.

Entrou na equipe, depois de chegar a um acordo quanto à não existência de primeiro piloto e de que os motores fossem entregues a Amador, o que foi aceito.

Na época recebia o salário de Cr$ 10 mil, tornando-se então um dos pilotos mais bem pagos do automobilismo nacional.


CONTINUA NA TERCEIRA PARTE: A Grande Equipe


quinta-feira, 18 de maio de 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

4 WAY STREET




1971 -  Lançado em 1971, 4 WAY STREET album duplo ao vivo do quarteto Crosby, Still, Nash & Young, com gravações tiradas de cinco concertos em 1970. Com uma parte acústica e outra elétrica foi lançando após o album de estúdio Deja Vu de 1970.




Side 1 (acústico)
1. Suite: Judy Blue Eyes (Stephen Stills)
2. On The Way Home (Neil Young)
3. Teach Your Children (Graham Nash)
4. Triad (David Crosby)
5. The Lee Shore (Crosby)
6. Chicago (Nash)


Side 2 (acústico)
7. Right Between The Eyes (Nash)
8. Cowgirl In The Sand (Young)
9. Don't Let It Bring You Down (Young)
10. 49 Bye-Byes / For What It's Worth / America's Children (Stills)
11. Love The One You're With (Stills)



Side 3 (elétrico)
12. Pre-Road Downs (Nash)
13. Long Time Gone (Crosby)
14. Southern Man (Young)


Side 4 (elétrico)
15. Ohio (Young)
16. Carry On (Stills)
17. Find The Cost Of Freedom (Stills)



TOTO WOLFF NÃO DESCARTA ALONSO EM 2018



Amigos, parece que Toto Wolff rasgou o pre contrato com o Vettel, revelado por um jornalista italiano semana passada e agora o boato é que podemos ter uma nova dupla na Mercedes em 2018, Hamilton/Alonso.

Imaginem só, juntarem Lewis Hamilton, um piloto que ainda não atingiu a puberdade, com Fernando Alonso, uma primadonna de meia-idade. Dupla explosiva!

A Mercedes corre o risco de ganhar um nickname...aquele do TCE do Rio...



CASA DE DOIDO!!!!!!!!





CAETANO VELOSO





segunda-feira, 15 de maio de 2017

SEM PUNIR O ESPETÁCULO



Amigos, o Ricciardo ontem atrasou a cerimonia de pódio. Enquanto Lewis e Seb recebiam os troféus ele ainda não tinha recebido a bandeirada final. Chegou 1 minuto e 15 depois, na F1 moderna isso é uma eternidade. Foi um terceiro lugar com gostinho de derrota.

A melhor mudança que aconteceu na F1 este ano foi no julgamento das punições. Parabéns aos cartolas que acabaram com aquela palhaçada de 2016, onde o piloto era punido por qualquer coisa. O único azarado foi o Vandoorne mas até nesse caso merecia um perdão. Aquele choque não foi proposital, você tem que levar em conta que ele pilota um F2. Quando ele olhou no espelho o Massa estava a 1 Km de distancia, no segundo seguinte já estava do lado.

Sobre o acidente da largada, o culpado foi o Kimi que jogou para cima do Bottas. No caso da freada antecipada do Bottas talvez tenha afinado por receio de encostar no Lewis (remember o que aconteceu ano passado com os 2 Mercedes fora da prova).

Uma coisa que precisa mudar é o SCV é muito chato, tem que voltar o antigo e juntar todo mundo atrás.

Outra coisa é acabar com a obrigação de usar dois compostos diferentes. Sem essa obrigação fica mais interessante porque ninguém pode prever o que vai acontecer. Como está hoje, se o piloto usou um só composto você já sabe que ele vai ter de parar mais uma vez. Acaba com o suspense.

O campeonato esse ano esta muito bom, acabou aquele negócio de só o carro decidir uma corrida.

Para vencer hoje é preciso um conjunto de piloto, equipe, estratégia e "fábrica".

A "fábrica" esta tendo um papel importante no caso da duas equipes principais. Mercedes e Ferrari, tem feito pequenas evoluções nos carros depois de cada corrida. Essas evoluções, que podem parecer pequenas, estão ajudando a manter o equilíbrio entre os dois carros.

No domingo a "estratégia" foi fundamental para a vitória da Mercedes, numa corrida que parecia ser da Ferrari.

Nos treinos foi o "piloto" que fez a diferença. Bottas ia fazer a pole com um temporal, mas um erro na última curva custou a ele mais que os 2 décimos. Vettel também tinha chances, até errar a gincana e Kimi que tinha feito o melhor primeiro setor entre os quatro pilotos, errou no segundo e ficou fora. Lewis conseguiu fazer uma volta limpa e merecidamente ficou com a pole.

Um comentário sobre a idéia do Lewis de premiar a pole com um ponto. Sou completamente contra. Explico:

A classificação é o único momento de todo o fim de semana onde o piloto está sozinho sem a interferência da equipe. É só ele, o carro e o relógio. A partir do momento que você põe um ponto em jogo, corre o risco de ter manipulação por parte da equipe. Entra em cena o famoso "jogo de equipe". A equipe pode privilegiar um dos seus pilotos pensando no campeonato. Melhor deixar como está.

Apesar dos maus resultados de Bottas e Kimi ontem, ainda é cedo para dizer que a disputa está restrita a Lewis e Vettel. O campeonato esta só no começo e ainda tem muitos pontos em jogo.


P.S. O que aconteceu com o cabelo do Hamilton? Precisa urgente, marcar uma hora com o Celso Kamura!!!!