terça-feira, 24 de março de 2015

HISTÓRIAS DE ORESTE BERTA




Entre as histórias contadas na Argentina sobre Oreste Berta, o mais famoso construtor de carros sul-americano, duas são frequentemente lembradas como prova de prestígio e importância do argentino em episódios internacionais.

A primeira passa-se na Alemanha, em 1969, no circuito de Nurburgring, quando Oreste Berta conseguiu a quarta colocação na prova de resistência 84 Horas de Nurburgring, participando com três Torinos, de fabricação argentina.

Segundo Oreste Berta antes da largada todos riram dos carros, principalmente quando souberam que eles pesavam 1.300 quilos cada. Depois de algumas horas de corrida, no entanto, um dos carros de Berta assumiu a liderança e com três dias de corrida ainda estava na frente. Um pequeno problema mecânico, porém, consumiu algumas horas do carro líder nos boxes e, depois de 18 horas de chuva ininterrupta, só conseguiu o quarto lugar.

A segunda história passa-se na França, na famosa prova 24 Horas de Le Mans. Oreste Berta foi chamado para dirigir uma equipe independente, correndo com uma Ferrari Daytona.

Levou consigo Luis Di Palma e Garcia Veiga, dois pilotos argentinos. Durante os primeiros treinos, a equipe foi desprezada e nem recebia os horários e programação. Quando a pista foi aberta, numa tarde, começaram a testar pneus e mexer na suspensão e só no final do dia souberam que aquilo havia sido as provas de classificação e que eles tinham feito o segundo tempo, apenas dois décimos de segundo mais lento que Vic Elford, o primeiro.

No dia da corrida, uma equipe especial que cuidava das regulagens de faróis, levou a Ferrari Daytona  de Berta para acertar os faróis.

Depois de três horas de corrida, o carro parou por quebra de um fio da bomba de gasolina, que havia sido visivelmente cortado. À noite, quando Luís Di Palma teve de acender os faróis, eles estavam completamente desregulados, voltados para o lado esquerdo e incidindo sobre as placas luminosas de sinalização causando problemas de ofuscamento aos pilotos. Mesmo assim, com 17 horas de corrida o carro do argentino brigava pela liderança, correndo lado a lado com o primeiro colocado. Uma hora depois, infelizmente para Oreste Berta, o carro quebrou definitivamente.

Essas são apenas duas histórias do, sem dúvida, melhor construtor sul-americano.