sexta-feira, 23 de setembro de 2016

HAMILTON NÃO É MELHOR QUE ROSBERG



O inglês Lewis Hamilton não é mais talentoso que Nico Rosberg. Os dois equiparam-se na minha opinião.

O que acontece é que Lewis sempre foi o filho preferido, enquanto Nico era o filho mais novo, aquele que recebe menos atenção. Isso acabou refletindo no seu desempenho.

Lewis Jr. sempre foi paparicado desde o pré-zinho até entrar na faculdade. Rosberg não teve o mesmo tratamento. 

Quando Lewis chegou a McLaren (2007–2012) sempre foi protegido, tanto é que Fernando Alonso caiu fora da equipe no final da temporada de 2007, e não foi pelo desempenho do carro, pois os dois pilotos da McLaren terminaram a temporada em segundo com 109 pontos cada (a equipe perdeu o título por 1 ponto para Kimi). Alonso se mandou porque viu que a equipe protegia o piloto inglês.

Quando Nico chegou na Mercedes em 2010, pegou de cara como companheiro de equipe o sete vezes campeão Michael Schumacher, tido até então, como o maior de todos os tempos. Quem conhece a carreira de Michael, sabe que ele sempre teve todas as atenções da equipe e era capaz de passar por cima da própria mãe para vencer (lembram do episódio com o irmão, quando eles ficaram meses brigados). 

Quer dizer, Nico não teve nenhuma "regalia" por parte do time e mesmo assim terminou a temporada à frente de Schumacher, na sétima posição com 142 pontos, enquanto o 7 vezes campeão terminou na nona com 72 pontos.

Com a aposentadoria de Schumacher em 2012, Nico tinha tudo para ser o principal piloto da equipe. Mas aí o time alemão contrata o inglês Hamilton, que chegou para ser a "estrela" da Mercedes.

Um balde de água fria no alemão que ajudou a equipe a desenvolver o carro campeão e que tinha sofrido muito tendo como companheiro de equipe um super-campeão. Na hora de colher os frutos vem alguém de fora e fica com tudo.

Como já escrevi aqui no blog, aquela corrida em que ele era mais rápido do que Lewis quando disputavam o terceiro lugar na prova, ainda no início da temporada, e recebeu a mensagem pelo rádio para não ultrapassar Lewis, foi decisiva na carreira de Nico. Foi quando ele viu que a equipe tinha preferencias pelo inglês.

Esse tipo de coisa abala o psicológico do piloto, foi o que aconteceu com Nico Rosberg.

Hoje em dia na F1 moderna, com tanta tecnologia ajudando o piloto, onde as vitórias são decididas por pequenas coisas, o mais importante para um piloto é o seu lado psicológico. Mais que o pé direito pesado. 

Vejam o que está acontecendo na RedBull, o talentoso Max está levando um couro do Ricciardo. Não tenho dúvidas das qualidades do Max. Daqui a dois ou três anos será o número 1 da Fórmula 1, mas até lá, vai aprender que só ter o pé direito pesado não ganha corridas. O controle emocional é o mais importante.

Lewis não tem controle emocional, é fraco. O episódio do quarto de hotel mostra isso. Quando as coisas não saem da maneira planejada ele se desequilibra e destrói quartos de hotéis.

Rosberg tem mais controle emocional que Lewis, mas precisa ganhar esse campeonato para tirar esse peso das costas. Levantar sua auto-confiança e ganhar mais respeito no mundo da F1.

Esse negócio de Lewis ser mais talentoso do que ele já virou um "mantra" de tanto que é repetido. Parece aquela história de "É Golpe", de tanto que é repetido parece verdade.

As últimas declarações de Toto Wolf na minha opinião não ajudam em nada. Dizer que "esse é o melhor Nico que viu" soa mais como se tivesse dizendo "pô o cara é bom e eu não sabia". 

Se a Mercedes não tivesse desprezado o talento de Nico, garanto que ele já tinha um título mundial.










Nenhum comentário: