quarta-feira, 30 de novembro de 2016

PIQUET, O MAIS RÁPIDO DO ESTORIL


1985 - Dando a impressão de ser um veterano na Williams, Nelson Piquet mostrou-se à vontade e impôs um tempo muito superior aos demais participantes dos testes do Estoril: quase dois segundos à frente de Ayrton Senna, o segundo melhor tempo.

Talvez essa seja a cena com a qual a Fórmula 1 vai conviver no próximo ano: dois brasileiros sempre entre os primeiros. E o melhor é que outros brasileiros já estão fazendo fila para entrar nesse circo fechado do automobilismo internacional.

Mas voltemos ao Estoril. O equilíbrio de forças em Portugal, em termos de pneus, foi grande: 4 equipes de GoodYear e outras 4 de Pirelli. A marca norte-americana calçou a McLaren, Williams, Ferrari e Zakspeed. De outro lado, a Pirelli forneceu pneus à Brabham, Ligier, Toleman e Minardi.





As atrações dos testes ficaram por conta de alguns pilotos que debutaram em novas equipes. Keke Rosberg estreou na McLaren e a Zakspeed voltou nas mãos de Jonathan Palmer.



Outras ainda não definiram seus contratados. As experiências ficaram por conta de Oscar Larrauri e Paolo Barilla na Toleman (Benetton), Alessandro Nannini na Minardi e o negro norte-americano Willy Ribbs, na Brabham.


O americano Willy Ribbs, chegou com pinta de piloto em Portugal. Andou de Brabham e não fez nada.


Para que tenhamos um ponto de comparação, vamos lembrar da pole position do ano passado, de Senna, com 1 minuto 21,007s, embora o recorde da pista portuguesa ainda pertença a Niki Lauda, desde outubro de 1984, com 1m22,996s.

Os dias de testes foram se sucedendo com os melhores tempos girando em torno de 1m20s. Mas, para alegria dos ingleses comandados por Frank Williams e pelos japoneses da Honda, no último dia dos testes, Nelson Piquet teve à disposição os famosos pneus de classificação da GoodYear, e o temporal desabou: 1m16.76s.

Ayrton Senna também não deixou barato e rodou o Estoril em 1m18.45s. Depois, a Brabham, com Pirelli, nas mãos de Riccardo Patrese, sempre muito rápido, com 1m19.22s.


Paolo Barilla tentou a sorte com a Toleman. Melhor mesmo seria ficar sentado nos pneus.


O campeão Alain Prost e Keke Rosberg, seu novo companheiro, praticamente viraram tempos iguais, 1m20.65s e 1m20.83s, respectivamente, monstrando o equilíbrio dos McLaren/Porsche.




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