Boa noite pessoal, eu ia comentar o treino na Bélgica, mas acabei desistindo.
Comentar o quê ?
Seria uma repetição dos comentários anteriores, já que estamos na 7ª etapa, e até agora a pole só ficou com quem pilota um Mercedes. E assim será até o final do (pseudo) campeonato mundial da F1.
Ou alguém acha que na Itália a pole vai ficar com Verstappen, Perez ou talvez Ricciardo ?
E não estou me referindo a 2020 ... tô me antecipando e cravando que a pole em 2021, será de um piloto com Mercedes !
Como diria o Rei: são tantas emoções, bicho ! hee, hee, hee ...
ULTRAMEN, NACIONAL KID, WITZEL ?...não, PANTERA NEGRA
No final do treino classificatório, Lewis desceu do carro e cruzou os braços.
Tentei descobrir o motivo.
Primeiro achei que fosse uma homenagem ao cidadão alvejado por 7 tiros pela polícia nos EUA. Ou um novo gesto de apoio ao movimento Black Lives Matter, ou até uma comemoração pelo afastamento do governador Witzel...
Só fui descobrir, que aquele gesto era uma homenagem a um ator morto, quando li na web.
Hamilton tem todo o direito de protestar ou homenagear quem ele quiser, só que na minha opinião, o jeito e a forma como ele faz isso, está ficando meio confuso.
Também acho um pouco "exagerada" a comparação com Muhammad Ali ou John Carlos.
Uma comparação muito simplista imposta pelas mídias sociais
Sou do tempo de Ali e Carlos, sei a importância deles e o que eles fizeram. Compará-los a Hamilton é uma coisa arriscada.
Muhammad Ali jogou no rio Ohio sua medalha de ouro olímpica que acabara de ganhar em Roma 1960, como um gesto de protesto depois de não ser atendido num restaurante 'apenas para brancos'.
Sua recusa em lutar na guerra do Vietnã foi por motivos religiosos. Em 1964 com sua decisão de se juntar à Nação do Islã de Elijah Muhammad. Mudou o seu nome para Ali e em 1967 sua recusa em participar da guerra foi porque ela violava os princípios de sua religião.
O gesto de John Carlos na Olimpíada do México, foi uma coisa que chocou o mundo. Fica difícil explicar para uma pessoa o que aquele gesto representou.
Lembro de eu e meu pai assistindo na tv: "puta merda o que esse cara está fazendo"! foi o comentário dele.
Era uma coisa impensável, um gesto daquele durante um hino em uma Olimpíada.
Comparando com hoje em dia, seria como se o Hamilton ficasse pelado no pódio em Silverstone, na hora que fosse receber o prêmio entregue pela rainha da Inglaterra. Tipo da coisa que você acredita que nunca ninguém iria se atrever a fazer. Só que o John Carlos fez !
Assim como aconteceu com Ali, que foi privado de lutar quando estava no auge de sua carreira e forma física. Os três do pódio do México sofreram com as consequências daquele ato pelo resto de suas vidas. Inclusive o australiano branco que foi 2º colocado e entrou de "gaiato" na história.
O caso do Hamilton é muito emblemático, porque ele teve origem num simples twitter de apoio as manifestações contra a morte de George Floyd nos EUA.
Coisa que foi feita por muita gente famosa, até a Madonna postou mensagens.
Só que a do Hamilton ganhou outra proporção graças as "mídias sociais" e seus seguidores, que são "alguns milhões", retuitando e transformando-o em um instante, em um Muhammad Ali da F1, um guerreiro da luta contra segregação racial.
Dando uma olhada nos twitter anteriores dele, você percebe que ele nunca foi um "ativista político".
Quem "fabricou" esse "Hamilton ativista" foram seus "milhões de seguidores" de twitter. Ele só "embarcou nessa onda".
A Mercedes Benz foi rápida, e concordou em pintar os carros de preto com "medo" dos protestos negativos desses milhões de seguidores.
Muhammad Ali disse uma frase que ficou famosa, quando durante uma entrevista foi questionado a defender os princípios separatistas da Nação do Islã que ele havia abraçado.
A frase foi : “I don’t have to be what you want me to be.”
“Eu não tenho que ser o que você quer que eu seja”
No caso do Hamilton, me parece que aconteceu o contrário.
Ele está sendo a pessoa que os outros desejam que ele seja.
Entenderam a diferença!
Hamilton também não jogou seus troféus no Tâmisa, conquistados numa Fórmula 1 "só para brancos" e nem se negou a participar do GP da Inglaterra em sinal de protesto.
Por que ele não pega uma parte de sua fortuna e "financia" a carreira de alguma piloto negro. Faz como Ron Dennis fez com ele. Ajude financeiramente a inclusão de pilotos negros no F1.
O comediante Bill Cosby financiou a carreira de pilotos negros.
Recentemente disse que não faria sentido discutir renovação de salário com gente perdendo emprego na Mercedes. Declaração estranha e sem sentido na minha opinião.
Já que ele pensa assim, corre de "graça" ou "doe" os 50 milhões de euros para a "Cruz vermelha" !
Hamilton, por enquanto, só expressou indignação e revolta via telefone celular ou rede social.
Muitos pilotos, como por exemplo, Charles Leclerc e Max Verstappen estão sendo acusados de serem racistas, o que não é verdade, pelos "seguidores do Hamilton no twitter".
Jackie Stewart e Mario Andretti também sofreram ataques semelhantes.
Hamilton acusou Marko de ser racista e depois apagou a postagem. Mas ai o dano já estava feito.
Racismo e segregação são assuntos que devem ser tratados com seriedade. Hamilton tem todo o direito de se manifestar, mas não da forma como vem fazendo.
Uma criança brincando com um assunto sério.
Lando Norris "quase" prestou uma homenagem a um partido de extrema direita na Bélgica.
Iria ajoelhar e em seguida vestir um capacete racista ! Pura ignorância e desconhecimento.
Imaginem o que aconteceria se o Neymar começasse a falar sobre o conflito entre palestinos e israelenses. Ou o Luan Santana opinasse sobre o conflito na Irlanda entre católicos e protestantes.
Ia dar merda, com certeza !


