(premiere May 14, 1962 New York City)
O "Intruso" de 1962 (teve vários títulos em inglês), na minha opinião, é o melhor filme dirigido pelo lendário diretor Roger Corman.
Escrito por Charles Beaumont (roteirista de "Além da Imaginação") e estrelado por William Shatner, (esqueça Jornada nas Estrelas) aqui, Shatner tem uma atuação incrível.
O seu discurso nas escadarias, do que parece ser um tribunal, é tão pungente que pode chocar as plateias não familiarizadas com a segregação racial dos anos 60s.
Este é um filme sobre racismo "preto no branco" (desculpe o trocadilho), sem personagens estereotipados ou situações clichês. Nada é higienizado para proteger os ouvidos do espectador (a palavra proibida N* é pronunciada várias vezes). O filme não retrata todos os brancos como vilões ou algo assim.
Os personagens são interessantes; um exemplo, o dono do jornal, um sujeito que não acha certo a integração, mas entende que ela é necessária (defendo-a quase com a própria vida)
O vendedor de canetas, casado com um ninfomaníaca, que no começo do filme, é retratado como um bobalhão, e que no final, se revela o mais inteligente de todos.
Algumas pessoas, negras e brancas, queriam integração, outras eram contra. O filme nos mostra que não é tão simples mudar de uma hora para outra, uma coisa que estava "enraizada" nas pessoas ...


