domingo, 18 de outubro de 2026

Vislumbrar um Futuro ... ELIO GASPARI !

 



Lumet's final masterpiece !

 This great American director makes one of his great movies again at 83.



Último filme do lendário diretor ... que ainda tinha o talento necessário para presentear o público com personagens interessantes, num filme que prende o espectador do começo ao fim ... "masterpiece" !

Atuações magníficas de Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Marisa Tomei e do veterano Albert Finney!



Postado por André Setaro às domingo, março 24, 2013 


Sidney Lumet nunca foi um autor na expressão da palavra, mas um artesão admirável que faz filmes melhores do que muitos considerados autorais. É, na verdade, um grande cineasta, um homem de cinema com todas as letras, dotado de um pulso surpreendente na direção de suas obras. "Antes que o diabo saiba que você está morto" surpreende pela força dramática, pelo manejo exemplar dos elementos da linguagem cinematográfica, e sempre a se afastar de maneirismos inúteis, de virtuoses para se mostrar (a exemplo de Feliz Natal, de Selton Mello, que poderia ser um bom filme não fossem os maneirismos virtuosísticos que tentam, claramente, mostrar que o autor sabe fazer cinema).

Lumet entende de economia dramática, possui um sentido de espetáculo acima da média, sabe cortar no momento certo, é excepcional na condução dos atores em cena, há, nele, uma concepção rígida do conceito de duração da tomada, uma intuição precisa de quando a câmara deve se movimentar em função exclusivamente dramática e da necessidade do fomento da fabulação. Um filme de Lumet, além do mais, oferece o prazer do cinema, coisa rara na crise balística da cinematografia atual.

O que faz um artista (sim, Lumet é um artista) de idade provecta estar mais antenado do que os seus contemporâneos? Em Antes que o diabo saiba que você está morto, Lumet, sobre realizar um filme que, como sempre, é uma análise da sociedade americana, do american way of life, de acentos trágicos impressionantes, oferece uma lição exemplar de como o tempo cinematográfico pode estar à disposição do enriquecimento dramático, a lembrar O grande golpe/The killing, de Stanley Kubrick, mas com logística própria e maturidade suficiente para que não se possa pensar em plágio.

O tempo em Antes que o diabo saiba que você está morto é pulverizado e desconstruído em função de dar ao filme força de expressão e fazê-lo, com isso, produzir mais sentido.

Lumet, pioneiro das filmagens in loco em Hollywood, tem, como de hábito, a ação de seu filme em Nova York. Philip Seymour Hoffman (o grande ator oscarizado por Capote, um dos grandes do cinema atual) vê sua carreira de executivo de uma empresa imobiliária a desmoronar, principalmente quando vem a saber da visita de auditores cuja vistoria pode comprometê-lo, e, além do mais, está viciadíssimo em drogas pesadas.

Decide, então, convencer o irmão (Ethan Hawke no melhor desempenho de sua carreira), que também tem graves problemas financeiros e vive num completodolce far niente (divorciado, sua filha está sob a guarda da ex-mulher e tem dívida atrasada da pensão alimentícia), a assaltar a joalheira de seus pais.

A princípio, um assalto fácil, pois eles conhecem bem todo o funcionamento do lugar. Mas na hora da ação, quando esperavam encontrar uma idosa funcionária, esta, por impedimento, é substituída pela mãe deles, que acaba morrendo pelas mãos de um terceiro cúmplice, que entra na loja enquanto Hawke espera no carro. O pai, Albert Finney, desesperado com a morte da esposa, tenta se vingar, sem saber que se encontra à caça dos próprios filhos.




Os acidentes de percurso são vários e conduzem a trama a um clima de tragédia, que Lumet constrói com a sua habitual competência narrativa. Há momentos dramáticos dilacerantes, a exemplo do diálogo entre pai e filho, Finney e Hoffman, e o clímax final regido com um crescendo trágico que coloca o filme bem acima da média do gênero.

Aliás, a julgar Lumet (e o livro que escreveu sobre o fazer cinema é obrigatório:Fazendo Filmes/Making Movies), vem a constatação de que a indústria pode muito bem produzir filmes de envergadura sem que venham obrigatoriamente de autores. Muitos artesãos, por competentes, dinâmicos, verdadeiros, estão acima de muitos autores de ocasião e, por que não dizer, cultores da aporrinhação.

É o tempo cinematográfico que rege a construção dramática de Before the devil knows you're dead. Uma mesma situação é vista sob os diversos pontos de vistas dos personagens, como no referido O grande golpe, de Kubrick, permitindo a Lumet, com isso, uma maior riqueza na observação dos momentos dramáticos e dando a perceber certas nuanças comportamentais dos personagens, principalmente o de Philip Seymour Hoffman.

À guisa de exemplo, há um plano no qual Marisa Tomei, no dia do enterro da mãe assassinada, vai à janela observar Hoffman e Finney a conversar no jardim. Em outro plano, já sob outro ponto de vista, ela é vista de fora, a contemplar, de dentro, a conversação.

Sidney Lumet (1924) vem da geração da televisão dos anos 50, que muito contribuiu para o revigoramento da linguagem cinematográfica do cinema americano. Depois de realizar vários seriados e adaptações teatrais para o veículo televisivo, estreou, e em grande estilo, no cinema, com 12 homens e uma sentença (12 angry men, 1957), com Henry Fonda e grande elenco, um filme de tribunal que se passa rigorosamente, por quase duas horas, dentro de uma sala do júri.

A crítica, porém, ainda que se lhe reconheça os méritos, diz que Sidney Lumet tem uma filmografia com altos e baixos, irregular. Sim, mas apenas por ter proporcionado aos cinéfilos de todo o mundo obras do quilate deste Antes que o diabo saiba que você está morto, O veredito (The verdict, 1982), com grande interpretação de Paul Newman e James Mason, A colina dos homens perdidos(The Hill, 1966), talvez o melhor desempenho de Sean Connery neste filme árido, difícil e de denúncia, Chamada para um morto (The Deadly Affair, 1966), thriller absorvente com James Mason, Simone Signoret, Harriet Anderson (sim, a bergmaniana Harriet de Mônica e o desejo), Maximilian Schell, Serpico (1973), com Al Pacino, e, ainda com este, Um dia de cão (Dog day afternoon, 1975), A manhã seguinte (The morning after, 1986), com Jeff Bridges e Jane Fonda, sobre o sofrimento dos alcoólatras, Um estranho entre nós (A stranger among us, 1992), com Melanie Griffith, Limite de segurança (Fail-safe, 1964, com Henry Fonda, alerta impressionante sobre a ameaça nuclear, um Dr. Fantástico levado a sério), entre tantos outros, a sua irregularidade é muito bem vinda.

Que todos os cineastas fossem assim tão irregulares como este fantástico Sidney Lumet!






"Ditadura da Toga" ... FABIO VICTOR !

 



P.S  
o ministro ALEXANDRE DE MORAES quando lhe convém, RASGAR A CONSTITUIÇÃO
usa da "artimanha" da EXCEÇÃO !

O BRASIL precisa abrir a CAIXA PRETA do  "inquérito do fim do mundo"!


sábado, 17 de outubro de 2026

BOA NOITE ... TUPELO HONEY !

 







Ato de Campanha no Congresso... DORA KRAMER!

 









 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

LULA: A DESGRAÇA DA MENTIRA !

 






"Se você quiser ser sério, você não pode gastar o que não tem ...
Você não pode fazer populismo e prometer coisa que você não pode fazer"

"A desgraça da mentira, é que ao contar a primeira ...você passa a vida inteira, contando mentira para justificar a primeira que você contou" !

LUIZ INÁCIO






 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

NEIVA UNIVERSAL T-25 !

 





Major-Brigadeiro do Ar Fernando CESAR de Oliveira









BOM DIA ... CELSO MING !

 


O novo pacote de bondades anunciado pelo governo Lula, de apoio ao pequeno empreendedor, deve ser analisado sob dois ângulos diferentes.

A decisão mais relevante é a que perdoa dívidas tributárias dos microempreendedores individuais (MEIs) para com a União. A outra cria o agora denominado Pix MEI, que nada mais é do que uma doação de até R$ 5 mil por empreendedor.

A primeira bondade prevê renúncias fiscais de até R$ 12,6 bilhões. A outra, despesas de aproximadamente R$ 5 bilhões. O objetivo não é apoiar o negócio próprio, como afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas amolecer a boa vontade do pequeno empresário, que normalmente se inclinaria a votar no candidato da oposição.

Fosse um objetivo de política econômica (ou social), o governo Lula teria agido ao longo dos quatro anos de sua administração.

A rigor, o atual governo nunca demonstrou simpatia pelo pequeno e médio empreendedor. Ao longo de todos esses anos, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tentou enquadrar iniciativas desse tipo nos dispositivos da velha CLT e na sindicalização.

Nunca se conformou com a negativa dos trabalhadores de aplicativos, como os que pilotam todas as formas de uberização, de aceitar a imposição de regras trabalhistas à moda antiga.

Espalha-se pelo País a ideia de que, melhor do que o emprego formal, com carteira assinada e tudo o mais, é ser patrão de si mesmo e se ver livre de bater o ponto. Claro, quem quer ser patrão, ainda que apenas de si mesmo, dispensa a intermediação do sindicato.

Esse novo empreendedorismo vem sendo fortemente incentivado pelas igrejas evangélicas. Baseia-se numa espécie de teologia da prosperidade, segundo a qual o sucesso material e empresarial do fiel deve ser visto como consequência de seu contrato com Deus.

Essa mentalidade, que pode ser vista como nova ética protestante, é uma das razões pelas quais o PT e o presidente Lula têm dificuldades de diálogo com os evangélicos.

Em todo caso, essa nova distribuição de benefícios aos pequenos e médios empreendedores deve ser vista como convencimento tardio do governo Lula de que não pode ignorar as grandes transformações nas relações de trabalho.

O outro ângulo de análise dessa decisão envolve uma questão de risco moral (moral hazard, para os ingleses).

O Brasil tem uma longa história com o perdão de dívidas tributárias. O prazo de validade do Refis (Programa de Recuperação Fiscal), que prevê regularização de dívidas de impostos com abatimentos, nunca se esgota. Um Refis acaba quase sempre emendado no seguinte, como cigarro de tabagista aceso no anterior.

Nessas condições, para que pagar dívida com a Receita? Melhor sempre esperar por algum perdão. Nessa condição, quem paga certinho acaba se sentindo um trouxa.







quarta-feira, 14 de outubro de 2026

JORNALISTA OU CABO ELEITORAL !?

Villas-Bôas Corrêa foi um dos melhores analistas político do Brasil
 


Nós vivemos numa democracia ...

O país tem eleições livres...

no dia 4, o eleitor foi as urnas escolher quem iria representa-lo no congresso, no governo do estado e quem vai comandar o país nos próximos 4 anos ...

Cada um vota no candidato que quiser !

ISSO É DEMOCRACIA !

Graças a Deus, ainda temos uma IMPRENSA LIVRE ... que é um dos pilares fundamentais do Estado democrático de direito.


O problema ... é quando o "jornalista" (com ou sem diploma) "veste a camisa" e entra na campanha para eleger um candidato ...

na minha opinião, ele perde credibilidade ... deixa de ser um jornalista para virar "militante" político !

O jornalista tem todo o direito de ter preferência por um ou outro candidato ... não existe jornalista 100% imparcial ...

mas quando um jornalista divulga FOTO em "rede social"... fazendo "o L", ou vestindo camiseta da seleção brasileira no "MEIO DE UM COMÍCIO" de um candidato... ele perde o respeito do seu leitor, porque deixa de ser jornalista para virar "CABO ELEITORAL". 

Nesse caso o "jornalista" SE APEQUENA !


Há 40 anos, na extinta TV MANCHETE, assisti a uma entrevista com o grande jornalista Villas-Bôas Corrêa ... um dos melhores analistas político do Brasil

ele disse: "Você nunca vai me ver falando mal do Sarney, porque eu sou amigo pessoal dele"

... SINCERIDADE é o mínimo que a gente exige de um grande jornalista !








terça-feira, 13 de outubro de 2026

BOA NOITE ... DORA KRAMER !

 



Stanwyck & MacMurray... hidden gem in Sirk's filmography

 


Ontem revi esse melodrama soberbo dirigido com "finesse" pelo mestre Douglas Sirk, com o casal  de "Double Indemnity" Fred MacMurray e Barbara Stanwyck.

Barbara, na minha opinião, é a grande dama do cinema americano ... uma tremenda atriz, com incrível presença em cena, que se destacou nos mais diversos gêneros: do faroeste à comédia ...
















segunda-feira, 12 de outubro de 2026

BOA NOITE ... IVAN LESSA !

 





BOA TARDE... SPENCER DAVIS GROUP !

 










domingo, 11 de outubro de 2026

"MEDO DAS URNAS"... irão aceitar uma derrota !?!

 


SINAIS muito preocupantes

no caso de derrota ...

irão aceitar, ou partirão para a ANARQUIA ...

incentivados por um LÍDER que não "aceita" UMA DERROTA !

anarquia, medo, desrespeito por quem "PENSA DIFERENTE" ... 

uma turba revoltosa "pregando" REVOLUÇÃO (sic) !

QUE REVOLUÇÃO ?

Vai ter "REVOLUÇÃO" (golpe) no caso das URNAS derem a vitória para a oposição?


É ESSE TIPO DE "GENTE" QUE DEFENDE A "DEMOCRACIA"


Ouvi esse MESMO DISCURSO" em 2022... da boca de Jair Bolsonaro 👇

BOM DOMINGO A TODOS ! 👇