sexta-feira, 3 de abril de 2026

BOM DIA ... LE BALLON ROUGE !

 Albert Lamorisse




Quando eu quero me desligar do mundo ... assisto Le Ballon Rouge (1956)

é absolutamente impossível terminar de assistir a este filme e não se sentir melhor !

"O Balão Vermelho" é uma experiência cinematográfica única.

















quarta-feira, 1 de abril de 2026

BOA NOITE ... DEAR AMERICA !

 








BOM DIA ... ROBERTO DaMATTA !

 


Cada especialista em Brasil apontou alguma ausência: faltaram pureza racial, um colonizador mais avançado, partidos políticos com valores definidos. Talvez fosse melhor falar do que temos de sobra, como hipocrisia e carisma na sua forma mais degradante: o populismo e uma incurável parcialidade. Entre nós, ignorar a lei e o bom senso é sinal de importância social.

Nosso modo de encarar esse dilema segue um inabalável legalismo. Criamos regras acreditando que um confuso aparelhamento burocrático soluciona problemas de costumes, tal como Donald Trump acredita que seus desmesurados porta-aviões agenciem a rendição do Irã. É a velha ilusão de que foguetes e drones resolvem guerras, destruindo muito e perdendo pouco, pois temos a maior força militar do planeta. Um planeta, aliás, que deixou de ser vivido em sincronia com a natureza.

Lançar foguetes é como usar a “canetada” para salvar colegas ou refazer hierarquias em espaços igualitários. Fica-se na ilusão de que as leis existem, mas elas não são universalmente aplicadas. Não para nós, mas para eles.

No Brasil, nossos drones, foguetes e porta-aviões são as leis produzidas pelo nosso “caga-regrismo”, que até hoje imagina que o poder de legislar opera resolvendo intelectualmente, mas – como os foguetes trumpistas – aumenta frustrações. É muito mais fácil cair na ilusão de que a lei resolve do que discutir o que a lei representa numa sociedade que sabe como sua aplicação é abafada ou simplesmente anulada para certas categorias sociais.

Desde os tempos de Esopo, a fabulação serve como exemplo para intenções, vaidades e pecados humanos. Uma fábula muito conhecida é a dos órgãos do corpo humano que um dia resolveram imitar Donald Trump e determinar qual era o mais poderoso. “Sou eu”, disse o olho. “Não”, berrou a boca, debaixo da discórdia do nariz, ouvidos, estômago, mãos e pés.

Em meio à polêmica, ouviu-se a pequena voz do escondido ânus e, em seguida, a sua imediata expulsão, como a de um cidadão de última categoria. “És”, disse o nariz, “um órgão inferior e sujo; não tens nenhuma importância!”. O humilhado cu retrucou, piscando: “Vou me fechar e vocês verão o meu poder”. Após alguns dias, todos os órgãos que se achavam donos de um indiscutível poder dos fortes pediram perdão ao ânus, que voltou a funcionar, devolvendo – graças ao poder dos fracos – funcionalidade ao corpo.

Assim reza a fábula que, hoje, é literalmente replicada na estreiteza do Estreito de Ormuz – uma passagem estratégica que, se retraída, estrangula a fisiologia do mercado energético planetário. O Estreito de Ormuz ressalta que, antes de sermos países ricos e pobres isolados nos nossos egoísmos coletivos, somos e continuamos a ser, como diz a fábula, parte de um conjunto cuja funcionalidade não pode ser trocada pela selvageria da guerra, a qual nega o que temos de mais sagrado: a nossa humanidade.






segunda-feira, 30 de março de 2026

BOA NOITE ... Albert Lamorisse !

 (Paris, 13 January 1922 – Karaj, Iran 2 June 1970)





Iran, esse belo país, que está sendo destruído pelas bombas de Trump e Netanyahu !!!

Em 1970, foi filmado pelo sensível e poético diretor francês Albert Lamorisse.

Lamorisse morreu em um acidente de helicóptero enquanto filmava este documentário, durante uma viagem pelo Irã.  Sua viúva e filho concluíram o filme. 

O filme foi indicado postumamente ao Oscar de Melhor Documentário.







BOM DIA ... SUBSTITUTO DO VERSTAPPEN !



 


Um rápido comentário da F1, que agora "sai de férias" e só retorna no próximo mês


Primeiro falar sobre o Verstappen, que é o assunto do momento ...

Nas entrevistas, deixou coisas no ar, insinuando que não esta satisfeito com os novos rumos da F1 ...

Isso não é hoje ... há muito, já reclamava das regras da categoria


Ano passado ou retrasado, preferiu passar a madrugada acordado (num fim de semana de Grand Prix), jogando corrida on-line ...

Agora busca satisfação pilotando os carros GT ... isso é sinal que ele não está se divertindo com os F1


Talvez siga o mesmo caminho do campeão Kimi Raikkonen, que "infeliz" com a F1 tirou um ano sabático ... 

Raikkonen, quando perdeu o "tesão" pela F1, foi correr de "rally" ... depois uma "pausa" retornou a categoria

Não acredito que ele pare no meio da temporada, tem muita grana na jogada, ele deve pelo menos cumprir o contrato de 2026 ... no final do ano pode pegar o boné e ir embora.


Se resolver deixar a categoria, seu lugar será ocupado por outro piloto ...

ANDREA KIMI ANTONELLI, que na minha opinião será um novo VERSTAPPEN !

E vai ser  um VERSTAPPEN "melhorado" !!!!


Sim, acho Kimi melhor que Verstappen ! (podem me cobrar daqui há 4 anos)

Vejo Antonelli com as mesma qualidades do Max, mas com uma "cabeça melhor"


O Max tem um talento extraordinário, mas tem um "fio desencapado" na caixola !

que vez por outra, um fio encosta no outro ... e sai faísca

Já Antonelli, possui o mesmo talento do Max ... mas com os fios da caixola "bem isolados" !


BRIGA SANGRENTA NA MERCEDES


Estamos só no começo da temporada ... muita água pode rolar por debaixo da ponte

Mas pelo "andar da carruagem" ... sinais "indicam" que acontecerá uma "briga sangrenta" dentro da MERCEDES.

Podem apostar, no final do ano o "ambiente" vai pegar "fogo" dentro da equipe


Toto Wolf, já prevendo o que poderá acontecer ...tenta "apagar" os primeiros "focos" que estão surgindo


O PAU VAI COMER porque o "Lord inglês" não vai admitir perder o título para o italiano que "acaba" de chegar na equipe !

A briga ALONSO/HAMILTON de 2007 vai parecer "briga de criança" perto da rivalidade RUSSELL/ANTONELLI !


O italiano, apesar da pouca idade, "não leva desaforo para casa" ... o mesmo vale para o "Lord inglês"


Vai sobrar prá todo mundo ... acusações, chororó, golpes nas partes baixas, dedo no olho, rasteira

Podem comprar ingresso para a primeira fila ... vai ser um VALE-TUDO !





domingo, 29 de março de 2026

Foda-se os carros ... o que importa são os pilotos !

 



O regulamento é uma merda ?

Sim, é ... 

Os carros atuais da F1 são uma merda ?

Sim ... não tem ronco, excesso de eletrônica, são grandes, pesados e feios !

As disputas são artificiais ?

Sim ... asa móvel, carga e recarga de bateria ... etc


Então, tudo na Formula é uma merda ?

Não !!!

por que?

Porque ainda temos os pilotos ... O fator humano ainda faz a diferença !!!!


Venho criticando a F1 faz tempo ... acho tudo uma merda, está chata, mas ...

... o que me motiva continuar assistindo, são os pilotos !


Fiquei "encantado" com os 4 títulos do Verstappen ... durante 4 anos fomos "brindados" com o talento excepcional do holandês voador ... antes tivemos o fantástico Lewis Hamilton, que mesmo com o domínio avassalador dos carros Mercedes, mostrou todo o seu talento ...


Agora, quem me encanta é o jovem Andrea Kimi Antonelli ... uma "joia rara"

Vê-lo pilotar no limite um bólido a 300 Km/h ... é um deleite !

Por sua causa (esse foi o único motivo) ... fiquei acordado nas madrugadas de sábado e domingo


Valeu a pena !!!!!!!

OBRIGADO KIMI !!!!!!






BOM DIA ... KIMI "gladiator" ANTONELLI !!!

 






sábado, 28 de março de 2026

BOA NOITE ... Richard C. Sarafian !

  (New York City, April 28, 1930 – September 18, 2013)











BOM DIA ... WOLF ARRUMOU UM PROBLEMÃO !

 

TIVEMOS: SCHUMACHER, HAMILTON, VERSTAPPEN ... O PRÓXIMO É ANTONELLI!


ALGUÉM AINDA TEM DÚVIDA QUE ESSE GAROTO É BOM !?


Comentei em post anterior, que o plano de Toto Wolf para 2026 é fazer George Russell campeão ...

seria uma "reparação" para com o britânico pela "falta de sorte" e pela decisão de manter o "fraco" Bottas na equipe em 2021.

George Russell merecia ter entrado na equipe já em 2021, pelo que fez com o piloto titular Bottas, quando substituiu Hamilton no Grande Prêmio de Sakhir  ... ali ele "esmagou" o finlandês !

Se entrasse naquela época na Mercedes, poderia ter "brigado" pelo título, já que o carro Mercedes ainda era um avião .... mas o "pragmático" Wolf, preferiu manter o "manso" Bottas para não criar problemas para Lewis.

Quando finalmente entrou na equipe, o carro já não era o mesmo ...


Em 2026 finalmente chegou a minha vez !... pensou

vou ter uma "chance" de brigar pelo mundial ...

Eu tenho um lindo carro, um belo motor ... e a vida é uma "maravilha" ! como disse, pelo rádio, após vencer o GP Austrália ...

SÓ QUE ESQUECERAM DE "COMBINAR COM OS "RUSSOS" ou melhor, com um italiano !!!!


Na minha avaliação, se não tivesse acontecido aquele acidente no TL ... Kimi teria vencido na Austrália !

Percebi que ele vinha "forte" desde a 1ª sessão de treinos livres ... infelizmente, numa volta rápida, teve aquele acidente ...pegou uma zebra com o pneu traseiro o que fez a traseira do carro "pular" e a perda do controle do carro.

Russell que vinha sentindo a "pressão", depois da pancada do companheiro ..."cresceu"


Agora a pressão (do italiano) voltou ... é "visível" a cara de quem "comeu jiló" do piloto inglês!

ele deve estar pensando: agora que chegou a "minha vez" ... aparece esse "moleque" prá estragar a festa!

Kimi vai ser uma pedra no sapato do inglês em 2026 !


Venho elogiando o italiano faz tempo ... ano passado já mostrou que é piloto de ponta !

Quando coloca o capacete "cresce"... vira uma fera, um verdadeiro "leão" !

Tivemos as "eras" Schumacher, Hamilton, Verstappen ... a próxima vai ser do Antonelli!


A animação do chefe da Mercedes com a pole do Kimi contagia a gente ! Kkkkk 👇





 

sexta-feira, 27 de março de 2026

TOGA SUJA: ME ENGANA QUE EU GOSTO !

 


A um só tempo, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu a proeza de parir uma aberração jurídica e ofender a inteligência alheia numa única sessão. Anteontem, Suas Excelências validaram, sob nova roupagem, os chamados penduricalhos, vedados expressamente pela Constituição. Ao extinguir alguns desses privilégios e preservar outros tantos, fixando-lhes um limite de 35% do subsídio pago aos ministros da Corte, o STF criou um novo teto remuneratório à margem do Congresso. Para piorar, um teto que, na prática, só beneficia as castas do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Espremendo-se os votos supostamente virtuosos em defesa da moralidade pública e do erário, o que sai é o Supremo dizendo à Nação, de forma inequívoca, que há uma Constituição válida para a esmagadora maioria dos cidadãos e outra, bem mais generosa, à qual estão submetidos magistrados, procuradores e promotores.

O art. 37, inciso XI, da Lei Maior estabelece, em português cristalino, que nenhuma remuneração no serviço público pode ultrapassar o salário bruto dos ministros do STF. Hoje, isso corresponde a R$ 46.366,19. Não há margem para acrobacias semânticas nem para a multiplicação de pagamentos adicionais que, embora travestidos de “indenizatórios”, funcionam, a bem da verdade, como clara burla do limite constitucional.

A esse novo teto “extraoficial”, digamos assim, que conviverá com o teto constitucional até que o Congresso edite uma lei definindo que verbas podem ser classificadas como indenizatórias, o Supremo deu o nome de “regime de transição”. Ora, não se negocia uma inconstitucionalidade flagrante. Não se transige com privilégios que afrontam a própria ideia de República.

Fosse mais cioso de seu papel no Estado Democrático de Direito, o Supremo teria extinguido todo e qualquer penduricalho, de forma que nenhum servidor público no Brasil pudesse receber mensalmente mais do que R$ 46,4 mil. E os que não ficarem contentes com esse patamar de remuneração, que peçam exoneração e busquem condições melhores na iniciativa privada. É tão simples quanto isso.

Mas, ao estabelecer parâmetros arbitrários e autorizar pagamentos fora do texto constitucional, o STF não apenas usurpou uma prerrogativa do Poder Legislativo, como o condicionou. Se o Congresso nada fizer, a elite de servidores do Poder Judiciário e do parquet continuará a receber suas benesses – talvez um pouco menores em valores, mas igualmente imorais e inconstitucionais – como se nada de errado houvesse. Mais bem dito: além de legislar, o STF criou um fato consumado, qual seja, um modelo de remuneração sui generis que relativiza o teto constitucional e normaliza a exceção.

A alegação de economia para o erário chega às raias do deboche. Não se economiza ao validar pagamentos inconstitucionais que nem sequer devem ser realizados. Se determinadas verbas indenizatórias violam o teto, têm de ser eliminadas, não limitadas. Ao estabelecer um porcentual aceitável de penduricalhos, o Supremo ignorou deliberadamente que o problema não está nos excessos, mas na própria existência desses privilégios.

Se a afronta ao texto constitucional por seu maior guardião já é perturbadora, o desdém do STF pela realidade da esmagadora maioria dos trabalhadores brasileiros, que nem sonha com férias de dois meses anualmente, é ofensivo. Cidadãos comuns não dispõem de expedientes corporativistas para engordar seus holerites. Já no topo do funcionalismo público, consolida-se um sistema paralelo, no qual o teto só existe como referência formal, contornado por uma infame arquitetura de vantagens.

Não é improvável que os ministros do STF acreditem piamente que a decisão irá arrefecer o mal-estar da sociedade diante dos abusos e mau comportamento de alguns deles. O efeito, porém, é diametralmente oposto: a corrosão ainda maior da credibilidade da Corte, vista como uma ermida para o corporativismo.

É preciso afirmar sem rodeios: o teto constitucional não comporta puxadinhos. É o limite absoluto para a remuneração do funcionalismo público. Que isso não tenha sido declarado pelo Supremo com todo o vigor que a questão exige é uma submissão inaceitável do melhor interesse público ao patrimonialismo e ao espírito de corpo.





BOM DIA ... TOGA SUJA: 7 HOMENS E UMA MULHER !

 






 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Remembering the Sabra and Shatila Massacre !









15-year-old volunteer paramedic was killed Israeli air attack !

 





 

quarta-feira, 25 de março de 2026

BOA TARDE ... WILLIAM WYLER'S BEN-HUR 4K !

 










BOM DIA ... ROBERTO DaMATTA !

 


Testemunho assombrado um mundo conturbado e a confusão do aparelho administrativo nacional, compelido a exigir a pulso uma mudança no comportamento de suas elites. Trata-se de uma burocracia aristocratizada por prerrogativas e penduricalhos, pressionada a modernizar-se pelo inusitado poder das tecnologias digitais – sistemas ignorantes dos nobres protocolos fundados no silêncio como privilégio.

É a força dessas selvagens tecnologias de comunicação que denuncia congressistas e magistrados – a elite –, revelando uma rede de desfalques que envergonha os cidadãos comuns e desvenda a obsolescência de nosso sistema de governança.

Escândalos que implicam bancos e tribunais mostram uma estrutura de dominação burocrática atrelada a uma estrutura de dominação relacional. A impossibilidade de punir revela os entraves de uma democracia hierarquizada em supremos, e a crença pueril segundo a qual todos os problemas se resolvem quando são legislados.

Democracia exige sinceridade e coerência. A disfuncionalidade do sistema político nacional ilustra com clareza um poderoso insight do filósofo Karl Jaspers, quando ele aponta “o conflito existente entre o poder (que tende ao segredo) e a verdade (que deseja tornar-se coisa pública)”. A capacidade de informar sem nenhuma censura é o apanágio dos sistemas igualitários. Neles, os poderes têm limites, e a ultrapassagem dos limites – comuns no Brasil – vem sendo demolida por uma intensa e extensa rede de informação.

As redes pariram aquilo que sempre foi o ponto crítico de todo sistema de poder baseado na capacidade de enganar o igualitarismo e a imparcialidade legal. Com isso, o segredo que guardava os elos e interesses pessoais em conflito com os deveres públicos foi desmascarado. Se antes eram expostos por descuido, hoje são divulgados em redes sociais. Nelas surgem essas rotineiras, mas abomináveis contradições entre a ética da casa e as demandas morais dos cargos públicos, atingindo os que deveriam ser os mantenedores da igualdade e da universalidade das leis.

A notícia veiculada digitalmente surge em todo o planeta, desmascarando mentiras e ignorância e demandando limites aos fracos e fortes. Nas aristocracias, as decisões eram tomadas sob o direito ao segredo. O segredo, reitero com o filósofo, é o alicerce do poder absoluto. Para saber de tudo, basta aprisionar um celular – ou os celulares.

Como afirmam os americanos, as notícias chegam rompendo rotinas. A tecnologia revela qualidades e defeitos do sistema. Como dizia Max Weber, ela “desencanta o mundo”. Hoje, é muito mais difícil mentir, porque os gravadores e as redes de comunicação expõem sem afeto o que sabem.

No fundo das consequências inesperadas do progressismo, essas tecnologias obrigam a uma ética de honestidade. Coerentes nas suas impessoalidades, elas acabam nos forçando a enxergar o que sempre escondíamos de nós mesmos.