terça-feira, 15 de setembro de 2026

Explicar O Inexplicável É POSSÍVEL ?

 

Não consigo entender no quê o ministro MORAES vai se basear para "tentar" se defender

Uma linha que ele adota é o ataque ao relator do caso ministro MENDONÇA 

acusando o ministro relator de "pinçar" trechos da conversa entre VORCARO e o "suposto" interlocutor que seria o próprio MORAES

se o ministro "pinçou" trechos para levar o caso para ao ministro FACHIN ... não é relevante, porque liberando "todo" o dialogo ... isso não apagará os trechos que já foram divulgados

os trechos divulgados EXISTEM, não foram inventados pelo ministro Mendonça

O ministro MORAES nega a troca de mensagens com VORCARO ... diz que é inocente

mas ele FAZ TUDO para não ser investigado !

O maior beneficiado com um investigação (caso seja inocente) ... na teoria seria ELE ! 


Agora, quanto a existência do CONTRATO DA SUA MULHER e os CARTÕES DE CRÉDITOS ...

não dá para dizer que isso é uma "armação" do ministro relator MENDONÇA !


O contrato e os cartões EXISTEM ! isso ele não explica porque NÃO TEM EXPLICAÇÃO !


Como é que ele vai explicar para o BRASIL ... 

que um MINISTRO da mais alta corte do país, PODE participar de decisões num caso que envolve um CRIMINOSO, sendo que esse criminoso tinha um CONTRATO com a sua esposa e que esse CRIMINOSO deu cartões de crédito para o seus filhos !


são fatos que não tem como o ministro Moraes explicar !

em sua defesa ele usa um argumento ridículo:

"Alexandre de Moraes afirmou que sua esposa e seus filhos são advogados e têm o direito de exercer a profissão como qualquer outro profissional."




BOM DIA ... CAIO JUNQUEIRA !

 



O ministro Alexandre de Moraes finalizou as 44 páginas de sua defesa, encaminhada na madrugada desta terça-feira (15), sugerindo que o processo em curso contra ele se trata de uma nova tentativa de golpe que não teria se esgotado nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“A tentativa de golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas, assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA”, afirmou no último parágrafo do documento.

Ele disse ainda entender que o processo em curso contra ele se trata de uma vingança por sua condução no processo da trama golpista que levou à prisão Jair Bolsonaro.

“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, disse.

A conclusão dialoga com uma das teses centrais desenvolvidas por Moraes no documento: a de que o processo contra ele tem motivação político-eleitoral por parte do ministro André Mendonça para beneficiar a principal candidatura de oposição, a de Flávio Bolsonaro.

A expressão “político-eleitoral” é utilizada 12 vezes no texto, sempre para embasar a ideia de que Mendonça só teria levantado o sigilo da investigação contra Moraes próximo ao 7 de setembro para gerar um ambiente favorável à oposição.


OBS DO BLOGUEIRO,

Se for essa a linha de defesa adotada por ALEXANDRE DE MORAES, ele será investigado !!!!

O ministro não EXPLICOU nada !!!

Não explicou as CONVERSAS dos PRINTS não explicou CARTÕES dos FILHOS, o contrato "pornográfico" de $129 milhões do escritório da sua esposa (como uma advogada desconhecida recebe um contrato milionário) VALOR esse nunca visto por outra "banca de advogados" do país ...

O QUE ELE FAZ é tentar RELACIONAR as "suspeitas" (indícios fortes de corrupção) com os atos de 8 de janeiro

fazendo isso, ele espera POLITIZAR as suspeitas que recaem sobre ele .. como se fosse só uma disputa eleitoreira e não um CASO DE CORRUPÇÃO de um ministro da CORTE acusado de levar dinheiro de um banqueiro preso.





segunda-feira, 14 de setembro de 2026

BOM DIA ... RODOLFO BORGES ! 👇

 


Uma turba de revoltados invadiu a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023, inconformada com o resultado da eleição presidencial de 2022, vencida por Lula.

Os ministros do STF passaram semanas lidando com a reconstrução do prédio e meses julgando quem eles consideraram que tentou dar um golpe de Estado naquele dia.

Esses mesmos ministros passaram anos posando de heróis, de defensores da democracia e das instituições da República. Mas quatro deles, agora, vandalizam o STF moral, jurídica e institucionalmente, de uma forma que os revoltados do 8 de janeiro nunca poderiam fazer.


Vandalismo

Diante da perspectiva de investigação de Alexandre de Moraes (foto) por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-relator do inquérito das fake news e seus colegas Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin esculacham o que restava do Supremo — e já não era muito.

Moraes usou um relatório apócrifo cheio de ilações para pedir a investigação de um colega e cobrou o fim do sigilo de apurações só para tentar diminuir seus problemas; Dino tumultua com seu relatório paralelo do caso Dark Horse e suspendeu a decisão de um colega usando um outro processo; Gilmar e Zanin passam por cima do presidente do tribunal, Edson Fachin, para oficiar à Polícia Federal por dados que nem sequer farão diferença na deliberação agendada para a terça-feira, 15,

Tudo isso é feito com uma desfaçatez espantosa, sob os aplausos de juristas que nem sequer merecem essa alcunha, mas se manifestam nas redes para endossar a chicana escancarada.


Não há mais lugar

Essas mesmas pessoas alegaram defender as instituições nos últimos anos, e o cinismo com que atuam agora joga por terra qualquer possibilidade de levar a sério o que eles disseram nos últimos anos contra o grupo de Jair Bolsonaro — e esse cálculo eles não parecem fazer.

Se estão com medo do bolsonarismo, essas gambiarras são a última coisa que eles deveriam estar fazendo, porque elas esvaziam qualquer discurso de legalismo e ordem.

A degradação moral dos quatro ministro do STF mencionados não draga para o buraco apenas eles, mas o tribunal inteiro e todos aqueles que se prestam a endossar seus comportamentos.

Não há mais lugar para Moraes, Dino, Zanin e Gilmar no STF depois dos últimos dias. Ao atuar para salvar um ministro que não merece salvação, eles acabaram condenando quatro.





domingo, 13 de setembro de 2026

BOA TARDE ... THE PRETENDERS !

(AIR Studios London, Released 13 January 1984)
























A CONSPIRAÇÃO NO "JANTAR" !

 



9 de dezembro de 2025 - A jornalista Malu Gaspar revelou a existência de um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes

22 de janeiro de 2026 - PGR Paulo Gonet, mandou arquivar um pedido de deputados para afastar o ministro Dias Toffoli do caso MASTER.

12 de fevereiro de 2026 - O ministro Dias Toffoli é afastado da relatoria do caso do Banco Master. Renunciou à relatoria para evitar um julgamento formal sobre suspeição. 

12 de fevereiro de 2026 - sorteio que definiu o ministro André Mendonça como o novo relator do caso do Banco Master

4 de agosto de 2026 - O jantar entre o presidente Lula, o senador Davi Alcolumbre e os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin 

23 de agosto de 2026 - Saiu na IMPRENSA o objetivo do JANTAR: foi discutido como "enfraquecer" o ministro André Mendonça

1 de setembro de 2026 -  divulgação dos prints apagados de Vorcaro e contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

1 de setembro de 2026 - O diretor-geral Andrei entrega o relatório "apócrifo" a Moraes. A decisão ocorreu no mesmo dia em que Mendonça expôs um relatório com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao contato "Alexandre de Moraes".

3 de setembro de 2026 - ministro Alexandre de Moraes apresentou um pedido de investigação contra o colega André Mendonça no STF, usando um relatório "fake" entregue pelo diretor PF Andrei Rodrigues

11 de setembro de 2026 - ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin confrontou e rebateu formalmente o ministro André Mendonça em uma intensa troca de ofícios na corte.

11 de setembro de 2026 - Andrei Rodrigues diz que cumpriu ordem de Moraes nos relatórios ...


PARA entender a "chicana" que acontece no STF ....

Qualquer pessoa que tenha "mais 4 neurôneos" na cabeça e olhe para a cronologia dos fatos, percebe que é TUDO fruto DAQUELE JANTAR !


O JANTAR de 4 de agosto na casa de MORAES, onde estiveram reunidos:

o presidente da república LULA da SILVA (atual e candidato a reeleição)

o presidente do senado DAVI ALCOLUMBRE

o  vice-presidente do Supremo Tribunal Federal ALEXANDRE DE MORAES

o ministro STF CRISTIANO ZANIN ( ministro substituto do TSE)


ESSE JANTAR NA "CALADA DA NOITE" que reuniu OS TRÊS PODERES DA REPÙBLICA

poder executivo, o poder legislativo e dois ministros do poder judiciário.

foi organizado com a finalidade de NEUTRALIZAR o novo relator do caso do Banco Master !


Na minha avaliação, ocorreu o seguinte:

para começo de conversa a "ANOMALIA DO CASO MASTER" começa quando ele foi enviado ao STF: 

Juristas e advogados discutem se o Caso Master deveria ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou tramitar na primeira instância da Justiça Federal

O caso foi enviado ao STF após a "menção incidental" a um parlamentar. Alguns juristas apontam que isso pode ser "uma manobra" para mudar o foro do processo


O CASO MASTER começou a "sair do controle" da "banda podre do STF", a partir do momento que a jornalista MALU GASPAR revelou o contrato "surreal" da família MORAES e quando a relatoria foi tirada das mãos (sujas) do então ministro relator DIAS TOFFOLI. Apesar das "chicanas" do procurador geral da república PAULO GONET para evitar que isso acontecesse ....


Alexandre de Moraes (envolvido até o pescoço com o MASTER), ORGANIZOU aquele jantar, para pedir ajuda ao presidente LULA e ao presidente do SENADO Davi Alcolumbre...

O socorro de LULA a MORAES veio através da ajuda do "companheiro" da PF ANDREI RODRIGUES (81 dias juntos em viagens) para que "produzisse" aquela RELATÓRIO com o qual "colocaria Mendonça" como suspeito

MORAES que estava "acuado" devido a imensa quantidade de "indícios", partiu para o "ataque" com a munição preparada pelo DIRETOR da PF (que produz relatórios)

A ajuda do presidente do senado DAVI ALCOLUMBRE se deu através do "ARQUIVAMENTO" dos mais de uma centena de pedidos de "impeachment" contra o ministro do STF MORAES

O outro "PARTICIPANTE" daquele "indigesto" jantar, CRISTIANO ZANIN, cumpriu seu papel de "soldado" na organização mafiosa, quando "confrontou e rebateu" formalmente o ministro André Mendonça em uma "intensa troca" de ofícios na corte


Esse sempre foi "MODUS OPERANDI" dos governos anteriores do presidente ...

"mensalão", "petrolão", "lava-jato", CPI dos Bingos, "República de Riberão"... onde LULA pediu que o "MINISTRO DA JUSTIÇA, MINISTÉRIO DA FAZENDA e o PRESIDENTE DA CAIXA ECOMONICA FEDERAL" violassem o SIGILO BANCARIO do humilde caseiro FRANCENILDO COSTA !!!!!!!

Os governos LULA sempre funcionaram como uma organização MAFIOSA !









sábado, 12 de setembro de 2026

BOA TARDE ... ANN MILLER !

 (Texas, April 12, 1923 – January 22, 2004)










ANDREI RODRIGUES ... L'AVEU !





Por Roseann Kennedy

11/09/2026 | 20h10


O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enviou nesta sexta-feira, 11, ao Supremo Tribunal Federal uma resposta formal sobre a elaboração do relatório de inteligência apócrifo, sem cabeçalho institucional e sem valor probatório, encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes. O posicionamento do chefe da corporação, no entanto, apresenta contradições em relação ao teor do próprio documento.

O relatório em questão serviu de base para que Moraes acusasse o relator do caso Master, ministro André Mendonça, de abuso de autoridade. A manifestação de Andrei entra em choque direto com o texto produzido pela própria PF em pelo menos quatro pontos centrais.

​A primeira incoerência envolve o monitoramento de autoridades. Enquanto o diretor-geral afirmou ao Supremo que não existiu nenhum tipo de acompanhamento sobre André Mendonça ou sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias, o próprio relatório fala abertamente em realizar “monitoramento e coleta dirigida” contra os envolvidos.

​O segundo ponto está na origem das informações. Andrei Rodrigues alegou que os agentes apenas organizaram fatos vivenciados pela própria equipe de investigação. No entanto, o documento mostra o uso de notícias e fontes abertas, além de mandar levantar novos dados e fazer comparações.

A terceira divergência diz respeito à punição de policiais. O comando da PF nega que a área de inteligência tenha atuado para fiscalizar ou punir servidores. Apesar disso, o relatório analisa a conduta individual de agentes e sugere enviar à Corregedoria o caso do policial que nomeou a operação sobre o filho do presidente Lula como “Elli”.

​Por fim, há um conflito sobre o uso político do documento. A Polícia Federal declarou que os papéis eram apenas análises técnicas ligadas às investigações. O relatório, porém, entra em temas políticos ao avaliar alinhamentos partidários, disputas eleitorais, a atuação de nomes como Jorge Messias e ACM Neto, e o jogo de forças dentro do próprio STF.





 

LULA: se não tem CARNE, a gente come OVO!

 




 


 

BOM DIA... Mentiroso compulsivo ! 👇

 






O presidente LULA era uma espécie de "CONSIGLIERE" do ministro do supremo ALEXANDRE de MORAES (suspeito de ter ligações com o criminoso Vorcaro)...

Em que outro país do mundo, um presidente do Poder Executivo "DÁ CONSELHOS" (entre aspas, diz o que fazer) a um ministro da Corte Suprema !?



Em que outro país do mundo, um presidente do Poder Executivo "CHAMA PARA UM CAFÉZINHO" e uma "CONVERSA TÊTE-À-TÊTE" um ministro da Corte Suprema !?







Em que outro país do mundo, um ministro da suprema corte, tem A DUPLA FUNÇÃO de "MINISTRO DO STF" e "ARTICULADOR POLÍTICO DO GOVERNO" !?








sexta-feira, 11 de setembro de 2026

... e o PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA !?

 



 Gonet é suspeitíssimo

Cabe à PGR opinar sobre investigação de ministro do STF, mas por razões óbvias o procurador-geral tem o dever de se declarar impedido na sessão do STF que analisará o caso de Moraes

Na condição de dominus litis, ou seja, titular da ação penal pública derivada de inquérito originário do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República é a autoridade incumbida de opinar sobre a investigação criminal de ministros da Corte. Em tese, portanto, cabe ao sr. Paulo Gonet requerer ou contestar a abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes, suspeito de ter cometido ao menos quatro crimes – corrupção passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência e violação de sigilo funcional – ao se associar a Daniel Vorcaro.

Como é sobejamente sabido, Moraes está financeiramente vinculado a Vorcaro por meio do milionário contrato de advocacia – editado pelo próprio ministro – entre o Banco Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Ademais, como este jornal revelou, a Polícia Federal (PF) descobriu que ambos trocaram mensagens em ritmo frenético até poucas horas antes da prisão do banqueiro à porta da fuga, em 17 de novembro do ano passado.

O problema, incontornável, é que o sr. Gonet também figura no relatório da PF como uma das autoridades que se refestelaram, no Brasil e alhures, com as mordomias bancadas por Vorcaro – ou melhor, pelas vítimas das fraudes que o vigarista cometeu enquanto controlava o Banco Master. Há mensagens constrangedoras atribuídas a Gonet com interlocutores de Vorcaro. Nelas, aquele que seria o procurador-geral diz sentir “saudades” do banqueiro, pergunta se em determinado convescote seriam servidos uísque Macallan e charutos aos convivas e pede para que seu filho seja incluído em uma dessas borgas.

Como coadunar a mera ideia de república com a presença de Gonet na sessão plenária do STF na próxima terça-feira, na qual o colegiado decidirá se Moraes deve ou não ser investigado? Mais: como Gonet pode continuar chefe do Ministério Público Federal sem que a Procuradoria-Geral da República, uma das unidades fundamentais do sistema de Justiça, seja desmoralizada pela pusilanimidade de seu titular? Convém lembrar que, no mesmo dia em que o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o relatório da PF que apontou as supostas ligações de Moraes e Gonet com Vorcaro, o procurador-geral defendeu a nulidade do documento que o comprometia. Noutras palavras: o juízo do sr. Gonet já está formado – e é flagrantemente contrário não só à robustez dos indícios que pesam contra ele, mas sobretudo ao melhor interesse público.

Alexandre de Moraes precisa ser investigado. É o mínimo do que esta república precisa para seguir vigorando como regime político no qual todos são iguais perante a lei. A Moraes, como de resto a qualquer cidadão, a Constituição garante presunção de inocência. Mas ele, no mínimo, tem de ser investigado e, nessa condição, afastado do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Se acaso nem uma coisa nem outra ocorrerem na sessão plenária do STF no próximo dia 15, seguramente a mais importante nesses quase 40 anos de vigência da ordem constitucional de 1988, será mais que uma vergonha: será uma implosão institucional.

Se o senso de decência pessoal de Gonet falhar e ele não se declarar impedido para seguir à frente do parquet por estar “diretamente interessado no feito” (art. 258 do Código de Processo Penal, combinado com art. 252, inciso IV, da mesma lei), há caminhos legais para a sua destituição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, não só pode como deve destituí-lo do cargo, sob autorização da maioria absoluta dos senadores (art. 128, parágrafo 2.º da Constituição). O próprio Senado, aliás, tem razões para abrir um processo de impeachment contra o procurador-geral.

Ademais, a Lei Orgânica do Ministério Público da União (Lei Complementar 75/1993) prevê a substituição do procurador-geral da República em caso de afastamento, e nada impede que Gonet seja substituído por um subprocurador-geral naquela sessão específica. É o que tem de acontecer. Gonet não pode atuar como dominus litis na sessão que definirá o destino jurídico de Moraes com base em um relatório da PF no qual ele também é implicado. É simples entender que, em um julgamento que exige absoluta isenção do defensor da ordem jurídica, Gonet não pode ser fiscal de si mesmo.







 

TAXA DAS BLUSINHAS ... Caio Junqueira !

 




BOM DIA ... ROGÉRIO WERNECK !

 O cerne da crise político-institucional que se abateu sobre o País fica mais claro quando o retrospecto do que ocorreu nas últimas semanas, em Brasília, toma como ponto de partida o fatídico jantar de reconciliação de Davi Alcolumbre com Lula da Silva, promovido por Alexandre de Moraes, em 4 de agosto. A 60 dias do primeiro turno, um ministro do Supremo achou apropriado sair do seu caminho para destravar a pauta eleitoreira do governo no Senado.


Findo o jantar, cada um dos três comensais tinha razões de sobra para comemorar. Para todos eles, a reeleição de Lula tornara-se fundamental. Vulnerável como está, Alcolumbre bem sabia que, sem Lula no Planalto, teria pouca chance de ser reconduzido à presidência do Senado.

Já Moraes, encalacrado com esqueletos do caso Vorcaro, agarrava-se à fantasia de que, com as reeleições de Lula e Alcolumbre, ainda teria condições resistir ao inevitável assédio que o novo Senado, bem mais à direita do atual, deverá lhe fazer ano que vem.

O que se festejava era a promessa de que em 2027 Lula permaneceria no Planalto, Alcolumbre seria reeleito presidente do Congresso em fevereiro e Moraes, não só sobreviveria no cargo, como seria alçado à presidência do Supremo em setembro.

Da perspectiva do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda haveria um ganho crucial. Reeleito, Lula logo se veria sem apoio parlamentar adequado. Ficaria mais uma vez dependente do Supremo para conseguir governar com minoria no Congresso. O que daria aos aliados do presidente na Corte a ascendência requerida sobre o Planalto para controlar o que mais lhes importa: as nomeações de novos ministros para as quatro vagas do STF que terão de ser preenchidas até o final do próximo mandato presidencial.

Esse projeto delirante e megalômano de preservação integral de poder, em que Moraes escaparia ileso, começou a vir abaixo em 1/9, quando o ministro André Mendonça decidiu que era o momento de conflagrar o Supremo com a denúncia do colega.

Da noite para o dia, a aposta de Moraes na reeleição converteu-se num fato político radioativo. Especialmente aos olhos de eleitores pendulares de centro, cada vez mais mobilizados com a questão da corrupção, como apontam pesquisas recentes.

Às dúvidas sobre o desfecho da disputa presidencial, somaram-se agora às que advêm da descrença na possibilidade que tamanha crise institucional venha a ser superada de forma adequada, em tempo hábil.

A alta incerteza com que já se defrontava a economia foi agora amplificada numa proporção que há poucas semanas pareceria inimaginável.





quinta-feira, 10 de setembro de 2026

... 👏👏👏!

 






 

E quando a ficção se torna realidade !

 


BOM DIA ... DUDLEY MOORE !

  (London, England 19 April 1935 – 27 March 2002)