quarta-feira, 26 de agosto de 2026

BOM DIA ..."tem que manter isso, viu !"

 


A Globe, empresa de investimentos pessoais dos irmãos Wesley e Joesley Batista, acaba de anunciar a compra da Avibras, a maior indústria bélica do País, que está quebrada há anos. É um investimento que dificilmente se pagará, por variados motivos, razão pela qual só se pode entender o negócio como mais um gesto dos empresários para cultivar suas excelentes relações com o governo petista. O caso, exemplar da tradição patrimonialista nacional, mostra como está borrada a fronteira entre os interesses do Estado brasileiro e os negócios pessoais dos irmãos Batista – cujo poder, em razão disso, está em franca expansão.

Não parece ser um negócio isolado, e sim parte de um padrão. Em 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff, o grupo J&F, dos irmãos Batista, constituiu a Âmbar Energia, que uma década depois compraria 12 usinas da Eletrobras e assumiria o controle da Amazonas Energia, que tinha dívidas de R$ 10 bilhões. Foi um negócio de ocasião, proporcionado pela vontade praticamente explícita do governo Lula de entregar a Amazonas Energia aos irmãos Batista. No ano passado, a Âmbar comprou a fatia da antiga Eletrobras na Eletronuclear, entrando como sócia na construção da usina nuclear de Angra 3, cuja conclusão custaria estimados R$ 24 bilhões. É praticamente impossível obter retorno satisfatório nesse negócio, mas talvez o que interesse aos irmãos Batista seja o ganho intangível de estar nas boas graças do governo petista.

É precisamente o que acontece no caso da Avibras. A empresa está em recuperação judicial desde 2022, alegando que perdeu competitividade no Oriente Médio e no Sudeste Asiático, alguns de seus principais mercados, em razão do crescimento de empresas fortemente financiadas por governos estrangeiros. Esperava, portanto, que o governo brasileiro fizesse o mesmo e encontrasse uma maneira de salvá-la – algo que os sindicatos e os militares demandavam.

Aparentemente, foi o que o Ministério da Defesa fez, ainda que não de maneira direta. Segundo o Estadão, o ministro José Múcio Monteiro Filho se empenhou na busca dessa solução, que visava a assegurar que o controle da companhia permanecesse nacional. A preocupação era garantir a sobrevivência da Avibras, considerada “estratégica” – palavrinha que opera milagres no governo Lula.

A nova Avibras, claro, nasceu livre de dívidas, sem a parte “ruim”, que ficou com a antiga. O plano de reestruturação previa ainda R$ 300 milhões em investimentos privados (consta que Joesley foi um dos investidores), além de outros R$ 300 milhões em financiamentos públicos, como o BNDES. Assim se deu a entrada triunfal dos irmãos Batista na companhia.

A operação, cujo valor não foi divulgado, ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas não há razão para imaginar que o órgão se oporá à operação dos irmãos Batista – que se tornaram líderes absolutos no segmento de proteína animal justamente por adquirir vários frigoríficos sem que o Cade objetasse.

Desse modo, os irmãos Batista caminham a passos largos para atingir um outro patamar de poder no Brasil, extrapolando o mundo dos negócios. É uma trajetória impressionante, sobretudo quando se recorda que esses empresários, não faz muito tempo, confessaram crimes aos borbotões no âmbito da Lava Jato e chegaram a ser presos. Afastaram-se do Conselho de Administração da JBS e submergiram.

Mas eis que a volta triunfal se fez possível com uma inexplicável decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, de dezembro de 2023, até hoje não apreciada pelo colegiado, que suspendeu multas de R$ 10,3 bilhões impostas à J&F no acordo de leniência firmado com as autoridades brasileiras. Toffoli aceitou a tese de que os empresários, malgrado estivessem assessorados pelos melhores escritórios de advocacia do País, haviam sido coagidos a confessar os crimes. Três meses depois, em março de 2024, Joesley e Wesley voltaram ao Conselho de Administração da JBS.

E agora entram de vez no ramo do capitalismo de compadrio.


Os irmãos Batista prestam outro inestimável serviço ao governo petista e borram ainda mais a fronteira entre negócios pessoais e interesses do Estado












terça-feira, 25 de agosto de 2026

São Paulo: POLÍCIA QUE ROUBA, ESTUPRA E MATA !

 


O governador de São Paulo assumiu o cargo achando que o "assassinato em massa" de mais de uma centena de pessoas no litoral paulista, resolveria o problema da segurança pública (como a PISTOLINHA IMAGINARIA DO ÍDOLO BOLSONARO) ... com execuções sumarias e torturas bárbaras praticadas (até hoje sem investigação e punição) pelas tropas da capital que foram ao litoral

O governador deu sinal verde para a matança, o que só piorou as coisas,

Os assaltos e latrocínios só aumentaram na cidade e agora temos uma polícia violenta, que aterroriza a população. Vamos lembrar NA HORA DO VOTO quem foi o secretário de segurança (DERRITE)

Se você está feliz com essa INsegurança nas ruas VOTA no palhaço !

Os paulistas tem mais medo da polícia do que do bandido ...

Não estou falando só do bacana da Faria Lima (que tem aliança roubada), mas da maioria da população que vive na periferia e sofre com os "abusos" da polícia !

Um caso "chocante" a cada dia !

policial "jogando" pessoas da ponte ... atirando no peito de "estudante desarmado" ... policial disparando "a queima roupa" em mãe de família por encostar no espelho da viatura (a assassina acabou "promovida") ... agora, "sequestro, estupro e roubo" de um menina menor de idade !

O GOVERNADOR "CALADO" (finge que não é com ele) .... imprensa DIPLOMADA não é capaz de fazer uma simples entrevista com o secretário de segurança exigindo explicações satisfatórias para a população

o que temos é aquela notinha de praxe lida no final da matéria:

Nota da SSP-SP na íntegra

"A PM não tolera desvios de conduta e agiu com firmeza para dar pronta resposta ao caso, com apresentação imediata à Polícia Civil dos dois agentes acusados pelos crimes…"

os SUSPEITOS presos, nem "algemados" estavam (como as imagens da TV mostraram)


NO RESTO DO MUNDO, é diferente:

o prefeito pede desculpas as vítimas, o governador é cobrado pela população, o xerife tem que dar explicações ... as vítimas são indenizadas pelo Estado e os culpados são condenados com penas duras!!

Aqui ...




BOM DIA ... A FACE IN THE CROWD !

 
















segunda-feira, 24 de agosto de 2026

BOM DIA ... FLOYD PATTERSON !

 (Waco, North Carolina, January 4, 1935 – May 11, 2006)















domingo, 23 de agosto de 2026

que Brasil é esse ... Explicação didática: GLENN GREENWALD!

 








BOM DIA ... VAI TER GOLPE EM 2026!

 




Está mais que provado que JAIR BOLSONARO tentou um golpe nas eleições de 22 ... 

Foi julgado e condenado, agora cumpri pena (espero que não seja libertado como LULA foi)

No próximo mês, será lançado o livro "Eu disse não: uma trincheira antigolpista" (Autêntica Editora) do ex Comandante da Aeronáutica onde descreve as pressões feitas por Jair Bolsonaro para que os militares aderissem ao golpe.



Agora, chegou A VEZ DE "LULA" TENTAR DAR O SEU GOLPE !!!!


LULA ajudado pela "BANDA PODRE" do STF, pela PGR de Gonet, em "conluio" com os CORRUPTOS do Congresso Nacional, que desejam a "manutenção do status quo" !

 Davi Alcolumbre, UNIÃO, presidente do senado (metido até as orelhas no escândalo do MASTER) e o

presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) que também tem seu nome associado ao caso do Banco Master.

Aquela "reunião", até agora sem explicação, organizada pelo Manda-Chuva do STF (que recebeu 129 milhões do MASTER) com Alcolumbre e Lula, QUE ESTÁ encrencado com o escândalo do INSS, com as travessuras de seu filho LULINHA e de seu ex chefe de gabinete MARCOLA (não confundir com o do PCC, esse é o Marcola do PT)



SERÁ QUE VAMOS ASSISTIR OUTRA TENTATIVA DE GOLPE NAS ELEIÇÕES DE 2026 !?







 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

BOA NOITE ... ROBERTO DaMATTA !

( Niterói, Rio de Janeiro July 29, 1936)



É maravilhado, surpreso e assustado que, pensante e andante, fui vestido por 90 anos no dia 29 do mês passado. Aliás, fui distinguido com uma foto na primeira página e entrevista neste jornal no qual escrevo desde 2001, o que tocou fundo o meu coração.


Aos 90, você não mais “faz”, “chega”, “completa” ou tem primaveras, pois são as primaveras que têm você. Viramos uma espécie de vivente além da conta, pois coisas velhas deveriam estar num porão, mas a vivência insiste em nos manter vivos. Ser um velho mantendo dentro de si um jovem e uma criança, um demônio e um anjo, um mortal e, quem sabe, o desejo amaldiçoado da imortalidade, é um paradoxo. Causa espanto e, nuns poucos, desolação. Na grande seara dos invejosos, chegar aos 90 falando, andando e pensando teimosamente feliz é, como dizia Tom Jobim, uma ofensa.

Sou e estou velho. Vivi enfrentando minhas deficiências, dores e, no meio dos meus sofrimentos, não abandonei a seara da paz, da harmonia e da esperança. Apesar de tudo, permaneci companheiro de mim mesmo. Aprendi as chamadas “idades do homem” num tempo em que o gênero masculino englobava o feminino. Havia infância, juventude, maturidade e velhice. Abafava-se o nascimento para não terminar mencionando o que o nosso progressismo e desencanto reprimem: a morte ou o fim. Esse inexorável destino que o envelhecer trata muitas vezes como benefício, pois o velho corpo pode ser mais pesado do que a alma por ele inventada.

O fato é que as imposições da vida escondem e afugentam a inevitabilidade do fim. Esse fim que uma consciência onipresente e desenhada para a vida é incapaz de imaginar. Exceto por meio das imagens pastorais das crenças religiosas, muito embora essa morte seja experimentada todas as noites, quando dormimos, como conceitua um imenso Manuel Bandeira.

Tenho plena consciência de que cheguei ao término de um ciclo. Não é um fim, é uma fase. Na infância, almejamos a beleza da juventude. Na juventude, experimentamos os becos das escolhas. Maduros, inevitavelmente nos tornamos sérios, quadrados, controladores e, às vezes, sectários. Velhos, temos a suprema felicidade de testemunhar as estradas da vida que criamos. Conheci de perto a velhice casmurra do meu avô e o mais ou menos soturno envelhecimento do meu amado pai. Agiota que sou – como quer o paradoxo da vida –, mais velho que eles, entendo que há muitos estilos de viver e de morrer. O remédio é o amor que nos alegra, nos completa, nos traz prazer e tudo isso que compete de igual para igual com a morte.


P.S.: Ah! Antes que eu me esqueça: na velhice não há futuro ou retornos...




BOM DIA ... JACKY ICKX !

(Brussels, Belgium 1 January 1945)

 













terça-feira, 18 de agosto de 2026

BOM DIA ... LED ZEPPELIN III !


Jimmy Page, Robert Plant and John Bonham at Bron Yr Aur 1970










Page biographer George Case notes that "Knowing That I'm Losing You" is very similar to "Tangerine" and suggests that Jackie DeShannon inspired the tune.












Zacron's innovation in graphic techniques laid the foundation for his creation of the Led Zeppelin III album cover in 1970.

Zacron was born in Sutton, Surrey in 1943. He studied painting, drawing, design and etching at Studio 35 in Surbiton from 1957-1960 with Eric Clapton, and later at Kingston College of Art where he met Jimmy Page. 










segunda-feira, 17 de agosto de 2026

BOM DIA ... "DUKE" !

 















domingo, 16 de agosto de 2026

The Iron Mistress: A Legendary Movie for a Legendary Knife !

 




Por Luiz Carlos Merten
14/10/2008 | 

Outro pedido de informação. Aproveitando um post sobre meu amigo Sérgio Leeman, que dirigia a rede Telecine em Portugal, Benedito diz que também gosta muito de 'Nenhuma Mulher Vale Tanto', de Gordon Douglas e me pergunta se sei alguma coisa sobre o filme em DVD. Confesso que nunca o vi, nem em lojas americanas (como a Virgin) nem nessas que vivo pesquisando no Centro de São Paulo, até porque, se tivesse visto, já teria comprado. 'Nenhuma Mulher Vale Tanto' chama-se no original 'The Iron Mistress' e a amante de ferro é tanto a faca, na qual o herói, Jim Bowie, interpretado por Alan Ladd, é especialista - ele passou à história por sua destreza e foi parar no forte de Álamo, no episódio que rendeu épico famoso dirigido e interpretado por John Wayne -, como a glacial Virginia Mayo com quem ele se envolve (e o título nacional deixa claro que ela não vale grande coisa). 'The Iron Mistress' é de 1952, situando-se na carreira de Douglas entre 'Fui Comunista para o FBI', que nunca vi, mas deve tratar, não sei em que chave, do macarthismo (que estava rolando naquele momento), e 'Vivendo sem Amor'. São filmes bem diversos entre si, um de espionagem ('Fui Comunista'), outro que é creditado como western, mas é mais ou menos um épico sulista, na vertente de 'Jezebel', só que do ângulo masculino ('Nenhuma Mulher') e o terceiro um drama (o título original é 'She's Back on Broadway' e trata desta estrela, Virginia Mayo, que tendo fracassado em Hollywood, volta ao teatro, para o ex-marido). Isso era Gordon Douglas, um 'artesão' que nunca se fixou num gênero porque, como contratado dos grandes estúdios, fazia o que lhe mandavam, mas seguia a fórmula de Chabrol - filmava não importa o quê, mas nunca não importa como -, o que terminou por transformá-lo num autor no próprio exercício da mise-en-scène, como reconhecia 'Cahiers du Cinéma' (mas Douglas nunca foi reconhecido como tal pela revista). Prefiro os westerns de Gordon Douglas, e acho que ele foi um dos grandes pouco valorizados do gênero, mas quando vi 'Nenhuma Mulher Vale Tanto', no começo dos anos 60, andava muito impressionado com a definição do cinema de Nicholas Ray ('É a melodia do olhar') e fiquei siderado de ver como Douglas já havia sacado isso, construindo todo o filme nas trocas de olhares, que não apenas revelavam a interioridade de seus personagens como conduziam o fluxo da própria montagem. Uma palavrinha sobre o elenco. Douglas fez vários filmes com Alan Ladd ('Voando para o Além', 'Santiago' etc) e Virginia Mayo ('O Rifle de 15 Tiros'). Sobre ela, corre uma história que já devo ter contado - pois a adoro -, mas vale repetir. Li em algum lugar, acho que no verbete sobre a atriz na enciclopédia de cinema do francês Roger Boussinot, que o sultão de Bahrein, em visita a Hollywood, e ao estúdio da Warner, pediu para conhecer Virginia Mayo porque ela era - olhem que maravilha - a prova viva da misericórdia de Alá pelos homens. Virginia, loira e bela, nunca foi uma estrela do calibre de Marilyn Monroe, mas com a morena Patricia Medina e outras menos votadas, ela reinou nas matinés da minha infância. Rainha da aventura, fez filmes de 'gêneros', westerns, de gângsteres e de espada, que descobri depois serem assinados por diretores que fazem parte do meu imaginário, como Raoul Walsh e Jacques Torneur, além de alguns dramas considerados 'sérios' (como se os outros filmes não o fossem) e o mais famoso deles foi 'Os Melhores Anos de Nossas Vidas', de William Wyler. Mas já estou me distanciando de 'Nenhuma Mulher Vale Tanto'. Só não resisto a falar sobre Virginia Mayo. Ela podia não possuir um grande temperamento dramático, mas sua filmografia é 'A', para mim, pelos autores fundamentais com quem trabalhou.












sábado, 15 de agosto de 2026

BOM DIA ... KENT, OHIO !

 (Kent State University campus, May 4, 1970)














sexta-feira, 14 de agosto de 2026

BOM DIA ... JOHN LENNON !

 (Liverpool, England 9 October 1940 – 8 December 1980)