sábado, 12 de setembro de 2026

ANDREI RODRIGUES ... L'AVEU !





Por Roseann Kennedy

11/09/2026 | 20h10


O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enviou nesta sexta-feira, 11, ao Supremo Tribunal Federal uma resposta formal sobre a elaboração do relatório de inteligência apócrifo, sem cabeçalho institucional e sem valor probatório, encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes. O posicionamento do chefe da corporação, no entanto, apresenta contradições em relação ao teor do próprio documento.

O relatório em questão serviu de base para que Moraes acusasse o relator do caso Master, ministro André Mendonça, de abuso de autoridade. A manifestação de Andrei entra em choque direto com o texto produzido pela própria PF em pelo menos quatro pontos centrais.

​A primeira incoerência envolve o monitoramento de autoridades. Enquanto o diretor-geral afirmou ao Supremo que não existiu nenhum tipo de acompanhamento sobre André Mendonça ou sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias, o próprio relatório fala abertamente em realizar “monitoramento e coleta dirigida” contra os envolvidos.

​O segundo ponto está na origem das informações. Andrei Rodrigues alegou que os agentes apenas organizaram fatos vivenciados pela própria equipe de investigação. No entanto, o documento mostra o uso de notícias e fontes abertas, além de mandar levantar novos dados e fazer comparações.

A terceira divergência diz respeito à punição de policiais. O comando da PF nega que a área de inteligência tenha atuado para fiscalizar ou punir servidores. Apesar disso, o relatório analisa a conduta individual de agentes e sugere enviar à Corregedoria o caso do policial que nomeou a operação sobre o filho do presidente Lula como “Elli”.

​Por fim, há um conflito sobre o uso político do documento. A Polícia Federal declarou que os papéis eram apenas análises técnicas ligadas às investigações. O relatório, porém, entra em temas políticos ao avaliar alinhamentos partidários, disputas eleitorais, a atuação de nomes como Jorge Messias e ACM Neto, e o jogo de forças dentro do próprio STF.