Garotas de programa, mesadas para parentes, contratos ocultos… Nesta semana em que até “ética de máfia” foi cobrada no plenário do STF, um ministro da Corte desabafa, sob a condição de anonimato:
“E pensar que a solução do ministro Fachin para tudo isso é um código de… conduta”.
Na visão do magistrado, a discussão de um código de conduta fazia sentido quando os problemas do Supremo se limitavam a falas fora do processo, entrevistas, participações em eventos duvidosos e questões de menor impacto jurídico.
O debate em curso na Corte, no entanto, envolve indícios colhidos pela PF de que magistrados e seus familiares receberam milhões de reais para supostamente favorecer um banqueiro preso por fraudes bilionárias. O caso mira suspeitas de obstrução de justiça, favorecimento em investigações e processos que tramitam na Corte.
É, por causa disso, um tema para o Código Penal, na visão do magistrado.
Em tempo, está em curso no STF uma disputa de alas para controlar a relatoria do caso Master e o futuro de eventuais delações sobre integrantes do Supremo.
