Pela primeira vez, a Quaest registra um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. A proximidade é ainda maior no segundo turno. Há simetria também nas taxas de rejeição. E na firmeza do voto no primeiro turno.
A 12 dias do primeiro turno, há na praça menos indecisão e mais convicção: 79% dos eleitores dizem que sua escolha é definitiva. Entre os eleitores de Lula, 86% se dizem convictos. Entre os de Flávio Bolsonaro, 82%. A terceira via está mesmo condenada ao acostamento.
Num dos seus recortes, a pesquisa faz um mergulho assustador na geografia profunda da alma dos eleitores. Pergunta o que mais os preocupa. E constata que há um ponto de encontro psíquico entre petistas e bolsonaristas. As duas tribos se encontram no medo.
Os dois principais candidatos não estão tecnicamente empatados apenas na rejeição e nas intenções de voto. Igualaram-se também no mau sentimento que despertam: 43% dos eleitores dizem temer um quarto mandato de Lula; 42% temem a volta da família Bolsonaro ao Planalto; e 7% temem os dois cenários.
Quer dizer: nove em cada dez eleitores (92%) vão à cabine de votação temendo viver um filme de terror com duração de quatro anos…
