terça-feira, 18 de outubro de 2016

NELSON PIQUET CAMPEÃO MUNDIAL


1981 - Sua última performance, visando ao título, foi perfeita. Tinha que chegar à frente de Reutemann. Correu para isso. Conseguiu.



Em suma: a vida de anti-herói que Reutemann encarna com o seu pessimismo em ritmo de tango não é uma boa pedida. Daí a vitória de Nelson Piquet ser saudada não apenas pelo seu time, mas por todos os outros da Fórmula 1.



Na casa de sua mãe, Dona Clotilde, em Brasília, parentes e amigos curtindo a grande decisão.



Somente agora Piquet se dá conta de que é uma grande atração, no mundo do automobilismo. O que, de resto, pouco se lhe dá. Pelo menos, por enquanto. A vida para ele, nos próximos dias, se resumirá em curtir sua linda garota, Sylvia, a namorada, uma pé quente. Diverti-se sem, entretanto, se descuidar da forma física.

Afinal, poucos sabem que ele bebe pouco, não fuma, faz dieta, nada e que, todas as manhãs, corre 4 quilômetros. Sem isso, não resistiria à dureza de um campeonato da Fórmula 1, que esse ano foi disputado em 15 circuitos dos mais diferentes traçados e num percurso total acima de 70 mil quilômetros. Ou seja: mais ou menos a distância equivalente a 3 viagens Rio-Paris-Rio ... de avião!



Carlos Reutemann, o rival, um pé-frio. Mas o argentino, um cavalheiro, acima de tudo. Agora campeão, as coisas se alteram não apenas na sua vida privada, mais do que nunca violada. Nas próprias pistas, ele passa a ser a figurinha selada, o adversário a vencer para fazer o nome.



Nelson Piquet vira superstar num momento em que a Fórmula 1 (e o Brasil) carece de ídolos. É bom para ele e para ela. E a volta de Lauda (seu mestre) só pode tornar a sua tarefa, ano que vem, mais interessante. Nikki Lauda será, sem dúvida, um duro rival.




Em Las Vegas, Nelson Piquet foi a vedete. Muita gente famosa presente no circuito, o ator Paul Newman e o ex-campeão Jackie Stewart.


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