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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

ATILLA SIPOS

Atilla Sipos


1979 - Iniciadas no ano passado, as corridas de Fiat mostraram uma nítida tendência a se tornarem, já neste ano, o melhor início para os jovens que pretendem ingressar no automobilismo de competições. Apesar de já atingida pela espiral inflacionária que vem assolando o automobilismo brasileiro, a categoria continua a ser o melhor termômetro para os novatos aferirem sua habilidade e possibilidade de passarem a uma outra categoria mais elevada.

Attila Sipos, o atual campeão brasileiro da antiga Classe A da Divisão Um, e um dos maiores botas das pistas brasileiras, seu conselho inicial para os jovens que pretendem correr de Fiat neste ano chega a ser desanimador: "a entrada de grandes equipes e a contratação de pilotos já experientes reduzem a quase nada as possibilidades de vitória de um iniciante.





sábado, 2 de junho de 2012

Campeonato Rio/São Paulo de Formula Fiat e Fiat 147


Renato Naspolini

Originalmente prevista para dia 6 de junho, no Rio de Janeiro, a terceira etapa do Campeonato Rio/São Paulo de Fórmula-Fiat e de Fiat 147 (também válida pelo paulista) acabou sendo realizada dia 20 do mesmo mês, em Interlagos.

Da briga política entre a Faerj e o Rio Motor Racing resultou a suspensão de seis meses imposta pelo Conselho Técnico Desportivo Nacional  ao Autódromo carioca, mas a decisão sofria o risco de ser vetada pelo presidente da CBA, Carlos Cavalcanti.

Dois dias antes da data prevista, a Faerj comunicou à Fiat que não havia condições para o cumprimento das provas, devido à falta de estrutura. Entenda-se: cronometragem, bandeirinhas e o restante do pessoal de apoio.

E bem que a Fiat tentou contornar o problema, oferecendo o necessário à manutenção do calendário estabelecido. Em vão: a Faerj não concordou e o programa terminou irremediavelmente adiado. A fábrica pensou mesmo em boicotar o autódromo carioca, a menos que a CBA garantisse um mínimo de condições às próximas etapas marcadas para o Rio de Janeiro.

Mas não ignorava, de outro lado, que a indisponibilidade de datas em São Paulo fatalmente obrigaria à continuidade da utilização do Autódromo de Jacarepaguá.

E, nessa terceira corrida, a Fiat tentou de todos os modos encontrar uma fórmula capaz de atrair maior número de espectadores que os costumeiros gatos-pingados que têm comparecido a Interlagos. Distribuiu quase 40 mil ingressos, conseguiu com a CMTC a criação de duas linas especiais de ônibus para facilitar o acesso dos interessados e procurou divulgar o programa. 


Luiz Vilmar (34) Naspolini (11)

Mas a chuva atrapalhou tudo e as arquibancadas molhadas permaneceram literalmente abandonadas. Contudo, o gerente de competições da Fiat, Renato Beni, acreditava que as idéias poderiam dar certo nas próximas provas.

Quem no entanto, deixou de comparecer a Interlagos, por causa da chuva deixou de assistir, provavelmente, à melhor etapa da temporada tanto na Fórmula-Fiat como na Fiat 147.

Na Fórmula-Fiat, por exemplo, agora com o novo critério de contagem de pontos nas duas baterias, o então líder do campeonato, o paranaense Luís Scarpin, acabou fracassando.

Apenas sétimo colocadona geral, Luis Scarpin não pôde impedir o catarinense Renato Naspolini de elevar-se à condição de primeiro lugar na classificação do certame. Para tanto, Renato Naspolini necessitou vencer a segunda bateria praticamente sem qualquer diferença sobre o carioca Nelson Balestieri, depois de finalizar em modesto sexto na primeira.

E nem a chuva atrapalhou o nível técnico da prova, que mostrou sempre muita disputa na luta pelo primeiro posto.


Negrão e Paternostro

Da mesma forma, cumprida em uma única bateria de 12 voltas, a Fiat 147 mostrou o crescimento da equipe Metropolitada/Scorro, que levou seus três pilotos aos primeiros lugares.

A vitória coube a Luiz Otávio Paternostro, mas Alexandre Negrão e Marcelo Toldi também poderiam perfeitamente ter chegado na frente.

Acontece que o esquema montado previa que os dois últimos facilitassem tudo para Luiz Otavio Paternostro. E como ao longo da corrida eles só encontraram dificuldades com Murilo Pilotto até às primeiras seis voltas, depois foi só proporcionar espetáculo.

O que, aliás, fizeram muito bem. Tão bem que, ao final, muitos nem perceberam o jogo de cartas marcadas.

O próprio Marcelo Toldi jurava que, em condições normais, poderia ter ganho. Paternostro e Negrão, ao contrário, asseguravam que a aproximação do companheiro era fruto unicamente do espírito de equipe e não conseqüência de equipamento inferior.

De qualquer forma, comemoraram alegremente o grande resultado da equipe. 

Formula-Fiat Campeonato Rio/São Paulo

  1. Renato Naspolini / Carbonífera Metropolitana
  2. Luiz Vilmar / Auto Paraná
  3. Aderbal Grillo / Café Florianópolis
  4. Nelson Balestieri / Balestieri Mecânica
  5. Luiz Zornig / Auto Paraná
  6. Olwaldo Scheer Fº / Nike Torman's
  7. Luiz Scarpin / Banestado
  8. Mario Petrelli Fº /
  9. Flávio Pulga / Móveis Maber/ Woodstock
  10. Élcio Prior / Xereta Moda Infantil

Fiat 147 Campeonato Rio/São Paulo
  1. Luiz Otávio Paternostro / Metropolotada/Scorro
  2. Alexandre Negrão / Metropolitana/Scorro
  3. Marcelo Toldi / Metropolitana/Scorro
  4. Murillo Pilotto / Alitália
  5. José Coelho Romano / Milano
  6. Hélio Matheus / Milano
  7. Roberto Mourão / Sada Transportes
  8. Pedro LaRocque / Alitália
  9. Paulo Miranda / Autofácil
  10. Marcos Penna / Sultan
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sábado, 14 de maio de 2011

Campeonato Rio-São Paulo de Fiat 147 e F-Fiat

José David vencedor da F-Fiat

1982 - Tinha tudo para não dar certo: sábado de Aleluia, meio de prolongadíssimo e ansiosamente esperado fim de semana; nas arquibancadas, menos de 100 dos mais fanáticos torcedores, que preferiram deixar de lado as delícias da praia; e apenas 23 pilotos espalhados pelas duas categorias, quando se sabe que tanto a Fórmula Fiat como a Fiat 147 tem condições de amealhar pelo menos 25 corredores cada uma no eixo Rio/São Paulo.

Mesmo assim, essa primeira etapa do Regional, válida também pelo Torneio Fluminense, não negou atrativos a quem se aventurou a comparecer a Jacarepaguá. Ao contrário do ano passado, quando o campeonato era aberto e, por exemplo, o pessoal do Rio marcava pontos no Regional e no Paulista, mesmo em provas disputadas em São Paulo, agora as coisas estão diferentes.

A contagem só vigora para o Regional. A exceção fica por conta dos participantes de outros estados, que pontuam no Rio/São Paulo e ainda tem direito de optar por um dos torneios domésticos, o paulista ou o carioca.

Em que pese a data pessimamente escolhida 10/04, a ausência de maior número de competidores e até mesmo da imprensa (poucos e mal-humorados repórteres estiveram no autódromo), a abertura da temporada agradou. E só deu paulista: na Fiat 147, a vitória pertenceu a José "Coelho" Romano, enquanto na Fórmula Fiat quem ganhou foi José David, ambos de São Paulo.

Fórmula Fiat

A Fórmula Fiat foi desmembrada em duas baterias, cada uma com 10 voltas. Na inicial aconteceu um fato inusitado: os ocupantes da primeira fila, Luís Scarpin (Paraná) e Nelson Balestieri (Rio de Janeiro), ficaram a ver navios na largada, apesar de os carros terem alinhado.

É que um vazamento no tanque de combustível do paranaense impediu-o de sair, enquanto o motor do monoposto do carioca resolveu dar o ar da graça e não pegar. Azar deles, sorte dos outros. Espertinho, o catarinense Renato Naspolini assumiu a ponta e ao final da primeira volta ele trazia atrás de si o paulista Antonio Pedro Rocha e José David.

Infeliz Naspolini, logo a seguir, na Curva do Girão, Rocha forçou a ultrapassagem, chocando-se com o carro do líder. Os dois rodaram, mas David passou à primeira posição, enquanto o piloto de Santa Catarina, demorando para retornar à pista, acabou levando a pior.

Na bateria final, mesmo largando entre os últimos, Luis Scarpin e Nelson Balestieri já passaram em primeiro e segundo ao completar-se a primeira volta. Na passagem seguinte, ao tentar ultrapassar Scarpin no final do retão, Balestieri rodou, deixando a vitória para o paranaense e atual vice-campeão da categoria.

Correndo tranquilo em segundo, sem ser ameaçado por Naspolini, o terceiro José David sabia que na soma dos tempos seria o primeiro. E foi o que realmente acabou acontecendo.

No mais, restou a incrível vocação para a incompetência demonstrada pela nova equipe de cronometragem contratada pela Rio Motor Racing: apesar de reiteradamente solicitada, não forneceu os dados relativos à media horária.

Coelho recebe a bandeirada na Fiat 147

Disputada em bateria única de 20 voltas, a Fiat 147 apresentou encarniçada disputa envolvendo "Coelho" e os cariocas Paulo Miranda e Murilo Pilotto. Encarniçada era pouco: os três brigaram tanto pela liderança que inúmeros vácuos duplos foram sabiamente aproveitados.

Não raras vezes, o terceiro colocado subia para a primeira colocação de uma volta para outra. Essa agonia só teve fim na 15ª passagem, no exato momento em que o carro de Pilotto caiu acentuadamente de rendimento. sobraram Miranda e Coelho, este mais feliz, tomou a ponta na 18ª volta e venceu a prova.

1ª Etapa do Campeonato Rio/São Paulo - 10 abril 1982 - Autódromo de Jacarepaguá

Prova Fiat 147

1º Jose Coelho Romano/Milano, 2º Paulo Miranda/Autofácil, 3º Murilo Pilotto/Alitália, 4º Renato Meleiro/PST, 5º Roberto Mourão/Sada, 6º Pedro LaRoque/Alitália, 7º Renato Cacciola/Mobil, 8º Milton Salerno/Milano, 9º Antonio Dantas/Chile Rio, 10º Luis Eduardo Pereira/Farbe-Tagore.

Prova Fórmula Fiat

1º Jose David/Perfumaria Victor, 2º Antonio Pedro Rocha/ FPA, 3º Edilson de Souza/Louise Fleur, 4º Oswaldo Scheer, 5ª Renato Naspolini/Carbonífera Metro, 6º Nelson Balestieri/Balestieri Mecânica, 7º Ricardo Magalhães/Sul-Americano, 8º Flavio Pulga/Moveis Classe.