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terça-feira, 3 de abril de 2018

EQUÍVOCO FALAR EM AERO SCREEN




Pessoal, tenho ouvido e lido muita bobagem sobre o Halo, aquela tampa de privada que colocaram sobre o cockpit de um monoposto. Aquilo foi um equívoco que eu espero que dure o mesmo tempo que durou o para-choque dos carros da Indy. 

Ninguém vai se acostumar com aquilo, é feio, atrapalha e é inútil porque não me lembro de algum piloto que teve a cabeça atingida quando um carro sobiu no outro. A única função do Halo é essa, proteger a cabeça do piloto em caso de colisão entre dois carros.

Capotamento é função do "santo antônio" salvar o piloto. No caso de "mola" ou "braço de suspensão" voador, não protege. Pneu solto, sim protege, mas é raro isso acontecer. Vão citar o caso Surtees e mais ninguém, porque é 1 em 1 milhão.

"Mas se for para salvar uma vida vale a pena", dirão os imbecis. 
"Se for para salvar uma vida" não participe de esportes a motor, digo eu!

Quem é da década de 70 lembra que o fogo era o maior perigo do F1. 

Foi reduzido a risco zero o risco de incêndio? 

Não, ainda pode acontecer de um carro pegar fogo, MAS É MUITO RARO QUE ISSO ACONTEÇA!

DA MESMA FORMA QUE É MUITO RARO:

que uma mola atinga um piloto

que um braço de suspensão atinga o capacete

que um pneu voador atinga outro piloto...

Voltando ao perigo do fogo,

é tão raro que aconteça hoje em dia, que até a FIA abriu mão dos "tais segundos" que um piloto precisa para deixar o carro em caso de acidente.

TOTALMENTE SEM SENTIDO!

Com a introdução do HALO a FIA relaxou as medidas de segurança com o fogo, porque ele é raro de acontecer e instalou o HALO para proteger o piloto de "pneu voador" ou outras coisas, que também são raras de acontecer!

PUTA QUE PARIU!





Outro equívoco é achar que a solução é adotar o Aero Screen da Fórmula Indy. Nada a ver!

A Fórmula Indy está no caminho certo, enquanto a Fórmula 1 vai na contramão. Não entendeu? Então explico:

Segundo li, a Indy disse que o Aero Screen é só um primeiro esboço, um teste e que ainda há muito que desenvolver e pesquisar. O pessoal mostra que tem juízo e não vai fazer a coisa no "atropelo" como fizeram com o para-choque.

Outra coisa: o Aero Screen é inútil para a Fórmula 1, não serve. Não entendeu ? Explico:

O Aero Screen é coisa para Indy car, acho que sera adotado porque pode ajudar.

Nos acidentes em ovais, quando um carro prega no muro, geralmente desintegra e gera muitos detritos voadores. Esses detritos voadores podem atingir a cabeça dos outros pilotos. Não me refiro a pneus, mas a pedaços do bico, spoilers, pedaços de carenagem ou até um aerofólio solto. Pedaços pequenos, mas que podem machucar, nesse caso o Aero Screen pode proteger ou desviar os destroços para que não atinjam o capacete do piloto.

No caso de acidente na Fórmula 1 não tem serventia. Na F1 os acidentes tem uma dinâmica diferente dos da Indy, em função dos tipos de circuitos, áreas de escape e da velocidade.

Porque quando um carro de F1 bate ele está nas imensas área de escape, longe dos outros, então dificilmente um destroço vai atingir outro piloto. Na Indy como não tem área de escape, o muro é colado na pista, os destroços voltam para a pista e atingem outros carros.

O caso de um carro subir no outro que é o maior perigo do F1, ele não protege, porque teria que ser uma estrutura fixada no chassi para suportar o impacto.

Então é um equívoco falar para a F1 adotar o Aero Screen. Aero Screen é coisa para carros da Indy que tem suas peculiaridades.






quarta-feira, 2 de agosto de 2017

UMA MENTIRINHA, GEORGE




quinta-feira, 20 de julho de 2017

HALO



Amigos, essa proteção que a FIA quer adotar em 2018, o Halo, deve durar uma temporada. Vai ter o mesmo destino do para-choque da Indy.

Esteticamente é horrível, e sua eficiência também não foi comprovada. Do jeito que foi mostrado parece ser um enfeite. Para ter eficácia teria que ser parte integrante do chassi. Aí correria o risco de virar um carro protótipo sport. Seria o fim dos Formulas.

No final da temporada a FIA vai receber um enxurrada de reclamações dos fãs e vai voltar atrás como aconteceu com os carros da Indy.  

Jules Bianchi morreu por culpa da direção de prova. Culpar o carro não faz sentido. Foi uma fatalidade. Ele entrou embaixo de um trator. Halo nenhum iria evitar a sua morte. Carro de F1 não foi projetado para bater em trator.

O principal motivo da FIA adotar o Halo não é segurança. É dinheiro.

O público dessa F1 moderna não aceita mortes. E a FIA esta preocupada com isso, não quer perder público nem receita.

Antigamente era diferente. Ninguém desejava ver a morte de um piloto, mas público e pilotos sabiam que ela fazia parte desse esporte.

Claro que a gente ficava chateado quando um piloto perdia a vida. Lembro de muitos, Siffert, Cevert, Revson, Peterson, Villeneuve... mas ninguém ia deixar de acompanhar as corridas por esse motivo.

Hoje nesse mundo globalizado se um piloto morre provoca uma comoção mundial. E com o fenômeno da internet isso aumenta. Sem contar com a quantidade astronômica de dinheiro que a F1 movimenta hoje em dia. Uma morte pode significar menos patrocinadores.

O exemplo na morte do Senna (ainda sem internet), onde nós fomos bombardeados diariamente durante um mês com a notícia de sua morte.

Senna teve um funeral maior que o de Getúlio Vargas. Grande parte por causa dessa globalização e pela maciça cobertura que a mídia deu. 

Senna era popular aqui no Brasil, mas não a ponto de parar um país por uma semana. A F1 nunca foi o esporte preferido dos brasileiros.

Uma vizinha que morava a três casas da minha meteu uma bala na cabeça três dias depois da morte do Senna. A mãe dela conversando comigo não entendia o motivo da filha de 15 anos ter feito isso. A garota nunca tinha assistido uma corrida de F1, nem era fã do Senna, mas deixou uma carta dizendo que não aguentava viver sem o Senna.

O jornalista Armando Nogueira foi na TV criticar as corridas, disse que corrida de carros não era esporte. Teve todo tipo de absurdo. Imaginem hoje em dia com o poder da internet.

 É esse tipo de propaganda negativa que a FIA quer evitar.

Hoje quando acontece um acidente numa corrida, a primeira coisa que a TV faz é não mostrar o acidente. Se a batida é feia, eles não mostram nem o replay. O regaste de um piloto só é mostrado caso ele não sofra ferimentos.

Fazendo uma comparação com as touradas, seria como você não mostrar a hora em que o touro chifra o toureiro. O que a FIA quer fazer é obrigar o toureiro a usar um colete de aço por baixo da vestimenta ou serrar as pontas do chifre do touro.

Fazem isso porque eles querem passar uma imagem positiva do esporte, uma coisa "clean", sem mortes nem sofrimento.

Só que morte e sofrimento fazem parte desse esporte. Tivemos um exemplo no mês passado com o acidente do jovem piloto inglês de 17 anos.

Fernando Alonso não morreu na Australia em 2016 porque teve sorte. Não existe carro seguro para uma batida mais de 300 Km/h.

A FIA vai dar um tiro no próprio pé se adotar o Halo para a temporada de 2018.