segunda-feira, 23 de março de 2026

BOM DIA ... IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO !

 


Anos 1960 e 1970. Assim que a transmissão do Oscar – precária diante da tecnologia de hoje – se iniciava, “nossa rede” entrava no ar. Três telefones se fechavam em circuito. O de Thomaz Souto Corrêa, editor da Claudia, revista máxima da mulher brasileira; Edith Eisler, editora de culinária da Claudia (ah!, como era delicioso participar das degustações), e eu, redator. Comecei na Abril escrevendo um perfil de Raquel Welch, o máximo da sensualidade, tesão absoluto. Ela morreu em 2023, aos 82 anos.

Cinema era nossa paixão. Líamos tudo, das revistas americanas que chegavam – da Cena Muda (enquanto existiu) até as mais bem informadas de todas, Cinelândia e Filmelândia. Naquelas noites de glória, estávamos ao telefone, minuto a minuto, desde que entravam em cena o tapete vermelho e a inicial disputa acirrada de vaidade, beleza e cafonice de estrelas e estrelinhas. De superstars a desconhecidos totais. Aquele sempre foi o espelho da vaidade, imaginação e mau gosto (ou coragem). Ali se batalhava pela originalidade, se media o que é bom e mau gosto.

Nossos três telefones eram rede fechada. Iniciado o show queríamos saber se estava sentado na primeira fila, de óculos escuros e o sorriso mais debochado do mundo, Jack Nicholson. Que falta ele faz. Era um dos símbolos do Oscar. Sem aquele ar de escárnio ficou um vazio.

Celso Nucci, colunista, sommelier e escritor, entrava no nosso circuito. Edith e eu iniciávamos. Depois, de mim para o Thomaz, e, dependendo do momento, do Celso para o Thomaz, depois para Edith. Não havia muita organização. Era de quem discasse primeiro. Juntos, vimos, lá atrás, para espanto geral e símbolo da contracultura, uma indígena entrar para receber o Oscar para Marlon Brando, afrontando Hollywood.

Como faltaram indígenas este ano. Desta vez, Sean Penn deu o toque, desistiu, foi visitar Zelenski na Ucrânia. Sobre o presidente deles, Trump, não se ouviu um pio! E os grandes comediantes que apresentavam o Oscar, tipo Bob Hope? Com Donald Trump, a América perdeu o humor, a revolta, o cinismo, a ironia, a raiva? Não digo isso porque nada ganhamos. Alguém acaso acreditava que Hollywood desse dois prêmios seguidos ao Brasil em tão curto espaço de tempo? Vá, vá, vá! – como dizia minha avó Branca.

Nos anos 1960, pedi um visto para os States e me foi negado com o argumento de que eu, ao lado de Armindo Blanco, Maurice Capovilla e Jean-Claude Bernardet éramos contra o cinema americano. Eu, um nada, contra o poder dos estúdios? Vá, vá, vá.




domingo, 22 de março de 2026

BOA TARDE ...

 



 





BOM DIA ... LEE REMICK uma beleza estonteante !



 

"Rio Violento" (Wild River, 1960) é o meu Kazan favorito, revi ontem, continua ótimo!!!

A primeira vez que assisti, foi aos 13 ou 14 anos, na TV ...

Atuações primorosas de Jo Van Fleet (uma das grandes do cinema americano) e principalmente Lee Remick ... que foi uma das minhas paixões na adolescência (tive uma namorada que era sua cara). 

Uma injustiça não terem recebido uma indicação ao Oscar !

Montgomery Clift, em seu primeiro filme após o acidente de carro que desfigurou o seu rosto, oferece uma atuação excelente.

A única coisa que não gosto, é o minuto final ... acho desnecessário aquela cena do avião sobrevoando a represa com Carol sorrindo... se o filme terminasse com a velha casa incendiada, seria um final mais impactante.











sábado, 21 de março de 2026

BOA NOITE ... SONNY BONO !

( Detroit, February 16, 1935 – January 5, 1998)
















BOM DIA ... MICK TAYLOR * Fort Worth - 24 June 1972 !

play the guitar, boy !


 









sexta-feira, 20 de março de 2026

NO LÍBANO TEM URÂNIO?! ... 👇😢!

 





 

ISRAEL QUER MAIS SANGUE, MORTES E DESTRUIÇÃO ! 👇

 




 

STF: NÃO É QUADRILHA ...É ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA !

 


Master e a JBS repassaram R$ 18 milhões a empresa que fez pagamentos ao filho de Nunes Marques.

Brasília está lotada de craques, e não é de hoje. O presidente Lula já comparava o filho Lulinha a Ronaldo Fenômeno nos primeiros mandatos e os filhos e parentes de um ministro atrás do outro do Supremo Tribunal Federal (STF) parecem não ficar atrás. Timaço, regiamente tratado pelo agora liquidado Banco Master e a já famosa JBS.

É curioso, aliás, como os negócios, contratos e rolos do Master e da JBS, vira e mexe, se embolam e como, talvez por pura coincidência, ambos têm conexão direta com o ministro do STF Dias Toffoli. Além de todos os caminhos de Toffoli levarem ao resort Tayayá e ao Master, foi ele quem, para assombro geral, tentou melhorar o já ‘super camarada’ acordo de leniência dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS.

Toffoli abriu a fila, mas toda hora aparecem novas conexões do Master e de Daniel Vorcaro com familiares de ministros. Ele meteu no jogo os irmãos, um padre e outro engenheiro de classe média; Alexandre de Moraes não explica os R$ 129 milhões do escritório da mulher e filhos; agora, o Estadão nos conta sobre o repasse de R$ 18 milhões, em um ano, de Master e JBS a uma empresa que declarou faturamento de R$ 25,5 mil e repassou R$ 282 mil para o filho de Nunes Marques. História muito intrincada.

Nesse contexto, a ida de um filho do ministro Luiz Fux ao camarote do Master no camarote da Sapucaí é insignificante, até porque, se camarotes e fotos fossem problema, não sobrava ninguém. Isso, porém, ilustra como Vorcaro e seu sócio, Augusto Lima, o Guga, tinham o Supremo como prioridade na infiltração nos poderes e na sua desabalada carreira rumo ao sucesso nos negócios.

Um jantar e uma festa hoje, um carnaval e um camarote amanhã; um resort e um festival de fundos daqui; um jatinho e polpudas contribuições de campanha dali... Tudo isso tem sabor e cheio de cooptação “soft”, que, no mundo da política e do poder, tem boas chances de dar “certo”, ao gosto do “freguês”.

Vamos fazer contas. São onze cadeiras no STF, dez estão ocupadas hoje e já são quatro os ministros de alguma forma citados, inclusive Fux, superfluamente, sem relevância. A eles se soma Gilmar Mendes, que não fica sossegado enquanto não se joga numa fogueira, qualquer fogueira. Logo, só 50% da Corte passa ao largo.

Gilmar anulou a decisão da CPI do Crime Organizado de quebrar o sigilo do fundo Arleen, que é administrado pela Reag (central no escândalo Master) e que comprou as cotas da família Toffoli no Tayayá. Segundo o ministro, sua canetada segue a do ministro Flávio Dino, que anulou a quebra de sigilo de Ronaldinho, ops!, Lulinha, na CPI do INSS, sob argumento de “desvio de finalidade qualificado”.

Ou seja, assim como a comissão de inquérito do INSS não pode investigar o filho do presidente, a do crime organizado não pode escarafunchar o escândalo do Master, porque uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e o que se espera da Justiça é que preserve os direitos constitucionais, como alegam os dois ministros.

Mas peraí! Se não existe uma CPI própria do Master, que envolve mundos, fundos e diferentes poderes, se a do crime organizado não tem a ver com o caso, se o Supremo está em modo autoproteção e se a PGR parece alinhada com a Corte... a Polícia Federal vai ficar sozinha na investigação? E sob fogo cruzado?





quinta-feira, 19 de março de 2026

BOA NOITE ... 👇!

 





 

OS ISRAELENSES IRÃO PAGAR A CONTA DESSA INSANIDADE DE NETANYAHU !

 



Quem perde com essa guerra insana ?

Trump é o que mais perde, 54% do americanos são contra (por enquanto), e quando sentirem no bolso o custo que terão que pagar, esse índice deve aumentar.

Os americanos já perceberam que caíram numa armadilha armada por Israel. Fizeram papel de bobo e descobriram que não irão ganhar nada com isso.

O povo de Israel perde ( e muito). Essa aprovação de 82% vai custar caro. Serão precisos muitos anos para recuperar a imagem dos israelenses perante ao mundo.

Nesse mundo globalizado, com redes sociais, internet e smartphones fica impossível esconder a barbárie que eles vem cometendo contra as minorias. A destruição completa de GAZA, a limpeza étnica na Cisjôrdania, e destruição no Líbano.

Quantos homens bomba o Netanyahu não produziu. Nenhum israelense vai estar seguro em qualquer parte do mundo. 

A guerra suja contra o Irã, onde o objetivo não é derrubar o regime, mas aterrorizar a população.

Infligir dor, destruindo toda infraestrutura das cidades.

Milhares de pessoas foram obrigadas a se deslocar em GAZA e agora ordena a retirada de centenas de milhares de pessoas no Líbano ...

Se isso não é crime contra humanidade ...

Muito pior que no conflito na Bósnia ... as barbárie e o Modus operandi são os mesmos:

execuções, estupros, limpeza étnica, deslocamento de populações inteiras ... só que em dimensões muito maiores !!!


P.S será que os árabes estão gostando do que estão vendo ?!




Israel targeted British journalist ! 👇

 






 

quarta-feira, 18 de março de 2026

... COWARDS 2 ! 👇

 





 

... cowards👇!

 






 

War. What is it good for? Absolutely nothing. ... 👇!

 











... aplicação da lei ou vingança👇!

 


O gravíssimo estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro recolocou diante das instituições brasileiras um dever de maturidade: combinar rigor jurídico com serenidade. Internado em unidade de terapia intensiva com broncopneumonia e portador de um histórico extenso de cirurgias e internações, Bolsonaro enfrenta uma condição clínica que exige extrema cautela. E, acima de tudo, requer que aceitemos o óbvio: chegou o momento para que se converta sua prisão em regime domiciliar.

Exceto para militantes mais empedernidos ou análises contaminadas pela ferocidade da polarização, há elementos suficientes para justificar tratamento especial ao ex-presidente. Desconte-se a grita de oportunistas que pretendem capitalizar eleitoralmente o estado de saúde de Bolsonaro ou usá-lo para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF). À parte as paixões políticas, torna-se difícil sustentar a permanência dele em regime fechado.

Convém recordar que Jair Bolsonaro não está preso por acaso nem por capricho de adversários. Foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado e à subversão da ordem democrática. Trata-se de crime de extrema gravidade institucional. Durante meses, Bolsonaro e aliados empenharam-se em desacreditar o sistema eleitoral, mobilizar setores militares e estimular uma ruptura com o resultado das urnas. A responsabilização judicial desses atos é um marco na história republicana.

Recorde-se também que o próprio Bolsonaro contribuiu para chegar a essa situação. Ao longo do processo, desafiou decisões judiciais, estimulou confrontos com as instituições e incentivou mobilizações destinadas a constranger o STF. Em diversas ocasiões, comportou-se como quem acreditava poder tensionar indefinidamente os limites da lei sem sofrer consequências. Como já observou este jornal, Bolsonaro pareceu pedir para ser preso, tamanha a sequência de provocações e desobediências às determinações da Justiça.

Nada disso muda agora. A doença não altera a gravidade dos crimes cometidos nem autoriza aliados a transformar o quadro médico em instrumento político. Há quem veja na fragilidade física do ex-presidente uma oportunidade de mobilização emocional e dividendos eleitorais. Trata-se de cálculo político cristalino. E cínico.

Reconhecer esse oportunismo, no entanto, não dispensa o Estado de agir com prudência e humanidade. A legislação brasileira admite prisão domiciliar quando as condições de saúde do detento são incompatíveis com o ambiente carcerário ou exigem cuidados médicos permanentes. Trata-se de dispositivo legal aplicado cotidianamente, não de privilégio.

Há ainda uma dimensão institucional que recomenda cautela. A prisão de um ex-presidente da República nunca é um fato trivial. O Estado deve aplicar a lei com firmeza, mas sem ignorar as circunstâncias excepcionais que cercam alguém que ocupou o cargo máximo do País. Há precedentes para tanto. Quando o ex-presidente Fernando Collor foi condenado e iniciou o cumprimento da pena, o STF avaliou seu estado de saúde e definiu novas condições de encarceramento. Hoje cumpre prisão domiciliar justamente por se entender que sua condição clínica é incompatível com o regime fechado.

Se laudos médicos consistentes indicarem situação semelhante no caso de Bolsonaro, a concessão de prisão domiciliar não representará capitulação política nem absolvição disfarçada. Será apenas a aplicação da lei em sua dimensão mais elementar, isto é, aquela que exige que a punição conviva com a dignidade humana.

Bolsonaro deve cumprir a pena imposta pela Justiça, decorrente de crimes graves contra a democracia. Mas isso não dispensa o Estado brasileiro de agir com humanidade. Se o quadro clínico assim o exigir, a prisão domiciliar poderá ser a solução juridicamente correta e institucionalmente prudente – não para livrá-lo da lei, insista-se, mas para demonstrar que, no Brasil, até mesmo a punição de um ex-presidente permanece submetida à lei, e não ao impulso da vingança.  

👏👏👏👏