Sempre preferi Paul. Admirava John, Ringo me divertia, George me deixava algo indiferente. Era criança, mas lembro da notícia da separação do Beatles, como dos primeiros passos na Lua e da campanha do Tri da seleção brasileira no México (eis a febre da Copa).
O segundo ato da carreira de Paul McCartney, durante quase uma década (1972-1981) com a nova banda de rock formada ao lado da mulher Linda, a Wings, é o foco de “Homem em Fuga”, o documentário do prolífico e oscarizado Morgan Neville (A Um Passo do Estrelato; Best of Enemies; 1975: O Ano do Colapso) lançado pela Prime Video. Mergulhei no filme com certo atraso, embalado pelo lançamento há dez dias do nostálgico novo álbum de Paul,“The Boys of Dungeon Lane”; descobri, no caminho, que chega neste mês às livrarias uma espécie de versão em livro do filme, “Wings: A História de Uma Banda em Fuga” (Editora Belas Letras, 544 págs, R$ 229,90), assinado por McCartney com edição do historiador Tim Widmer.
A diferença entre os títulos (homem/banda) aponta o protagonista naturalmente destacado pelo filme de Neville. Outra distinção igualmente natural: enquanto o livro estampa 150 fotos originais e inéditas da trajetória da banda, é inebriante no documentário o arsenal audiovisual, com ênfase em registros de bastidores e “home vídeos” de Paul, Linda e família.
“Homem em Fuga” concentra-se mesmo na década de Paul McCartney & Wings, com escassos arquivos da infância e juventude dele e da época dos Beatles. Nada de entrevistas sentadas para a câmera, mas são depoimentos que cimentam a narrativa: contemporâneas e antigas, de Paul sobretudo, como de Linda (1941-1998), de duas de suas filhas, Mary e Stella, do irmão dele, Michael, e de músicos do grupo, como o guitarrista Dennis Laine (1944-2023), o único a acompanhar o casal na banda do início ao fim.
Toda a primeira parte dedica-se a recordar o luto pela ruptura dos Beatles, com Paul e Linda refugiando-se numa fazenda remota na Escócia. “Tinha sido minha vida inteira de verdade. O que eu faço agora?”, lembra-se ele. O bloqueio criativo não durou muito. Lá mesmo, escreveu e gravou (em “lo-fi”) um primeiro álbum solo, “McCartney”, lançado em abril de 1970, quando o fim do quarteto já era fato, mas ainda não oficial.
Neville sintetiza a guerra de versões pela separação. Eis John Lennon asseverando: “Ele mais que ninguém queria os Beatles”. Paul sustenta: “John quebrou os Beatles e eu levei a culpa”.
Menos de um ano após o anúncio formal já nascia Wings, tendo nos teclados e “backing vocal” Linda, uma talentosa fotógrafa novaiorquina, principalmente de retratos, mas sem experiência musical. Nunca pegaram leve com ela, como demonstram os arquivos. Em entrevistas de época, Linda responde: “As pessoas têm uma imagem muita diferente de mim. Eu não ligo. Não quero ser conhecida mesmo”.
A formação de Wings variou muito em seus quase dez anos, com exceção do trio reforçado pelo fiel Laine. Para uma trajetória até breve, é uma história e tanto. A curiosa turnê inicial os levou para tocar de surpresa por universidades britânicas A primeira ruptura aconteceu quando Paul decide em 1973 gravar um álbum na Nigéria. Já no ano seguinte, com “Band On The Run”, alcançavam o topo das paradas.
Adiantando o modelo fixado apenas décadas depois pela indústria, já em 1975 Wings fazia por estádios seu “World Tour” inaugural. Aos poucos, o repertório se expandiu, com os sucessos de ontem e sempre. “Era muito doloroso, traumático; tocar uma música dos Beatles era como um sonho estranho”.
Em oito anos, sucederam-se o mesmo número de álbuns originais e um gravado ao vivo nos EUA. A “Band O The Run”, somaram-se canções que todos assobíamos, como Let Them In, Live and Let Die, Mull of Kintyre, Silly Love Songs. Em 29 de dezembro de 1979, a despedida acontecia, sem planejamento, num show de caridade.
Por que acabou? “O estímulo tinha se esgotado”, conclui Paul. Em 1980, um ano de horror. Em janeiro, quando fariam uma turnê pelo Japão, ele amargou nove dias de cadeia por posse de maconha. Em dezembro, John Lennon era assassinado na entrada do edifício em que morava com Yoko e o recém-nascido Sean em Nova York. O sonho de vez acabara.
Pelo meio do filme, Morgan Neville recupera um arquivo jornalístico. Durante a turnê mundial de 1975, perguntam a Paul se não estaria velho para tocar rock. Aos 33 anos, ele responde: “Venha ver”. Meio século depois, McCartney promete voltar mais uma vez por aqui. Nem pense em perder.
(New Jersey, February 27, 1910 – December 7, 1990)
Reza a lenda ... que Bergman, todo santo dia, às 3 da tarde, assistia um filme na sua ilha
Aqui em casa, toda noite, faço um sessão de cinema ...
Ontem assisti "NA TEIA DO DESTINO" 'The Reckless Moment' 1949, com Joan Bennett e um jovem James Manson
Um excelente melodrama/thriller/noir dirigido pelo MAX OPHULS
A direção do mestre alemão é soberba, Burnett Guffey foi o diretor de fotografia, numa trama bem simples. A história de Lucia, interpretada por Joan Bennett, mãe de um casal de filhos, que precisa administrar a casa e a família, enquanto seu marido está fora (3 anos servindo WWII e agora construindo pontes em Berlim). A filha adolescente, envolve-se com um escroque "pinto doce" e acaba sendo vítima de chantagem ...
James Mason esta ótimo como um vigarista que começa chantageando e depois amolece e resolve ajudar Lucia.
Joan Bennett, na minha opinião, na melhor atuação de sua carreira, como a mãe protetora ...
É um filme de opostos que se encontram ... Lucia e Donnelly são dois personagens interessantes
Um trecho sensacional, é quando Donnelly diz a ela que tem um sócio Nagel, Lucia, duvida da existência do tal sócio e acha que ele esta mentindo, e conta que foi ela quem cometeu o assassinato, o que Mason também não acredita ...
O comentarista de política Josias de Souza acertou na mosca quando fez uma comparação entre o desenho animado do Coyote x Bip-Bip e as atitudes do governador de São Paulo Tarcisio de Freitas
Mais uma vez ele "despenca do penhasco", ao posar (foto acima) junto a dois políticos, que são investigados por "associação" com o Banco Master ...
Flavio pego com um "áudio" pedindo dinheiro .... e o contrato milionário firmado entre o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, e a ONG Instituto Conhecer Brasil, enrolado com o desvio de dinheiro público e com ligações com a Go Up Entertainment e a produtora executiva do filme “Dark Horse”...
Em ano de eleitoral, em vez de "buscar distanciamento" do envolvidos com as falcatruas do MASTER, ele faz "questão" de COLAR A SUA IMAGEM com os envolvidos...
É esse "jumento político" que a Faria Lima quer como candidato a presidente !?
PATRIOTA UMA OVA: É TRAIDOR DA PÁTRIA !
Os BOLSONARO são um bando de traidores da pátria ... tal como o pai, JAIR, condenado e preso, os filhos "adoram" segurar BANDEIRAS DE PAISES ESTRANGEIROS !!!
QUEM É PATRIOTA segura bandeira do BRASIL !!!!!
CARA DE PAU: jamais usaria algo tão sagrado para obter proveito eleitoral !
TRECHO EXTRAIDO DA COLUNA DO JOSIAS 04/06/2026 :
Jesus X candidatos: o milagre da multiplicação do voto evangélico…
Do outro lado do espectro político, a santidade também foi disputada por meio de procuração divina. O advogado-geral da União, Jorge Messias, atuou como o intermediário celestial ao conectar num telefonema o apóstolo Hernandes diretamente com Lula. O candidato à reeleição fez questão de declarar durante a conversa que jamais usaria algo tão sagrado para obter proveito eleitoral — uma afirmação de desapego político tão genuína que, por puro milagre da tecnologia, acabou sendo amplamente reproduzida no palanque virtual das redes sociais…
Lamentamos el fallecimiento de nuestra leyenda João Leiva Campos Filho "Leivinha", impresionante jugador que revolucionó el fútbol español de la segunda mitad de los '70 e ídolo de una generación de atléticos. Disfrutarán de sus "bicicletas" en el tercer anfiteatro. D.E.P. pic.twitter.com/UULroLHoxP
— Bendita Locura Atleti (@BenditalocuraAt) June 4, 2026
(Novo Horizonte, 11 setembro 1949 – São Paulo, 4 junho 2026)
O meia também protagonizou um dos lances mais controversos do futebol paulista. Na rodada decisiva do Campeonato Paulista de 1971, contra o São Paulo, teve um gol legítimo de cabeça anulado pelo árbitro Armando Marques, que alegou toque de mão ...
OBS: Estava no jogo, junto de um amigo corinthiano ...
... GOL LEGÍTIMO !
detalhe: SENTADO num banco atrás do gol, o então governador de São Paulo LAUDO NATEL !!!!!!!
tá explicado, né !!!!!!!!!!!!!!!!
anulado na MÃO GRANDE pelo senhor Armando Marques !!!!!
Lula mal cabe em si no papel que mais gosta, o de grande estadista mundial, no qual sua torrente incessante de palavras contrasta com seus efeitos práticos – ou seja, a capacidade de realizar o que diz. Mas é o papel que seus adversários insistem em dar-lhe de presente.
Jair Bolsonaro nunca teve inteligência estratégica, vide onde foi parar. Seus dois filhos conseguem ser piores. Enxergam em Donald Trump uma espécie de Guia Genial da superpotência americana, cuja condição de hegemonia planetária ele se empenha em diminuir.
Em relação ao Brasil, porém, os interesses de Trump estão definidos. Somos um tipo de peão, fornecedores de commodities, especialmente as de importância geopolítica, e irritantes cerceadores das atividades de empresas americanas (ênfase no setor financeiro e digital), que precisam ser disciplinados.
Via coerção política, comercial e, potencialmente, através de ferramentas financeiras. Coerção militar não se vislumbra nem de longe neste momento, mesmo com a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas, em parte pelos próprios militares americanos não verem nenhuma utilidade nisso.
São chicotes poderosos que causam prejuízos à economia brasileira, empurram o Brasil do ponto de vista geopolítico a ter de tomar uma decisão binária (China ou EUA), tentam condicionar decisões domésticas políticas brasileiras aos humores de Trump e seus interesses do momento – para os quais ele não diferencia entre Lula e os Bolsonaros.
O problema é que os irmãos Bolsonaros encaram pontapés como afagos, e cotovelada na boca como cafuné. Suas manifestações de fé profunda na sabedoria de tudo o que Trump faz e a disposição de se alinhar a qualquer coisa que ele diga é uma manifestação explícita de crassa ignorância do básico do básico nas relações internacionais (potências não tem amigos, só interesses).
E superestimam a capacidade da bolha que dirigem de se sobrepor ao que é “atávico” no comportamento de grande parte dos países não importa época e continente. Não é necessário ser xenófobo para repelir interferências externas de qualquer tipo. Nesse sentido, Lula se beneficia de algo que ele sequer precisou criar: uma grande indignação de quem se sente tratado a coices.
Lula sempre confundiu suas posturas ideologizadas com “interesses nacionais”, e o clã Bolsonaro repete a mesma fórmula com sinal inverso. Como o Brasil carece de qualquer “projeto nacional” de aceitação ampla – ou conduzido por elites com um mínimo de empenho nisso – a palavra “soberania” acaba sendo empregada à vontade pelas duas bolhas sem que tenha qualquer significado prático além de possíveis vantagens na luta eleitoral.
Em algum momento vai doer bastante ser chutado do berço esplêndido.