sábado, 8 de agosto de 2026

O REGA-BOFE E A TROCA DE FAVORES OBSCUROS !

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, acompanhado do colega Cristiano Zanin, foi o anfitrião de um jantar de “reconciliação” entre o presidente da República e o presidente do Senado, na terça-feira passada. Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre estavam de mal desde abril, quando o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF – de resto uma decisão plenamente legítima à luz da Constituição. Moraes, inclusive, é tido por muitos petistas como um dos artífices daquela histórica derrota de Lula. Eis aí o retrato de uma promiscuidade tratada por seus protagonistas com a maior naturalidade do mundo.

Tendo a alta função que tem na República, o sr. Moraes não pode se comportar como uma espécie de cônsul das relações políticas. A rigor, nem ele nem qualquer dos ministros do STF. É espantosa a sem-cerimônia com que Moraes, ao se arvorar em articulador político, ignora os mais comezinhos princípios norteadores da magistratura, a começar pela imparcialidade e pela discrição pessoal. Convém relembrar que todos à mesa têm foro especial por prerrogativa de função no STF. E mais: ministros da Corte estão sujeitos a processo de impeachment no Senado – presidido, adivinhe, por um dos comensais. Não é preciso ter notável saber jurídico para enxergar o problema. Basta bom senso, artigo em falta em Brasília.

Lula e Alcolumbre são políticos maduros, nada menos que chefes de Poderes. Obviamente, não precisam da intermediação de ninguém, muito menos de um ministro do STF, para conversar. Aliás, jamais deveriam ter parado de se falar, haja vista que as posições que ocupam não pedem amizade, mas compromisso com a Constituição e o melhor interesse público. O rompimento, que nem sequer deveria ter ocorrido, nasceu de uma picuinha travestida de crise institucional. “Quem ele pensa que é?”, perguntou um ofendido Lula a auxiliares próximos ao ouvir Alcolumbre anunciar a rejeição de Messias.

Executivo e Legislativo têm o dever de trabalhar juntos, haja ou não afinidade pessoal entre seus chefes. E as conversas entre os Poderes devem ser às claras. Consta que a conversa no jantar tratou da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 e da PEC da segurança pública, entre outras pautas de interesse do governo represadas no Senado. Ora, se foram mesmo esses os assuntos à mesa, por que não debatê-los com transparência, no plenário da Casa, à vista da imprensa, e não amaciados a portas fechadas sobre uma toalha de linho? O interesse público não precisa de reservas. Quando o sr. Alcolumbre resume a jornalistas o teor da conversa com um lacônico “segredo”, autoriza a suspeita de que não foi nada republicano o pacto selado entre os convivas.

É razoável desconfiar do que de fato uniu os quatro à mesa. À exceção de Zanin, todos se veem às voltas com seus escândalos particulares. Lula carrega o peso das fraudes contra os aposentados do INSS, do suposto envolvimento do filho Lulinha nessa e em outras malfeitorias e, agora, das suspeitas de traficância que pesam contra seu ex-chefe de gabinete. Alcolumbre figura entre os nomes mais enrolados no escândalo do Banco Master. E Moraes, por sua vez, segue sem explicar satisfatoriamente um contrato de R$ 129,6 milhões fechado entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Ou seja, temos três altas autoridades da República sobre as quais pairam gravíssimas suspeitas, que se sentam à mesa de um ministro da mais alta corte de Justiça do País e, coincidentemente, saem de lá “reconciliadas”. Que os distintos leitores tirem suas próprias conclusões sobre o que realmente as uniu em Brasília naquela noite. Alta gastronomia é que não foi.

Não é papel de um ministro do STF promover as boas relações entre autoridades, e muito menos fazê-lo à sorrelfa. Se Lula e Alcolumbre têm contas políticas a acertar, que as acertem como manda o figurino republicano: com transparência e espírito público, sem intermediários, sobretudo togados. Se serviu para algo além de uma eventual troca de favores obscuros entre Moraes, Lula e Alcolumbre, o rega-bofe escancarou como a transparência republicana é facilmente substituída por articulações reservadas que pouco ou nada têm a ver com os interesses do País.






BOM DIA ... TALLADEGA Superspeedway, Alabama !

 

Mark Donohue (March 18, 1937 – August 19, 1975)

 "Tiny" Lund (November 14, 1929 – August 17, 1975)









sexta-feira, 7 de agosto de 2026

BOA TARDE ... LENNY BRUCE !

 (Mineola, NY, October 13, 1925 – August 3, 1966)






quinta-feira, 6 de agosto de 2026

BOM DIA ... LENNY !

 Lenny opened at Cinema I in NYC on November 10, 1974





The story of a fascinating man told by a master filmmaker. Dustin Hoffman gives one of the best performances of his career



Lenny is first rate story telling about the late and controversial Lenny Bruce.












quarta-feira, 5 de agosto de 2026

BOM DIA ...

 







terça-feira, 4 de agosto de 2026

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

BOM DIA ... LESLIE WEST !

 (Queens, NY, October 22, 1945 – December 23, 2020)











domingo, 2 de agosto de 2026

BOA NOITE ... JORGE BEN !

 (Rio de Janeiro, 22 de março de 1939)








BOM DIA ...

 


Caricatures of 37th U.S. President Richard Nixon and his Vice President Spiro Agnew above the title text. These decals, shown applied to a toilet seat, are in response to the Nixon's Watergate scandal as well as Spiro Agnew's unrelated corruption charges, which saw them resign in 1974 and 1973, respectfully. The Watergate scandal involved break-ins and wiretapping of the Democratic National Committee Headquarters, the coverup of which was then traced back to Nixon. Further investigation revealed secret taping in the Oval Office. Nixon resigned in August of 1974. Additional text includes: 3 Decals, self adhesive seals easily removed. Neeward Prods. Box 2804, San Francisco Ca 94126. Many decorative uses on wooden or plastic seats, mirrors, doors.



An elephant with its pants around its ankles is shown as a response to the Watergate scandal. The elephant has long been the symbol of the Republican party, of which former U.S. President Richard Nixon was a part of. 



The text, "A tradition since 1946", refers to the fact that Nixon first got into politics when he was elected to the House of Representatives in 1946. The message is cleverly incorporated into a label that resembles the commercial labels on liquor bottles. Additional text includes: A tradition since 1946, distilled and bottled under White House supervision, a product of Bugweiser, copyright V. Dinnerstein, the end.



Political sticker: 1972







sábado, 1 de agosto de 2026

BOA NOITE ... alô GLOBONEWS 👇!

 



P.S. o nível de conhecimento dos comentaristas (em geral)  da GLOBONEWS é muito baixo !

Não adianta reformular o canal ... se os "profissionais" são os mesmos !

só muda a cor do "cenário" ... o "conteúdo" é o mesmo.


BOA TARDE ... sexta-feira com Erich von Stroheim !

 




Ontem à tarde, uma passada na CINEMATECA para assistir FOOLISH WIVES (1922) do mestre Erich von Stroheim, onde explora seus temas prediletos: a decadência europeia e o sexo.



P.S. imagem ok, em cópia restaurada da KINO, mas o VOLUME do SOM na sala Oscarito da Cinemateca, estava muito "alto", chegando a atrapalhar a "imersão" no filme !

Falta de atenção do projecionista da sala 😡... depois de 143 min. saí com um zunido no ouvido!!!!









BOA NOITE ... WENDY CARLOS !

 (Rhode Island, November 14, 1939)



Shortly after the success of her Switched-On Bach album, Wendy Carlos and her long-time producer Rachel Elkind began working with a spectrum follower--a device that converts sounds, such as speech, into electronic signals that mirror the overtones and rhythms of the original. The idea: To create the first electronic "vocal" piece. The piece selected for translation: the Choral Movement from Beethoven's Ninth Symphony. After much preliminary work, Rachel felt that the Beethoven selection needed some kind of an introduction, something to ease the listener into this new sound of a well-known piece. Wendy began work on what was later to develop into an original, self-sustaining composition entitled Timesteps.

Wendy was, by her own admission, "about three and a half minutes" into Timesteps when a friend gave her a paperback copy of A Clockwork Orange. Like so many other readers, Wendy fell under the spell of Anthony Burgess' vision of a world of tomorrow filled with ultra-violence. She was also struck by the fact that her Timesteps music seemed to capture the exact feeling of the opening scenes of Burgess' book. Further work, and Timesteps evolved, subconsciously, into a kind of musical poem based on Clockwork -- a work that, as Wendy says, was an "autonomous composition with an uncanny affinity for Clockwork."

Then, the same friend who had given her Clockwork sent a clipping from a London newspaper announcing that Stanley Kubrick had just begun production of a film based on Burgess' book. Wendy and Rachel, both admirers of Kubrick's previous work, began to share the same day-dream: "Wouldn't it be great if..." Then came an announcement in the New York Times that Kubrick had actually finished filming. Timesteps was also finished, so Rachel sprang into action. Through a friend, literary agent Lucy Kroll, she contacted Kubrick's United States representative.

Timesteps and Beethoven's Choral Movement were airmailed to Kubrick. Wendy and Rachel waited. Finally, came a request from Kubrick: Could they come to London and discuss the use of Wendy's music in the film?

They came. They saw. And not only did they agree to Kubrick's use of the Beethoven Movement and Timesteps for the movie, but also Wendy began to arrange / perform some of the music already contracted for by Kubrick, and they even set down original ideas for other background music.



Although Warner Brothers released their filmscore album shortly after the release of Kubrick's Clockwork Orange, Rachel Elkind and I were never completely satisfied with it. The tapes used for the transfers were those made for the film track, and were a couple of generations removed from the original master mixes. So these versions contained compromises, like a necessary added compression and EQ, to sound good on a mono Academy optical print (at least we pioneered the use of Dolby, used for the first time ever in a film!)






Optimum 20-bit Hi-D transfers from the original first generation 1972 1/2" and 1/4" master tapes. Includes two newly discovered tracks that had to be omitted from the original release since did not fit on the LP album.













quinta-feira, 30 de julho de 2026

BOA NOITE ... PETER TOSH !

 









BOM DIA ...

 





 

quarta-feira, 29 de julho de 2026