quarta-feira, 19 de agosto de 2026

BOA NOITE ... ROBERTO DaMATTA !

( Niterói, Rio de Janeiro July 29, 1936)



É maravilhado, surpreso e assustado que, pensante e andante, fui vestido por 90 anos no dia 29 do mês passado. Aliás, fui distinguido com uma foto na primeira página e entrevista neste jornal no qual escrevo desde 2001, o que tocou fundo o meu coração.


Aos 90, você não mais “faz”, “chega”, “completa” ou tem primaveras, pois são as primaveras que têm você. Viramos uma espécie de vivente além da conta, pois coisas velhas deveriam estar num porão, mas a vivência insiste em nos manter vivos. Ser um velho mantendo dentro de si um jovem e uma criança, um demônio e um anjo, um mortal e, quem sabe, o desejo amaldiçoado da imortalidade, é um paradoxo. Causa espanto e, nuns poucos, desolação. Na grande seara dos invejosos, chegar aos 90 falando, andando e pensando teimosamente feliz é, como dizia Tom Jobim, uma ofensa.

Sou e estou velho. Vivi enfrentando minhas deficiências, dores e, no meio dos meus sofrimentos, não abandonei a seara da paz, da harmonia e da esperança. Apesar de tudo, permaneci companheiro de mim mesmo. Aprendi as chamadas “idades do homem” num tempo em que o gênero masculino englobava o feminino. Havia infância, juventude, maturidade e velhice. Abafava-se o nascimento para não terminar mencionando o que o nosso progressismo e desencanto reprimem: a morte ou o fim. Esse inexorável destino que o envelhecer trata muitas vezes como benefício, pois o velho corpo pode ser mais pesado do que a alma por ele inventada.

O fato é que as imposições da vida escondem e afugentam a inevitabilidade do fim. Esse fim que uma consciência onipresente e desenhada para a vida é incapaz de imaginar. Exceto por meio das imagens pastorais das crenças religiosas, muito embora essa morte seja experimentada todas as noites, quando dormimos, como conceitua um imenso Manuel Bandeira.

Tenho plena consciência de que cheguei ao término de um ciclo. Não é um fim, é uma fase. Na infância, almejamos a beleza da juventude. Na juventude, experimentamos os becos das escolhas. Maduros, inevitavelmente nos tornamos sérios, quadrados, controladores e, às vezes, sectários. Velhos, temos a suprema felicidade de testemunhar as estradas da vida que criamos. Conheci de perto a velhice casmurra do meu avô e o mais ou menos soturno envelhecimento do meu amado pai. Agiota que sou – como quer o paradoxo da vida –, mais velho que eles, entendo que há muitos estilos de viver e de morrer. O remédio é o amor que nos alegra, nos completa, nos traz prazer e tudo isso que compete de igual para igual com a morte.


P.S.: Ah! Antes que eu me esqueça: na velhice não há futuro ou retornos...




BOM DIA ... JACKY ICKX !

(Brussels, Belgium 1 January 1945)

 













terça-feira, 18 de agosto de 2026

BOM DIA ... LED ZEPPELIN III !


Jimmy Page, Robert Plant and John Bonham at Bron Yr Aur 1970










Page biographer George Case notes that "Knowing That I'm Losing You" is very similar to "Tangerine" and suggests that Jackie DeShannon inspired the tune.












Zacron's innovation in graphic techniques laid the foundation for his creation of the Led Zeppelin III album cover in 1970.

Zacron was born in Sutton, Surrey in 1943. He studied painting, drawing, design and etching at Studio 35 in Surbiton from 1957-1960 with Eric Clapton, and later at Kingston College of Art where he met Jimmy Page. 










segunda-feira, 17 de agosto de 2026

BOM DIA ... "DUKE" !

 















domingo, 16 de agosto de 2026

The Iron Mistress: A Legendary Movie for a Legendary Knife !

 




Por Luiz Carlos Merten
14/10/2008 | 

Outro pedido de informação. Aproveitando um post sobre meu amigo Sérgio Leeman, que dirigia a rede Telecine em Portugal, Benedito diz que também gosta muito de 'Nenhuma Mulher Vale Tanto', de Gordon Douglas e me pergunta se sei alguma coisa sobre o filme em DVD. Confesso que nunca o vi, nem em lojas americanas (como a Virgin) nem nessas que vivo pesquisando no Centro de São Paulo, até porque, se tivesse visto, já teria comprado. 'Nenhuma Mulher Vale Tanto' chama-se no original 'The Iron Mistress' e a amante de ferro é tanto a faca, na qual o herói, Jim Bowie, interpretado por Alan Ladd, é especialista - ele passou à história por sua destreza e foi parar no forte de Álamo, no episódio que rendeu épico famoso dirigido e interpretado por John Wayne -, como a glacial Virginia Mayo com quem ele se envolve (e o título nacional deixa claro que ela não vale grande coisa). 'The Iron Mistress' é de 1952, situando-se na carreira de Douglas entre 'Fui Comunista para o FBI', que nunca vi, mas deve tratar, não sei em que chave, do macarthismo (que estava rolando naquele momento), e 'Vivendo sem Amor'. São filmes bem diversos entre si, um de espionagem ('Fui Comunista'), outro que é creditado como western, mas é mais ou menos um épico sulista, na vertente de 'Jezebel', só que do ângulo masculino ('Nenhuma Mulher') e o terceiro um drama (o título original é 'She's Back on Broadway' e trata desta estrela, Virginia Mayo, que tendo fracassado em Hollywood, volta ao teatro, para o ex-marido). Isso era Gordon Douglas, um 'artesão' que nunca se fixou num gênero porque, como contratado dos grandes estúdios, fazia o que lhe mandavam, mas seguia a fórmula de Chabrol - filmava não importa o quê, mas nunca não importa como -, o que terminou por transformá-lo num autor no próprio exercício da mise-en-scène, como reconhecia 'Cahiers du Cinéma' (mas Douglas nunca foi reconhecido como tal pela revista). Prefiro os westerns de Gordon Douglas, e acho que ele foi um dos grandes pouco valorizados do gênero, mas quando vi 'Nenhuma Mulher Vale Tanto', no começo dos anos 60, andava muito impressionado com a definição do cinema de Nicholas Ray ('É a melodia do olhar') e fiquei siderado de ver como Douglas já havia sacado isso, construindo todo o filme nas trocas de olhares, que não apenas revelavam a interioridade de seus personagens como conduziam o fluxo da própria montagem. Uma palavrinha sobre o elenco. Douglas fez vários filmes com Alan Ladd ('Voando para o Além', 'Santiago' etc) e Virginia Mayo ('O Rifle de 15 Tiros'). Sobre ela, corre uma história que já devo ter contado - pois a adoro -, mas vale repetir. Li em algum lugar, acho que no verbete sobre a atriz na enciclopédia de cinema do francês Roger Boussinot, que o sultão de Bahrein, em visita a Hollywood, e ao estúdio da Warner, pediu para conhecer Virginia Mayo porque ela era - olhem que maravilha - a prova viva da misericórdia de Alá pelos homens. Virginia, loira e bela, nunca foi uma estrela do calibre de Marilyn Monroe, mas com a morena Patricia Medina e outras menos votadas, ela reinou nas matinés da minha infância. Rainha da aventura, fez filmes de 'gêneros', westerns, de gângsteres e de espada, que descobri depois serem assinados por diretores que fazem parte do meu imaginário, como Raoul Walsh e Jacques Torneur, além de alguns dramas considerados 'sérios' (como se os outros filmes não o fossem) e o mais famoso deles foi 'Os Melhores Anos de Nossas Vidas', de William Wyler. Mas já estou me distanciando de 'Nenhuma Mulher Vale Tanto'. Só não resisto a falar sobre Virginia Mayo. Ela podia não possuir um grande temperamento dramático, mas sua filmografia é 'A', para mim, pelos autores fundamentais com quem trabalhou.












sábado, 15 de agosto de 2026

BOM DIA ... KENT, OHIO !

 (Kent State University campus, May 4, 1970)














sexta-feira, 14 de agosto de 2026

BOM DIA ... JOHN LENNON !

 (Liverpool, England 9 October 1940 – 8 December 1980)














quinta-feira, 13 de agosto de 2026

BOM DIA ... NEW YORK CITY, JOHN !

 











quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Robert Altman's Jazz '34: Remembrances of Kansas City Swing

 


Ontem assisti KANSAS CITY ... Um dos melhores trabalhos de Robert Altman !

Não entendo o por quê da sua baixa cotação ... um filme delicioso de assistir

Uma estória simples mas divertida, com a música do Jazz como a alma do filme

Altman captou perfeitamente a essência daquela época ... veja e ouça !


Agora ouvindo a maravilhosa trilha sonora .... uma das melhores da minha coleção !

Feche os olhos e será transportado para o THE HEY-HEY CLUB com Lester Young e Cia !!!!




















ESCOLHA O SEU CORRUPTO FAVORITO... THAIS HERÉDIA!

 





“Agora é a nossa vez!” ... ROBERTO DaMATTA !

 


Não é difícil compreender as dificuldades políticas e as ambiguidades decorrentes da passagem da monarquia escravista, fundada no desumano direito de uma pessoa ser proprietária de outra, à República sem sobressaltos.

No Brasil, a mudança ocasionou ambiguidades, porque, se o futuro pode ser truque populista ou um sincero ideal, o passado tem de ser levado em conta porque ele baliza o presente. Nossa aversão à igualdade republicana revela a permanência de hábitos aristocráticos, responsáveis por anacronismos que vão do “você sabe com quem está falando?”, ao machismo, ao recorde de funcionários públicos e aos abusivos “penduricalhos” que aristocratizam membros do governo. Tais ambiguidades legitimam os habituais roubos do Estado contra a sociedade.

O filho do ex-presidente que foi a maior praga da política nacional se candidata à sua sucessão. Como um príncipe, recebe a unção do pai condenado por ser contra o processo democrático, mas promete ser mais comedido. Alguns republicanos perguntam: além do sangue, quais são as suas credenciais?

Nosso viés aristocrático, que celebriza os ricos, os objetos de “alto luxo e “gente fina”, diz: ele é filho do mito salvador. Só que o Brasil cansou de salvadores e precisa de gente com consciência das exigências e demandas do papel de presidente da República. A demanda é de um presidente que troque o palácio por um apartamento. Aí sim, teríamos um começo de “salvação”.

Nas repúblicas desenhadas pelos iluministas, o poder monárquico foi fraturado em três, todos submetidos a uma lei geral – a Constituição – que governaria o governo. Mas neste nosso Brasil compadresco e legalista, gerenciado por abnegados revolucionários “cuidadores” dos pobres (que não podem acabar), há uma multidão de salvadores.

Salvá-los de quem? De um passado que não podemos neutralizar, porque vivemos em turmas, casas-grandes e partidos. Somos marcados pelo refrão que eu, na flor dos meus 90 anos, já ouvi mil vezes: “Agora é a nossa vez!”. Tomamos o poder que, como uma coroa, legitima o roubo dos aposentados, a destruição dos Correios, a dominação do crime organizado e as universidades. O ensino público de base – fundamental para a democracia – é uma desgraça. Prova de que uma sociedade que reprime o conflito entre a igualdade e a hierarquia convive com as ambiguidades do personalismo e da esperteza malandra.

Proclamamos a República, mas não abandonamos o ideal de fidalguia que se manifesta na corrupção – que nada mais é do que uma face do negacionismo sobre os conflitos de interesses.

Daí a recorrência do velho dilema que denunciei no livro Carnavais, Malandros e Heróis. Nele, eu mostro que, na maioria das questões públicas, a igualdade era relativizada pela hierarquia. Evitamos o confronto e convivemos com as ambiguidades que formam o nosso modo de atuar no mundo.





BOM DIA ... ESTADO POLICIAL ! 👇

 



ESSE CARA É PERIGOSO ...

OS PAULISTAS O CONHECEM BEM ... FOI SECRETÁRIO DE SEGURANÇA (péssimo)

NA ÉPOCA JÁ DEMONSTRAVA TRAÇOS DE AUTORITARISMO (chamava Lula de ladrão, agora é aliado)

FOI UMA INVENÇÃO DO governador GERALDO ALCKMIN (alcunha "BELÉM" na lista de corruptos da Odebrecht)

FOI INDICADO PARA STF pelo presidente MICHEL TEMER ( "tem que manter isso, viu?" : JBS!)

VAMOS VER SE COM A RENOVAÇÃO, 

O SENADO DÁ UM SUSTO NO PILANTRA E COLOCA UM "FREIO" NO SEU AUTORITARISMO ...


P.S. Recebeu uma quantia (129 milhões) do CORRUPTOR Vorcaro ...

QUANTIA ESSA, maior do que FLAVIO BOLSONARO recebeu (61 milhões) !

as duas, continuam SEM EXPLICAÇÃO !



terça-feira, 11 de agosto de 2026

BOA NOITE ... JOÃO GILBERTO !

 (Juazeiro, Bahia 10 June 1931 – 6 July 2019)










BOA TARDE ... Mr. Backwards !

 






segunda-feira, 10 de agosto de 2026

BOM DIA ... music for MARILYN MONROE !

 (Los Angeles, June 1, 1926 – August 4, 1962)