(Waco, North Carolina, January 4, 1935 – May 11, 2006)

Jantar na casa de Moraes com Lula e Alcolumbre teria tratado de como fragilizar Mendonça https://t.co/opi9azKGWJ
— Lauro Jardim (@laurojardim) August 23, 2026
Está mais que provado que JAIR BOLSONARO tentou um golpe nas eleições de 22 ...
Foi julgado e condenado, agora cumpri pena (espero que não seja libertado como LULA foi)
No próximo mês, será lançado o livro "Eu disse não: uma trincheira antigolpista" (Autêntica Editora) do ex Comandante da Aeronáutica onde descreve as pressões feitas por Jair Bolsonaro para que os militares aderissem ao golpe.
Agora, chegou A VEZ DE "LULA" TENTAR DAR O SEU GOLPE !!!!
LULA ajudado pela "BANDA PODRE" do STF, pela PGR de Gonet, em "conluio" com os CORRUPTOS do Congresso Nacional, que desejam a "manutenção do status quo" !
Davi Alcolumbre, UNIÃO, presidente do senado (metido até as orelhas no escândalo do MASTER) e o
presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) que também tem seu nome associado ao caso do Banco Master.
Aquela "reunião", até agora sem explicação, organizada pelo Manda-Chuva do STF (que recebeu 129 milhões do MASTER) com Alcolumbre e Lula, QUE ESTÁ encrencado com o escândalo do INSS, com as travessuras de seu filho LULINHA e de seu ex chefe de gabinete MARCOLA (não confundir com o do PCC, esse é o Marcola do PT)
SERÁ QUE VAMOS ASSISTIR OUTRA TENTATIVA DE GOLPE NAS ELEIÇÕES DE 2026 !?
EDITORIAL | O zelo seletivo de Gonet – “Enquanto a Constituição for retirada da gaveta e recortada conforme a conveniência, a suspeita política continuará ocupando o espaço abandonado pela coerência institucional”. Leia o texto completo em https://t.co/Yl6K62osQd (via… pic.twitter.com/WhMJ8GG825
— Estadão 🗞️ (@Estadao) August 23, 2026
É maravilhado, surpreso e assustado que, pensante e andante, fui vestido por 90 anos no dia 29 do mês passado. Aliás, fui distinguido com uma foto na primeira página e entrevista neste jornal no qual escrevo desde 2001, o que tocou fundo o meu coração.
Aos 90, você não mais “faz”, “chega”, “completa” ou tem primaveras, pois são as primaveras que têm você. Viramos uma espécie de vivente além da conta, pois coisas velhas deveriam estar num porão, mas a vivência insiste em nos manter vivos. Ser um velho mantendo dentro de si um jovem e uma criança, um demônio e um anjo, um mortal e, quem sabe, o desejo amaldiçoado da imortalidade, é um paradoxo. Causa espanto e, nuns poucos, desolação. Na grande seara dos invejosos, chegar aos 90 falando, andando e pensando teimosamente feliz é, como dizia Tom Jobim, uma ofensa.
Sou e estou velho. Vivi enfrentando minhas deficiências, dores e, no meio dos meus sofrimentos, não abandonei a seara da paz, da harmonia e da esperança. Apesar de tudo, permaneci companheiro de mim mesmo. Aprendi as chamadas “idades do homem” num tempo em que o gênero masculino englobava o feminino. Havia infância, juventude, maturidade e velhice. Abafava-se o nascimento para não terminar mencionando o que o nosso progressismo e desencanto reprimem: a morte ou o fim. Esse inexorável destino que o envelhecer trata muitas vezes como benefício, pois o velho corpo pode ser mais pesado do que a alma por ele inventada.
O fato é que as imposições da vida escondem e afugentam a inevitabilidade do fim. Esse fim que uma consciência onipresente e desenhada para a vida é incapaz de imaginar. Exceto por meio das imagens pastorais das crenças religiosas, muito embora essa morte seja experimentada todas as noites, quando dormimos, como conceitua um imenso Manuel Bandeira.
Tenho plena consciência de que cheguei ao término de um ciclo. Não é um fim, é uma fase. Na infância, almejamos a beleza da juventude. Na juventude, experimentamos os becos das escolhas. Maduros, inevitavelmente nos tornamos sérios, quadrados, controladores e, às vezes, sectários. Velhos, temos a suprema felicidade de testemunhar as estradas da vida que criamos. Conheci de perto a velhice casmurra do meu avô e o mais ou menos soturno envelhecimento do meu amado pai. Agiota que sou – como quer o paradoxo da vida –, mais velho que eles, entendo que há muitos estilos de viver e de morrer. O remédio é o amor que nos alegra, nos completa, nos traz prazer e tudo isso que compete de igual para igual com a morte.
P.S.: Ah! Antes que eu me esqueça: na velhice não há futuro ou retornos...
Outro pedido de informação. Aproveitando um post sobre meu amigo Sérgio Leeman, que dirigia a rede Telecine em Portugal, Benedito diz que também gosta muito de 'Nenhuma Mulher Vale Tanto', de Gordon Douglas e me pergunta se sei alguma coisa sobre o filme em DVD. Confesso que nunca o vi, nem em lojas americanas (como a Virgin) nem nessas que vivo pesquisando no Centro de São Paulo, até porque, se tivesse visto, já teria comprado. 'Nenhuma Mulher Vale Tanto' chama-se no original 'The Iron Mistress' e a amante de ferro é tanto a faca, na qual o herói, Jim Bowie, interpretado por Alan Ladd, é especialista - ele passou à história por sua destreza e foi parar no forte de Álamo, no episódio que rendeu épico famoso dirigido e interpretado por John Wayne -, como a glacial Virginia Mayo com quem ele se envolve (e o título nacional deixa claro que ela não vale grande coisa). 'The Iron Mistress' é de 1952, situando-se na carreira de Douglas entre 'Fui Comunista para o FBI', que nunca vi, mas deve tratar, não sei em que chave, do macarthismo (que estava rolando naquele momento), e 'Vivendo sem Amor'. São filmes bem diversos entre si, um de espionagem ('Fui Comunista'), outro que é creditado como western, mas é mais ou menos um épico sulista, na vertente de 'Jezebel', só que do ângulo masculino ('Nenhuma Mulher') e o terceiro um drama (o título original é 'She's Back on Broadway' e trata desta estrela, Virginia Mayo, que tendo fracassado em Hollywood, volta ao teatro, para o ex-marido). Isso era Gordon Douglas, um 'artesão' que nunca se fixou num gênero porque, como contratado dos grandes estúdios, fazia o que lhe mandavam, mas seguia a fórmula de Chabrol - filmava não importa o quê, mas nunca não importa como -, o que terminou por transformá-lo num autor no próprio exercício da mise-en-scène, como reconhecia 'Cahiers du Cinéma' (mas Douglas nunca foi reconhecido como tal pela revista). Prefiro os westerns de Gordon Douglas, e acho que ele foi um dos grandes pouco valorizados do gênero, mas quando vi 'Nenhuma Mulher Vale Tanto', no começo dos anos 60, andava muito impressionado com a definição do cinema de Nicholas Ray ('É a melodia do olhar') e fiquei siderado de ver como Douglas já havia sacado isso, construindo todo o filme nas trocas de olhares, que não apenas revelavam a interioridade de seus personagens como conduziam o fluxo da própria montagem. Uma palavrinha sobre o elenco. Douglas fez vários filmes com Alan Ladd ('Voando para o Além', 'Santiago' etc) e Virginia Mayo ('O Rifle de 15 Tiros'). Sobre ela, corre uma história que já devo ter contado - pois a adoro -, mas vale repetir. Li em algum lugar, acho que no verbete sobre a atriz na enciclopédia de cinema do francês Roger Boussinot, que o sultão de Bahrein, em visita a Hollywood, e ao estúdio da Warner, pediu para conhecer Virginia Mayo porque ela era - olhem que maravilha - a prova viva da misericórdia de Alá pelos homens. Virginia, loira e bela, nunca foi uma estrela do calibre de Marilyn Monroe, mas com a morena Patricia Medina e outras menos votadas, ela reinou nas matinés da minha infância. Rainha da aventura, fez filmes de 'gêneros', westerns, de gângsteres e de espada, que descobri depois serem assinados por diretores que fazem parte do meu imaginário, como Raoul Walsh e Jacques Torneur, além de alguns dramas considerados 'sérios' (como se os outros filmes não o fossem) e o mais famoso deles foi 'Os Melhores Anos de Nossas Vidas', de William Wyler. Mas já estou me distanciando de 'Nenhuma Mulher Vale Tanto'. Só não resisto a falar sobre Virginia Mayo. Ela podia não possuir um grande temperamento dramático, mas sua filmografia é 'A', para mim, pelos autores fundamentais com quem trabalhou.