quarta-feira, 3 de junho de 2026

BOM DIA ... ROBERTO DaMATTA !

 


De modo algum seu estilo de enriquecer, enriquecendo seus parceiros irmãos, seguiu o mapa traçado em 1923-24 por Mauss no seu ignorado Ensaio Sobre a Dádiva. Ou, mais precisamente, na sua genial sociologia do presentear, do dar para receber – o que nós chamamos de “lembrancinhas”, porque foi com afeto que, quando vimos aquele objeto, a lembrança de sua pessoa motivou a compra dele para você.

No presente, a moldura não é dada por utilidade ou necessidade, mas pela relação, pois foi a lembrança que o motivou. Então, diz Mauss, a dádiva vai muito além de si mesma: ela é um fato social total, já que todo presente contém aspectos morais. Um protocolo que transcende o objeto doado, fazendo com que o presentear acione a obrigação de retribuir. Presentes não são trocas; são dádivas que, como oferendas, transcendem a exploração de classe ou a luta hobbesiana de todos contra todos.

Além disso, o presente tem, como explicita a cultura dos maoris, um espírito inseparável do doador. Essa é uma postura que aciona afetos e configura a pessoa que nos presenteou. Mas há também o presentear revelador da excepcional riqueza e poder do doador, como ocorre nos potlatches das sociedades do noroeste do Pacífico, abrangendo o Canadá e os EUA. Neles, riquezas são dilapidadas e destruídas, impedindo a devolução e, assim, englobando o receptor.

Exatamente como os festins e os presentes que Vorcaro dava a todos os seus “irmãos” – conforme tenho escrito –, constituídos de “verbas públicas”. Dinheiro que, no Brasil, não pertence a ninguém, exceto aos governantes que o controlam.

O fulgurante episódio Cláudio Castro/Daniel Vorcaro expressa tal capacidade. É óbvio que ninguém tem maldade neste Brasil arcaico, movido por dádivas que demonstram como verbas públicas não pertencem aos clientes de bancos que pagam impostos, mas aos governantes da ocasião.

É esse dispositivo de apropriação que faculta o roubo do dinheiro público, porque, se é público, é da rua, e, se é da rua, não é de ninguém. É nessa polaridade da casa contra a rua, e do geral imaginado como não sendo de ninguém, mas de quem governa, que reside a lógica desse tipo de “corrupção”, que não é concebida como crime, pois é uma esperteza e um estilo de governar. Nos sistemas liberais patrimonialistas, o governar não é administrar a coisa pública, mas ser o dono dela.

Como dizia Oliveira Vianna na mesma década em que Mauss publicou o seu ensaio, “temos coragem para tudo, menos para negar o pedido de um amigo”. Elos governados por densas éticas costumeiras desgostam de normas burocráticas lidas como obstáculos ou remédios, jamais como valores.


PS: Essas notas são para o prof. Marcos Lanna, que também sabe como a reciprocidade maussiana ajuda a caracterizar essa vergonhosa corrupção brasileira.




terça-feira, 2 de junho de 2026

BOA NOITE ... POPULISMO SEM VERGONHA !

 O PAÍS REFÉM DESSES DOIS CANALHAS !



BOM DIA ... av. Venceslau Brás, 215 - Botafogo!

 












segunda-feira, 1 de junho de 2026

BOA TARDE ... ESSA COPA PROMETE ! 👇

 




 

domingo, 31 de maio de 2026

BOA NOITE ... F.W. MURNAU !

 (Bielefeld, German Empire 28 December 1888 – 11 March 1931)




Acabei de rever a obra-prima do diretor F.W. Murnau ... Sunrise: A Song of Two Humans em alta definição.

'Sunrise" (Aurora, Brasil) é considerado o seu melhor filme ... difícil dizer, já que o diretor fez pelo menos meia dúzia de obras-primas. Adoro "Sunrise", mas o meu preferido do diretor é Nosferatu: A Symphony of Horror

O BLU-RAY com restauração 2K oferece uma melhora significativa, (não sei se já existe em 4K) O disco oferece duas versões do clássico de Murnau,  – a versão para o mercado americano e a versão para o mercado europeu. Embora obviamente seja o mesmo filme básico, a versão tcheca é cerca de 15 minutos mais curta com o corte de algumas cenas (principalmente nos trechos da cidade). Uma cena que acho essencial e que foi suprimida da versão tcheca, é a do barbeiro, quando um cliente passa uma cantada na "esposa", o que provoca um ataque de ciúmes do "marido".

A versão da Fox Movietone, lançada em 1928 após o filme ter sido exibido com música ao vivo em suas estreias em Nova York e Los Angeles, foi o primeiro lançamento de Hollywood a ter uma trilha sonora gravada com música e efeitos no próprio rolo de filme. (O negativo original desta versão foi destruído em um incêndio em um armazém em 1937.)

("Sunrise" tem personagens "genéricos" sem nome) Janet Gaynor ganhou um Oscar por sua atuação como a delicada e amorosa esposa. George O'Brien faz o marido violentamente atormentado, e Margaret Livingston sua amante (como eram sexy as mulheres dos anos 20!)













sábado, 30 de maio de 2026

Lula radicaliza populismo da campanha pela reeleição ...

 



CHAPÉU PANAMÁ, UM COPO DE CACHAÇA, OLHOS VERMELHOS ARREGALADOS...

... E 2 HORAS DO MONÓLOGO "ELES E NÓS" !



 





sexta-feira, 29 de maio de 2026

quinta-feira, 28 de maio de 2026

BOA NOITE ... PROIBIÇÃO DAS CORRIDAS DE RUA !

 


Ilha de Man não comporta mais corridas de rua ...

na minha opinião, devia ser proibido corridas lá

as altas velocidades das máquinas modernas, Inviabiliza esse tipo de evento naquele local

não existe o mínimo de segurança ... uma queda pode ser fatal !

Quando fazia parte do mundial, já era muito perigoso ...tanto é que muitos campeões recusaram a participar (Ago foi um deles) e a etapa foi tirada do calendário.


P.S quando a gente é jovem faz muita bobagem...

depois que envelhece, descobre que a vida é o bem mais precioso !!!






War crimes · atrocities or offences against persons or property !

 


ISRAEL É UMA SOCIEDADE DOENTE !

VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS INOCENTES E ANIMAIS ! 







 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

BOM DIA ... ROBERTO DaMATTA !

 


Mamãe era taxativa: “Jamais bata boca”. Essa gritaria dos mal-educados. O mesmo conselho surge nos jornais, revelando como o bate-boca é mal-educado: ele expressa a falta de controle de dois “superiores” que se confrontam e nenhum deles pode ser inferiorizado, exceto no grito. O bate-boca é uma ferramenta aristocrática, prima do “você sabe com quem está falando?”. Exprime a perturbação diante do direito de discordar. Se sou superior, como alguém ousa reagir aos meus argumentos?

Todo mundo parece ter ouvido mamãe, pois continuamos a classificar dissidências como bate-bocas, como falta de educação, quando o certo é o justo oposto. Nada mais normal do que a dissidência entre pessoas numa democracia. Desclassificar discussões é típico de sistemas construídos por “gente que se lava”, como o nosso.

Creio que foi precisamente isso o que alavancou Jair Bolsonaro, pois um dos pontos críticos de sua figura era que ele exibia o furor dos bate-bocas.

De um ponto de vista sociológico, bate-bocas mostram ausência de projetos partidários, pois a nossa política depende muito mais de pessoas e relações do que de algum ideal. Banalizou-se o falar em democracia exercendo um óbvio personalismo e um deslavado populismo. Aliás, falar em conflito de interesses é um ato subversivo diante do dilema do conflito de interesses ignorado pelo STF.

Numa outra dimensão, o bate-boca é negacionista, pois seu intuito é calar o adversário pelo grito, essa voz de comando própria de sociedades anti-igualitárias. O berro e o discurso são modalidades nas quais o ouvinte deve apenas ouvir. Escutar é primo do obedecer, pois o ouvir sem dialogar é sinal de inferioridade.


A boca faz par com o ouvido, de onde vem o puxão de orelha, destinado aos “mal-ouvidos”, esses independentes mal-educados. Como sabemos, o silêncio é irmão do “calar a boca”, o exato oposto do falar alto típico do mandonismo.

Daí vem a associação do falar alto como protocolo de superioridade social e do ouvir calado como ato de obediência. Escravos apenas escutavam. O direito de expressão não existe nas sociedades patrimonialistas. Nelas, o deputado, o ministro, o magistrado e o presidente falam. Nós, o povo, ouvimos.

O falar alto tem como gêmeo o gritar – esse agressivo emblema de revolta. Muitos povos se tornaram independentes com um grito sinalizador de ruptura com seus colonizadores. O nosso hino nacional enfatiza o ouvir e descreve um majestoso lugar a ser amado; no caso americano, enfatiza-se o enxergar num discurso de construção e luta.

E para que não digam que teorizo no ar, lembro que a “elite” está em pânico porque Daniel Vorcaro – aquele que fazia todo mundo ficar com água na boca por suas orgias e mesadas – pode “botar a boca no trombone” e fazer com que tudo, democraticamente, venha a “cair na boca do povo”. Valha-nos Deus! l






terça-feira, 26 de maio de 2026

BOA TARDE ... 👇 !

 


Imagem do domingo ...

final de reta 350 Kmh ... roda a roda !

quem vai aliviar primeiro !?!

KIMI mexe a cabeça, dá uma rápida olhada para o Mercedes ao seu lado ...

vai você primeiro ... depois de você, responde GEORGE !

os dois freiam no limite ... apertando os alicates ao mesmo tempo ! 😲

RUSSELL x ANTONELLI ... disputa de altíssimo nível !!!! 👏👏👏




BOM DIA ... THE SAXOPHONE COLOSSUS !

  (September 7, 1930 – May 25, 2026)





 

Israeli racism and violence are symptoms of a 'sick' society ! 👇

 





 

segunda-feira, 25 de maio de 2026