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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 23 de março de 2016

FRIO E CHUVA EM TARUMÃ

Sob chuva, a pista de Tarumã, a mais veloz do país, ficou estreita na largada dos Aspirados


1995 - Flavio "Nonô" Figueiredo, na Categoria Turbo, e José Mario Castilho, na Aspirados, venceram em Tarumã no Rio Grande do Sul.

"Nonô" Figueiredo venceu depois de se classificar em segundo lugar no grid, atrás de Walter Travaglini. Apesar da chuva, todos os pilotos optaram por usar pneus slick e Nonô, largando com mais calma, deixou para trás os oponentes, que patinavam sem conseguir sair do lugar.

Paulo Gomes, que largou mal, caindo para o oitavo lugar, deu um show na pista encharcada para terminar em segundo. "Fui tocando o carro e passando um por um, dois por dois", contou ao final da prova.

O grande azar da tarde sobrou para Ingo Hoffmann, que rodou sozinho na Curva do Laço, bem no final da corrida. "Que mancada!", queixava-se ele no boxe, as mãos na cabeça, depois da bandeirada.

Nonô deu show na chuva em Tarumã

A diferença entre os dois primeiros no grid, em Tarumã foi de 16 milésimos de segundo. Em terceiro ficou o carioca Murilo Piloto que, durante a prova, sofreu um grave acidente. O impacto o deixou desacordado por alguns minutos. Além disso, ele recebeu um longo corte na cabeça quando seu capacete se soltou. "O capacete estava frouxo e saiu de minha cabeça", recorda.

A categoria dos Aspirados, na etapa gaúcha, apresentou uma surpresa: o segundo lugar do paraibano Valdeno Brito Filho, que até então só havia participado de sete corridas da Fórmula Uno, quatro delas no ano passado, marcando pontos em cinco. Com 21 anos, ele é o único representante da região nordeste na categoria. Valteno é Atleta de Cristo, parte do grupo fundado e presidido pelo ex piloto de Fórmula 1, Alex Dias Ribeiro, "Aprendendo muito com ele, inclusive sobre pilotagem", conta o jovem piloto.


A prova dos Aspirados, em Tarumã, foi das mais complicadas. No sábado, após a classificação, quinze carros foram flagrados usando diferencial bloqueado, um recurso que dá mais tração ao carro e não é permitido pelo regulamento. Um acordo entre os pilotos levou a uma segunda tomada de tempos, na manhã de domingo.





As multas deixaram de existir no caso de ultrapassagem em bandeira amarela ou atitudes antiesportivas. Agora, o piloto será eliminado do treino, caindo para a última posição do grid, ou perderá 25 segundos se o fato ocorrer durante a prova. "As multas não estavam adiantando nada. Os pilotos que têm mais dinheiro não se importam e vão pagando", comenta Fábio Greco, coordenador da categoria.

Em Tarumã, quando o pace car entrou na pista após uma capotagem de Mario Covas Neto, muitos pilotos continuaram disputando posições como se a prova continuasse normalmente.



CATEGORIA ASPIRADOS RESULTADOS

  1. Jose Mario Castilho
  2. Valdeno Brito Filho
  3. Tino Vianna
  4. Titônio Massa
  5. Marcio Lott
  6. Fernando Angelieri
  7. Paulo Braga
  8. Jose Massa Neto
  9. Astolpho Macedo
  10. Mauricio Soares


CATEGORIA TURBO RESULTADOS

  1. Flavio Nonô Figueiredo
  2. Paulo Gomes
  3. Antonio Jorge Neto
  4. Chico Serra
  5. Renato Conill
  6. Ingo Hoffmann
  7. Walter Travaglini
  8. Fabio Sotto Mayor
  9. Xandy Negrão
  10. Paulo Carcasci





terça-feira, 17 de julho de 2012

FÓRMULA UNO




Com muita festa, sol e boas brigas, aconteceu em Interlagos, São Paulo, no Autódromo José Carlos Pace, a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Uno.

Quase 20 mil pessoas deixaram de lado as corridas de Fórmula 1 (no Canadá) e Fórmula Indy (em Detroit), além do jogo Brasil X Inglaterra, na televisão, para acompanhar, no domingo, 11 de junho, a vitória de Xandy Negrão na categoria de motores Turbo e Paulo Braga na de motores Aspirados.

Além de belas disputas, o público vibrou com velocidades que, na reta dos boxes, atingiram 194 Km/h, na Turbo, e 178 Km/h, na Aspirados.

Com o resultado, Xandy Negrão assumiu a liderança do campeonato de Turbos. " Finalmente conseguimos acertar a suspensão e evitar o desgaste de pneus que fazia o carro perder rendimento nas últimas provas", explicou Xandy, que completou a prova em 30m40s684, com a média de 126,882 Km/h.

Na Aspirados, a prova de Interlagos provocou uma reviravolta na classificação. José Mario Castilho, que liderava o campeonato, não pontuou e José Massa Neto, 4º lugar, assumiu a liderança.


Xandy Negrão

Na Turbo, Xandy conquistou a primeira colocação, que ele já perseguia desde a primeira prova, em Brasília, em que conquistou a pole position. Naquela prova, ele perdeu a liderança por problemas na suspensão, mas conseguiu um 4º lugar, resultado que se repetiu na segunda etapa, em Londrina.

Em Interlagos, largou em segundo, atrás do carioca Nélson Silva Júnior (a diferença entre os dois, no treino classificatório, foi de 86 milésimos de segundo).

Na prova, Nelson só conseguiu manter o primeiro lugar até a reta oposta. "Mas meu pneu estava muito frio, a pista estava muito ruim e ao fazer a curva fui parar na grama", conta Nélson. Ele corria com o carro novo: o antigo tinha sido destruído em Londrina, na capotagem e na colisão com o carro de Leonel Friedrich; outro que estreou carro novo em Interlagos.

Com a escapada na curva, Nelson caiu para terceiro, atrás de Xandy e Chico Serra, mas logo em seguida conseguiu passar Chico e assumiu o segundo lugar.

O mau estado da pista de Interlagos foi motivo de reclamações de todos os pilotos: "Além da sujeira provocada por detritos de asfalto, em muitas saídas de curvas existem as chamadas costelas de vaca, saliências que fazem o carro decolar", comentou Nonô Figueiredo, que dividia com Walter Travaglini a primeira colocação do campeonato antes da prova de Interlagos.

Em São Paulo, Nonô ficou em sétimo lugar depois de muita disputa com Adalberto Jardim, que segurou a sexta colocação. E Travaglini chegou atrás de Nonô, em oitavo.

O experiente Chico Serra, terceiro até a metade da prova, perdeu a posição devido a um pneu furado. Outro piloto com grande currículo no automobilismo brasileiro e mundial, Ingo Hoffmann, segundo colocado na etapa de Londrina, não disputou a prova de São Paulo: naquele mesmo domingo estava correndo na categoria Turismo, na Europa.

O campeão da Turbo de 94, Paulo Gomes, largou em quinto, conseguiu passar seu colega de equipe Guto Negrão (irmão de Xandy), mas no final da prova, por problemas com o rolamento da roda, diminuiu a velocidade e voltou ao quinto lugar. "Começou a fazer um barulho forte e pensei que ia parar", comentou o atual campeão. 




A prova de Interlagos contou, na categoria Turbo, com mais três experientes pilotos do automobilismo brasileiro: Fausto Bessa, que deixou a categoria Aspirados, Ciro Aliperti Júnior e Renato Russo.

Bessa transferiu-se para a Turbo por sentir-se cansado das constantes batidas que marcam a Aspirados. "Na Turbo correm os pilotos mais técnicos e os carros com pneu slick, próprios para corrida, não escorregam tanto", explica Fausto Bessa.

Entre os motores aspirados prevaleceu a habilidade dos pilotos mineiros Paulo Braga, de Uberlândia, e Claudio Gontijo, de Belo Horizonte.

Eles conquistaram as duas primeiras posições da categoria, formando a "dobradinha do pão-de-queijo". O paulista Fernando Angelieri completou o pódio, chegando na terceira colocação. "No ano passado, minha equipe era precária. Agora, estamos recebendo mais apoio, e os resultados estão aparecendo", afirmou Braga, que havia sido terceiro em Londrina.

Em Interlagos, Braga completou as treze voltas em 28m51s305, com uma média horária de 116,912 km/h.

Para Gontijo, a dobradinha mineira é importante para elevar o moral do esporte no Estado. "Após os bons resultados de Cristiano da Matta, na Fórmula 3, Minas teve um hiato de bons pilotos. Esperamos que agora as coisas mudem". Para completar o time de mineiros, Marcio Lott cruzou a reta de chegada em sexto lugar.

Público vibra com o arrojo dos 75 pilotos

Antes da prova, era grande a expectativa pelo que iria ocorrer logo na primeira curva. Afinal, nada menos que 46 carros estavam perfilados no grid de largada e logo à frente fariam uma forte guinada à esquerda no S do Senna.

Posicionado na 22ª posição, no meio do grid, Mário Covas Neto, o Zuza, filho do governador paulista Mario Covas, confessava não saber o que fazer para evitar uma colisão. "A gente vai tentando desviar das batidas, mas há sempre o risco de ser tocado por alguém". O piloto contou, em Interlagos, com a torcida de seu pai, que assistiu a prova ao lado da esposa Lila. "Sempre que posso, acompanho as corridas do Zuza", afirmou o governador.

Logo no começo da corrida pequenas batidas aconteceram, mas apenas Otávio Mesquita bateu forte no muro no final da reta e rodou no S do Senna, abandonando a prova.


Paulo Braga

Largando na Pole, Braga só foi ameaçado na terceira volta. Ele e Gontijo entraram na reta dos boxes lado a lado.

Gontijo atrasou a freada e ultrapassou Braga, mas este retomou a posição no final da reta oposta. "Foi melhor tirar o pé na freada. Não valia a pena brigar com o Paulo e correr o risco de ser alcançado por quem vinha atrás", explicou Gontijo.

Atrás dos dois líderes, a briga esquentava. Jose Ricardo Fiaminghi largou em terceiro e travou uma disputa acirrada com Bruno Henriques, outro piloto mineiro.

Na oitava volta, os dois se chocaram e Henriques levou a pior, abandonando a prova. Na volta seguinte, Ricardo Rodrigues, protagonizou o mais espetacular acidente da corrida, capotando na saída da curva do Laranjinha. O piloto, que ocupava a 30ª posição naquele momento, disse ter sido tocado na lateral. Perdeu o controle do carro e acabou com as quatro rodas para cima, mas sofreu apenas uma leve contusão no braço direito.

Largando na 13ª posição, Jose Massa Neto (tio do piloto da Ferrari Felipe Massa) fez uma corrida de recuperação e ultrapassou Fiaminghi na última volta, para chegar em quarto lugar.

José Mário Castilho, que liderava o campeonato nas duas primeiras provas, chegou em 14º. "Não fui feliz no sorteio dos motores", admitiu.

Ele caiu para o segundo lugar na classificação da categoria com 35 pontos, três atrás do líder José Massa. Braga o vencedor do dia, pulou para a terceira colocação, alcançando 32 pontos. Tino Vianna, oitavo lugar em Interlagos, segue em quarto com 24 pontos.



Na prova de São Paulo largaram 29 Unos Turbos e para a seguinte, em Tarumã, no Rio Grande do Sul, a previsão é que largariam 34 carros. Na Aspirados, o número de competidores dessa quarta prova poderia chegar a 51.

O líder do campeonato da categoria Turbo, Xandy Negrão, previa grande desgaste de pneus em Tarumã, uma pista em que se desenvolvem as maiores velocidades do campeonato. "É uma pista rápida e o consumo de pneus, ali, é fabuloso". 

3ª Etapa - Interlagos

  1. Xandy Negrão
  2. Nelson Silva junior
  3. Guto Negrão
  4. Paulo Gomes
  5. Paulo Carcasi
  6. Adalberto Jardim
  7. Nonô Figueiredo
  8. Walter Travaglini
  9. Leonel Friedrich
  10. Egidio "Chichola" Micci 
Categoria Aspirados
  1. Paulo Braga
  2. Claudio Gontijo
  3. Fernando Angelieri
  4. José Massa
  5. José Ricardo Flaminghi
  6. Marcio Lott




sábado, 15 de outubro de 2011

Fórmula Uno



Cacá Bueno

1995 - O narrador Galvão Bueno, da Rede Globo, também está na Fórmula Uno. Não para narrar a corrida, instalado nas cabines de televisão, mas para ficar no box, acompanhando seu filho Cacá Bueno, de 18 anos, que estréia na Fórmula Uno.

Campeão Paulista de Kart em 1992, Cacá, segundo seu pai, "está numa fase de aprendizado". Nas três primeiras etapas, o melhor resultado de Cacá Bueno foi um 22º lugar. Mas Galvão não corre o menor risco de narrar uma futura corrida de Fórmula 1 tendo o filho no grid de largada. "Com 1,84 m de altura, fica difícil ele entrar no cockpit apertado de um Fórmula 1", reconhece Galvão. "O futuro dele está nas categorias de turismo européias".

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