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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ACUSAÇÕES NO RIO





1979 - Na quarta etapa disputada no Rio de Janeiro, a vitória de José Giaffone continuou gerando protestos dos demais pilotos que alegaram que ele utilizou motor mais potente que o permitido. O líder Afonso Giaffone Júnior não participou da prova do Rio.

Nessa etapa houve muitas acusações entre os pilotos, principalmente entre Ingo Hoffmann, Carlos Andrade e Reinaldo Campello. Para José Giaffone não foi difícil vencer: correu com o carro do irmão e líder, Afonso, que resolvera não participar.

As brigas começaram na segunda volta da primeira bateria. No final do retão, Ingo bateu na traseira de Eduardo Andrade, que estava em segundo, jogando-o fora da pista.

Segundo Ingo Hoffmann; e Artur Bragantini, que havia quebrado e estava parado no local, confirma sua declaração: Eduardo Andrade freou na placa dos 150 metros quando o normal é frear nos 100 metros. Assim, não pôde evitar a batida. Ingo retornou atrasado e Andrade abandonou.

Na largada da segunda bateria, Reinaldo Campello deu um show à parte.

Reclamou contra Ingo alegando que ele alinhara para a segunda bateria quando já haviam mostrado a placa de 2 minutos (o piloto só pode alinhar na sua posição antes de ser mostrada a placa de 5 minutos para à largada) e resolveu colocar seu carro entre o de Ingo e o de Manuel Viegas Leite.

No final da reta, Campello estava emparelhado com Ingo e o jogou para fora da pista na primeira curva.

Com isso foi facilitada a vitória de José Giaffone. Paulo Gomes, João Carlos Palhares e Alencar Júnior disputaram o segundo lugar.


A quarta etapa do I Torneio Brasileiro Chevrolet de Stock Cars disputada no dia 27 de maio no Rio de Janeiro teve o seguinte resultado:


  1. José Giaffone - Pão de Açucar/Telefunken
  2. Paulo Gomes - Gledson/Coca Cola
  3. João Carlos Palhares - Laureano
  4. Alencar Júnior - Metalonita/Jorlan
  5. Mauro Mota - Laureano
  6. Manuel Viegas Leite
  7. Reinaldo Campello - Itacolomy/Primarca
  8. Júlio Tedesco
  9. Osório Araujo
  10. Sidney Alves - Baquirivu

Melhor volta: Paulo Gomes com 2 min 24,92s à média de 124,991 Km/h.








quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A BRIGA DAS VODCAS

Muita briga, dentro e até fora da pista na Stock Cars



1981 - A segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Cars, disputada dia 26 de abril, no autódromo do Rio de Janeiro, foi a mais disputada do ano.

Não na pista, onde o paulista José Próspero Giaffone venceu com facilidade, mas sim perto do pódio, onde houve uma violenta briga entre os membros da equipe vencedora contra a de Reinaldo Campello, segundo colocado.

Foi a briga das vodcas: José Próspero Giaffone é patrocinado pela Orloff, enquanto Reinaldo Campello é da equipe Smirnoff.

Zeca Giaffone venceu com facilidade, principalmente depois de um acidente, logo após a largada, que atrasou Alencar Júnior e Paulo Gomes. Campello disputou o segundo lugar com Ingo Hoffmann e Alencar Júnior e acabou chegando 1 segundo à frente de Ingo.

PROTESTO

Ao final da corrida, Reinaldo Campello gastou 64 mil cruzeiros para protestar contra o carro do vencedor, alegando que seu preparador, Jaime Silva, havia rompido o lacre do câmbio depois dos treinos.

Campello justifica:

"Depois que o Zeca fez a pole-position, o carro foi lacrado, inclusive o câmbio, mas após a corrida notamos que o lacre tinha sido rompido".

"Protestei contra a classificação do Giaffone, pois ele feriu o regulamento da CBA. Mas o pior de tudo foi ouvir desaforos de membros de sua equipe".


RESULTADOS


  1. ZECA GIAFFONE / vodca orloff
  2. REINALDO CAMPELLO / Vodka Smirnoff
  3. INGO HOFFMANN / Cera Grand Prix
  4. LUIS PEREIRA / Lojas Abaeté
  5. ALENCAR JÚNIOR / Touroflex, Vasp
  6. JOÃO CARLOS PALHARES / Coca Cola, Diasa
  7. VALTEMIR "BOLÃO" SPINELLI / Touroflex, Vasp
  8. PAULO MAFRA / Vodka Kovak, Refricentro
  9. SIDNEI ALVES / Turismo Santa Rita
  10. FABIO SOTTO MAYOR / Laguna, Corpal







domingo, 15 de julho de 2012

Nova Equipe Carioca


Heve P-6 da Equipe Technos-Syndol

Com o violento processo de estagnação pela ausência de corridas, desde que o Autódromo de Jacarepaguá foi fechado, no início de 1970, ficou cada vez mais difícil a participação dos cariocas, em bases profissionais, nos campeonatos brasileiros de automobilismo.

Agora, Elton Rohnelt, um gaúcho radicado no Rio de Janeiro, conseguiu motivar as empresas Technos (relógios) e a Syndol (aditivos) para se promoverem através do automobilismo de competição e montou a única equipe realmente organizada no campo das competições na Guanabara.

A Equipe Technos-Syndol já tem sede própria, no Bairro de Bonsucesso, com todas as instalações de manutenção dos automóveis, além de um caminhão para o transporte dos carros.

Elton dispõe, atualmente, de dois carros-esporte da Divisão 4 até dois litros, (um Heve P-6 e um Polar) e seus planos incluem um Fórmula Super-Vê e um carro de Turismo para as provas da Divisão 1.

O outro piloto da equipe, já contratado, é Evandro de Sá.

  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Temporada Carioca: O Prefeito disse não



1957 - O Sr. Negrão de Lima recebeu no Palácio Guanabara os dirigentes do A.C.B. que foram solicitar local para uma prova do calendário carioca.

Das três possíveis pistas, o Sr. Prefeito vetou duas: Quinta da Boa-Vista e Praia de Botafogo. A primeira, por se tratar de um parque de diversões públicas em vias de restauração, a segunda por ser uma artéria de ligação com grande tráfego que não pode ser fechada ao público. Quanto as vias em tôrno do Estádio Maracanã, aguarda-se solução.

O automobilismo de competição no Rio de Janeiro passa por uma fase dificil. O crescimento da cidade povoou os locais que, outrora ermos, serviam de pista aos aficcionados.

Hoje, qualquer tentativa de fechar ruas e avenidas causa profunda alteração na vida dos bairros, o que tem suscitado protestos os mais veementes por parte dos moradores locais.

É preciso evitar que o automobilismo passe a ser olhado com antipatia, como estava a pique de acontecer. Podemos garantir que os moradores da Estrada da Gávea, do Joá, das Canoas e Rua Capuri consideram as corridas de automóveis verdadeira praga.

Não podemos negar-lhes razão, pois não bastassem as vias fechadas por ocasião das provas, tinham (e têm ainda hoje) de agüentar o ruído ensurdecedor provocado por escapamento livre, altas horas da noite, diante de suas residências.

Possuimos o Autódromo de Adrianópolis. Promova o A.C.B. uma campanha para torná-lo realidade que, estamos certos, a imprensa especializada cooperará.

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