Mostrando postagens com marcador reinaldo campello. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reinaldo campello. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Polêmica Continua ...


REINALDO CAMPELLO

Vamos começar pelo que mais lhe tem afligido. Afinal, por que toda esta bronca com relação ao ranking de pilotos ?

Primeiro, eu tenho que dizer que todo o esforço que vem sendo feito com relação à categoria STOCK-CARS é algo inédito no automobilismo brasileiro.

Hoje em dia, nas corridas de Stock-Cars, bate-se recorde de público, as corridas são emocionantes, temos televisão e rádio, e o trabalho de imprensa tem sido imprescindível. Quem transmite tudo o que se passa na pista é a imprensa, então, ela é ponto primordial para que a Stock-Cars seja o que é hoje em dia.

Eu me lembro que conversei com vocês no final do ano passado, defendendo meus argumentos. Pelo nível dos carros e pilotos, pela competitividade da Stock-Cars, ela não pode ser enquadrada da mesma maneira que outras categorias falidas. Senão, segundo os critérios do ranking, acaba acontecendo como aconteceu.

O campeão da categoria mais competitiva do Brasil, exatamente por ela ser competitiva e ter muitos ganhadores, acaba sendo o 20º colocado no ranking.

Isso não é justo quando um Olício dos Santos, que pode até ser bom piloto mas que anda com um carro que não é carro de corrida, termina em segundo. Por isso, a Stock-Car tem que ter um peso diferente das demais categorias. Se o ranking não for bem feito, pode até ser prejudicial ao piloto na hora de conseguir patrocínio.

Então, vamos fazer uma proposta. No segundo semestre a gente reúne um representante de cada categoria e mais um voto decisivo, de alguém, por exemplo, da CBA. Então, a gente dá pesos diferentes a cada categoria de acordo com o consenso geral. Topa ?

Topo. Acho que vai ser uma solução. Sabe, não é advogar em causa própria, mas fui o 25º no ranking e não acho que existam no Brasil 24 pilotos melhores do que eu.

Quem você acha que são os cincos melhores pilotos do Brasil ? 

Bem, eu acho que para ser campeão do ranking tem que ser um cara da Stock-Cars ou no máximo da Fórmula 2, que não é muito competitiva.

Acho um absurdo um cara como o Áttila Sipos ficar parado o ano inteiro, fazer " duas corridinhas " pelo Brasileiro de Fiat e ficar em 13º. E, que desculpe o " Coelho ", mas o Átilla disputou com quem ? Com gente como o " Coelho ", que não tem capacidade de ultrapassar ninguém ...

Tá bom, mas quem são os cincos melhores do Brasil ?

Prá mim, Paulo Gomes, Ingo Hoffmann, Arthur Bragantini, Toninho Da Matta e eu ...


ÁTTILA SIPOS

Diante dos absurdos ditos e injustiças cometidas pelo referido e megalomaníaco piloto (Reinaldo Campello), não posso me calar, mesmo porque os injustiçados representam invariavelmente profissionais de valor, que não têm fácil acesso aos meios de comunicação ou, são excessivamente pacatos e educados para responder. Ou, ainda, por não mais habitarem entre os vivos.

Antes, porém, devo ressaltar que o ranking erroneamente, me posicionou em 13º lugar. Acontece que no Campeonato Brasileiro de Fiat, disputado em seis etapas, obtive quatro primeiros lugares, um segundo lugar e "quebrei" na 3ª etapa. Por tanto, 95 pontos e não 80 pontos, o que dá o terceiro lugar no ranking.

Dito isso, disputei o Campeonato Brasileiro de Fiat com mais de 30 pilotos de todo o País, principalmente com Renato Conill, "Janjão" Freire e Murilo Pilloto, os dois primeiros com todo o esquema de preparação do Clóvis de Moraes (que, até hoje, onde pôs a mão fez o campeão) e que, para felicidade dos pilotos da Stock-Cars, ainda não prepara carros da categoria (quando o fizer, podem ter certeza que estes andarão na frente), e uma verba suficiente para uma equipe modelo de Fórmula 2 Brasil.

Isso para não falar dos pilotos, que de bobos não têm nada.

Portanto, não disputei o Brasileiro com o " Coelho ", Paternostro, Alexandre Negrão, Marcelo Toldi e Rogério dos Santos apenas, mesmo porque esses companheiros de equipe foram adversários categorizados.

E todos possuidores de títulos (exceto Marcelo) nacionais ou regionais, coisa que, alías, o Sr. Reinaldo não possui, apesar de mais de uma década de vãs tentativas. A propósito do " Coelho ", tão menosprezado na citada entrevista do Sr. Reinaldo, devo lembrar que esse tratamento se deve ao fato de que, na época em que participavam da mesma equipe, o " Coelho " era normalmente o mais rápido quando recebia um carro competitivo nas mãos.

Portanto, ele é uma "pedra no sapato" do Sr. Reinaldo, que, aliás, já deveria ter superado a "dor de cotovelo".

Note o Sr. Reinaldo que os pilotos que citou como os melhores do País, são todos várias vezes campeões brasileiros e regionais. Ele se incluir nessa lista é quase que "insanidade" e, no mínimo, uma piada.

Para cada vitória de sua carreira eu tenho um título (palavras de um piloto que poderiam ser minhas) ou, para cada vitória do Sr. Reinaldo, eu tenho uma dezena ...

Adiante, o Sr. Reinaldo diz que andou na frente do " Moco " em várias oportunidades. Isso é uma falta de respeito bem típica dele. O " Moco " apenas participou de algumas provas longas para fomentar o esporte no País e, aliás, venceu a maioria dessas. É provável, porém, que, ao parar nos boxes para reabastecimento em algumas oportunidades, o Sr. Reinaldo o tenha ultrapassado ...

Dizer que o carro de Olício dos Santos ( Campeão Brasileiro, piloto e homem de valor da cidade paranaense de Assis Chateaubriand), um Corcel, não é carro de corrida é um absurdo, ainda mais dito por quem corre de "Opala", como o Sr. Reinaldo. Ainda se fosse o Nélson Piquet comparando ao Brabham F1 Turbo ...

Porém, duvido que o Nélson Piquet, ou qualquer outro piloto de real valor, venha desmerecer o mérito de quem o possui. O Sr. Reinaldo deve aprender a suportar a pressão dos adversários até o final das provas (nunca vi um piloto bom de fato descer de um carro ao final de uma hora de corrida no estado do Sr. Campello, a não ser que tenha sido "hospitalizado" na véspera), parar com a necessidade compulsiva de ter que mostrar aos outros que é bom, para poder tornar-se bom de fato. E, assim, proporcionar retorno publicitário aos patrocinadores com resultados e não com "oba-oba".

Se o Sr. Reinaldo tiver algum talento e seguir estas instruções à risca (dadas por especialistas), talvez possa obter um título, nem que seja regional, e assim superar as frustrações que ora sente. E aprenda a respeitar os campeões.

A propósito, farei uma lista dos melhores pilotos do País (sem ordem de valores), onde não há nenhuma necessidade de me incluir : os resultados o fazem. E, espero poder um dia incluir o Sr. Reinaldo.

São eles: Paulo Gomes, Ingo Hoffmann, Affonso e Zeca Giaffone, Toninho Da Matta, Egon Herzfeldt, Olício dos Santos, Aloysio Andrade Fº, Maurizio Sala, Dárcio dos Santos, Arthur Bragantini, Alfredo Guaraná, Luís Scarpin, Luís Paternostro, Jorge de Freitas, Leonel Friedrich, Cézar Pegoraro, José Junqueira, Egídio "Chichola", pilotos  que estão no exterior e aqueles que perdoarão por não terem sido citados por esquecimento. Porém, como promotor os sr. Reinaldo está perfeito. Principalmente na autopromoção ...


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ENTREVISTA REINALDO CAMPELLO




1982 - Você marcou sua carreira esportiva, pelo menos no início, mais como promotor do que como piloto. Mais tarde, começou a aparecer bem mais como piloto. Agora, volta a misturar as duas coisas. Como é esse processo?

"Eu sempre gostei mais da promoção. Como diretor de uma revenda GM, cansei de investir no automobilismo. Tem muita gente como prova de que eu fui talvez o primeiro cara a pressionar a GM para a criação da Stock-Cars.

Eu acreditava que a GM poderia se beneficiar muito, como vem se beneficiando, e o automobilismo brasileiro ganhar uma categoria bem feita, uma categoria de verdade. Em termos de competição eu apareci menos porque fui sempre muito fiel á marca GM.

Em uma época em que só ganhavam os Maverick, eu insistia nos Opala. Cansei de ser o mais rápido entre os Opala, mas não adiantava porque no final só dava Maverick. Era fácil passar meu pessoal técnico da época (Washington e Caíto) para os Maverick e sair ganhando.

Mesmo assim, preferi insistir nos Opala e, para quem não se lembra, andei muitas vezes na frente do "Môco", que corria de Maverick. Em 1977, mesmo misturado com os Maverick, começou a ascensão dos Opalas.

Atualmente, acredito que sou, em doses iguais, piloto e promotor".

Ninguém mais duvida de suas qualidades de promotor. Você trouxe TV e Rádio para o automobilismo nacional, conseguiu um grande patrocinador que lhe dá apoio irrestrito e agora aparece com o Wilsinho Fittipaldi, um grande chamariz para a categoria. Mas tem gente que ainda duvida de suas qualidades de piloto, principalmente depois que você ficou famoso por apelar o tempo todo para o "tapetão", fazendo em cada corrida um protesto ...

"Sempre apelei para o tapetão porque queria moralizar muita coisa no automobilismo. Todos nós ficávamos inseguros porque os comissários técnicos estavam sujeitos a cantadas e propinas e houve até adendos de regulamento aprovados em cima da hora para beneficiar esquemas fortes de outras fábricas.

Acho que eu agi certo e conseguimos eliminar muita coisa ruim. O Affonso Giaffone fez o mesmo que eu e ficou escondido por causa de sua própria personalidade, mais introvertida que a minha. Hoje, por exemplo, na Stock-Cars a gente tem até um regulamento de reclamações.

Na última prova, três carros foram sorteados para a vistoria e ninguém chiou, tudo funcionou direitinho. O pessoal da nossa categoria já tem responsabilidade bastante para saber o que está fazendo. Um dos sorteados foi o Wilsinho. Imagina, quem prepara o carro dele é a minha equipe. Então, se ele é pego correndo fora do regulamento, pode até me processar por indiretamente denegrir sua imagem.

De modo geral, acho que melhorou muita coisa e existe rigidez por parte dos comissários. Pegou fora do regulamento, fica seis meses sem correr, no mínimo. E todo mundo está preparado para os protestos também"

Agora voltamos ao Campello promotor. Que idéia foi essa de duas provas em Portugal?

"Eu acho que tenho estrela forte. Tive épocas de vacas magras e soube suportar. Agora, tudo começa a dar certo de novo.

Estas duas provas de Stock-Cars em Portugal, em julho, chegam no momento certo para o nosso país. Haveria melhor oportunidade de mostrar, a 260 Km por hora, toda a nossa tecnologia do álcool combustível?

Até o governo deve se sensibilizar. Afinal, o álcool é criação nossa e no momento existe uma forte campanha para recuperar a imagem deste produto e a gente vai dar, na certa, a maior força. Já tenho um monte de recortes de jornais e revistas de vários países falando destas duas provas e dos carros a álcool".

Mas como surgiu a oportunidade?

" Surgiu quase sem querer. O "PQP", Pedro Queiroz Pereira, que é um corredor e também um idealista, tinha muita vontade de ver os Stock-Cars em Portugal. Sabendo da minha faceta de promotor, veio falar comigo e eu fui a Lisboa fazer os contatos.

Havia duas opções. Ou a GM encampava e punha dois ou três departamentos para tratar de tudo ou passava para mim. Então, estou nessa como promotor, não como representante dos pilotos.

Entrei nessa  pela grande promoção e também porque não vou trabalhar de graça, vou faturar algum. Como empresário, acredito que estas corridas vão abrir um campo enorme. No ano que vem a gente pode correr em Jarama, depois na Inglaterra e por aí afora, sempre mostrando a capacidade de nossos técnicos e pilotos. 

Acho a Stock-Cars competitiva e um bom espetáculo, aqui ou em outro lugar qualquer do mundo, e para isso conto com o apoio dos pilotos, equipes e patrocinadores".

E como a GM e a CBA vêem esta sua promoção em Portugal?

"A GM achou espetacular, deu o maior apoio e só não pôde bancar os 60 milhôes de cruzeiros que vão custar estas duas provas.

Por isso me facilitou as coisas e conseguiu transporte grátis para os 25 carros, vinte para brasileiros e cinco para os pilotos portugueses. Os organizadores de lá já assinaram contrato para hospedagem e viagem para três pessoas por carro.

Agora só falta apoio das agências de publicidade para vender a prova, que vai ser transmitida pela televisão. Falta também quem patrocine pneus e 30 mil litros de álcool que temos de levar daqui".

E a CBA?

" O Cavalcanti também achou tudo sensacional. Por motivos políticos, preferi colocar a CBA fora do início das negociações. Imagina se ele anuncia e dá tudo errado? Ia ser mal para a própria CBA.

O Cavalcanti tem convite para quatros pilotos daqui correrem em Daytona na mesma época. Mas não acredito que os organizadores dêem carros bons para os brasileiros. Porque, se derem carros de ponta, tenha certeza de que nossos pilotos vão brigar por uma vitória".

Falando em Cavalcanti, o que você achou do primeiro ano de administração dele?

" Acho que ele ainda é obrigado a manter esse monte de categorias e provas do nosso automobilismo, a maioria falida, deficitária, por motivos políticos. Afinal, ele é eleito pelo voto de cada federação.

Não existe patrocinadores e dinheiro para que todas elas sejam competitivas, atrativas e bem disputadas. Para mim, deveria haver somente uma categoria turismo muito boa para pilotos muito bons e uma de monopostos, com o mesmo enfoque. e o resto, seria o resto, para estreantes e novatos".

Quem você acha que são os cinco melhores pilotos do Brasil?

" Ingo Hoffmann, Artur Bragantini, Paulo Gomes, Toninho Da Matta e eu ".