1976 - Experiente e supersticioso, o paulista José Pedro Chateaubriand tem 28 anos e é considerado um dos pilotos mais rápido do automobilismo brasileiro.
"Desta vez eu não usei nenhuma simpatia e consegui vencer".
"Antes, eu só corria com dinheiro no bolso do macacão e só entrava no carro com o pé direito. Mas depois de muito azar em corridas da Formula 1600, e lembrando a final do Campeonato da Super-Vê do ano passado, eu resolvi fazer tudo diferente."
Não coloquei dinheiro no bolso do macacão, fiz questão de entrar com o pé esquerdo no carro, e acabei ganhando a corrida e o Campeonato.
Estava precisando desse título, pois resolvi participar apenas de corridas no Brasil e não tive muita sorte este ano na Fórmula 1600, onde corro pela Brahma.
Minha situação nessa última prova não era nada cômoda. Estava empatado com o Valter Soldan e apenas um ponto na frente do Amadeo Ferri, e os dois tinham condições de vencer.
Eu tinha muita esperança de ganhar, pois já havia vencido duas provas em Interlagos, válidas pelo Campeonato Paulista. O carro estava muito bem acertado e o motor ótimo, desde Guaporé, onde consegui o segundo lugar. Em momento algum nas duas baterias cheguei a forçar, e só tive medo de levar uma batida e perder o título.
Na primeira bateria senti que havia ganho o título depois que o Valter Soldan abandonou com problemas mecânicos e o Amadeo Ferri também não conseguiu uma boa colocação.
Na segunda bateria o Ferri largou muito bem e eu me mantive logo atrás, para não perder o vácuo. Deixei que ele liderasse a maioria das voltas para que se sentisse confiante na vitória, e quando chegamos à reta final sai de seu vácuo e consegui cruzar na sua frente.
Mesmo chegando atrás dele eu seria o campeão, mas sempre gostei de vencer e não iria deixar escapar mais um bom dinheiro à toa.
A Fórmula Ford foi sensacional este ano. Em todas as provas houve muita disputa e confesso que tive um pouco de sorte, afinal, pois venci uma corrida em Brasília que deveria ser do Ferri. Em compensação, perdi a corrida de Guaporé, que estava praticamente ganha. Assim dá gosto de ser campeão, com bastante luta e sem nenhum favoritismo.
Na segunda bateria o Ferri largou muito bem e eu me mantive logo atrás, para não perder o vácuo. Deixei que ele liderasse a maioria das voltas para que se sentisse confiante na vitória, e quando chegamos à reta final sai de seu vácuo e consegui cruzar na sua frente.
Mesmo chegando atrás dele eu seria o campeão, mas sempre gostei de vencer e não iria deixar escapar mais um bom dinheiro à toa.
A Fórmula Ford foi sensacional este ano. Em todas as provas houve muita disputa e confesso que tive um pouco de sorte, afinal, pois venci uma corrida em Brasília que deveria ser do Ferri. Em compensação, perdi a corrida de Guaporé, que estava praticamente ganha. Assim dá gosto de ser campeão, com bastante luta e sem nenhum favoritismo.