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sexta-feira, 13 de julho de 2018

FÓRMULA FORD





1976 - Experiente e supersticioso, o paulista José Pedro Chateaubriand tem 28 anos e é considerado um dos pilotos mais rápido do automobilismo brasileiro.

"Desta vez eu não usei nenhuma simpatia e consegui vencer".

"Antes, eu só corria com dinheiro no bolso do macacão e só entrava no carro com o pé direito. Mas depois de muito azar em corridas da Formula 1600, e lembrando a final do Campeonato da Super-Vê do ano passado, eu resolvi fazer tudo diferente."

Não coloquei dinheiro no bolso do macacão, fiz questão de entrar com o pé esquerdo no carro, e acabei ganhando a corrida e o Campeonato.

Estava precisando desse título, pois resolvi participar apenas de corridas no Brasil e não tive muita sorte este ano na Fórmula 1600, onde corro pela Brahma.

Minha situação nessa última prova não era nada cômoda. Estava empatado com o Valter Soldan e apenas um ponto na frente do Amadeo Ferri, e os dois tinham condições de vencer.

Eu tinha muita esperança de ganhar, pois já havia vencido duas provas em Interlagos, válidas pelo Campeonato Paulista. O carro estava muito bem acertado e o motor ótimo, desde Guaporé, onde consegui o segundo lugar. Em momento algum nas duas baterias cheguei a forçar, e só tive medo de levar uma batida e perder o título.

Na primeira bateria senti que havia ganho o título depois que o Valter Soldan abandonou com problemas mecânicos e o Amadeo Ferri também não conseguiu uma boa colocação.

Na segunda bateria o Ferri largou muito bem e eu me mantive logo atrás, para não perder o vácuo. Deixei que ele liderasse a maioria das voltas para que se sentisse confiante na vitória, e quando chegamos à reta final sai de seu vácuo e consegui cruzar na sua frente.

Mesmo chegando atrás dele eu seria o campeão, mas sempre gostei de vencer e não iria deixar escapar mais um bom dinheiro à toa.

A Fórmula Ford foi sensacional este ano. Em todas as provas houve muita disputa e confesso que tive um pouco de sorte, afinal, pois venci uma corrida em Brasília que deveria ser do Ferri. Em compensação, perdi a corrida de Guaporé, que estava praticamente ganha. Assim dá gosto de ser campeão, com bastante luta e sem nenhum favoritismo.


















quarta-feira, 14 de junho de 2017

POR QUE SPI E RODÃO?



Brian Henton



1974 - Por que a SPI e a Rodão, sendo firmas brasileiras, patrocinam o piloto inglês de Formula 3, Brian Henton?

Na realidade, as firmas SPI, Rodão e Volantes Formula 1 deveriam patrocinar apenas José Pedro Chateaubriand. Entretanto, elas receberam uma proposta da MARCH para patrocinar os dois carros oficiais da fábrica, um para o brasileiro José Pedro e outro para Brian Henton, o primeiro piloto da MARCH nesta temporada.

Entretanto, já sabiam que Henton passará à Formula 2 ainda este ano e seu carro será destinado a um outro piloto brasileiro, possivelmente Jan Balder, passando José Pedro Chateaubriand a ser o primeiro piloto da equipe.





domingo, 19 de fevereiro de 2017

CHATEAUBRIAND NÃO VOLTA PARA A EUROPA EM 75



1975 - Jose Pedro Chateaubriand certamente foi o piloto brasileiro que, depois de Alex Dias Ribeiro, mais se destacou na Inglaterra, mas nem por isso pretende voltar para a Europa em 1975.

"Na minha opinião existem alguns requisitos básicos para que um piloto se arrisque na Formula 3 Inglesa, o primeiro passo rumo às escalas superiores.

O principal deles é um domínio, pelo menos razoável, da língua inglesa e do vocabulário automobilístico. No começo apanhei muito com isso. Sentia um problema no carro e não sabia como explicá-lo ao mecânico.

Outra coisa muito importante é manter um bom relacionamento com os demais pilotos da categoria. Essa é a melhor maneira de se obter as dicas de cada circuito, inovações técnicas e bons contratos".

Jose Pedro Chateaubriand correu todo o ano passado pela equipe oficial da March que, apesar de fornecer motores inegavelmente melhores e mecânicos mais eficientes, chegou a prejudicar um pouco a atuação do piloto brasileiro, pois não se preocupava em alugar circuitos para treinos.

Por essa razão, Chateaubriand não aconselha ninguém a iniciar carreira na Formula 3, correndo por uma equipe oficial de fábrica. Para ele, esta opção é mais viável para o piloto que já se adaptou à categoria e aos circuitos.

Por tudo isso, e depois de fazer um balanço de suas atuações na Europa em 1974, Chateaubriand decidiu não voltar para a Inglaterra. Neste ano, ele pretende disputar o Campeonato Brasileiro de Fórmula Super Vê e torneios regionais da mesma categoria, muito embora sua mulher e filhos preferissem muito mais o interior da Inglaterra à vida agitada de São Paulo.

"Não adianta continuar insistindo na Formula 3, justifica-se Chateaubriand. Acho que não fui mal, mas acredito que vale mais a pena ser um bom piloto no Brasil do que um piloto razoável na Inglaterra. É uma questão de opinião.

Além do mais, senti muita dificuldade em conseguir um patrocínio vantajoso para voltar à Europa. E, sem ele, é impossível participar da Formula 3".