1977 - Mario Ferraris Neto, 22 anos, nunca havia corrido com pneus slick, e logo em sua primeira prova no Campeonato Inglês de Formula 3 pagou pela inexperiência: numa freada, rodou e perdeu a boa colocação, chegando em 12º lugar.
A segunda corrida em Thruxton, seria ainda pior: nos treinos, deslocou a espinha numa violenta batida, e passou a correr com um banco especial, todo cheio de apoios, para diminuir as dores que nunca desapareceram.
Prejudicado pelos problemas físicos, Ferraris colecionou uma série de resultados razoáveis e até um excelente terceiro lugar em Thruxton:
"Eu estava animado, e só não contava com um novo acidente: na preliminar da Formula 1 em Monaco, levei uma batida por trás nos treinos, capotei e quebrei o pulso. Com isso, perdi muitas provas do campeonato, onde estava em oitavo".
Um mês e pouco depois, no entanto, Ferraris voltou às pistas, suportando as dores na espinha e no pulso, para não ter que admitir a si mesmo que o mais sensato seria parar e fazer um tratamento mais longo.
Forçou o máximo, mas acabou voltando ao Brasil em agosto, quando iniciou uma severa fisioterapia.
Mas o pulso, quase imobilizado, necessitava de uma operação, e a temporada de 77 acabou para ele.
Mas o pulso, quase imobilizado, necessitava de uma operação, e a temporada de 77 acabou para ele.
"É duro admitir isso. A temporada está paga, eu não vou poder correr, e quem me garante que em 1978 vou conseguir de novo um patrocinador para voltar?".