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terça-feira, 18 de setembro de 2018

SOBRE DOIS COMENTÁRIOS




Pessoal, li dois comentários essa semana que achei bem interessante.

Primeiro foi o do Max Verstappen. Depois da corrida ele deu a seguinte declaração:

Verstappen: Passar Hamilton quando ele foi segurado seria “injusto”

Vocês vejam uma coisa, a umas dez corridas atrás no GP da China, ele foi afobado e acabou com a corrida do Seb e com a dele.

Já no domingo ele pensou duas vezes antes de fazer o mesmo com o Hamilton. Quando ele viu a oportunidade de passar o Lewis, ele raciocinou e viu que a chance de ter sucesso seria de 20% contra 80 % de dar errado. Então ele refletiu que não seria justo estragar a corrida do Lewis e a sua própria, já que a margem de sucesso seria muito pequena naquele local.

E essa mudança de pensamento aconteceu num intervalo de somente 10 corridas. Para vocês verem como a experiência e a vivência são importantes. 

Por isso o meu ceticismo em relação ao Leclerc na Ferrari.

A segunda foi a de Alain Prost sobre a contratação de Dani Ricciardo:

"Prost diz que contratar Ricciardo foi caro para a Renault, mas valerá a pena"

Na minha opinião a Renault vem fazendo tudo certo desde sua volta a F1. Nesse momento o que faltava para eles era um piloto top. Todos os outros time tinham a sua estrela. A Mercedes com o Hamilton, a Ferrari com o Vettel, RBR com o Max...

Na minha opinião, atualmente a F1 tem seis pilotos que são diferenciados dos demais.

Hamilton, Vettel, Verstappen, Ricciardo, Kimi e Alonso estão um degrau acima do resto. Não incluo os novatos Ocon, Gasly, Leclerc porque vamos precisar dar tempo a eles para sabermos se irão vingar. Por enquanto são só promessas.

E desses seis, dois, Kimi e Alonso podem ser descartados porque a idade chegou para eles.

Então sobram 4: Hamilton, Vettel, Max e Ricciardo. No caso de Max, ele parece ser diferenciado, mas teremos que esperar ele ter um carro competitivo para sabermos o seu total potencial.

Esses quatros na minha opinião estão no mesmo nível. 

Diante disso a Renault não pensou duas vezes em abrir a carteira para tê-lo.

Na minha opinião Mercedes e principalmente Ferrari, cometeram um grande erro em não contratar o australiano.

Acredito que se a Ferrari oferecesse a metade do dinheiro que a Renault vai pagar, cerca de R$190 milhões, Ricciardo fecharia com o time italiano. Era uma oportunidade de ouro para a Ferrari reforçar o seu time.

Em vez disso, preferiram correr o risco de ter um novato no time. É uma aposta para o futuro sem dúvida. Só não esperem o título ano que vem. Só no futuro, daqui a 4 ou 5 anos.

Enquanto isso...




terça-feira, 22 de maio de 2018

MONACO




1985 - Mônaco tem a tradição de raramente premiar o piloto mais arrojado e combativo. Foi assim em 1982: Rene Arnoux liderava e bateu; Alain Prost, que passou à liderança, também bateu e o novo e terceiro líder, Didier Pironi, ficou sem gasolina. Riccardo Patrese, que vinha calmamente atrás, ganhou a prova.

No ano passado, Ayrton Senna ia ultrapassar Alain Prost quando Jacky Ickx encerrou o Grande Prêmio. Agora em 85, Alain Prost teve a sorte que lhe faltou em 82: foi o vencedor, com apenas uma única ultrapassagem, sobre Nigel Mansell, quando disputava o terceiro lugar.

A grande vedete deste ano, e que deu um show de pilotagem, baixando sucessivamente o recorde da pista, foi Michele Alboreto com sua fantástica Ferrari.

Por falta de sorte amargou o segundo lugar e assim perdia mais uma chance de obter sua primeira e já merecida vitória nesta temporada.

Seu grande adversário, desde os treinos  de classificação, foi Ayrton Senna, que apesar de usar o novo motor Renault EF-15, mais potente, teve o mesmo problema surgido no warm up do Grande Prêmio do Brasil: vapor de água nos cilindros.

Sem Senna pela frente (parou na 13ª volta), Michele Alboreto esteve na liderança duas vezes, posição que perdia para Prost.

Na primeira vez, escorregou no óleo deixado pela impressionante colisão entre Patrese e Piquet. Na segunda, ainda consequência do acidente, parou nos boxes com o pneu traseiro esquerdo furado.

De pneus trocados, e mostrando que a Ferrari é hoje o carro mais equilibrado e competitivo da Fórmula 1, Alboreto pulverizou os tempos do Circuito do Principado e só descansou quando assumiu a segunda colocação, sua terceira na temporada.

Dessa forma, tanto ele quanto Alain Prost vão deixando cada vez mais claro que os tabus que perseguem seus países na Fórmula 1 desde 53, com Ascari, a Itália não levanta um título, e a França nunca teve esse gosto, poderão cair este ano.

Qual deles será?










quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

KART

Alain Prost (81) Armin Hahne (75)


A direita, Willi Kauhsen, Domingos Piedade (manager do Emerson), Rolf Stommelen. Agachado na esquerda Armin Hahne e Hans Heyer com seu inseparável chapéu.