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quinta-feira, 23 de maio de 2019

segunda-feira, 3 de julho de 2017

BRINCADEIRA CARA

O kart e acessórios: esporte caro



1992 - O investimento que um aspirante a campeão precisa fazer é assustador. Na loja Corsa, em São Paulo, gasta-se 20 dólares em um par de luvas, de 40 a 50 dólares por um jogo de sapatilhas, enquanto um capacete custa em média 150 dólares. Um macacão oscila entre 75 e 518 dólares.

O kart pode ser comprado em partes. Dos três fabricantes de chassi nacionais, a paulista Mini domina o mercado. Uma unidade com carenagem pode ser adquirida por 770 dólares. Há ainda a Moro, de Porto Alegre, que sai por 800 dólares e o ZF, também de São Paulo encontrado por 900 dólares.

A ZF produz ainda os motores Parilla, que custam 1.300 dólares. A gaúcha MG, monopoliza o mercado de pneus. O piloto chega a usar até cinco jogos por etapa e cada um vale 100 dólares.

Cerca de 50 litros de combustível, Álcool misturado com óleo Castrol M50, são consumidos durante os treinos e na prova. O recipiente de 20 litros custa 29 dólares.

A preparação dos motores sai em média 150 dólares nas doze oficinas especializadas em São Paulo. A lista de despesas inclui a manutenção mensal do kart, 100 dólares, e os salários de chefes de equipe, que podem ultrapassar 1.000 dólares.






segunda-feira, 6 de junho de 2016

The karting years








terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O ESPORTE DOS CAMPEÕES ESTÁ EM CRISE

Apesar da crise, nosso kartismo ainda conseguiu produzir Ayrton Senna da Silva: na foto, quando se tornava vice-campeão mundial em Portugal, 1979



O kart um esporte que teve seu auge quando Emerson Fittipaldi conquistou o Campeonato Mundial de Fórmula 1. Ele começou a carreira no kart e este detalhe foi bastante evidenciado. Mas depois as coisas foram se complicando.

Dirigentes incompetentes, preços elevados dos karts, manutenção e equipamentos caros, má organização e pouca divulgação das corridas são apontados como as principais causas da crise.

A temporada passada em São Paulo (que sempre foi o maior centro do kartismo brasileiro) começou com mais de 100 kartistas e terminou com apenas 39 concorrentes entre as seis categorias disputadas.

Maneco Combacau explica que a sofisticação do kartismo é que acabou por levá-lo ao impasse atual. "Antigamente, o kartismo era muito melhor e bem mais fácil para quem quisesse. Era um hobby. Você guardava o kart na garagem de sua casa e o preparava para correr sempre com aquele grupo que se reunia no Jardim Marajoara, no Ibirapuera, ou em cidades do interior. Agora tudo mudou."

Maneco, 45 anos, uma ótima memória para a história do kartismo paulista, acrescenta que a alteração mais substancial ocorrida no esporte está na área dos custos. "Ninguém mais prepara seu próprio kart. Ele agora fica guardado em garagens especiais de preparadores que realmente cobram caríssimo."

Juntamente com Carol Figueiredo, na Escola Paulista de Kart, Maneco ensinou as manhas do esporte a mais de 600 aficionados. Em sua opinião, a melhor época do kart no Brasil coincide com a construção do kartódromo de Interlagos em 1968.

As opiniões de Maneco pesam. Afinal, para Carol, seu companheiro de grandes disputas, ele "foi o maior kartista de sua época".

E o curioso é que a crise se registra no momento em que o kartismo brasileiro possui um dos melhores pilotos do mundo: Ayrton Senna da Silva. Com 20 anos de idade, ele foi vice-campeão mundial, no ano passado, no campeonato disputado em Portugal, que só perdeu por um erro grosseiro do regulamento.

O entusiasmo dos kartistas parece resistente mesmo nestes tempos difíceis. O primeiro sinal animador que detectaram no horizonte: o patrocínio que o kartismo terá da Fiat Veículos S/A.

O resto é esperança. Ou muita fé na habilidade de Ayrton Senna da Silva, que, para Carol Figueiredo, "revolucionou pelo seu estilo maravilhoso de guiar".

Por isso tudo, é o pensamento dominante entre os kartistas, um esporte que forneceu grandes nomes ao automobilismo brasileiro (Emerson, Pace, Nelson Piquet, Chico Serra e muitos outros) não pode ficar numa situação dessas.



sábado, 3 de outubro de 2015

PEGA DE CAMPEÕES

Público assistiu a proeza de Ayrton Senna no kartódromo do Flamengo

1982 - Para os organizadores locais do XVII Campeonato Brasileiro de Kart, tão importante quanto o perfeito andamento das provas era dar ao público presente ao Kartódromo do Flamengo as mais diversas formas de divertimento e emoção. Assim, nada mais natural do que convidar alguns pilotos (ou ex-pilotos) ali presentes como espectadores, para uma prova extra, não prevista no programa oficial.

O desafio foi lançado na noite de sábado, durante um coquetel, e de imediato todos toparam. A relação dos inscritos era garantia de bom espetáculo.

Entre outros, contavam os nomes de Ayrton Senna da Silva, duas vezes vice-campeão mundial de kart, Roberto Pupo Moreno, piloto de testes da Lotus de Fórmula 1, Alex Dias Ribeiro e Wilsinho Fittipaldi, ex-pilotos da categoria mais nobre do automobilismo mundial, e Maurizio Sala, instrutor de kart e um ex-campeão brasileiro da modalidade.

Aí, começou a agitação. Cada piloto tratou de conseguir entre os participantes do Campeonato Brasileiro (amigos ou não) os melhores chassis e motores. Afinal, muito embora fosse uma prova promocional que não valia nada, não havia motivo para fazer feio perante tão seleta concorrência. Tudo certo, ficou determinado que eles teriam quatro voltas antes da largada para se ambientarem aos karts e à pista.

Era pouco, na verdade, e então Alex Dias Ribeiro tratou, por conta própria, de resolver o problema. Aproveitando a distração dos fiscais, misturou-se, por duas vezes, aos treinos normais das outras categorias, e não fosse a deduragem de seus adversários que ficaram nos boxes chupando o dedo, ninguém descobriria sua verdadeira identidade.

O drible de Alex pouco ajudou. Na corrida, o show foi todo dado por Ayrton Senna da Silva, que depois de ultrapassar Roberto Moreno nas primeiras voltas, liderou com tranqüilidade até o final, na 12ª volta. Ayrton inclusive, foi autor de uma proeza que os mais céticos custaram a acreditar.

Sua melhor volta na prova foi 36,86 segundos, ou seja, a melhor de todo o Campeonato Brasileiro, e a apenas quatro centésimos de segundo abaixo do recorde oficial da pista, assinalado pelo paranaense José Chemin antes da construção de algumas lavadeiras.

Maurizio Sala terminou em segundo lugar, enquanto Roberto Pupo Moreno sequer completou a prova. Na penúltima volta, rodou e desistiu. Já Alex Dias Ribeiro e Wilsinho Fittipaldi, completamente esgotados pelo esforço, chegaram ao final, mas bem distante dos dois ponteiros.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

KART

Alain Prost (81) Armin Hahne (75)


A direita, Willi Kauhsen, Domingos Piedade (manager do Emerson), Rolf Stommelen. Agachado na esquerda Armin Hahne e Hans Heyer com seu inseparável chapéu.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

KART


UM FINAL ESTRANHO

 Ayrton Senna da Gledson / Coca-Cola


Ao entrar na reta de chegada, no fim da segunda bateria, Manfredo Holschauer fechava a terceira posição, o que lhe daria a vitória na Primeira Categoria de 100 cc, na terceira rodada do Grande Prêmio São Paulo, válida pelo Campeonato Paulista.

Porém, seu companheiro de equipe,  Mássimo Mela, que já estava há várias voltas encostado em seu Kart, saiu mais rápido da última curva e começou a ultrapassá-lo. Manfredo, para não perder a posição e a vitória, jogou seu Kart sobre ele, atirando-o para fora da pista, conseguindo assim vencer na categoria.

Além dos excelentes motores preparados na TECMO, sob supervisão do Tchê, que dominaram os cinco primeiros lugares, outro destaque foi a boa atuação do piloto da equipe GLEDSON / COCA-COLA, Ayrton Senna Da Silva, que largou em último na primeira bateria e chegou em quarto, com o motor falhando muito.

Na segunda bateria, ele largou com um motor novo, e, mesmo tendo que afinar o carburador dentro dos boxes, chegou em primeiro, ficando com a segunda posição na classificação final.

Na Segunda Categoria de 100 cc, Roberto Ferraz venceu com tranqüilidade, sendo o terceiro na primeira bateria e ganhando a segunda.

O melhor espetáculo do dia foi a disputa pelo primeiro lugar nas duas baterias da primeira categoria de 125 cc, entre Cláudio Coy e Dionysio Pastore Filho.

Durante toda a primeira bateria eles andaram colados, levando a melhor Dionysio, que chegou na frente. Na segunda bateria, eles se alternaram durante todas as voltas, até que, quando faltavam apenas três curvas para a bandeirada, os dois bateram, ficando a vitória para José Eduardo David, da equipe Aços Citral, que vinha em terceiro com um Kart bem acertado pela STOP KART. Claudio Saddy Coy ainda conseguiu chegar em segundo e Dionysio em quarto.

José Eduardo Ávila venceu na Segunda Categoria 125 cc


O resultado mais lógico da tarde ficou para o piloto da equipe Jeans Staroup, José Eduardo Ávila, que fez a pole-position e ganhou as duas baterias, conseqüência do trabalho extremamente profissional que vem desenvolvendo.

Na primeira bateria, houve uma bonita disputa entre Carlos Alberto Col e Oscar Augusto Neves pela segunda posição, enquanto Ávila, depois de esquentar os pneus, disparava na frente.

Para a segunda bateria, Oscar voltou com um motor rendendo muito para seus 125 cc e passou Ávila na altura da quinta volta. Mas cansou-se, e Ávila, pilotando com muita regularidade, recuperou a posição e venceu.

Na Quarta Categoria Menor, onde correm garotos de até dezesseis anos, um dos menores pilotos é Fernando Ramos, que tem-se revelado um dos melhores da categoria. Ele provou isto nesta corrida, vencendo as duas baterias de forma brilhante a garotos de porte físico bem mais avantajado.

CLASSIFICAÇÃO

1ª Categoria 100

  1. Manfredo Holschauer
  2. Ayrton Senna Silva
  3. Walter Travaglini
  4. Massimo Mela
2ª Categoria 100
  1. Roberto Ferraz
  2. Giulio Mela
  3. Paulo Eduardo Carcasci
  4. Giorgio Ricci
1ª Categoria 125
  1. José Eduardo David
  2. Cláudio Saddy Coy
  3. Dionysio Pastore
  4. José Eduardo Lobato
2ª Categoria 125
  1. José Eduardo Ávila
  2. Carlos Alberto Col
  3. Oscar Augusto Neves
  4. Walmir Tadeu Marchiori
Categoria Quarta Menor
  1. Fernando Ramos
  2. Oswaldo Negri Jr
  3. Marcos Camelo Barbosa
  4. Érico Blommer

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

KART

Rubinho, agora, quer o bi paulista e brasileiro

1984 - O piloto Rubens Barrichello, atual campeão paulista e brasileiro de Kart na Categoria Quarta Menor, renovou patrocínio com a Alô Brasil, Arisco e Jeans Souk e, apenas com 11 anos, vai disputar os Campeonatos Paulista (quatro provas na Capital e mais quatro no interior) e Brasileiro (em Fortaleza, no Ceará ).


quarta-feira, 7 de março de 2012

PEDRO PIQUET




Não é difícil localizar o motorhome de Pedro Piquet no kartódromo de Aldeia da Serra. É um moderno colosso de três andares, bem maior do que o de qualquer outro garoto que está na pista. Em um canto da sala, repousa um capacete com pintura igualzinha àquela que o pai usava. A única diferença são as cores: o tricampeão mundial usava vermelho e branco. Pedro trocou o vermelho pelo laranja.

Refestelado no sofá está o simpático garoto de 13 anos e 1,62 m, de olhar vivo, que fala da brincadeira que está ficando séria. Ás quinta-feiras ele bota seu enorme caminhão na estrada, rumo a uma das principais pistas de kart do País. Quer dominar cada uma e virar uma fera, de olho nos títulos do Brasileiro e na Copa do Brasil de sua categoria, a junior.

Em seu primeiro ano de competição, ele já venceu a Copa do Brasil da categoria mirim. A Copa Centro-Oeste nem disputa mais. Ganhou três e parou. "Está muito fraco o nível por lá. São muito poucos karts na pista".

Pedro começou no kart aos 6 anos, "para ver se gostava". Assim que sentiu que sim, Nelson lhe deu o motorhome, projetado por ele mesmo, e alguns conselhos. "Não entre nessa para ser apenas mais um. Tem de ser o melhor", ensinou. E, obviamente, lhe disse para continuar estudando, para o caso de não vingar na carreira.

A orientação, é claro, foi devidamente acolhida. O respeito pelo que fez o pai é imenso. "É muito diferente da gente. Nós temos dinheiro, ele não tinha. E começou a andar de kart aos 18 anos. Hoje os pilotos chegam à Fórmula Um com 18 anos".

Pedro hoje tem os mesmos mecânicos que trabalhavam com Nelsinho. Satisfeitos em preparar os karts dos Piquet, eles nem pensam em trocar de emprego. "Somos meio filhos dele também", afirma um deles.

O pequeno piloto acha que toda essa estrutura causa inveja nos outros garotos. "Adoram falar ganhei do Piquet", resmunga...

Por essas e outras, calcula que tenha "uns dois amigos" no meio do kart. "Assim é melhor, quando o cara é amigo, a gente evita tocar no carro dele. Dessa forma fico mais à vontade".

Hoje, Nelson vai dar um pulo na pista para ver como correm as coisas. Talvez em 2013 Pedro já corra de Fórmula +, categoria em que carros de pequena potência aceleram em kartódromos. Os Piquet não param...



sábado, 5 de novembro de 2011

FÓRMULA 200


Eduardo Homem de Mello

O circo se arma em apenas 48 horas. Funcionários da prefeitura da cidade que sedia o evento utilizam 4.000 pneus e 3.000 metros de corda para delimitar o circuito. Pronto! Está montado o autódromo mambembe para mais uma etapa do Campeonato Paulista de Fórmula 200.

As corridas, que geralmente acontecem em circuitos de rua ou estacionamentos de shoppings, são eletrizantes. Realizada no traçado de 1.100 metros no pátio da Prefeitura de Sorocaba (SP), a quinta etapa atraiu um público de 4.000 pessoas.

Criada em 1989, a Fórmula 200 reúne trinta pilotos e seus carros lembram um pouco os Karts convencionais. A principal diferença está na carenagem envolvente dos Fórmulas, que recebem motor Agrale de 200 cm³, câmbio de seis marchas e pneus MG Sudan, fabricados especialmente para a categoria.

Este "carrinho" pode alcançar uma potência de 34 CV a 10.500 Rpm e velocidade máxima de 180 Km/h.


José Cohen

A Fórmula 200 adota um critério para definir a colocação da prova e outro para a pontuação do campeonato. Colocação da prova: O primeiro colocado de cada bateria não perde nenhum ponto. O segundo perde 2, o terceiro 3 e assim por diante. Quem perder menos pontos somando-se as duas baterias ganha a etapa. As etapas são divididas em duas baterias de vinte minutos cada.

Campeão de 1992, o paulista Eduardo Homem de Mello não reedita as boas apresentações neste ano. Até a quarta etapa, ocupava o oitavo lugar, com 13 pontos. "Só participei de três provas e ando meio azarado", afirma. Em Sorocaba Mello liderou boa parte das duas baterias, mas não chegou ao final de nenhuma. Na primeira, seu carro pifou a menos de 300 metros da chegada. Na segunda, abandonou na última volta. 


Problemas à parte, o público se deliciou com o equilíbrio dos carros. Na terceira curva da primeira volta, houve um choque envolvendo a maioria dos pilotos.

Na confusão armada, José Cohen teve o eixo de seu carro entortado e abandonou a corrida. "Demorei o dia todo preparando o motor e, na hora agá, fiquei de fora", lamenta.

Depois de quinze minutos de paralisação, foi dada uma nova largada. O italiano Marcelo Hirsch venceu a etapa, mas a alegria do estreante durou pouco: seu carro foi reprovado na vistoria técnica, procedimento obrigatório para os seis primeiros colocados das etapas.

Segundo os organizadores, a taxa de compressão do motor estava 21 cm³. O mínimo permitido pelo regulamento, no entanto, é de 21,2 cm³. A vitória passou para Marcelo Marcondes.


Humberto Bonini

A Fórmula 200 vive hoje a expectativa de fazer uma prova-exibição inédita no Autódromo do Estoril, na véspera do Grande Prêmio de Fórmula 1.

O diretor da Internacional Promotion, organizadora dos GPs do Brasil, Hungria e Portugal, Tamas Rohonyi viabilizou a viagem da trupe mambembe para Portugal. "Lá, existe uma categoria parecida com a Fórmula 200". A idéia, então, é promover um intercâmbio entre os pilotos dos dois países", explica Rohonyi.




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Campeonato Gaúcho de Kart


Jorge Martinewski

1971 - Na arquibancada do kartódromo de Pôrto Alegre havia sòmente quinze pessoas assistindo à prova de encerramento do Campeonato Gaúcho de Kart, as 100 Milhas de Tarumã, no dia 5 de dezembro.

Êsse desinterêsse por uma corrida longa demais, organizada confusamente e com apenas catorze participantes, é um exemplo da situação atual do kartismo do Rio Grande do Sul. Êsse esporte ainda sobrevive lá pela dedicação de um pequeno grupo de entusiastas, que ainda cultiva a esperança de que seu esporte preferido reviva qualquer dia os tempos de sucesso que teve em 1970.

A monotonia das 100 Milhas de Tarumã contribui bastante para a ausência de um maior público no kartódromo. A tarde demasiado quente também. E o calor prejudicou o rendimento dos motores. Para piorar, o mais emocionante do kartismo (os "pegas" pelas primeiras colocações) ficou diluído mas três longas horas de duração da corrida.

Torres Jr/Fleck (11) Martinewski/Guedes (53)

A dupla vencedora, Àlvaro Torres Júnior e Eugênio Fleck, com o kart nº11, não encontrou muita dificuldade para isso, sobretudo depois que o kart nº61, de João Roberto Henning e Leniz Fernando Fucks, foi obrigado a parar no boxe, na 91ª das 198 voltas do percurso.

Em segundo lugar chegaram José Manoel Guedes e José Martinewski, kart nº53, e em terceiro, Roberto Bins Júnior e Jorge Vasconcelos Bastian, kart nº20.

E êstes foram os resultados, nas categorias 100cc, 125cc e Estreantes e Novatos, do Campeonato Gaúcho de Kart 1971:

Categoria 100cc (gasolina)
  1. Jorge Martinewski (campeão) 60
  2. Rodolfo Schutz, 55
  3. Ivo Telmo Shmitz, 52
  4. Alceu Cheuiche, 17
  5. Fernando Schutz, 15
Categoria 125cc (álcool)
  1. Flávio Martinewski (campeão) 67
  2. Tarcilo Caldas, 57
  3. Carlos Alberto de Moraes, 42
  4. Luiz Mário Beleza, 12
Estreantes e Novatos
Bruno E. Goldberg (campeão)

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Campeonato Paranaense de Kart

Ricardo Voigt

1974 - O Campeonato Paranaense de Kart, em sua edição de 1974, foi disputado usando o mesmo sistema do Campeonato Mundial, em baterias realizadas num único fim de semana.
Quando a categoria 100 cc começou, na manhã nublada de domingo, no Kartódromo de Pinhais, com apenas seis participantes, o bom público que comparecera à pista não esperava uma boa corrida. Ricardo Voigt, da equipe Valvoline, venceu as duas baterias de 30 voltas e chegou em segundo na terceira bateria quando o motor de seu Kart perdeu rendimento e ele foi ultrapassado por Nicanor Ramos.
Quando faltavam poucas voltas para a terceira bateria terminar, o kartista de Apucarana, Sérgio Kowalsi, depois de ter se chocado com o londrinense Roberto Daher, capotou na curva 1. sendo este o único acidente registrado.


Nicanor Ramos
Na categoria 125 cc, o afluxo de pilotos foi maior, atingindo 25 participantes. Nicanor Ramos, que na categoria 100 cc ficou com o segundo lugar, conquistou a pole-position e na largada da primeira bateria já estava na liderança da prova, seguido por Ricardo Voigt.
Na segunda bateria, depois de um erro de Nicanor, Ricardo Voigt assumiu a liderança, seguido de perto por Marangoni. Assim sendo, os dois pilotos, Nicanor e Voigt, tinham condições de chegar ao título, vencendo a terceira bateria.
Na largada, Nicanor atrasou-se pela queda de rendimento que seu motor havia sofrido na segunda bateria. Ricardo Voigt assumiu a liderança até a 12ª volta, quando o escapamento de seu Kart soltou-se.
Depois de andar duas voltas com o cano de escapamento solto, pendurado no motor, Voigt recebeu ordem do comissário esportivo Paulo Nascimento para entar no box e consertar o Kart. Inexplicavelmente, porém, Voigt não parou e na volta seguinte deu uma violenta freada defronte à linha de chegada, numa visível intenção de desacatar o comissário de pista.
As voltas finais da corrida foram comandadas por Marangoni, enquanto Nicanor corria em quarto lugar. Pouco antes da bandeira de chegada, o box de Nicanor fez sinal a Wilson Lesrf, o outro piloto da equipe, que corria em terceiro lugar, Para deixar Nicanor passar.
Com isso, e depois de uma rodopiada de Abrahan Akiersztajn que corria em segundo lugar, Nicanor Ramos consegiu terminar a terceira bateria na vice-liderança, conquistando pelo cômputo geral dos pontos, o tri-campeonato na categoria 125 cc.
Foi disputado ainda o título para a categoria Júnior, em uma única bateria de 30 voltas, com a vitória de Roberto Borghesi.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Campeonato Gaúcho de Kart


1979 - A sequência de fotos foi feita na abertura do Campeonato Gaúcho de Kart em Tarumã. Apesar do vôo, o piloto de kart Peri Coelho sofreu apenas fratura do tornozelo. O kart sofreu mais, como se pode ver pela direção.
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Campeonato Brasileiro Kart 1983

Eduar Merhy Neto (63) Equipe Kenp's

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Disputado todos os anos em uma só data, o Campeonato Brasileiro de Kart decidiu nos dias 23 e 24 julho de 1983, na cidade de Ribeirão Preto interior de São Paulo, os campeões das cinco principais categorias da modalidade: Novatos, 4º Menor, 100 "A" Internacional, "A" e "B" 125 Nacional. Nomes como Renato Russo e Túlio Meneghini, pilotos que já tinham disputado o Campeonato Mundial de Kart, estavam presentes na categoria "A" 100 Internacional, tentando a qualificação e a passagem que o campeão tem direito para disputar o Mundial no ano seguinte.
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Nesta 18º edição do certame, além de um grande número de participantes, os torcedores viram um programa que contou também com a presença de duas moças, uma delas Maria Cristina Rosito, campeã da categoria novatos do ano anterior e que neste ano disputou a 125 "B", e a outra, Sueli Centarola, que participou da categoria novatos.
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Rubens Barrichello (11) campeão da 4º Menor

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No sábado à tarde, as duas baterias definiram os novatos e o vencedor foi o gaúcho Serge Buchrieser da Equipe Metalmoro. Sueli Centarola, entre os 20 inscritos, ficou em quarto lugar com apenas 11 pontos perdidos. Na categoria 100 "A" Internacional, disputada em três baterias, o grande azar foi de Túlio Meneghini. Com uma excelente performance, ele venceu as duas primeiras baterias, mas na decisiva abandonou na segunda volta com problemas no Kart. Ainda assim, ficou em segundo lugar na geral, perdendo o título para o carioca Eduar Merhy Neto da Equipe Kenp's, que fez três terceiros lugares.
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Apesar de não terminar a primeira bateria, Renato Russo foi o terceiro na segunda, venceu a última e acabou em terceiro no Campeonato Brasileiro. Três categorias foram definidas no domingo, entre elas uma que sempre merece atenção, a 4º Menor, onde os participantes tem idade média de 12 a 13 anos. A disputa, quase sempre restrita à Christian Fittipaldi e Rubens Barrichello no Campeonato Paulista, teve lances emocionantes.
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Depois de vencer as duas baterias iniciais, Christian Fittipaldi largou duas voltas atrasado na final, devido à uma quebra do pistão no momento do alinhamento para a largada. Tentando não perder muitos pontos, voltou à pista andando muito forte e acabou rodando, eliminando qualquer tipo de chance. Rubens Barrichello, com um terceiro, um segundo e a vitória na bateria final, ganhou o campeonato.
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Paulo Carcasci (5) campeão na 125 "A"
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Na 125 "B" , categoria que reuniu o maior número de inscritos, a regularidade garantiu a vitória de Augusto Cezar Azevedo. com dois primeiros e um segundo lugares, Augusto Cezar perdeu somente dois pontos. O grande destaque da modalidade foi Maria Cristina Rosito, do Rio Grande do Sul, que se tornou vice-campeã graças a um quinto, um segundo e um primeiro lugares. E com um desempenho capaz de deixar os marmanjos meio constrangidos.
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Para finalizar, a 125 "A" provou a superioridade de Paulo Eduardo Carcasci da Equipe Grandiente. Foi a única categoria que teve o mesmo vencedor nas três baterias. Mas Paulo Carcasci quase não correu: todo o seu equipamento, inclusive o Kart, foi roubado no sábado à noite. Em segundo lugar ficou Renato Russo da Equipe Banco Econômico, que a exemplo de outros participantes, correu em mais de uma categoria. Túlio Meneghini da Elexform terminou em terceiro e Jefferson Elias em quarto.
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Categoria 125 "A"
  1. Paulo Carcasci
  2. Renato Russo
  3. Túlio Meneghini
  4. Jefferson Elias
  5. Marcus Vinicius Azevedo

Categoria 125 "B"

  1. Augusto Cezar Azevedo
  2. Maria Cristina Rosito
  3. Fabricio Dantas Parcio
  4. Henri Chofard
  5. Celio Candido Neaime

Categoria 4º Menor

  1. Rubens Barrichello
  2. Bruno Aguiar
  3. Pierre Chofard
  4. Alexandre Sizoto
  5. Christian Fittipaldi

Categoria 100 "A"

  1. Eduar Merhy Neto
  2. Tulio Meneghini
  3. Renato Russo
  4. Luiz Fabio Ferber
  5. Amir Naser

Categoria Novatos

  1. Serge Buchrieser
  2. João Batista Brum
  3. Paulo Quinan
  4. Sueli Centarola
  5. Elio Seikel

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sábado, 22 de maio de 2010

Karting World Championship

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23 setembro 1979 - Kartódromo do Estoril , Portugal
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A conquista do Título de Vice-Campeão Mundial de Kart não satisfez o brasileiro Ayrton Senna da Silva. Em 1978 na França, em Le Mans, ele já havia conseguido o quarto lugar e em 1979, de novo como piloto oficial da fábrica italiana DAP (Di Angelo Parilla), ele foi ao Kartódromo do Estoril, em Portugal, certo de conquistar o título. De fato chegou ao final do campeonato empatado em número de pontos perdidos com o holandês Peter Kone, mas no desempate (pelo regulamento adotado naquele ano) acabou como vice-campeão.
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Anteriormente o desempate era feito pela melhor colocação obtida na última das três baterias, o que teria dado a vitória ao brasileiro. Mas em 79 o critério adotado foi o da melhor colocação para a largada da primeira série final. Ayrton Senna foi o oitavo colocado, enquanto Peter Kone ficou com o título por haver largado em quinto.
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Ayrton Senna estava com a pole-position praticamente assegurada para as finais, pois havia vencido duas baterias eliminatórias. Todavia na terceira, quando liderava de novo, recebeu ordens do chefe da equipe para dar passagem ao inglês Terry Fullerton, também da equipe DAP, que precisava de uma vitória para melhorar sua posição de largada. Para demonstrar ao público que cumpria ordens dos boxes, Ayrton deixou Fullerton ultrapassa-lo, mas ficou colado ao seu Kart. Na última volta, o motor do inglês travou e Senna , para não bater, saiu fora da pista, retornando na 24º posição e obtendo apenas o 8º lugar para a largada.
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Ayrton Senna (right) no Mundial em Estoril
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Na primeira final, Senna largou na frente, mas o motor de seu Kart começou a perder rendimento, caindo para a 8º lugar. Conseguiu reagir e terminou em 5º. O holandês Peter Kone chegou em segundo, logo atrás de outro holandês, Peter de Bruyn.
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Na segunda bateria o vencedor foi Peter Kone, seguido por Ayrton Senna. O brasileiro desconhecendo a modificação do regulamento , partiu para a vitória na última bateria e conseguiu com certa facilidade, chegando 50 metros à frente de Harm Schurman, enquanto Peter Kone ficava em sexto. O brasileiro já comemorava o título, quando foi avisado de que perdera no desempate, pelo novo regulamento. Houve protestos de sua equipe a DAP, mas que de nada adiantaram. Esta foi a despedida de Ayrton Senna do Kart, no ano seguinte partiu para o automobilismo.
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Além de Ayrton Senna, o Brasil participou desse mundial com mais três kartistas : Mário Sergio de Carvalho foi 7º, Dionysio Pastore Filho foi 18º e Eduardo Teixeira, que não conseguiu classificação para a final. Todos tinham equipes próprias, sendo que Mario Sergio e Dionysio Pastore correram pela fábrica Hutless da Suíça.
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Karting World Championship 1979
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  1. Peter Kone/DAP/Parilla
  2. Ayrton Senna/DAP/DAP
  3. Harm Schurman/Dino/Parilla
  4. Michael Wilson/Birel/Parilla
  5. Sugaya Yasutoshi/Sugaya/Parilla
  6. Lars Forssman/Birel/Parilla
  7. Mario Sergio Carvalho/Hutless/Parilla
  8. Roberto Giugni/Birel/Parilla
  9. Doug Spencer/Deavinson/Sirio
  10. Robert Hunter/Deavinson/Komet
  11. Cathy Muller/Hutless/Parilla
  12. Dany Demollin/All Kart/Parilla
  13. Heinz Frei/Hutless/BM
  14. Jorn Haase/Dino/Parilla
  15. Martin Smart/Zip/BM
  16. Paul Guedel/Speed/Petry
  17. Peter de Bryn/Hutless/Parilla
  18. Dionysio Pastore/Hutless/Parilla
  19. Raphanel Squale/BM/Parilla
  20. Mickey Allen/Deavinson/Sirio
  21. Marc Bou Lineau/Birel/Parilla
  22. Jorg Ommen/Mach I/Komet
  23. Beat Jans/Hutless/Petry
  24. Thomas Neubert/Birel/Parilla
  25. Maximo Olivieri/Birel/Parilla
  26. Peter Beule/All Kart/Petry
  27. Karl Mogens/Dino/Parilla
  28. Stefano Modena/Birel/Parilla
  29. Pierre Defontaines/Hutless/Parilla
  30. Jose Bisquert/Birel/Parilla

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