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sexta-feira, 20 de março de 2020
sexta-feira, 18 de outubro de 2019
quarta-feira, 17 de julho de 2019
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
GRANA CURTA
1981 - Roberto Moreno, considerado o melhor piloto da Fórmula-Ford ano passado, já começou a mudar seus planos.
O convite de Ron Tauranac para ser o primeiro piloto da RALT não significa, na verdade, qualquer redução nos preços, já que, a exemplo do ocorrido na Fórmula 2, a moda lançada por Bernie Ecclestone de suprir com rios de dinheiro a falta de talento de pilotos milionários também se estendeu à Fórmula 3.
Não há mais lugar para o talento sem bom respaldo financeiro.
O convite de Ron Tauranac para ser o primeiro piloto da RALT não significa, na verdade, qualquer redução nos preços, já que, a exemplo do ocorrido na Fórmula 2, a moda lançada por Bernie Ecclestone de suprir com rios de dinheiro a falta de talento de pilotos milionários também se estendeu à Fórmula 3.
Não há mais lugar para o talento sem bom respaldo financeiro.
Já em setembro passado, Moreno sentiu o gosto amargo desse automobilismo argentário.
Tauranac, amigo de Piquet, passou a olhar com mais atenção as corridas do protegido de Nelson.
Precisando de alguém que desse a seu novo Ralt RT-4 de Fórmula 3 uma estréia marcante na Inglaterra, o velho construtor australiano julgou ver em Roberto Moreno as qualidades necessárias, e ofereceu-lhe o carro para as quatro últimas corridas do campeonato.
Ao brasileiro só caberia a aquisição de um motor competitivo, mas foi o bastante para o sonho desmoronar: Moreno mal tinha dinheiro para suas despesas pessoais.
E o carro, entregue ao sueco Stefan Johanson (dono de vigoroso patrocínio de uma empresa de tabaco), venceu as quatro corridas e levou o sueco de terceiro colocado à campeão inglês.
Tauranac, amigo de Piquet, passou a olhar com mais atenção as corridas do protegido de Nelson.
Precisando de alguém que desse a seu novo Ralt RT-4 de Fórmula 3 uma estréia marcante na Inglaterra, o velho construtor australiano julgou ver em Roberto Moreno as qualidades necessárias, e ofereceu-lhe o carro para as quatro últimas corridas do campeonato.
Ao brasileiro só caberia a aquisição de um motor competitivo, mas foi o bastante para o sonho desmoronar: Moreno mal tinha dinheiro para suas despesas pessoais.
E o carro, entregue ao sueco Stefan Johanson (dono de vigoroso patrocínio de uma empresa de tabaco), venceu as quatro corridas e levou o sueco de terceiro colocado à campeão inglês.
Agora, Roberto Moreno tenta se acostumar com a idéia de voltar à Europa para assumir o lugar que Ralf Firman lhe reservou: o de piloto da fábrica Van Diemen no Campeonato Europeu de Fórmula Ford 2000, que será disputado pela primeira vez este ano.
Como o organizador acenou-lhe com a possibilidade do patrocínio do uísque Canadian Club, que já o apoiou durante o Campeonato Europeu de Fórmula Ford 1600, Moreno deve aceitar e tentar estabelecer ligações mais fortes com o patrocinador.
Como o organizador acenou-lhe com a possibilidade do patrocínio do uísque Canadian Club, que já o apoiou durante o Campeonato Europeu de Fórmula Ford 1600, Moreno deve aceitar e tentar estabelecer ligações mais fortes com o patrocinador.
sexta-feira, 18 de março de 2016
DEZESSEIS ANOS DEPOIS
1974/90 - Em 74, os novatos Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno subiram ao pódio depois de uma prova de kart. Dezesseis anos depois, no Grande Prêmio do Japão em Suzuka repetiram a cena desta vez na categoria máxima do automobilismo.
sábado, 3 de outubro de 2015
PEGA DE CAMPEÕES
Público assistiu a proeza de Ayrton Senna no kartódromo do Flamengo
1982 - Para os organizadores locais do XVII Campeonato Brasileiro de Kart, tão importante quanto o perfeito andamento das provas era dar ao público presente ao Kartódromo do Flamengo as mais diversas formas de divertimento e emoção. Assim, nada mais natural do que convidar alguns pilotos (ou ex-pilotos) ali presentes como espectadores, para uma prova extra, não prevista no programa oficial.
O desafio foi lançado na noite de sábado, durante um coquetel, e de imediato todos toparam. A relação dos inscritos era garantia de bom espetáculo.
Entre outros, contavam os nomes de Ayrton Senna da Silva, duas vezes vice-campeão mundial de kart, Roberto Pupo Moreno, piloto de testes da Lotus de Fórmula 1, Alex Dias Ribeiro e Wilsinho Fittipaldi, ex-pilotos da categoria mais nobre do automobilismo mundial, e Maurizio Sala, instrutor de kart e um ex-campeão brasileiro da modalidade.
Aí, começou a agitação. Cada piloto tratou de conseguir entre os participantes do Campeonato Brasileiro (amigos ou não) os melhores chassis e motores. Afinal, muito embora fosse uma prova promocional que não valia nada, não havia motivo para fazer feio perante tão seleta concorrência. Tudo certo, ficou determinado que eles teriam quatro voltas antes da largada para se ambientarem aos karts e à pista.
Era pouco, na verdade, e então Alex Dias Ribeiro tratou, por conta própria, de resolver o problema. Aproveitando a distração dos fiscais, misturou-se, por duas vezes, aos treinos normais das outras categorias, e não fosse a deduragem de seus adversários que ficaram nos boxes chupando o dedo, ninguém descobriria sua verdadeira identidade.
O drible de Alex pouco ajudou. Na corrida, o show foi todo dado por Ayrton Senna da Silva, que depois de ultrapassar Roberto Moreno nas primeiras voltas, liderou com tranqüilidade até o final, na 12ª volta. Ayrton inclusive, foi autor de uma proeza que os mais céticos custaram a acreditar.
Sua melhor volta na prova foi 36,86 segundos, ou seja, a melhor de todo o Campeonato Brasileiro, e a apenas quatro centésimos de segundo abaixo do recorde oficial da pista, assinalado pelo paranaense José Chemin antes da construção de algumas lavadeiras.
Maurizio Sala terminou em segundo lugar, enquanto Roberto Pupo Moreno sequer completou a prova. Na penúltima volta, rodou e desistiu. Já Alex Dias Ribeiro e Wilsinho Fittipaldi, completamente esgotados pelo esforço, chegaram ao final, mas bem distante dos dois ponteiros.
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
ROBERTO PUPO MORENO
1983 - Não bastasse a boa campanha de Ayrton Senna, Maurício Gugelmin e Maurizio Sala na Inglaterra, agora é a vez de Roberto Pupo Moreno ressurgir do ostracismo com ótimas atuações em pistas norte-americanas. Depois de desistir oficialmente de tentar uma vaga em alguma equipe de Fórmula 1, Moreno decidiu voltar-se para o North American Formula Mondial Championship (a antiga Fórmula Atlantic) e mesmo o IMSA GT Championship.
É verdade que o brasileiro foi sondado pela Lotus para substituir Nigel Mansell, que se acidentara no Grande Prêmio da França, no GP de San Marino. Mas, já escaldado, Moreno preferiu abrir mão da chance, mesmo porque só teria um dia de treinos para se adaptar ao carro, que aliás, seria dividido com Dave Scott e Geoff Lees, também pilotos de testes da Lotus.
Ele optou por disputar, no mesmo dia, as 75 Milhas de Laguna Seca (Califórnia) com um Toyota Celica GTU de 2.000 cilindradas.
E Moreno tem bons motivos para não se arrepender de escolher as corridas americanas. Na estréia da Fórmula Mondial, por exemplo, ele venceu a prova depois de largar na pole e estabelecer o novo recorde do Autódromo de Willon Springs, na Califórnia. Foi uma vitória difícil, especialmente em função da pequena largura do circuito e da resistência de Michael Andretti, filho de Mario Andretti, que acabou em segundo.
Na segunda etapa do certame, em Riverside, Moreno não foi feliz: ele abandonou quando se encontrava em terceiro lugar (problema de motor), mas ao marcar a terceira posição nos treinos confirmou porque é apontado pela crítica especializada como um dos favoritos ao título.
E foi na mesma pista, disputando as Seis Horas de Riverside, que Roberto Moreno conseguiu a terceira colocação na Categoria GTU com um BMW 320 de 2.000 cilindradas em parceria com o holandês Boy Hayaj, prova marcada pela morte trágica do alemão Rolf Stommelen. O Porsche 935 do alemão perdeu o aerofólio traseiro a mais de 300 Km/h e iniciou uma série de cambalhotas que termiram com um violento choque nos guard-rails. O Porsche pegou fogo e só cinco minutos depois Stommelen foi retirado, com gravíssimas queimaduras que provocaram sua morte horas depois.
Roberto Pupo Moreno espera que todos esses bons resultados resultem na obtenção de patrocínio, já que não conta com apoio de qualquer empresa brasileira.
quinta-feira, 1 de março de 2012
MORENO EM LONG BEACH
1982 - Se em termos de Brasil está difícil, pelo menos no exterior o moral de Roberto Moreno continua em alta.
Enquanto continuava sua peregrinação em busca de quem o apoiasse nesta temporada de Fórmula 3 (acabou assinando com a Atlantic), chegou o convite: disputar a preliminar do Grande Prêmio de Long Beach pilotando um RALT de Fórmula Atlantic.
Os patrocinadores, Ocean Motors e Atlantic, resolveram apoiá-lo quando Dan Gurney (ele mesmo, em pessoa), afirmou que Roberto Moreno tem " todas as qualidades de um grande campeão...".
Depois de largar em quarto e de uma corrida sensacional, o brasileiro terminou em segundo, atrás de Geoff Brabham, filho ...dele mesmo, o histórico Jack, e a frente de Al Unser Jr.
Fórmula Atlantic - Long Beach - 3 abril 1982
- Geoff Brabham - RALT RT4
- Roberto Moreno - RALT RT4
- Al Unser Jr - RALT RT4
- Steve Millen - RALT RT4
- Whitney Ganz - RALT RT4
- John David Briggs - March 81A
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Novo Ás Brasileiro
Há quem diga que ele pilota melhor do que Nelson Piquet. O que é no mínimo, uma incoerência. Principalmente porque, estando Piquet na Formula-1 e ele na Formula-Ford, a diferença entre as duas categorias é mais ou menos como a da bicicleta para o velocípede. Uma coisa, porém, é certa : Roberto "Pupo" Moreno, carioca de 22 anos, criado em Brasília, é do ramo. E tem justamente em Piquet, seu amigo de infância, o melhor padrinho. O que, no mundo do automobilismo de hoje, conta muito ponto.
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Quando os dois se conheceram, já em Brasília, Moreno tinha apenas 12 anos e Piquet, com 19, vivia metido em corridas. A influência em Moreno foi imediata e, com 15 anos, ele começou a correr com karts. Fez isso de 1974 a 1979, ganhando experiência e títulos. Em 1980, se mandou para a Europa e, como uma quantidade de outros brasileiros, foi tentar a sorte na Inglaterra.
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Começou como piloto de provas, mas logo passou a competir na Formula-Ford. E, no ano passado, explodiu: ganhou o Campeonato Mundial da categoria, o vice Europeu e o Título inglês da série Townsend Thorensen. Já era, então, observado pelos construtores da Formula-1 e logo recebeu um convite de Colin Chapman, da Lotus, para testar seus carros. Topou. Agora, Moreno disputa, com o chileno Eliseo Salazar, a vaga de segundo piloto do time (sua desvantagem é que Eliseo traz, consigo, 1 milhão de dólares em patrocínios).
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Moreno, porém, continua na sua, pilotando no peito e na raça. Ainda no último domingo, correndo num modelo RALT (igual ao de todos os outros competidores) no Grande Prêmio da Australia de Formula-Atlantic, Moreno derrotou, nada mais, nada menos, que seu amigo Nelson Piquet, e o australiano Alan Jones. Quer dizer: os campeões de 1981 e 1980 na maior categoria do automobilismo. Para quem está começando, é a marca do sucesso. E, hoje, nas páginas especializadas da imprensa do mundo inteiro, a melhor notícia da entressafra é que um brasileiro saído da Formula-Ford tomou conta do circo principal e, para início de conversa, superou logo seus maiores astros: seu conterrâneo Piquet e Jones. Se era de um cartão de visitas que Moreno precisava, ganhou-o, sem dúvida, em Melbourne.
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