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quarta-feira, 20 de maio de 2020
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
sábado, 19 de novembro de 2016
PAULO GOMES
1976 - Nascido em Ribeirão Preto, no dia 14 de abril de 1948, Paulo Gomes foi atraído pelo automobilismo desde a infância. Aos 16 anos, iniciou através do Kart, mantendo-se nesta modalidade de automobilismo por três anos, quando fez a sua primeira corrida com automóveis.
O motor do DKW que o mantinha na terceira posição da categoria explodiu, e a prova de estréia, em Goiânia, deixou apenas a vontade de continuar correndo.
Daí para a frente, Paulão, como tornou-se conhecido por sua estatura, só parou em consequência de um sério acidente com uma motocicleta em estrada, demorando cerca de um ano para se restabelecer.
Em 1974, conquistou o primeiro título nacional na Divisão Um, repetindo-o no ano seguinte, quando também conquistou o da Divisão Três.
Paulão sempre sonhou com o automobilismo internacional, mas através do apoio recebido de José Carlos Pace, com quem fez várias corridas de turismo em dupla em 1975, que resolveu tentar a sorte. Foi quando decidiu embarcar para a Inglaterra a fim de correr na Fórmula 3.
Mas Paulão não teve sorte ao escolher o carro, ligando-se à fábrica MODUS.
Confirmando a teoria de que todo piloto que inicia na Fórmula 3 tende a agir da mesma maneira que no início da carreira, a temporada deste brasileiro foi marcada por inúmeros acidentes, quase todos explicáveis pela falta de competitividade do carro e pela ânsia de vencer que caracteriza seu estilo.
Com dificuldades de patrocínio que cobrisse todas as despesas, só viajou em junho, quando os demais pilotos já estavam perfeitamente adaptados aos carros e disputavam posições em campeonatos.
Mas os bons resultados não demoraram a vir. Com um terceiro lugar na terceira prova em Silverstone, colocando-se à frente de Geoff Lees, Willi Siller e Paul Bernasconi.
Outros bons resultados demoraram a vir. Uma série de acidentes e problemas com a má preparação do MODUS fizeram com que as atuações de Paulão sempre se encerrassem antes da bandeirada final, permitindo apenas mais um terceiro e um quarto lugares.
Em 1977, Paulão pretende voltar à Fórmula 3, mas desta vez como piloto de fábrica da Chevron.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
PAULO "PAULÃO" GOMES
Quem aportar em seu rancho, nas barrancas do Araguaia, vai surpreendê-lo em plácida pescaria. Se subir para o norte até Conceição do Araguaia, Pará, poderá vê-lo numa imensa fazenda a admirar sua manada de mais de mil reses. Se descer para o sul, já em território goiano, registrará seus cuidados com uma criação de éguas manga-larga.
Quem, no entanto, não seguir além de Ribeirão Preto, interior paulista, conhecerá um personagem inteiramente diferente. Em vez de chapéu e bota, macacão e graxa; em vez de senhor Paulo Gomes, um simples e despachado Paulão. O fazendeiro é um astuto homem de negócios; o piloto tem paixão pelas corridas.
"Gosto de automobilismo mas não sou burro; define-se. Hoje, consegui transformar-me em profissional e corro por prazer, e dinheiro".
Muito prazer. Numa das recentes corridas de Stock Cars, Paulão capotou duas vezes na Curva 3 de Interlagos. Quando o Opala voltou a posição normal, ele saiu do carro, aguardou o final da bateria para alinhar novamente. Com o carro sem pará-brisas.
De bois e éguas, ele trata em Goiás e Pará. Com os carros, lida em sua oficina de Ribeirão Preto, onde prepara carrões para competir em todos os autódromos do perímetro centro-sul. está habituado ao ronco de motores há 17 anos, sendo, entre os pilotos em atividade, aquele que mais campeonatos conquistou. Vencedor da primeira temporada de Stock Cars, em 1979, Paulão é considerado o melhor bota nas categorias de turismo, embora tenha mostrado muito talento nas fórmulas nacionais, na Fórmula 3 européia e no Grupo 5 internacional.
Defeito poucos lhe põem; coragem ninguém tira, sentenciam os mecânicos do barbudo Paulão, 1,76m e 84 Kg. Quem o vê duelando nas pistas não imagina sequer que tem a perna esquerda 5 cm mais curta que a outra, saldo de um acidente de moto há dez anos e que o obriga a usar um incômodo sapato ortopédico. E Paulão gosta mesmo é de sentir a emoção de um pega:
" Aí, eu babo. Negócio de ficar sozinho lá na frente não tem graça. Bom é brigar no bolo, três ou quatro caras disputando a liderança comigo. Você tem que ficar com um olho na curva e outro no retrovisor; mão direita na alavanca de marchas, mão esquerda no volante e pé no fundo. Isso sim, é que é corrida."
Riso aberto, excitado, Paulão descreve a cena como se estivesse dentro de um carro, o vruuum zumbido e as máquinas voando. Solta um palavrão e reclama:
" Ah, essa Stock cars podia ser mais brava... Mais brava, isto é, mais veloz, mais empolgante." Nesse sentido, reivindica a liberação do câmbio de 5 marchas, ampliando o atual limite de quatro. Pede pneus slick, em lugar dos pneus de rua. Quer usar freios a disco nas quatro rodas, não só nas dianteiras. Exige, até, a liberação do autoblocante.
Quanto ao motor de 250 HP, tudo bem. Mas por que não um kit mais potente?
" Sabe o que penso? temos um tremendo motor mas o resto é fraco. Isso me reprime um pouco e não permite soltar todo meu potencial de piloto. Eles acham que as mudanças encareceriam a categoria. não concordo. Dizem, também, que alteraria muito o carro. Engano. Nós, que sentamos nesses Opala, sabemos que isso não verdade. "
A palavra de Paulão merece respeito. Um piloto de muitos títulos mas, também, um ás em pista molhada. Até hoje, venceu todas as corridas disputadas debaixo de chuva, o que confirma suas virtudes de coragem e combatividade. E este ano, Paulão?
"Se não der zebra, sou candidato ao título, pode escrever"
Defeito poucos lhe põem; coragem ninguém tira, sentenciam os mecânicos do barbudo Paulão, 1,76m e 84 Kg. Quem o vê duelando nas pistas não imagina sequer que tem a perna esquerda 5 cm mais curta que a outra, saldo de um acidente de moto há dez anos e que o obriga a usar um incômodo sapato ortopédico. E Paulão gosta mesmo é de sentir a emoção de um pega:
" Aí, eu babo. Negócio de ficar sozinho lá na frente não tem graça. Bom é brigar no bolo, três ou quatro caras disputando a liderança comigo. Você tem que ficar com um olho na curva e outro no retrovisor; mão direita na alavanca de marchas, mão esquerda no volante e pé no fundo. Isso sim, é que é corrida."
Riso aberto, excitado, Paulão descreve a cena como se estivesse dentro de um carro, o vruuum zumbido e as máquinas voando. Solta um palavrão e reclama:
" Ah, essa Stock cars podia ser mais brava... Mais brava, isto é, mais veloz, mais empolgante." Nesse sentido, reivindica a liberação do câmbio de 5 marchas, ampliando o atual limite de quatro. Pede pneus slick, em lugar dos pneus de rua. Quer usar freios a disco nas quatro rodas, não só nas dianteiras. Exige, até, a liberação do autoblocante.
Quanto ao motor de 250 HP, tudo bem. Mas por que não um kit mais potente?
" Sabe o que penso? temos um tremendo motor mas o resto é fraco. Isso me reprime um pouco e não permite soltar todo meu potencial de piloto. Eles acham que as mudanças encareceriam a categoria. não concordo. Dizem, também, que alteraria muito o carro. Engano. Nós, que sentamos nesses Opala, sabemos que isso não verdade. "
A palavra de Paulão merece respeito. Um piloto de muitos títulos mas, também, um ás em pista molhada. Até hoje, venceu todas as corridas disputadas debaixo de chuva, o que confirma suas virtudes de coragem e combatividade. E este ano, Paulão?
"Se não der zebra, sou candidato ao título, pode escrever"
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