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sábado, 17 de outubro de 2020
sábado, 2 de fevereiro de 2019
FORMULA 2
1972 - Três brasileiros: Emerson, Wilsinho e Môco foram incluídos na relação dos dez melhores pilotos do mundo na Formula 2, publicada pela revista inglesa "Autosport".
Considerada uma das melhores publicações internacionais de automobilismo, "Autosport" divulgou sua relação na edição de 16 de dezembro do ano passado:
- Ronnie Peterson
- Emerson Fittipaldi
- François Cevert
- Tim Schenken
- Carlos Reutemann
- Wilson Fittipaldi Jr
- Jose Carlos Pace
- Niki Lauda
- Dieter Quester
- Jean-Pierre Jaussaud
Ao incluir três brasileiros em sua lista, a revista refletiu o prestígio de nossos pilotos junto à imprensa européia, que tem reconhecido o interesse despertado pelo automobilismo em nosso pais e na Argentina, onde se realizaram torneios de Formula 2, no ano passado.
O Brasil ganhou maior destaque porque seus pilotos têm feito maior número de corridas na Europa.
A reportagem da "Autosport", referindo-se ao Campeonato Europeu de Formula 2, afirma que Wilson Fittipaldi Jr tem sido lembrado à sombra das vitórias de Emerson, mas já demonstrou em algumas corridas que é tão bom quando o irmão, correndo na Formula 2.
E Emerson, com três vitórias e um segundo lugar, provou para os ingleses que há pouca diferença entre ele e Ronnie Peterson.
E, finalmente, Jose Carlos Pace, o Môco, é apontado como o sétimo melhor piloto do mundo, colocando-se logo após Wilsinho.
Em edições anteriores, "Autosport" fez a cobertura das provas de Formula 2 no Brasil e na Argentina. Nessas reportagens, a revista não se limitou a observar os pilotos mais importantes como Emerson, Wilsinho Fittipaldi e Carlos Reutemann. Ela elogiou também a atuação de Lian Duarte, que correu nessa categoria pela primeira vez, com um March alugado da fábrica, obtendo tempos melhores do que François Migault e Arturo Merzario nas provas de classificação.
A revista descreve Lian como "um piloto sensato, que preferiu sair da corrida definitivamente a arriscar o motor do carro, depois que quebrou a sua bomba de gasolina".
Mesmo elogiando os pilotos, a "Autosport" fez algumas críticas à falta de organização da corrida de Tarumã e ridicularizou o sentido anti-horário das provas nos circuitos brasileiros.
A atuação de Luis Pereira Bueno também foi destacada, ao substituir Lian no March e classificar-se melhor do que Graham Hill, para a largada.
Além da imprensa européia, as publicações da Argentina começam a dar mais destaque ao automobilismo brasileiro. A revista "Parabrisas Corsa" em sua edição de 30 de novembro do ano passado, traçou um perfil de Emerson Fittipaldi e Carlos Reutemann, classificando-os como os melhores pilotos do continente, "concentrados estudiosos do esporte e futuros campeões do Mundial de Pilotos".
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quarta-feira, 26 de setembro de 2018
FITTI - PORSCHE
1967 - O carro foi construído pelos irmãos Wilson e Emerson Fittipaldi em 1967, sobre um chassi de um Porsche 1500 RS, que pertencera a Christian Heins e depois a Chico Landi.
Emerson desenhou a carroçaria bem no estilo da época. O motor, um Porsche de 2 litros e quatro cilindros, tinha caixa de câmbio também do Porsche.
O Fitti-Porsche estreou na IX 1000 Milhas Brasileiras em 1967. Durante os treinos, marcou um tempo de 3 min 31,8s, cerca de 15 segundos a menos que a carretera Chevrolet Corvette de Camilo Cristófaro e Eduardo Celidônio.
Na largada, com Wilsinho Fittipaldi ao volante, tomou imediatamente a dianteira, fazendo a melhor volta 3min46s. Entretanto, ao final, quebrou-se a capa do semi-eixo e o carro foi obrigado a parar.
Ainda em 1967, participou da Prova Almirante Tamandaré, no Autódromo do Rio. Foi vitorioso na primeira bateria, mas não participou da segunda, devido a problemas de água na gasolina.
Em 1968, o carro recebeu algumas melhorias e participou das 3 Horas de Velocidade, no Rio. Fez o melhor tempo no treino e na corrida, mas quebrou novamente. Recebeu a bandeirada empurrado, pois ficara sem embreagem.
Nos 1000 Quilômetros de Brasília, os pilotos do Fitti-Porsche eram Emerson Fittipaldi e Lian de Abreu Duarte. Outra vez o carro, embora sendo rápido, deixou de vencer. Um vazamento na caixa de câmbio tirou-o da prova.
Nas 500 Milhas do Rio, foi pilotado por Wilsinho e Marivaldo Fernandes. Essa experiência repetiu as decepções anteriores. Mantinha uma dianteira de oito voltas em relação ao segundo colocado e liderara a prova durante 78 voltas, mas parou na reta de chegada e foi para os boxes empurrado por Emerson.
Ainda em 1967, participou da Prova Almirante Tamandaré, no Autódromo do Rio. Foi vitorioso na primeira bateria, mas não participou da segunda, devido a problemas de água na gasolina.
Em 1968, o carro recebeu algumas melhorias e participou das 3 Horas de Velocidade, no Rio. Fez o melhor tempo no treino e na corrida, mas quebrou novamente. Recebeu a bandeirada empurrado, pois ficara sem embreagem.
Nos 1000 Quilômetros de Brasília, os pilotos do Fitti-Porsche eram Emerson Fittipaldi e Lian de Abreu Duarte. Outra vez o carro, embora sendo rápido, deixou de vencer. Um vazamento na caixa de câmbio tirou-o da prova.
Nas 500 Milhas do Rio, foi pilotado por Wilsinho e Marivaldo Fernandes. Essa experiência repetiu as decepções anteriores. Mantinha uma dianteira de oito voltas em relação ao segundo colocado e liderara a prova durante 78 voltas, mas parou na reta de chegada e foi para os boxes empurrado por Emerson.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
DREAM TEAM
1979 - READING, arredores de Londres, domingo retrasado, dia 14. Solenes, os irmãos Fittipaldi assinam um documento sacramentando a compra da Wolf Racing Team. O vendendor, milionário Walter Wolf, assina em seguida. Como testemunhas, assinaram Peter Warr e Peter McIntosh.
São Paulo, sede da Fittipaldi Automotive, quinta-feira passada, dia 18. Descontraídos, os irmãos Fittipaldi dão entrevista coletiva anunciando a "bomba", autêntica volta por cima de quem se habituou, nos últimos cinco anos, a fracassos sucessivos.
É o fim da Wolf Racing Team, é o fim da Copersucar. Em lugar delas, surge a mais bem equipada organização do circo da Fórmula 1, depois da Ferrari e Renault, que contam com o suporte de fábricas de automóveis.
Um "superteam" que nasce forte, ao contrário da Copersucar, que trazia os inexperientes Wilsinho Fittipaldi e Ricardo Divila nos postos-chave. Desta vez, além de já contar com a competência de Emerson, ainda considerado um dos três melhores pilotos da Fórmula 1, o superteam terá o consagrado Peter Warr, que durante anos foi o Team-manager da Lotus. Mais: o projetista Harvey Postletwaite, que construiu os bons carros da March, Hesketh e Wolf WR3, este último vice-campeão em 77, com Jody Scheckter.
A compra da Wolf, além disso, transfere para os irmãos Fittipaldi todas as instalações e equipamentos da mesma. Isso representa, além do carro em fase de projeto, mais dez motores Cosworth, um dinamômetro, vários caminhões e todo o material de construção e de pista. Somado ao acervo atual da Copersucar, o superteam contará com 22 motores, três carros para testes imediatos e dois projetos para a construção de protótipos para 1980.
O incrível, porém, está na área técnica, reforçadíssima no meio-campo e retaguarda. Serão três projetistas: Giacomo Caliri, ex-Ferrari, e Ricardo Divila, que trabalham no F7, mais Harvey Postletwaite, cujos planos para o novo Wolf estão em fase avançada e que devem ser absorvidos pelo superteam.
Como homens de pista, subordinados ao diretor geral Wilson Fittipaldi, estarão Peter Warr, que será diretor de prova e Peter McIntosh, assessor de competições.
Os mecânicos irão se integrar em dois grupos diferentes. Um, funcionando nas competições da Fórmula 1. Outro, dedicando-se ao desenvolvimento dos carros, em testes e na fábrica. No total, 15 homens escolhidos entre os 25 que sobraram da fusão Wolf-Fittipaldi.
O programa para 1980 já foi esboçado e prevê um intenso período de testes, divididos em três áreas:
1- Divisão de competições, comandada por Peter Warr
2- Testes intensivos após cada prova oficial da F1, contando com mecânicos e um projetista especialmente para essa finalidade.
3- Desenvolvimento aerodinâmico em túnel de vento com o pessoal exclusivo da fàbrica.
E no volante? Emerson, claro, será o primeiro piloto. O segundo ainda será escolhido, tudo dependendo do novo patrocinador.
Diz Wilsinho:
Diz Wilsinho:
"Nós preferimos que seja um brasileiro, até faremos força para isso. Mas se o patrocinador tiver um preferido, teremos de aceitá-lo".
Emerson por sua vez, admite que seu segundo piloto poderá ser um nome bastante conhecido, um piloto de ponta. Nem ele nem o seu irmão confirmaram, mas a verdade é que têm recebido ofertas de pilotos estrangeiros que desejam entrar nessa vaga, até oferecendo subpatrocínios, com quantias que chegam a 400 mil dólares.
Quanto ao patrocinador, sua identidade só será revelada nas próximas semanas, em outra badalada entrevista coletiva. Por causa do atual contrato com a Copersucar, que expira em 31 de dezembro, o sigilo é obrigatório.
De qualquer maneira, a hoje remodelada equipe Fittipaldi já funciona a todo vapor, os três projetista debruçados sobre o projeto no novo F7. Os testes estão marcados para a última quinzena do ano, em Paul Ricard, sul da França.
Final feliz de uma história feita de sonhos e muitos pesadelos. sai de cena o milionário Walter Wolf, que se cansou do seu caro brinquedo. Prepara-se para comandar o próximo ato, após longo ostracismo, Emerson Fittipaldi.
Que suspira:
"Somos profissionais, por isso sofremos os piores reverses. Nós, os Fittipaldi, vivemos da pista e dos carros. Foi no automobilismo que conseguimos tudo o que temos. por isso, somos o que somos".
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
BRAZILIAN STORM
1970 - Mais três brasileiros, além de Emerson Fittipaldi, farão parte da equipe de Jim Russell, em 1970. São êles:
WILSINHO FITTIPALDI JR
Com 26 anos de idade, é o mais velho e o mais experiente dos três. Foi campeão de kart em 1961, e logo depois começou a carreira de corredor de automóvel.
Obteve suas maiores vitórias com os carros da equipe Willys. Foi também primeiro pilôto da Jolly Gancia, em 1968 e 1969. Participou da temporada argentina de Fórmula 3 em 1966, com carro da Willys, e treinou no mesmo ano na Europa com um Pygmèe de fábrica.
Correrá na equipe de Jim com um Lotus Fórmula 3.
JOSÉ CARLOS PACE
Como Wilsinho, Môco também correrá para Jim com um Lotus 59 da Fórmula 3. Na sua primeira corrida em Interlagos, em 1964, tinha apenas dezenove anos, mas assim mesmo dominou todos os adversários, sendo apontado como a maior revelação da época.
Fêz parte durante muitos anos da equipe Willys, passando depois para a Jolly Gancia, onde ainda está. Foi campeão brasileiro em 1968, juntamente com Luis Pereira Bueno.
LIAN DUARTE
Estreou no automobilismo em 1965, vencendo sua primeira corrida, preliminar do Grande Prêmio de Vitória, com um Renault R8 da Willys. Ficou dois anos na equipe Willys, saindo somente para poder disputar tôdas as provas de Formula Vê, em 1967.
Lian, que tem 23 anos, defenderá as côres de Jim Russell na Fórmula Ford, com um Lotus 61.
O prestígio de Emerson com Jim é muito grande e Lian Duarte confirma:
"O Rato (Emerson) ajudou muito a gente. Apresentou-nos ao Jim Russell, levou-nos à Lotus e falou à beça pedindo para nos ajudarem na Fórmula Ford. Além disso, vai valer a pena correr aqui na Inglaterra, mesmo que seja só para ver de perto o progresso dêle."
Wilson Fittipaldi vai formar com Môco a dupla de Fórmula 3 na equipe de Jim Russell e poderá, caso a Lotus confirme o interêsse em ter seus protótipos atuando pela Gold Leaf em 70, correr com Emerson nas provas de longa distância.
Para acertar tudo isso, Lian, Môco e Wilsinho estiveram na Inglaterra e combinaram tudo com o velho Jim, que, após chegar ao Brasil e ver a desorganização de nossas corridas, não conseguia dizer mais do que isso:
"Acho os brasileiros cada vez mais fantásticos."
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
OUTRO SURTEES
Emerson, Wilsinho (preocupado) e Ricardo Divilla
1975 - Uma das preocupações de Wilsinho, com relação à sua maneira rígida de dirigir a equipe durante a construção do Copersucar era desassociar-se de qualquer tarefa de comando, assim que o carro estivesse pronto.
Seu medo era transformar-se, sem perceber, num tipo como John Surtees, conhecido na Fórmula 1 como o homem que gosta de fazer tudo sozinho, caracterizando o anti-profissionalismo que sempre provocou uma total desorganização em sua equipe.
Tendo consciência que isso seria prejudicial, Wilsinho procurou se desligar cada vez mais das tarefas de comando dando autoridade e autonomia de decisão a Ricardo Divilla, Jo Ramirez e Yoshiatsu Itoh.
"Quero ser apenas piloto. Cada dia perco mais direitos dentro da equipe e hoje dou apenas palpites sem qualquer voz ativa nas decisões. Os três podem fazer o que quiserem. Despedir, contratar, modificar qualquer esquema. Essa é a única forma de tentar ser um bom piloto. Super Homens só existem nos gibis. Cada vez mais vou procurar executar um ritual que tenho na cabeça: ao final de cada treino quando sair do carro, falo os defeitos a eles e tchau, vou dormir...Não quero saber se eles vão passar a noite trabalhando ou se não vão fazer nada. Estarei tranquilo porque sei que eles tem responsabilidades e colocarão o carro na pista no dia seguinte, nas melhores condições possíveis".
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sexta-feira, 11 de março de 2016
FORMULA 3
1970 - Quem estêve em Rouen, como eu, e pôde assistir à prova alucinante em que Wilsinho conseguiu o segundo lugar não terá dúvidas em dizer que brevemente êle estará correndo entre os melhores do mundo. Aquela corrida foi uma loucura, tôda disputada na base do vácuo. Wilsinho teve sérios problemas para deixar o carro em condições de correr: êle estava com as relações de marcha erradas e com uma mola de válvula quebrada no motor.
Por isso nos treinos, conseguiu fazer apenas o necessário para se classificar. Entre os vinte pilotos classificados, êle foi o vigésimo, largou em último lugar. Mas no fim da primeira volta já estava em décimo e, duas ou três voltas depois, já passara para a linha da frente: não era um pelotão, era mesmo uma linha, três ou quatro carros emparelhados, sem deixar qualquer brecha livre na pista. Atrás, outras linhas brigando na mesma situação.
Numa das voltas, Jean-Luc Salomon, para conseguir uma ultrapassagem, saiu da pista e passou pela faixa dos boxes. Poucos instantes depois, êle sofreria o acidente que o matou.
Wilsinho, apesar de ter largado atrás de todos, liderou a maior parte das trinta voltas da prova. Na última volta, êle entrou na reta de chegada ainda na ponta; faltando uns 100 metros para o final, James Hunt saiu do vácuo de Wilsinho e conseguiu ultrapassá-lo bem em cima da linha de chegada.
Mike Beutler foi o terceiro também grudado em Wilsinho. Depois dêsses três, ninguém mais. Todos sentiram uma impressão de tragédia no ar. Wilsinho me contou o que vira no espelho retrovisor de seu carro, naquela última volta:
"Vi o carro de Salomon decolar da pista, rodopiar no ar e tombar de bôrco."
Jean-Luc Salomon ainda foi levado com vida para o hospital, mas morreu naquela noite. Dennis Dayan, cujo carro chocou-se contra um guard-rail na mesma corrida, morreu no hospital duas semanas depois.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
NÜRBURGRING
1975 - Nürburgring Grand Prix - Harald Ertl in his privately entered Warsteiner Brewery sponsored Hesketh 308/1, Wilson Fittipaldi Jr in the Copersucar FD-03, and Gijs Van Lennep in the HB Ensign N175 MN/04. They finished respectively eighth, retired, and sixth.
The Copersucar project had been struggling all year long and would continue to do so, and it was to be the elder Fittipaldi's final season in Formula One.
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