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sábado, 17 de outubro de 2020

domingo, 29 de setembro de 2019

Formula 2 Crash Nikita Mazepin & Nobuharu Matsushita





Nobuharu Matsushita e Nikita Mazepin estão sendo transferidos para o hospital. Nenhum piloto sofreu fraturas como resultado do incidente da volta 1






segunda-feira, 2 de setembro de 2019

ESPETÁCULO GROTESCO

A FIA armou o espetáculo para "satisfazer as mídias sociais"



Pessoal, no sábado aconteceu uma tragédia na corrida F2, na qual dois pilotos sofreram ferimentos graves, sendo que um deles veio a falecer.

Muito triste, mas o automobilismo é um esporte de alto risco e tragédias como a de sábado acontecem. Você contornar uma curva a 300 Km/h é insano, e um simples erro de cálculo pode ser fatal.

Mas o que mais chocou, não foi o acidente em si, porque como expliquei, isso pode acontecer. Foi o "pós" acidente.

Mais precisamente, aquele "espetáculo grotesco" no qual a mãe do piloto foi obrigada a participar.

Espetáculo armado com o propósito de  "satisfazer" as "mídias sociais".

Você obrigar uma mãe que perdeu um filho a "menos de 24 horas", a participar de um show "para a televisão", é "desumano".

Uma mãe que viu o filho morrer a "menos de 24 horas", só quer sentar ao lado do caixão e chorar sua morte. 

Vocês acham que essa mãe tem estrutura emocional para participar de um espetáculo com "hora marcada" para começar e terminar.

Ela só se aguentou em pé, porque estava sob forte efeito de calmantes.

A FIA e a Liberty se aproveitaram de um momento de "fragilidade" pelo qual, a mãe do piloto passava, para "armar" o seu show e "lucrar" com isso. Quando eu digo "lucrar", não me refiro ao dinheiro, lucrar com a imagem.

Já que o falecimento de um piloto arranha a imagem do esporte, com aquele "espetáculo" eles apelaram para o "lado emocional" das pessoas. Para passar a "imagem" de que não são insensíveis.

Imaginem, quando da morte do Senna em Imola, seu Milton e a dona Neide serem obrigados a participar de uma coisa dessa.

Tenho certeza que eles se negariam a participar de tal "espetáculo".

Isso nunca aconteceria, porque há 30 anos atrás o mundo era diferente.

Não existia a famigerada "mídia social".















sábado, 2 de fevereiro de 2019

FORMULA 2






1972 - Três brasileiros: Emerson, Wilsinho e Môco foram incluídos na relação dos dez melhores pilotos do mundo na Formula 2, publicada pela revista inglesa "Autosport". 

Considerada uma das melhores publicações internacionais de automobilismo, "Autosport" divulgou sua relação na edição de 16 de dezembro do ano passado:

  1. Ronnie Peterson
  2. Emerson Fittipaldi
  3. François Cevert
  4. Tim Schenken
  5. Carlos Reutemann
  6. Wilson Fittipaldi Jr
  7. Jose Carlos Pace
  8. Niki Lauda
  9. Dieter Quester
  10. Jean-Pierre Jaussaud


Ao incluir três brasileiros em sua lista, a revista refletiu o prestígio de nossos pilotos junto à imprensa européia, que tem reconhecido o interesse despertado pelo automobilismo em nosso pais e na Argentina, onde se realizaram torneios de Formula 2, no ano passado.

O Brasil ganhou maior destaque porque seus pilotos têm feito maior número de corridas na Europa.

A reportagem da "Autosport", referindo-se ao Campeonato Europeu de Formula 2, afirma que Wilson Fittipaldi Jr tem sido lembrado à sombra das vitórias de Emerson, mas já demonstrou em algumas corridas que é tão bom quando o irmão, correndo na Formula 2.

E Emerson, com três vitórias e um segundo lugar, provou para os ingleses que há pouca diferença entre ele e Ronnie Peterson.

E, finalmente, Jose Carlos Pace, o Môco, é apontado como o sétimo melhor piloto do mundo, colocando-se logo após Wilsinho.

Em edições anteriores, "Autosport" fez a cobertura das provas de Formula 2 no Brasil e na Argentina. Nessas reportagens, a revista não se limitou a observar os pilotos mais importantes como Emerson, Wilsinho Fittipaldi e Carlos Reutemann. Ela elogiou também a atuação de Lian Duarte, que correu nessa categoria pela primeira vez, com um March alugado da fábrica, obtendo tempos melhores do que François Migault e Arturo Merzario nas provas de classificação.

A revista descreve Lian como "um piloto sensato, que preferiu sair da corrida definitivamente a arriscar o motor do carro, depois que quebrou a sua bomba de gasolina".

Mesmo elogiando os pilotos, a "Autosport" fez algumas críticas à falta de organização da corrida de Tarumã e ridicularizou o sentido anti-horário das provas nos circuitos brasileiros.

A atuação de Luis Pereira Bueno também foi destacada, ao substituir Lian no March e classificar-se melhor do que Graham Hill, para a largada.

Além da imprensa européia, as publicações da Argentina começam a dar mais destaque ao automobilismo brasileiro. A revista "Parabrisas Corsa" em sua edição de 30 de novembro do ano passado, traçou um perfil de Emerson Fittipaldi e Carlos Reutemann, classificando-os como os melhores pilotos do continente, "concentrados estudiosos do esporte e futuros campeões do Mundial de Pilotos".








quarta-feira, 19 de julho de 2017

INGO HOFFMANN TROCOU DE CARRO E MOTOR

Ingo trocou o March com motor Hart por um Ralt/BMW


1977 - Ingo Hoffmann correrá menos na Formula 1 e se dedicará mais à Formula 2.

Agora na organizada equipe de Ron Dennis, Ingo está correndo com um Ralt-BMW RT e foi o quarto colocado na prova de Silverstone. Seu problema no momento é conseguir mais um patrocinador, pois o dinheiro do bíter Safari é suficiente apenas para meia temporada.

O companheiro de equipe de Ingo é o norte-americano Eddie Chever, em igualdade de condições. Para o brasileiro, isso é uma vantagem, pois evita a competição interna.

E a Ron Dennis Racing está bem preparada para ter dois primeiros pilotos, com duas equipes distintas de mecânicos e assistência exclusiva e específica para cada um deles.

Animado pela organização da nova equipe, ele que sofreu tanto ano passado com Willy Kauhsen, e pelos três pontos conquistados na abertura da temporada de F2, Ingo Hoffmann tem grandes esperanças:

"Era o que eu precisava: começar bem e esquecer todas as quebras do ano passado. Pelo que pude sentir do carro e do motor nesta primeira prova, acho que dá para melhorar. Ainda mais que já conheço todos os circuitos. Mas não dispensarei os treinos, pois continuo achando que preciso de mais horas de vôo."








domingo, 24 de abril de 2016

FORMULA 2: AINDA ABERTA A EXPERIÊNCIAS

Anders Olofsson retorno às pistas


1981 - Está difícil explicar o que vem ocorrendo com a Fórmula 2 nesta temporada que vem sendo a mais emocionante e competitiva dos últimos anos. 

Pelo menos cinco pilotos, quatro motores, cinco chassis e dois tipos de pneus conseguiram vencer até a metade deste indefinido campeonato. Então, ao que parece, a categoria permanece aberta a quaisquer experiências.

E, a mais interessante vem agora da Suécia. Empolgados com os bons resultados da Honda, os engenheiros Lars Nilsson e Bosse Strandell resolveram apoiar o retorno às pistas do piloto Anders Olofsson, aquele que sofreu muito nas mãos de Nelson Piquet.

A dupla produziu em seis meses um motor de cinco cilindros e dois tempos que nada mais é, efetivamente do que cinco motores separados e depois acoplados, que equipam a motocicleta Husqvarna de 390 cc, campeã européia de motocross.

Segundo informações o motor é menor, 40% mais leve, com faixa de utilização sensacional de 2000 a 10000 rpm. O chassi escolhido foi um March



sábado, 9 de janeiro de 2016

HOCKENHEIM



1970 - Em Hockenheim, a batalha final da temporada do Campeonato Europeu de Formula 2. Emerson Fittipaldi no Lotus 69 contra o sueco voador Ronnie Peterson, de 26 anos, pilotando um March 702. Ronnie terminou a corrida em terceiro apenas 3 milésimos de segundo a frente de Emerson. No campeonato Emerson terminou em terceiro e Ronnie ficou com a quarta colocação.


sábado, 9 de maio de 2015

NURBURGRING


1969 - Corrida de Fórmula 2 no circuito de Nurburgring, isso que era espetáculo. Hoje, placa de titânio soltando faísca, faz a alegria da criançada.




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

INGO HOFFMANN


Hockenheim


1976 - Hockenheim, April 11. VIII Jim Clark Gedächtnisrennen, European Championship Formula Two - Alberto Colombo (43), Michel Leclère (6), Ingo Hoffmann (22), Ronnie Peterson (28), Klaus Ludwig (23)


sábado, 4 de junho de 2011

Entrevista Chico Serra

A Melhor Opção

1980 - Este ano, apesar de só chegar à Inglaterra em março, já encontrei a "casa arrumada". Provando mais uma vez a eficiência de minha equipe, a Project Four Racing, quando entrei nas oficinas, já encontrei os meus dois carros, titular e reserva, montados e com motor.

Por estas e outras, é que resolvi continuar com o Ron Dennis e seu pessoal. Além de perfeccionista, o Ron não perde tempo, pois ele sabe que seu negócio só caminha bem quando seus pilotos obtêm resultados. E para que surjam estes resultados, existe um cronograma cumprido à risca.

Como a única pista disponível para treinos era Goodwood, foi lá que eu e meu parceiro de equipe, nesta temporada de Formula 2, o Andrea de Cesaris, realizamos três treinos livres de ajuste e ambientação com o equipamento. Mesmo sem qualquer preocupação com as marcas, fiquei muito animado. Logo no primeiro dia de treino eu e o De Cesaris viramos tempos iguais, e é bom lembrar que o italiano já correu na categoria e iniciou os treinos este ano antes de mim.

Escolhemos os March 802, porque em toda a temporada que o Robin Herd encontra um adversário difícil, aparece na seguinte com um chassi praticamente imbatível. Afinal, no ano passado, apesar de campeões como Marc Surer, o pessoal da March teve no Brian Henton e no seu chassi, o Ralt, uma dupla que só entregou o título na última etapa. Assim mesmo, protestaram contra uma desclassificação em Enna, que se fosse aceito, teria lhe garantido o campeonato.

Agora, a temporada promete ser ainda mais competitiva. Todo muito está treinando e batendo recordes consecutivos. Na minha opinião, a briga vai se definir entre os March, os Osella, os Ralt e os novos Toleman. Este último vai estrear com um patrocínio grande - British Petroleum - e em um equipe que conta com a experiência do Brian Henton e a garra do Derek Warwick.

Com muitos pilotos repetindo temporada e cheios de experiência, além da violenta disputa entre as marcas, acredito que um dos pontos a favor da minha equipe seja referente aos motores. O Ron Dennis, muito influente, conseguiu que somente nós e a equipe oficial da March, recebessemos os motores BMW preparados dentro da própria fábrica. É pelo mesmo uma garantia de grande velocidade e, principalmente, muita robustez.

Bem, o que realmente interessa é que estou consciente de que esta vai ser a mais díficil e também a mais decisiva temporada da minha carreira. Se eu resolver dar uma de pessimista, o melhor é voltar para casa. Fora os circuitos britânicos, eu não conheço nenhuma das pistas onde o campeonato será disputado. O aspecto experiência, que já comentei, também pesa muito. Basta tomar o Derek Warwick com exemplo.

Quando ele disputou a Formula 3, em 1978, minha briga era quase exclusivamente com o Nelson Piquet e nós o considerávamos carta fora do baralho. Agora mudou de figura. Além de uma equipe sensacional, ele vai alinhar com uma temporada inteira de aprendizado na Fórmula 2, porque, em 1979, disputou todas as provas da categoria. Assim, muitas coisas que ele já conhece por ter experimentado, vou sentir pela primeira vez.

Mas, sinceramente, este tipo de coisa não me preocupa. ou a gente confia no próprio braço e habilidade ou pára de pensar no automobilismo como carreira. A verdade é que a cada dia surge um novo desafio e devemos estar preparados e dispostos a enfrentá-lo.

Muita gente, tanto aqui na Inglaterra, quanto no Brasil, não consegue entender por que eu não passei direto para a Fórmula 1, como, por exemplo, o Piquet e o Alain Prost. Quero deixar claro o meu raciocínio. Vou disputar a Fórmula 2 porque acho que será a temporada mais competitiva dos últimos anos e, em termos de aprendizado, vai significar muito para minha carreira.

Eu só admitiria queimar esta etapa, se fosse para integrar uma equipe grande da Fórmula 1. Quando eu digo grande, significa um esquema bem estruturado e experiente. Atualmente, uma equipe grande tem condições de construir um carro vencedor de uma hora para outra. Basta ver a Williams que, com o modelo FW-07, saiu do pelotão intermediário para as posições da frente e vai brigar pelo campeonato deste ano.

Para 1980, houve pouca renovação. Só entraram realmente a sério, o Ricardo Zunino e o Alain Prost. O Prost brigou muito por um lugar na Ligier, mas acabou presenteado pela McLaren. Ele foi campeão europeu de Fórmula 3, em 1979, e agora está mostrando o que realmente vale. Já o Zunino, é um caso à parte. Acho que ele é ainda muito fraco e, só sentou na Brabham, pagando 1,5 milhões de dolares. Neste esquema, não tenho a menor chance.

Como é de praxe convidarem os campeões da Fórmula 3, a próxima vaga, na certa, seria minha. Como esta vaga não apareceu, vou disputar, sem qualquer mágoa a Formula 2.

A bem verdade, recebi dois convites. O primeiro foi da Shadow, mas não aceitei, baseado no meu ponto de vista de equipe grande. O segundo foi da Fittipaldi e eu aceitei. Afinal, todo mundo pode ver, eles estão com um esquema forte e, não bastasse isto, uma temporada ao lado de Emerson vale muito. Tem gente dizendo que ele está velho e tal e coisa, mas a verdade é que sabe muito mais que todos os atuais pilotos da categoria.

Quando me convidaram, aceitei na hora, tratamos dos contratos e de todos os outros esquemas, mas, no final, preferiram voltar atrás. Alegaram que a vaga deveria ser preenchida por um piloto mais experiente e de resultados imediatos. Acho compreensível e, mesmo que tenham agido assim por qualquer tipo de pressão, as performances do Keke Rosberg mostram claramente que estavam certos.

Havia ainda uma opção: disputar a Formula Aurora com um Fittipaldi F-07, mas não cheguei nem a levar em conta. Seria, sem dúvida, uma aventura, em um momento decisivo.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

European Formula 2 Championship

1980 Estréia de Chico Serra na F2
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Chico Serra estréia com March 802 BMW
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Estreando na Fórmula 2 dia 7 de abril de 1980, em Thruxton, Inglaterra, o piloto brasileiro Francisco "Chico" Serra obteve o quarto lugar na abertura do European Formula 2 Championship. Ao volante de um March 802 BMW da Equipe Project Four, ele conservou na corrida a mesma posição conquistada nos treinos. Apesar de não satisfeito com esse resultado, até que o considerou razoável em função dos problemas que teve que resolver semanas antes e que o impediram de se dedicar melhor à prova.
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Em primeiro lugar, teve que recusar o convite de Emerson Fittipaldi para correr na Fórmula Aurora. A seguir, Chico começou a travar a batalha pelo patrocínio, o acerto final com o Banco Itaú foi feito apenas uma semana antes da estréia. Além do Itaú , Chico Serra tinha o patrocínio da Sadia que estava com ele a 6 anos. Chico queria usar a Fórmula 2 como trampolim para a Fórmula 1. Ron Dennis que comandava a equipe estava projetando juntamente com John Barnard, da Chaparral, um carro de Fórmula 1 para a proxima temporada. Chico estava otimista: "A vitória de Piquet foi excelente porque deu uma sacudida no panorama do automobilismo brasileiro, que andava meio apagado. Mostrou que um piloto novo pode perfeitamente ganhar campeonato".
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Serra largou mal e caiu para sexto
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Como seu principal problema (o do patrocínio) resolvido, Chico Serra partiu para a estréia na Formula 2, que não seria sem emoções. No primeiro treino oficial, na manhã do dia 5, depois de ter dado apenas duas voltas, a suspensão dianteira de seu March quebrou a mais de 230 Km/h. Por sorte foi numa curva de Thruxton que não tem guard-rail, Chico pôde sair pela grama afora, até que seu carro parasse sem bater em nada.
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Nessa sessão ele ficou com o quinto tempo. refeito do susto e depois de muitas voltas para acertar de novo a suspensão, marcou o melhor tempo do segundo treino. Com isso, Chico Serra largou na segunda fila, ao lado do veterano Brian Henton e tendo à frente dois de seus maiores adversários na Fórmula 3 de 1979 : O inglês Dereck Warwick na pole-position e Andrea De Cesaris, que agora na Fórmula 2 é seu colega de equipe. Mas Serra largou mal, caindo para o sexto lugar: "Nunca tinha largado com um Fórmula 2 e, no treino, achei que tinha dado rotação demais ao motor. Tentei diminuir e acabei saindo devagar. Da próxima vez isso não vai acontecer".
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Chico Serra com a esposa em Thruxton
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Andrea de Cesaris tomou a frente, seguido dos ingleses Warwick e Henton, do australiano Thackwell, do irlandês Devaney e de Serra. Logo na segunda volta, um acidente tirou da prova os carros do argentino Miguel Angel Guerra, do alemão Markus Hottinger e do veterano Arturo Merzario. Na terceira volta Serra passava por Devaney, depois por Thackwell, assumindo a quarta posição, que manteria até o final. Na sexta volta, entretanto, o alemão Manfred Winklehock colou na traseira de Chico e com ele travou um duelo até a 15º volta. Ao tentar a ultrapassagem, bateu na roda traseira do carro do brasileiro, tendo que abandonar.
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Derek Warwick que havia ultrapassado o italiano Andrea de Cesaris na sétima volta liderou a prova até a 20º volta, quando seu carro começou a cair de rendimento até ser suplantado pelo de seu companheiro de equipe Brian Henton. A partir daí não haveria mais mudanças importantes, notando-se apenas uma queda de rendimento no carro de Chico Serra, que seria assim explicada: "A segunda marcha já estava muito difícil de entrar quando o Winklehock bateu na minha traseira. Na 20º volta, fiquei sem a marcha".
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O vencedor Brian Henton com um Toleman/Hart
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No boxe, porém, o alemão era quem acusava Serra de haver "cortado" seu carro, deixando-o sem nariz e parte do aerofólio, apesar dos comentários em contrário feitos pelo locutor do circuito. Manfred Winklehock foi mais longe e ameaçou jogar Chico Serra fora da pista, na primeira oportunidade. Não satisfeito com a ameaça, esperou a chegada do piloto brasileiro e, de dedo em riste, o interpelou agressivamente. De capacete ainda, Chico saltou agilmente do carro de "punhos cerrados" e os dois pilotos tiveram que ser contidos pelos mecânicos e a turma do deixa disso. Mais tarde Chico explicaria aos jornalistas alemães que era impossível ter batido no carro de Winklehock, já que tinha feito a tomada de curva à frente do carro dele. Assim terminava a estréia de Chico Serra na Formula 2, que a despeito das dificuldades suscitou comentários favoráveis.

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European Formula 2 Championship

April 7, 1980 Thruxton / results
  1. Brian Henton / Toleman-Hart TG 280

  2. Derek Warwick / Toleman-Hart TG 280

  3. Andrea de Cesaris / March 802 BMW

  4. Chico Serra / March 802 BMW

  5. Oscar Pedesoli / March 792 BMW

  6. Huub Rottengatter / Toleman-Hart TG 280

  7. Teo Fabi / March 802 BMW

  8. Hans-Georg Burger / Tiga F280 BMW

  9. Bernard Devaney / March 802 BMW

  10. Warren Booth / Chevron-Hart B48

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Formula 2 - Buenos Aires

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Primeira vitória de Ingo Hoffmann na F2
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Ingo Hoffmann com o March-BMW 782
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Quase 900 mil dólares foram investidos pelos argentinos para duas provas de Formula 2 Européia. Tudo isso para prestigiar seus três pilotos: Ricardo Zunino, Miguel Angel Guerra e Ariel Bakst. Reuniram os melhores pilotos da categoria, inclusive o Campeão Europeu de 1978, Bruno Giacomelli, que correu apenas a segunda prova, em Buenos Aires.
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Na primeira prova em Mendoza, os pilotos enfrentaram problemas com os pneus. Isso porque Bernie Ecclestone, dono de uma firma distribuidora de pneus de competição na Inglaterra, exigiu que fossem utilizados os que ele distribui, ao contrário do queriam os pilotos. Por isso todos os pilotos tiveram problemas. Para a segunda prova em Buenos Aires o problema foi sanado. Os dirigentes brasileiros poderiam ter realizado uma ou duas provas no Brasil, varias versões foram dadas pela não realização. Charles Naccache, culpou o Conselho Nacional do Petróleo por não ter cedido 15 mil litros de gasolina verde para a competição, enquanto outros afirmavam que o problema não era o combustível, mas sim o medo de Naccache de realizar essa prova e ter problemas com o Grande Prêmio Brasil de Formula 1 em fevereiro.
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A corrida de Buenos Aires começou a se equilibrar quando os dois March-BMW oficiais se acidentaram no treino matinal no dia da corrida. Primeiro foi Bruno Giacomelli, que saiu no "curvão", destruindo completamente seu carro. Quinze minutos depois foi a vez de Marc Surer se acidentar no mesmo lugar, tambem danificando o monocoque e machucando a perna direita. A causa para esses acidentes: o pneu esquerdo traseiro saiu da roda.
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Alex Dias Ribeiro terminou em 6º
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Sem Giacomelli (pole-position) e Surer (segundo tempo) Ricardo Zunino ocupou a pole position. Entretanto, nem mesmo os componentes de sua equipe tinham esperança de uma vitória, principalmente Robin Herd, projetista e chefe da Equipe March-BMW, que chamou Ingo Hoffmann de lado, antes da corrida e lhe deu algumas instruções. Era uma questão de prestígio em jogo, e o mais importante seria a vitória do March-BMW.
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Antes da largada Ingo Hoffmann parecia pronto para vencer. Era seu dia. Largou muito bem, arrancando lado a lado com Ricardo Zunino. Outros pilotos que largaram bem: Jean Pierre Jarier, que assumiu a ponta; Eddie Cheever, que passou em segundo, e Brian Henton. Ingo entrou na frente de Zunino no final da reta e este freou, quase provocando um acidente com Alex Dias Ribeiro que estava logo atrás. Para evitar de bater no carro de Zunino, Alex freou e caiu para 15º lugar. Jarier liderou apenas as duas primeiras voltas, abandonando a corrida por causa da quebra do pino da alavanca do câmbio.
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Assumiu a ponta, então, Eddie Cheever, seguido por Brian Henton, Ingo Hoffmann, Ricardo Zunino, Beppe Ghinzani, Rad Dougall e Keke Rosberg. Alex Dias Ribeiro era o 13º. Cheever conseguiu abrir 3 segundos de vantagem sobre Henton até que na volta 19º foi obrigado a entrar nos boxes para trocar um pneu que estava dechapando. O veterano Clay Regazzoni, parecia um novato na Formula 2, tal o seu empenho nos treinos e na corrida. Apesar de seu carro um Chevron-Ferrari não ser competitivo, conquistou um ótimo terceiro lugar. Brian Henton desistiu na 28º volta quando o motor engripou e Ingo passou para a ponta. Tinha Ricardo Zunino atrás, a 2 segundos, mas o argentino cometeu um erro no Tobogã, rodou, e a diferença aumentou para 8 segundos.
Ricardo Zunino
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Keke Rosberg teve uma atuação apagada. Teve problemas com o motor e além disso resolveu utilizar em Buenos Aires pneus GoodYear norte-americanos, que tiveram pior rendimento que os ingleses. A única preocupação de Ingo era com a fumaça azul que saía do motor e aumentava a cada volta. Entretanto, manteve bom ritmo e conseguiu cruzar em primeiro a linha de chegada. Só fez ar de espanto depois do podium, quando seu mecânico o informou que dos 12 litros de óleo colocados no cárter no ínicio da corrida restou apenas meio litro. Emocionado por sua primeira vitória na categoria, para ele não tinha a menor importância que a prova não fosse válida pelo Campeonato Europeu. A vitória era importante para conseguir patrocinadores para a próxima temporada de Formula 2. Só não gostou da taça de primeiro lugar, que tinha uns 20 centímetros, enquanto a do Zunino, de segundo colocado, tinha meio metro.
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European Formula 2 Championship


Buenos Aires - november 12, 1978 results:


  1. Ingo Hoffmann / March-BMW 782

  2. Ricardo Zunino / March-BMW 782

  3. Clay Regazzoni / Chevron-Ferrari B40

  4. Piercarlo Ghinzani / March -BMW 782

  5. Eddie Cheever / March-BMW 782

  6. Alex Dias Ribeiro / March-Hart 782

  7. Derek Daly / Chevron-Hart B42

  8. Miguel Angel Guerra / Chevron-Ferrari B42

  9. Don Briedenbach / Chevron-Hart B42

  10. Keke Rosberg / Chevron-Hart B42

  11. Alberto Colombo / March-BMW 782

  12. Dave Briggs / Chevron-Hart B42

  13. Geof Lees / Chevron-Hart B42

  14. Ariel Bakst / March-BMW 782

  15. Brian Henton / March-Hart 782

  16. Rad Dougall / March-Hart 782

  17. Beppe Gabbiani / Chevron-Ferrari B42

  18. Stephen South / Chevron-Hart B42

  19. Jean Pierre Jarier / March-BMW 782

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Formula 2 / Hockenheim 1971

Wilsinho Fittipaldi com o Lotus 69 em Hockenheim
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Foi muito boa a estréia de Wilson Fittipaldi Jr na temporada de 1971 do Campeonato Europeu de Formula 2. Em Hochenheim na Alemanha, primeira corrida do ano, Wilsinho foi o quarto colocado. Como estréia foi espetacular, porque na segunda bateria ele chegou a liderar a corrida e na contagem geral ficou em quarto lugar.
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Mas as coisas não tinham começado bem para ele. Com o Lotus 69 que havia comprado no ano anterior, carro que tinha pertencido a Jochen Rindt, seu tempo no treino oficial, foi o décimo nono, por causa de um erro dos mecânicos na troca relação de marchas. Então na primeira bateria ele largou lá atrás. Mas o carro tinha sido bem acertado e logo na primeira volta ele já estava em 15º lugar.
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Continuou forçando o ritmo e correu sempre na frente do Lotus do japonês Tetsu Ikuzawa. Conseguiu chegar em oitavo, assegurando uma posição melhor para a largada na segunda bateria.
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François Cevert venceu em Hockenheim
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Foi na segunda bateria que ele apareceu melhor. Logo nas primeiras voltas começou a passar todo mundo até chegar em segundo lugar, brigando pela liderança com o François Cevert e com o veterano Graham Hill. Na penultima volta Wilsinho passou para a ponta, com Graham Hill, François Cevert, Tim Schenken e Carlos Reutemann atrás.
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No fim, Hill conseguiu passar por ele, mostrando coragem e habilidade. De qualquer forma, a experiência de Graham Hill e dos outros cobras serviram para acentuar o valor da estréia de Wilsinho Fittipaldi no Campeonato Europeu de Formula 2.
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Os resultados da primeira corrida do Campeonato Europeu de Formula 2 disputada no Circuito de Hockenheim, na Alemanha em 4 de abril de 1971 foram os seguintes: 1h27m9,8s à media de 189,15 Km/h.
  1. François Cevert...TECNO
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  2. Graham Hill...BRABHAM BT36

  3. Carlos Reutemann...BRABHAM BT30

  4. Wilson Fittipaldi Jr...LOTUS 69

  5. Tim Schenken...BRABHAM BT36

  6. Gerry Birrell...LOTUS 69

  7. Brian Hart...BRABHAM BT30

  8. Xavier Perrot...MARCH 712M

  9. Johnny Blades...LOTUS 69

  10. Hermann Unold...MARCH 702
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