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sábado, 19 de janeiro de 2019

MERZARIO














sábado, 19 de maio de 2018

BIRD, ZAGATO, VOLPI... AND CIRCOLO




Amigos, sábado chuvoso em Sampa, bom para ficar em casa com Charlie Parker, Elio Zagato e um cafezinho quente no Volpi!

Fiz uma sessão de fotos de uma escultura da Alfa Romeo vestida por Carrozzeria Zagato. Esse Alfa é lindíssimo, pesava somente 650 kg e chegava aos 216 km/h.

O modelo em escala 1/18 feito pelo fabricante Autoart reproduz com excelência todos os detalhes desse maravilhoso automóvel.

















MODELO: Alfa Romeo TZ (Tubolare Zagato)
ANO: 1963
DESIGNER: Ercole Spada
ESCALA: 1/18
FABRICANTE: AUTOART
REF: AA70196

CIRCOLO DOLCE GUSTO
DESIGNER: Pierre Struzka
ANO: 2010
WINNER: Red Dot Award







sábado, 31 de março de 2018

TIPO 33








sábado, 3 de junho de 2017

O MAIS BARULHENTO



Toto Wolff quer motores mais barulhentos para 2020. Todo mundo reclamando do baixo som dos motores. Ainda não tive a oportunidade que ouvir esses motores na pista, mas, pela TV até que não se nota muita diferença. Pela camera onboard fica meio chocho se você comparar com aquele do McLaren do Senna gritando em Monaco, esse arrepia os pelinhos.

Assistindo no autódromo de Interlagos, o motor mais barulhento que ouvi foi o do Alfa Romeo 179. Além de ser o mais alto, era também um som feio. Era um V12 de 3 litros, mas não roncava como o da Ferrari. Quando o Bruno saia da curva 2, você lá na curva 3 já sabia que era ele.

O mais bonito que ouvi foi o da Ferrari. Em 1978, a Ferrari alugou a pista de Interlagos para um teste privado de pneus. Nesse dia fui ao autódromo para fazer um treino com moto para uma corrida que haveria no domingo. Só que eles não deixaram o pessoal das motos entrar na pista enquanto a Ferrari não terminasse os testes. Acompanhei o final dos testes do Villeneuve e Reutemann da arquibancada, como eram só os dois carros, sem a interferência do ronco de outros motores, você só ouvia a música dos 12 cilindros. Uma coisa linda, aquele silêncio em Interlagos, aí você ouve eles ligarem o motor e aquele ronco maravilhoso do 12 cilindros descendo o retão. Inesquecível!








quarta-feira, 30 de março de 2016

CARLOS PACE


1976 - In discussion with Brazilian driver Carlos Pace at Monaco in 1976, Carlo Chiti was the enginner behind Autodelta and Alfa's racing efforts. In 1976, its first year with flat-12 Alfa power, the Brabham BT45 was seen at the Dutch GP with Carlos Reutemann.





terça-feira, 27 de agosto de 2013

ALFA ROMEO T-33/3

Emerson Fittipaldi


O que mais me impressionou quando comecei a andar com a Alfa T-33/3 foi sua excepcional visibilidade, a excelente posição dos pedais, da alavanca de câmbio e da direção muito sensível.

Eu estava testando o carro pouco antes da primeira prova do Campeonato Mundial de Marcas, no autódromo de Buenos Aires na Argentina, em janeiro, e no comêço tomei muito cuidado. Mesmo assim notei que o motor era muito potente, quase tanto como o de um Fórmula 1. Mas fui aumentando a velocidade e notei que nas curvas êle saía muito de traseira. Notei também que os freios estavam prendendo mais as rodas traseiras do que as dianteiras. Com os freios dêsse jeito, o carro poderia se desequilibrar facilmente nas entradas de curva.

Depois dos reparos no boxe (troca da barra estabilizadora traseira, aumento de aceleração do spoiler traseiro e aumento da pressão dos freios dianteiros), saí de nôvo, verificando que o carro tinha melhorado muito. Tanto que eu já podia entrar na Curva Ascari, a mais veloz do circuito, a 295 Km/h, sem que êle sequer ameaçasse derrapar de traseira, como acontecia antes.

Logo depois da Curva Ascari, há um ponto em que é preciso frear violentamente. Experimentei dar a freada e o carro caiu dos 295 Km/h para 70 Km/h sem nenhum desequilíbrio: o balanceamento dos freios estava perfeito.

Com êsses problemas eliminados, comecei a gostar mais do carro. Mas a correção dos defeitos revelou sua verdadeira tendência: êle saía um pouco de frente e só quando eu acelerava tudo, aproveitando a potência máxima do motor, é que conseguia provocar a derrapagem controlada de traseira, para equilibrar a saída de frente. E isso dificultava um pouco a manobra nas curvas de baixa velocidade. Ainda mais que a derrapagem de frente acontecia repentinamente. Mas tive de me conformar com isso: é uma característica do carro e todos os pilotos se queixam disso.

Outra coisa que eu acho que poderia ser melhorada na T-33/3 é a faixa de uso do motor. Êle trabalha muito bem entre os 7.600 e os 9.500 giros, uma faixa muito restrita, e sempre em alta rotação. É uma coisa que dificulta muito a escolha certa das relações de marchas para cada tipo de pista. Nos Fórmula 1 Ford V-8 de 3 litros, por exemplo,  a faixa de uso é de 7.200 a 10.000 rpm, muito mais do que a da T-33/3.

Por causa dessa limitação da Alfa, em certos trechos de uma pista a marcha fica curta demais e a seguinte é muito longa. Na Curva do Cotovêlo, no autódromo de Buenos Aires, por exemplo, eu tinha de reduzir para 70 Km/h: a primeira marcha era curta demais e a segunda ficava muito longa; em primeira, o motor passava de 9.500 giros, na saída da curva, e em segunda estava abaixo de 7.500 rpm. E com essa rotação ficava sem fôrça suficiente. Então era um problema sem solução: no Cotovêlo eu perdia tempo tentando amenizar a falha entre a primeira e a segunda marcha, mas no S, que vinha logo depois, eu podia usar a segunda na rotação certa, dentro a faixa de uso. Ou seja, uma relação de marchas que era boa para uma das curvas não servia para a outra.

Além do problema da faixa de uso do motor, achei muito lento o câmbio da Alfa. Isso porque êle é diferente dos carros de Fórmula, em que a alavanca de câmbio e o trambulador são pequenos e resultam num conjunto muito rápido. O câmbio não era só lento, mas também difícil de engatar da segunda para a terceira marcha. Mas a queixa não é só minha: outros pilotos também se queixam da dureza do câmbio e da dificuldade de trocar as marchas, principalmente da segunda para a terceira.

Mas, apesar de tudo isso que pode parecer muito, mas não é, gostei da Alfa. Considerando que seu motor tem apenas 3.000cc, é um carro que anda muito bem. Além disso é muito resistente, prova disso é que eu bati com êle contra o guard-rail a 250 Km/h e não sofri nada.

Apenas não admite muitos erros do pilôto, porque seu câmbio é meio duro e quando êle ameaça derrapar de frente já está derrapando e pode ser muito difícil de controlar. Corrigidos êsses defeitos, o que talvez já esteja sendo feito, o carro será sem dúvida um dos melhores do mundo na categoria de protótipos e estará pronto para competir em igualdade de condições com os Porsche e as Ferrari.



sábado, 23 de junho de 2012

Presidente e Filhas ...

...examinam o carro "JK"


 O Presidente da República em companhia de suas filhas, experimenta o carro "Alfa Romeo 2000" modêlo "JK" da FNM

O Presidente Juscelino Kubitscheck e suas duas filhas, Marcia e Maristela, tinham saído para presenciar uma inauguração.

Quando voltaram ao Palácio das Laranjeiras tiveram uma surprêsa bastante agradável. Marcia, a filha mais jovem botou a cabeça para fora do carro presidencial, e disse:

" Papai, olha o carro JK. "

Na manhã ensolarada, o "Alfa Romeo 2000", que está sendo fabricado no Brasil, rebrilhava...


Márcia, a filha mais jovem, disse ràpidamente ao repórter que possui uma "Giulietta"

O presidente veio sorrindo muito lépido, abriu a porta e examinou o instrumental como um autêntico automobilista.

E perguntou ao representante da Fábrica Nacional de Motores, sr Aulo Lola:

" O freio é bom?. Eu sei que corre e desenvolve bem nas estradas," disse calcando o pedal.

Enquanto isso, Márcia contava que tinha uma Alfa Romeo "Giulietta", mas que infelizmente, não dirigia. Era menor e não podia tirar sua carteira de motorista.

Foi o que disse ao repórter que entrevistou o Presidente da República a propósito da meta "27".

Aproveitando a presença do representante da FNM, o sr Juscelino Kubitscheck interrogou quando o carro estaria pronto para rodar. Quis ainda saber como se tinha comportado na "Caravana de Intregração Nacional", e mais, de quanto seria a produção inicial. 


Maristela, filha do Presidente, disse a técnico da FNM, sr Lizzone, que acha "espetacular o automóvel que leva o mesmo nome do papai".

Tudo estava de acôrdo com a meta que traçara. Assim como tem por hábito não deixar de comparecer a uma inauguração, o Presidente faz questão absoluta que nenhum pormenor fique para a última hora.

Tudo que foi planejado tem que ser cumprido em tempo. É uma norma em seu Gôverno.

A inspeção do carro, levado ao Palácio das Laranjeiras, estava terminada. O Presidente, que testara o automóvel de tôdas as maneiras, parecia satisfeito.

Márcia e Maristela, por outro lado, tinham gostado muito da côr. E falou uma para outra:

" É muito bonito o carro do papai ..."