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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

EDDIE JORDAN RACING




1986 - Com uma festa nas dependências do autódromo de Silverstone, na Inglaterra, foi apresentada no final de fevereiro a nova equipe de Maurizio Sandro Sala para a temporada deste ano do Campeonato Inglês de Fórmula 3.

A equipe, que é inglesa, chama-se Eddie Jordan Racing, patrocinada pela Sterald, empresa britânica fabricante de aquecedores residenciais. Salinha, que já foi campeão inglês das Fórmulas Ford 1600 e 2000, além de ter participado da Fórmula 3 no ano passado, pilotando um Reynard equipado com motor Saab Scania, será o único piloto da Eddie Jordan, embora a equipe vá prestar alguma assistência técnica ao norte-americano Joe Ris, que estréia na categoria este ano.

Para a temporada de 1986, o brasileiro terá a sua disposição dois carros da marca Ralt, modelo RT-30, equipado com motor Volkswagen, dois mecânicos, o brasileiro Etevaldo Silva, que o acompanha desde a Formula-Ford, e o inglês Eduard Purner. Um experiente chefe de equipe, Paul Heath, ex-engenheiro da Dunlop e ex-chefe de equipe da Porsche Grupo C, além da assistência direta do próprio Eddie Jordan, responsável pelo surgimento de Martin Brundle, hoje na Tyrrell.

Os primeiros contatos de Maurizio Sala com seu novo carro aconteceram logo em seguida, no circuito francês de Nogaro, pois a neve que cai na Inglaterra nessa época do ano impede a realização de treinos.

Em sua quarta temporada na Europa, Maurizio Sala contará também com o apoio do restaurante Alface's de São Paulo.

É este o calendário da Fórmula 3:





domingo, 5 de março de 2017

SAUDADES DA MAMMA




1984 - O paulistano Maurizio Sala, 25 anos, que chegou à Inglaterra em 1983 e terminou o ano com o título da Formula Ford, também tem na falta de dinheiro o maior obstáculo. Seu pai, pequeno industrial dono de uma fábrica de cola em São Paulo (Maurizio tem uma irmã, Cristina, de 22), não dispõe de dinheiro para pagar nem parte dos 50.000 dólares que custa uma temporada na Formula Ford 2000. Este ano, Sala retornou à Europa com apenas 5.000 dólares de patrocínio da FRAM, insuficientes até para sua subsistência (ele gasta, economizando o que pode, 700 dólares por mês).

"Minha sorte foi que a fábrica REYNARD, cujo F 1600 era novo e ficou famoso comigo no ano passado, estava lançando um F 2000 e convidou-me para guiá-lo, de graça", conta Maurizio. Mais: Robert Synge, seu chefe de equipe, cedeu-lhe um quarto de sua casa, em Silverstone, pequeno vilarejo a duas horas de Londres.

Desde então, Sala correu dez provas e venceu cinco.

"Com o dinheiro do prêmio, geralmente em torno de 2.000 dólares, pago as despesas da corrida seguinte. Principalmente as do Campeonato Europeu, que exigem viagens e estadias."

Cruel círculo vicioso: se não ganhar, não corre; e se não correr, no pode evidentemente ganhar ...

Adversários nas pista Maurizio Sala e Maurício Gulgelmin são bons amigos no dia-a-dia. Sempre que podem estão juntos, tentando matar as saudades das coisas brasileiras, queixando-se do frio e da comida.

"Para quem é de família italiana e está acostumado aos pratos da mamma, como eu, não é fácil", reclama Maurizio, cuja única diversão, muitas vezes, era sentar-se num pub e ficar comendo salsichas e batatas.




terça-feira, 15 de março de 2016

SALA, O MELHOR BRASILEIRO



1995 - Quatro vitórias em cinco corridas. Com esse desempenho, Maurizio Sala é o brasileiro que mais tem se destacado no cenário internacional neste início de temporada. Pilotando uma McLaren F1 GTR para a equipe inglesa Gulf Racing/GTC em dupla com o inglês Ray Bellm, Maurizio Sala só não venceu a terceira corrida do ano do Campeonato Mundial de Gran Turismo, em Monza, prova que não conseguiu terminar.

Maurizio Sala, 36 anos de idade, é dono de um expressivo currículo internacional e espera que seu sucesso este ano lhe possibilite uma abertura para a Fórmula Indy em 1996.



sábado, 3 de outubro de 2015

PEGA DE CAMPEÕES

Público assistiu a proeza de Ayrton Senna no kartódromo do Flamengo

1982 - Para os organizadores locais do XVII Campeonato Brasileiro de Kart, tão importante quanto o perfeito andamento das provas era dar ao público presente ao Kartódromo do Flamengo as mais diversas formas de divertimento e emoção. Assim, nada mais natural do que convidar alguns pilotos (ou ex-pilotos) ali presentes como espectadores, para uma prova extra, não prevista no programa oficial.

O desafio foi lançado na noite de sábado, durante um coquetel, e de imediato todos toparam. A relação dos inscritos era garantia de bom espetáculo.

Entre outros, contavam os nomes de Ayrton Senna da Silva, duas vezes vice-campeão mundial de kart, Roberto Pupo Moreno, piloto de testes da Lotus de Fórmula 1, Alex Dias Ribeiro e Wilsinho Fittipaldi, ex-pilotos da categoria mais nobre do automobilismo mundial, e Maurizio Sala, instrutor de kart e um ex-campeão brasileiro da modalidade.

Aí, começou a agitação. Cada piloto tratou de conseguir entre os participantes do Campeonato Brasileiro (amigos ou não) os melhores chassis e motores. Afinal, muito embora fosse uma prova promocional que não valia nada, não havia motivo para fazer feio perante tão seleta concorrência. Tudo certo, ficou determinado que eles teriam quatro voltas antes da largada para se ambientarem aos karts e à pista.

Era pouco, na verdade, e então Alex Dias Ribeiro tratou, por conta própria, de resolver o problema. Aproveitando a distração dos fiscais, misturou-se, por duas vezes, aos treinos normais das outras categorias, e não fosse a deduragem de seus adversários que ficaram nos boxes chupando o dedo, ninguém descobriria sua verdadeira identidade.

O drible de Alex pouco ajudou. Na corrida, o show foi todo dado por Ayrton Senna da Silva, que depois de ultrapassar Roberto Moreno nas primeiras voltas, liderou com tranqüilidade até o final, na 12ª volta. Ayrton inclusive, foi autor de uma proeza que os mais céticos custaram a acreditar.

Sua melhor volta na prova foi 36,86 segundos, ou seja, a melhor de todo o Campeonato Brasileiro, e a apenas quatro centésimos de segundo abaixo do recorde oficial da pista, assinalado pelo paranaense José Chemin antes da construção de algumas lavadeiras.

Maurizio Sala terminou em segundo lugar, enquanto Roberto Pupo Moreno sequer completou a prova. Na penúltima volta, rodou e desistiu. Já Alex Dias Ribeiro e Wilsinho Fittipaldi, completamente esgotados pelo esforço, chegaram ao final, mas bem distante dos dois ponteiros.