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segunda-feira, 29 de julho de 2019

RESUMO DO GP DA ALEMANHA :


MAX REGENDO A ORQUESTRA ...

                                           ... UM VETTEL APAGADO...

                                                                      ... E HAMILTON ABAIXO DA CRÍTICA







Vou começar o resumo dando a nota 10 do Grande Prêmio da Alemanha para o "comissário Gordon e chefe Ohara". Nenhum dos dois "interveio" para prejudicar o espetáculo.

Apesar dos vários (a)incidentes, as equipes de regaste trabalharam rápido, e as punições foram acertadas (exceção no caso Hamilton). Na largada fizeram uma "malvadeza" com o safety car dando duas voltas, o que fez muita gente pensar que a largada seria atrás do carro de segurança. Mas foi só de "sacanagem", já que a largada aconteceu em modo normal. Parece que todas  "cagadas" anteriores serviram de alerta.

O destaque da corrida foi o fenomenal Max Emilian Verstappen, que, com "apenas" 21 anos, já tomou conta da Fórmula 1.

Três corridas, duas vitórias, e um quinto lugar que era para ser 2º, se não fosse a "cagada" do Vettel que acabou jogando o holandês para o quinto lugar em Silverstone.

Teve problemas na largada e caiu lá para trás. Nessa hora tive a mesma sensação do comentarista Luciano Burti: "vai ter show e ele vai vencer"...

Sempre que acontece um problema com o Max durante a prova, parece que ele fica "mais forte".

Diferente de outros pilotos, que quando sofrem algum revés, na maioria das vezes fazem uma corrida "apagada". O Max não... ele se transforma. Parece que ele ganha um "plus" a mais para superar o problema.

O único "problema" do Max é que quando ele pegar um carro vencedor... a F1 vai ficar "monótona" !



UM VETTEL "DORMINHOCO"


Não gostei da atuação do Sebastian Vettel.

Apesar de largar em último e chegar na segunda colocação, seu desempenho não me convenceu.

Antes, quero dizer que todos os comentários a respeito desse GP, foram feitos levando em conta o que a Tv mostrou. Não assisti a corrida com computador ao meu lado, então tudo se baseia nas imagens mostradas.

E elas mostraram um Vettel subindo rapidamente de 20º para 10º, logo nas primeiras voltas, só que depois ele "empacou" na 7ª colocação.

Passou grande parte da prova nessa colocação, e só nas voltas finais é que chegou ao 2º lugar.

E, se você reparar, os carros que estavam a sua frente eram só da F1 "B". Tinha Toro Rosso (Albon), Racing Point (Stroll), Renault (Hulk), McLaren (Sainz) ...muitos até não dificultaram as ultrapassagens... e ainda contou com o abandono dos principais carros (Bottas, Leclerc, Hamilton).

Resumindo,

Muito pouco para quem é o piloto número 1 de uma Ferrari !

Como escrevi no comentário anterior, postado antes da classificação, não adiantaria Vettel vencer no domingo. Teria que ter um sequência de 5 ou 6 corridas de bons resultados para mostrar recuperação.

E ontem a Ferrari (apesar dos problemas na classificação) tinha carro para vencer.

A prova disso é o desempenho de Charles Leclerc.

E, vou repetir:

"Leclerc não é uma bosta, é um tremendo piloto, só que falta experiência" ...

Esse é meu "mantra" que venho repetindo desde o início de temporada.

Ele fez muita cagada ontem, mas eu não vou criticá-lo.

Durante os próximos dois anos, ele pode fazer a cagada que for, que não irei criticá-lo. Isso faz parte do seu aprendizado. 

Quem merece críticas são aquelas que o elegeram como salvador da pátria. A turma de Marchionne. Gente sem visão, que esperavam de um jovem piloto, com um ano de F1, um comportamento de alguém com mais de 10 anos na categoria.

Ontem Leclerc teve um comportamento muito mais "agressivo" do que Vettel.

Logo nas primeiras voltas já estava no pelotão da frente. Estava atrás do Verstappen quando cometeu um dos erros. Caiu 15s para atrás, quando a Ferrari "acertou" na estratégia chamando-o para os pits. Isso permitiu que voltasse para a briga, pois era o único com pneus novos na turma da frente.

Só que cometeu mais erros e ficou fora da prova. Faltou experiência, mas, ele teve carro para vencer aquela prova.

Estava "acordado" durante corrida, enquanto Vettel dormiu boa parte da prova.

Ontem, gostei mais do Leclerc... apesar do abandono.

A vantagem do Vettel está na sua experiência, porque de resto eu sou mais Leclerc.

O Vettel não tem mais aquela "chama" dentro dele. Não existe mais "liga" entre ele e a Ferrari. O amor acabou.

A situação é parecida com aquele casal que tenta "salvar o casamento". Moram na mesma casa, dormem em quartos separados. Quando a mulher está na sala, o marido vai para a cozinha e vice-versa. Aguentam isso por um tempo, mas no final acontece a separação.

Leclerc ganhando experiência, só tende a melhorar, enquanto Vettel, sem "aquele fogo", deve cair de rendimento.





STRANGE CASE OF DOCTOR JEKYLL AND MR HYDE



"Bondade e maldade, justiça e injustiça, prazer e dor seriam duas faces de uma mesma moeda ?
Disso estava convecido Dr Jekyll. Para ele, o homem não era uno, mas dúplice, e deveria existir um meio de separar esses elementos, livrando a porção boa do lado mau. Com ese objetivo, trabalhou febrilmente em seu laboratório até descobri a fórmula que haveria de transformá-lo em outra pessoa. Mas luz e sombra podem viver apartadas ?"



Valtteri Bottas é um caso para estudos científicos. Uma espécie de "O Médico e o Monstro".

Você nunca sabe qual dos personagens ele vai incorporar no domingo.

Ontem foi o seu dia de "Mister Hyde" !

Num domingo onde Lewis Hamilton esteve "abaixo da crítica", era sua chance de "brilhar". Apesar de estar atrás nos pontos, vinha bem no campeonato nas últimas 4 provas.

Tinha conseguido 3 poles seguidas, China, Azerbaijão e Espanha. Na França Lewis venceu com ele em 2º. Na Austria foi 3º, enquanto Lewis terminou na 5ª colocação. Na Inglaterra fez a pole, e iria vencer (teve mult21 disfarçado), e ontem teve a chance de pontuar com o Lewis fora da jogada.

Mas ... Lance Stroll fez a curva e ... ele não !

"talvez eu devesse ter tentado ficar mais calmo" ! disse Mr. Hyde





LEWIS CAI-CAI


Neymar fazendo escola ...

Ontem tivemos um Lewis Hamilton "cai-cai" ....

...de primeiro para décimo segundo !

Bateu, andou lento, rodou, cruzou a pista, errou os boxes ...

Pacote Completo !

Com uma novidade... foi punido !

Na verdade, "meio punido" ...

Porque faltou aquela punição por "andar lento" ... mas já é um começo !

Não vai "perder o sono" por isso. Tem muita "gordura" para queimar.

Enquanto o resto da turma anda na "lamina da faca", precisando se arriscar o tempo todo, na Mercedes é diferente.

Tem em Bottas o seu único rival, mas com o finlandês "colaborando", o título já é seu.

E, apesar da "cagada" do Bottas, ele fica em 2020.

Vamos ouvir aquele mesmo discurso chato do Toto, "precisa melhor e coisa e tal", mas a verdade é que Wolff não dá a mínima para a Mercedes com "câmera amarela".

O que interessa é deixar Lewis "feliz". E para isso acontecer são necessárias duas coisas: um carro vencedor e a equipe só pra ele.

Ocon na equipe deixaria Lewis "infeliz". Não só ele, como também toda a cúpula do time.

Ninguém vai querer administrar coisas do tipo:

GP Canadá, rádio do Ocon: posso passar meu companheiro ...

GP Bélgica: ele me espremeu no muro ...

GP Singapura: ele bateu em mim ...

Bottas fica !















domingo, 28 de julho de 2019

HORA DO TROCO




A Honda engoliu aquilo tudo calada. Agora chegou a hora de dar o troco.

E não somente para Fernando...

...Zak e todo o resto do time tem culpa no cartório.

A união com os japoneses trouxe dinheiro, tecnologia e uma chance de terem exclusividade do motor...

a Honda tem tradição nos mundo das corridas, assim como a McLaren ...já que no passado conquistaram vários títulos...

Mas a soberba falou mais alto...

e os japoneses foram tratados como inferiores ...

a paciência oriental venceu a arrogância ocidental ....












SIMPLESMENTE, THE BEST ....
















sexta-feira, 20 de julho de 2018

HOCKENHEIM




1982 - Hockenheim, Alemanha - Exatamente nas proximidades da Curva Patrick Depailler, do circuito de Hockenheim, o piloto francês Didier Pironi, presidente da recém-fundada PRDA - Professional Racing Drivers Association, que, mais abrangente, substituiu a extinta GPDA, sofreu o mais grave acidente de sua carreira.

Com violência similar à que vitimou Gilles Villeneuve, em maio, no circuito de Zolder, a Ferrari de Didier Pironi bateu, levemente na traseira do Renault de Alain Prost, saiu voando, deu três cambalhotas no ar e, quando parou, estava totalmente destruída.

Mais feliz que seu antigo companheiro de equipe, Didier Pironi sofreu o esmagamento de uma perna e do calcanhar, o pé direito quase foi arrancado, quebrou a outra perna e também um braço, sofre várias fissuras e, apesar de escapar de uma amputação, dificilmente encontrará condições para voltar ao automobilismo.

Em uma desastrosa temporada, com duas vítimas fatais, o acidente de Didier Pironi acabou criando ainda uma maior polêmica sobre segurança porque aconteceu exatamente com o piloto mais preocupado com este aspecto.






Depois do acidente, Nelson Piquet criticou o Departamento de Engenharia da Ferrari por construir carros inseguros e praticamente lançou em descrédito o levíssimo, mas pouco robusto, chassi tipo "honeycomb".

De tudo o que se pôde aprender até agora, uma coisa é certa. Os pilotos, em sua maioria, não parecem dispostos a renunciar às decisões tomadas antes do Grande Prêmio da França e divulgadas pela PRDA através de comunicado à imprensa.

Enquanto eles fazem exigências para uma reformulação total da categoria antes do primeiro Grande Prêmio da próxima temporada, construtores e cartolas, que agora vão ter outra preocupação além de sua insolúvel disputa política, já aceitaram discutir a questão depois do último Grande Prêmio de 1982, em Las Vegas. Mas pode ser muito tarde ...

Por isso, os pilotos acrescentaram mais alguns items à bateria de exigências formuladas durante o Grande Prêmio da Inglaterra. São esses:

1º - Só devem ser aceitos carros de quatro rodas, com tração em duas. Nesse caso, vai por água abaixo o projeto de seis rodas da Williams.

2º - Peso mínimo de 550 quilos. Este é o peso mínimo dentro dos limites de segurança imposto pela PRDA. Quanto mais leve, segundo os pilotos, mais inseguro é o carro.

3º - Cockpit reforçado. Muita atenção por parte dos projetistas com relação a esse aspecto. Segundo alguns pilotos, tanto Gilles Villeneuve quanto Riccardo Palleti morreram porque as estruturas dos cockpits não resistiram. Segundo o laudo, a causa-mortis de Villeneuve aconteceu antes que seu corpo fosse arremessado ao espaço.

4º - Cada carro deverá ter o mesmo volante de direção desmontável. Esta padronização se faz necessária para resistência desse componente que é o primeiro a desintegra-se em choques mais violentos.

5º - Cada motor deve ter um fluxo de combustível limitado a uma  centímetragem cúbica por minuto previamente estipulada. Com isso limita-se a potência dos motores e os turbocomprimidos deverão ser reequacionados.






A PRDA propõe que: Cada classificatória deverá ter a duração de 45 minutos, com metade dos carros em cada uma. O mais rápido dos dois grupos é o pole position e o mais rápido do grupo mais lento, o segundo tempo.

O grid passa a seguir essa ordem, com o terceiro sendo o segundo da sessão mais rápida e o quarto o segunda da sessão mais lenta, até a 24ª posição.

A seleção dos dois grupos deve basear-se nos resultados das últimas corridas. Na primeira prova a ordem deve obedecer o sorteio.

Não haverá mais o sistema pre-classificatório. Assim, as equipes não pertencentes à FOCA passam a não sofrer pre-qualificações, como acontece, por exemplo, em Mônaco, ou em provas com muitos inscritos.

As provas de classificação, sob qualquer argumento, não podem terminar depois das duas horas da tarde. Esta decisão visa a facilitar o trabalho das equipe e dos mecânicos.

E, enquanto os pilotos prosseguem na sua cruzada por melhores condições de segurança, as equipes continuam se atirando na caça aos motores turbos.

A Lotus surpreendeu com o anúncio da assinatura de contrato com a Renault, válido para as temporadas de 1983 e 1984.

E a Williams, depois dos contatos iniciais com a Hart, voltou-se para à fábrica da BMW, surpresa com o rápido desenvolvimento dos motores que equipam os Brabham.

Em estágio mais adiantado encontram-se as negociações entre a McLaren e a Porsche, mesmo porque Niki Lauda já garantiu: se a equipe não garantir um turbo, ele muda de ares.

E até mesmo na Fittipaldi já se admite sonhar com o motor turbo de 12 cilindros da Ford-Cosworth, ainda em fase de desenvolvimento. Afinal, a equipe percebeu que, ao lado de um F9 superior ao modelo anterior, com esse novo equipamento as chances só podem crescer.






















domingo, 4 de fevereiro de 2018

HOCKENHEIM BAD LUCK




1983 - Only three laps from the end in Hockenheim, Nelson Piquet is lying a safe second, the same position as in the previous year's race when Eliseo Salazar robbed the BMW engined car of its first home win.

And the impossible happens yet again: as the Brabham bursts into the motodrome, the massed spectators see that the tail end is on fire. 

Piquet tries to bring the car to a halt next to a marshal equipped with a fire extinguisher. He overshoots however: "The rear brakes had gone completely!" 

This time it was a broken fuel filter. Piquet stands alone beside the crash barrier, eaten up with entirely justified frustration. 

But back with the the time in the paddock, he recalls a new joke he wanted to tell then and the sad moment is overcome.






sábado, 3 de fevereiro de 2018

THE BEGINNING



1978 - Future triple World Champion Nelson Piquet began his long and varied Formula 1 employment with Ensign at the 1978 German Grand Prix. Team principal and designer Mo Nunn makes adjustments in the cockpit of the Ensign N177 MN-08.

Nelson Piquet qualified on the penultimate row at Hockenheim and retired on lap 31 with engine failure.







quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

NOVO PILOTO MERCEDES



1954 - O conhecido campeão inglês Stirling Moss (23 anos), detentor de vários prêmios na pilotagem de Jaguar, está em vias de assinar contrato com a Mercedes-Benz. Na foto, Stirling Moss, em Hockenheim (Alemanha), a 5 de dezembro último, experimentando um bólido Mercedes-Benz Grand Prix.








domingo, 29 de julho de 2012

OSTKURVE


Ostkurve da velha Hockenheim, curva que separava os homens dos meninos.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

HOCKENHEIM 1982




"Merci Patrick, Merci pour tout"...

Assim a conceituada revista especializada francesa Auto Hebdo começa sua matéria do Grande Prêmio da Alemanha. E continua:

"Obrigado por defender a honra de nossos amigos Gilles Villeneuve e Didier Pironi. Obrigado por garantir o prestígio e a confiabilidade da Equipe Ferrari. Obrigado por nos provar que a osmose existe"

Também na França, Gilles Villeneuve era ídolo, independente de sua ascendência e da língua que falava. Sua morte acabou permitindo que um francês Didier Pironi, marchasse para uma conquista inédita para um automobilismo de tantas glórias: o Campeonato Mundial de Fórmula 1, a coroa de melhor piloto do mundo, um feito que até hoje nenhum francês logrou obter.

Por isso mesmo, o catastrófico acidente de Pironi nos treinos de classificação para o Grande Prêmio da Alemanha marcou tão profundamente.

Ele aconteceu no melhor momento de Pironi, no melhor momento da equipe Ferrari e, com toda certeza, no auge da compulsão emocional de um público aficionado, que jamais extrapolou seu júbilo com grandes manifestações, como acontece, por exemplo com os italianos e argentinos.

Foi demais. Em menos de três meses os franceses perderam seu grande ídolo, o franco-canadense Gilles Villeneuve e viu ameaçadas as chances de uma vitória no Campeonato Mundial de Pilotos.

E pior, dificilmente Didier Pironi, sem dúvida o melhor piloto da França, voltará às pistas.

Para que se possa medir a extensão desta tragédia basta lembrar que o Brasil, sem qualquer infra-estrutura ou tradição no automobilismo, já conseguiu produzir material humano capaz de arrebatar três campeonatos mundiais e três vices nos últimos dez anos. E os franceses sequer um campeonato em mais de 50 anos de ativa participação.


Nelson Piquet

Diante deste quadro, é compreensível porque havia no ar tamanha emoção quando Patrick Tambay recebeu a bandeira quadriculada. Era sua primeira vitória na Fórmula 1 e ele a conquistou com muita verve.

Ultrapassou os dois Renault, assumiu a dianteira quando Nélson Piquet teve que abandonar, depois de um ridículo "entrevero" com Eliseo Salazar, e soube manter sua posição de liderança com visível tranqüilidade.

Mais importante, ele correu sob intensa pressão. Não de qualquer outro piloto, mas sob pressão de sua próprias responsabilidades. Depois que Didier Pironi dominou totalmente os treinos classificatórios ficou provado que o carro do momento se chama Ferrari. Então, toda a equipe só poderia apostar em Tambay. Além disso, os franceses acreditavam nele.

Seria muita coisa para um eterno segundo piloto de grandes equipes, para alguém que foi praticamente expurgado da categoria pela McLaren e só retornou, esporadicamente, para ocupar lugares vagos por titulares acidentados, exatamente como aconteceu na Ferrari.

Final dos treinos, a pole position pertencia a Didier Pironi que, naquele instante, jazia inconsciente em um hospital.

Na hora da largada, incrivelmente emocionante, seu lugar ficou vago no grid, com Prost, Arnoux, Piquet, Tambay, Patrese, Alboreto, De Cesaris, Rosberg e Watson, os outros nove mais rápidos, ocupando suas posições de direito.

Renê Arnoux pulou na dianteira mas já na segunda volta a posição de liderança era de Nelson Piquet. Assim, a primeira parte da prova pertenceu inteiramente ao campeão mundial que levou seu Brabham-BMW a uma liderança maciça, ainda mais tranqüila de se obter quando se sabia, de antemão, que seguindo o novo esquema da equipe, seu carro largara com pneus de classificação e somente metade da capacidade total do tanque de combustível. 


Nos treinos, um atento espectador: Ayrton Senna, vencedor na preliminar


E assim foi. Só que, mais uma vez, a sorte não estava ao lado de Piquet.

O previsto era entra nos boxes na volta 23, reabastecer e trocar os pneus e, ainda assim, voltar na liderança. Tamanha era sua vantagem sobre o então segundo colocado, Patrick Tambay, que ninguém duvidava que a tática iria dar certo.

Entretanto, ninguem contava com a brilhante manobra de Eliseo Salazar, na volta 18.

Na freada da gincana, o chileno abriu espaço para ser superado, pela segunda vez, nas 18 voltas. Foi ultrapassado normalmente mas, por razões que nem ele conseguiu explicar, voltou a acelerar para disputar a freada com Piquet que, bem dentro do desempenho dos carros turbocomprimidos, completava o raio de curva em velocidade inferior à dos motores aspirados.

E não deu outra. Piquet contornava a curva quando, rodas bloqueadas, em supremo exercício de inabilidade ou grossura, em português correto, o ATS de Salazar abalroou o Brabham. Enfim, os dois fora da corrida ...

Então, acabou acontecendo. Nelson Piquet pulou fora do cockpit em estado de total alucinação e caiu de murro em cima do chileno.

Na nossa opinião, diante de tamanha aberração, Piquet bateu até pouco...

Só que, na mesma medida, os europeus, sempre tão finos e cheios de melindres, não o perdoaram.

Enquanto a Equipe ATS prometia expulsar Salazar de sua fileiras, claro, no ano que vem, só depois de tomar do chileno até o seu último tostão, a imprensa inglesa criticava violentamente a falta de fleuma do brasileiro.

Memória curta porque, pelo menos para nós, ainda existe a forte lembrança de atitudes ainda mais vulgares por parte do inglês James Hunt.


Arnoux lidera seguido por Tambay

Depois disso, ficou muito fácil para Patrick Tambay. Após ultrapassar os dois Renault no início da prova, o panorama então era o seguinte: Prost já havia abandonado e Arnoux não tinha equipamento para tentar qualquer reação.

Mesmo assim, terminou em segundo, seguido por Rosberg, com seu carro falhando bastante, Alboretto, Giacomelli com sua saias destruídas e Marc Surer, surpreendente no pouco competitivo Arrows.

A oito voltas do final, John Watson perdeu uma certeira terceira posição e, mais importante, mais quatro pontos no campeonato ao abandonar com a suspensão quebrada.

Foi um bom desempenho do veterano piloto que representou sozinho a equipe McLaren depois que Niki Lauda fraturou o pulso nos treinos.

Como em Paul Ricard, Hockenheim necessitava de turbocompressores para ser competitiva. E, à exceção da equipe Toleman, os turbos eram pelo menos, em média, três segundos mais rápidos que os melhores carros aspirados.

Assim, como era de se esperar, Hockenheim deixou pelo menos uma evidência: com uma chicana ainda mais estreita e lenta e uma curva acentuada (Ostkurve) como novidades, a pole de Didier Pironi foi somente dois segundos mais lenta que a melhor marca desta pista, obtida por Alan Jones, ainda na era das minissaias.

Com carros cada vez mais rápidos, os circuitos ficam cada vez mais lentos ...

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