Mostrando postagens com marcador Gilles Villeneuve. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gilles Villeneuve. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

ADEUS GILLES

 












domingo, 29 de março de 2020

THESE EYES




Max tem a mesma coragem e determinação de Gilles ...

a mesma característica de nunca se entregar ...

da primeira à última volta ...

com a vantagem de ser um piloto mais técnico ...

Max é um Gilles "melhorado" ...























sábado, 10 de agosto de 2019

terça-feira, 25 de junho de 2019

NELSON PIQUET














sábado, 2 de março de 2019

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

GILLES VILLENEUVE










segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Formula Villeneuve









sexta-feira, 28 de julho de 2017

GILLES VILLENEUVE









quarta-feira, 10 de maio de 2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

LIFESTYLE ... MUST HAVES


Dois personagens que fizeram história na Fórmula 1: O canadense Gilles Villeneuve e a Ferrari 312 T4, 6 vitórias em Grand Prix.




HELMET - SCALE 1/6 - GILLES VILLENEUVE - F1 1980 - fabricante HACHETTE

1979 FERRARI 312 T4 - SCALE 1/18, 50th Anniversario in Polished Aluminum EXOTO



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Unforgettable, that's what you are







terça-feira, 17 de março de 2015

ATÉ BREVE, GILLES !





1982 - Comissário de pista com o privilégio de trabalhar no Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, quero fazer um relato, a nível pessoal: Lamento a morte trágica de Gilles Villeneuve. Talvez poucas pessoas no mundo tiveram sensação tão maravilhosa quando eu de conversar cerca de 20 minutos com ele e ser agraciado com seu capuz anti-fogo, demonstração de respeito e agradecimento pelo nosso trabalho.

Posso defini-lo como atencioso, carinhoso, extremamente dedicado à Ferrari. Choro agora como chorei ao saber de sua morte. Sinto ter perdido um amigo, que respondia sorrindo a qualquer pergunta e deixava sempre a impressão de bem-estar consigo mesmo e com o mundo.

Resta-nos, agora, recordar aquelas ultrapassagens arrojadas, personalizadas... Não mais o veremos em seu lugar de direito, ou seja, o primeiro do pódio, estourando o champanha.

Acredito, Gilles, esteja onde estiver, que jamais o esqueceremos e a você restará eternamente uma vaga em todos os pódios de cada circuito de Fórmula 1.

Até breve, Gilles!

Gildo Pires, Rio de Janeiro, RJ 1982


quinta-feira, 21 de agosto de 2014







quinta-feira, 31 de julho de 2014

UM ÍDOLO, ONDE ENCONTRAR?




Em mais de 30 anos de existência, o Campeonato Mundial de Pilotos nunca enfrentou uma crise como a que atualmente se abate sobre a Fórmula 1: a falta de ídolos.

Curiosos: em termos financeiros, a categoria vai muito bem, apesar da violenta crise em que se encontra submersa a economia mundial. É claro que o automobilismo também acusou o impacto dos tempos difíceis que atravessamos, mas a categoria que menos sofreu foi exatamente aquela que abriga as grandes equipes e pilotos de Fórmula 1.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento profissional do esporte provocou o aparecimento de grande número de pilotos capacitados  para guiar um Fórmula 1. Atualmente, existem cerca de 50 deles em condições de se destacar, desde que contando com um carro de ponta como o Ferrari, o Renault ou o Brabham.

Certamente, não com o brilhantismo de Prost, Piquet e Rosberg, mas a superioridade da máquina sobre o homem é tal que um piloto razoável, com um ótimo carro, supera sem qualquer problema um piloto talentoso com um carro do segundo grupo de equipes.

Aí pode estar embutida uma das causas da crise. E ainda há outra: os principais pilotos da nova geração, eles mesmos, Piquet, Prost e Rosberg, são profissionais de grande talento, técnica e arrojo e, ao menos neste aspecto, nada ficam devendo aos grandes ídolos do passado. Porém, falta-lhes o carisma, a aura que acompanhava nomes como Fangio, Clark, Hill, Stewart e Emerson Fittipaldi.

Talvez por serem extremamente profissionais, eles praticamente esqueceram o lado humano, na verdade, a principal característica de um ídolo. Por suas próprias atitudes, estão muito mais para um supercomputador do que para um super-homem.

Não há neles a simplicidade de um Clark, o senso de humor de Hill, a presença de espírito de Stewart, a simpatia de um Emerson ou mesmo o jeito debochado de Hunt.

Da nova geração, o único que atingiu a condição de ídolo foi o canadense Gilles Villeneuve, apesar de ter um temperamento retraído fora de um carro de corrida. Dentro de sua Ferrari, porém, Gilles era a personificação de tudo o que se espera de um ídolo: a superação constante de todos os limites, sem a preocupação com o perigo.

Mas é forçoso reconhecer que dirigentes, chefes de equipes e patrocinadores se tem empenhado para tentar suprir essa carência. Uma idéia válida, nesse aspecto, foi promover a volta de Niki Lauda à Fórmula 1. Mas a estratégia não deu resultado. Na verdade, Lauda foi o primeiro piloto-computador. Quando chegou ao primeiro título mundial, era uma pessoa insuportável em todos os sentidos. E ganhou o campeonato mais pela superioridade de seu carro do que em função de seus dotes. O lado humano de Lauda, só se tornou conhecido depois do terrível acidente em Nurburgring.

Na ausência de disputas na maioria das provas também tem contribuído para diminuir a atenção do público pela Fórmula 1, o que preocupa os interesses da categoria.

Atualmente, ao invés de procurar talentos, equipes e patrocinadores estão mais ocupados na busca de um homem que se imponha não só por sua técnica, mas também pela faceta humana.

Um nome: Ayrton Senna da Silva.

Apesar da timidez, ele tem uma característica fundamental: sempre se destacou sobre os adversários em todas as categorias por que passou e atualmente é o piloto mais procurado pelos chefes das principais equipes da Fórmula 1.


sábado, 29 de março de 2014

MAURO FORGHIERI TALKS ABOUT GILLES

"I told him so many times that he was driving beyond the limits of the car"

On Forghieri's bookcase there's a steering wheel used by Gilles Villeneuve, and the paperweight on his desk is a small bronze sculpture of his helmet.


Gilles. Where do we begin...?

He was a special case. I told him so many times that he was driving beyond the limits of the car; there are so many stories that are easy to tell but hard to appreciate.

Gilles became great friends with Jody Scheckter when Jody joined us for 1979, but you couldn't have found two people who were more different.

Jody was always on time or normally early for testing. 

Gilles was always arriving at the last minute and you knew when he had got there because he used to pitch up and do donuts with his Ferrari road car. And of course we had to change the tyres on it every time before he left. It got to the point where the Commendatore said to me :

"Tell him that if he keeps on doing that, we won't change the tyres for him any more..."

I think the next time he arrived at Fiorano it was in his helicopter, in fog so thick you couldn't see in front of you. Young Jacques was with him, too. I said to him: "Gilles, are you completely mad? And he was his usual: "Mais, il n'y a pas de probleme...".

Anyway I told him that we wouldn't be testing because it was too foggy. So he just jumped into the helicopter and left again for the mountains. 

That was Gilles.

How much did Gilles appreciate the technical intricacies of his car?

He wasn't a great test driver. Jody was better and even Jody wasn't one of best test drivers in the world, but he was very positive and disciplined. 

Above all, Gilles was an innocent and that's why the Imola incident with Pironi in 1982 hit him so hard : he would never have believed that a friend and team-mate could betray him.

Villeneuve never spoke to Pironi again after the 1982 San Marino Grand Prix, which he believed he was destined to win from the Frenchman after Ferrari held out a "slow" sign, indicating that their drivers should hold station in one-two formation, which Forghieri confirms was indeed the intention. Pironi saw it differently and passed Villeneuve to win: think 'Multi 21", but 32 years ago. Two weeks later, Villeneuve died in Belgium.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Gilles,


Amigo :

sei que você nunca ouviu falar em meu nome ou sequer sabia que eu existia. Afinal, você era de outro país e outra cultura. Mesmo assim, eu me considerava seu amigo, um grande amigo que torcia muito por você e se empolgava com suas ultrapassagens.

Você era o melhor do mundo e duvido que apareça outro com a garra, coragem e fibra que você possuía.

Gilles, onde quer que você esteja, quero que saibas que desde o início de sua carreira sempre fui seu fã. Agora, porém, tudo acabou. Aquele homem que eu julgava indestrutível acabou em uma curva de um circuito e é triste saber que você passou, que recebeu a bandeirada da vida, que a morte chegou à sua frente.

É triste saber que não mais assistirei às suas grandes exibições nos maiores autódromos do mundo. E mais triste ainda é saber que você morreu, que não pôde vencer essa corrida.

Sempre pensei que você fosse indestrutível, mas aquela curva no circuito de Zolder me provou o contrário. Todavia, tenho certeza de que um dia nos encontraremos e então seremos grandes amigos.

Sabe, Gilles, tudo pode ser esquecido com o tempo, mas não o seu estilo de pilotar. Pelo menos por aqueles que gostam de Fórmula 1. 

Bem, Gilles, esteja onde estiver, quero desejar-lhe muitas, mas muitas mesmo, felicidades e que estejas com os louros ao redor do pescoço. Não aqueles louros efêmeros, mas os da vida eterna, da paz infinita. Adeus, Gilles Villeneuve, grande campeão.

Paulo Roberto Tavares,
Porto Alegre RS, 1982


segunda-feira, 3 de junho de 2013

UN DEMI-DIEU



" So long, Gilles. You were young, loyal, daring, simple and you loved to express yourself in our sport like no one has done in recent years. You had just attained the heights of glory and like a lightning bolt destiny cruelly stole your life. You leave an immense void. Your talents were fantastic exhibitions which the many fans you loved and for whom you always gave your best, will miss. They never will forget what you did and you will leave unperishable memories for automotive sport aficionados. Joan, Melanie and Jacques, like us, will always be proud of you. Adieu, Gilles. "

Clay Regazzoni



Era 13:52 da tarde, restavam apenas oito minutos de qualificação. Alain Prost tinha garantido a pole provisória com o fantástico tempo de 1'15"701, e a Ferrari, com Didier Pironi tinha conseguido o melhor tempo com 1'16"501.

Gilles Villeneuve, por sua vez, não havia conseguido nada melhor do que 1'16"616 e por conta da terrível inimizade que separava os dois homens, depois do que aconteceu em Imola, suspeitamos que Gilles, que dissera : " Eu posso vencê-lo quando quiser, onde eu quiser !", não ia desistir.

No entanto, ele teve que completar sua segunda tentativa com o seu último conjunto de pneus moles (naquela época existiam os pneus de classificação com os selinhos brancos que duravam somente uma volta ), e passando em frente de sua posição nos boxes, Mauro Forghieri fez um sinal para ele parar, Gilles sinalizou que tinha visto a ordem.

No entanto, ele continuou a andar forte e não sabemos se ele tentou fazer uma terceira volta com os pneus, que , em geral não é possível, ou se, fiel à sua imagem, ele atacou para se divertir. 

Depois de uma longa curva a esquerda, em que os F1 fazem a 260 Km/h, ele encontrou de repente a traseira do carro de Jochen Mass, que andava bem lento (ele completou uma volta em 1'27s). Vendo a trajetória de Jochen, Gilles decide passar pela direita. Infelizmente o piloto alemão avista pelos espelhos a Ferrari de Gilles e desvia para direita.

Jochen Mass recorda : "era como um helicóptero, ele gira várias vezes até ser cuspido do carro, já sem capacete pela força centrífuga depois do rompimento dos cintos de segurança. Em seguida, ela atravessou a pista no ar acima do meu March e caiu fortemente do lado de fora da curva Terlamen."

Villeneuve quebrou o pescoço, e teve uma forte distensão da coluna vertebral, o que levaria a sua morte. Imediatamente, os pilotos começaram a parar para prestar socorro. Teo Fabi tenta fazer respiração boca a boca, os socorristas interveem rapidamente e tentam uma massagem cardíaca.

O piloto é transportado para o hospital do circuito equipado com equipamentos de primeira qualidade (construído com fundos da OTAN para ser usado pelos exércitos em caso de guerra). O estado de Gilles é desesperador, "Está clinicamente morto ", disse tristemente Maurice Bellien, organizador. Seu pulso ainda estava fraco mais a vida já tinha abandonado seu cérebro.

Levado de helícóptero para o Hospital de Louvain, Gilles dá o seu último suspiro as 21 horas, três horas depois da chegada de sua esposa Johanne. Não havia nada mais a ser feito para salvá-lo.

Antes de entrar na Fórmula 1, Gilles correu na série CANAM pelo time de Walter Wolf, Chris Amon que fez parte da equipe, disse na época : "Gilles é fantástico, ignora o medo. Todos nós temos no cérebro um pequeno compartimento que desencadeia o sentimento de medo, ele não tem."

Gilles era considerado um semi-deus na Itália, o commendatore Enzo Ferrari constantemente o comparava as grandes estrelas do passado e não hesitava um segundo em compara-lo a Tazio Nuvolari, piloto do passado que morreu aos 60 anos dormindo em sua cama depois de passar por incontáveis acidentes e passar meses internado em hospitais. Gilles nunca tinha se machucado, apesar dos inúmeros acidentes. Mas infelizmente não sobreviveu ao último...