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quarta-feira, 15 de abril de 2015

MARIO FERRARIS

Mario Ferraris na Fórmula-Ford inglesa


1976 - Depois da vitória em Snetertton, Mario Ferraris testou continuadamente seu carro da Fórmula-Ford naquele circuito, até que conseguiu torná-lo acertado o bastante a ponto de virar nos treinos extra-oficiais 1m13:2s, recorde da categoria para aquela pista.

Depois de uma quebra de motor e um acidente sem maiores proporções em Mallory Park e Oulton Park, as esperanças da Equipe Van Diemen se apoiavam na prova do dia 15 de agosto, pelo Torneio Towsend Thorensen, que seria realizada em Snetertton.

Nas tomadas de tempo oficiais, Mario, entretanto, ficou somente com a quinta posição, atrás de David Kennedy, Derek Daly, Derek Warwick e David McPherson.

Na primeira bateria Mario Ferraris terminou em quinto na mesma posição em que largara. Na bateria final Mario largou em nono e logo no pulo conseguiu pegar o vácuo de David Kennedy. A briga entre os dois durou toda a bateria e quando Mario já ocupava a quarta posição bateu no retardatário Ives Zarasin que corre com um TIGA de fábrica, e acabou tendo de abandonar a disputa. O vencedor foi Kenny Gray, seguido de David Kennedy, Derek Warwick, Matthews Argenti e Bob Scott.

Mario Ferraris foi chamado para fazer testes para a Dunlop e vai fazer três corridas de Fórmula 3 ainda este ano.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

FÓRMULA FORD

Voltaire Moog e Artur Bragantini


Com quatro etapas disputadas, a Fórmula Ford atinge a metade de sua atual temporada marcada, principalmente, pelo equilíbrio técnico e pela inexistência de favoritos ao título.

Uma situação que pode ser traduzida em números: apenas nove pontos separam os seis primeiros no campeonato. Como se não bastasse os números, existe ainda três importantes fatores; Artur Bragantini, senhor absoluto da temporada passada, não ganhou nenhuma prova este ano; e como o vencedor da quarta etapa, disputada em Goiânia, o gaúcho Egon Herztfeldt, não está incluído na lista dos seis primeiros no campeonato.

Os possuidores de boa memória lembram-se que, quando a temporada do ano passado atingiu sua primeira metade, Artur Bragantini já caminhava com a mais tranqüila serenidade para seu terceiro título na categoria. Naquela ocasião, ele já gozava de uma vantagem de 44 pontos sobre o vice-lider do campeonato. Ou seja, enquanto Alexandre Negrão possuía parcos 42 pontos, Bragantini dava-se ao luxo e somava  mais do que o dobro, 86 pontos.

Este ano, nada faz lembrar a temporada passada. Maurizio Sala, graças ao quinto lugar conquistado em Goiânia, conseguiu recuperar a ponta do campeonato, com 43 pontos. Walter Soldan, 4° em Goiânia, subiu para vice-líder, com 42. Artur Bragantini, apoiado na regularidade de suas apresentações, marcou pontos nas quatro corridas, está em terceiro com 38 pontos.

Luis Alberto de Castro, que também ainda não venceu este ano, e que na corrida de Goiânia foi obrigado a abandonar por quebra do motor, baixou para quarto lugar no campeonato, e empatou em 36 pontos com João Ferreira, o "Bagunça".

O sexto colocado na tabela de pontos é Voltaire Moog, que ao terminar em segundo lugar a corrida de Goiânia, uma posição à frente de seu companheiro de equipe, Bragantini, provou estar fazendo este ano sua melhor campanha desde que ingressou na categoria.

Em sétimo lugar, e agora mais do que nunca caminhando em direção aos líderes, esta Egon Herztfeldt, vencedor incontestável da prova de Goiânia, e desde então com 30 pontos no campeonato.

Na quarta etapa da Fórmula Ford, o domínio de Egon Herztfeld foi incontestável.

Gaúcho, 26 anos, jeito simples e um apaixonado declarado por mecânica, Egon não conseguia esconder sua satisfação com o seu primeiro resultado positivo, desde que começou a participar da categoria, no final do ano passado:

" Quando decidi correr na Fórmula Ford, achei mais logico fazer um carro novo, sob medida. Peguei o gabarito original dos BINO e comecei a trabalhar. Puxei o cockpit mais para frente, passei os radiadores para cima do motor e dei um perfil asa à carroçaria. Depois, veio o mais difícil: o motor. Hoje só tenho um, mas ele é muito bom. "

Egon começou a exibir seu favoritismo ainda na sexta feira, dia de treinos livres quando foi o mais rápido. No dia seguinte, durante as duas sessões de classificação, apenas confirmou assinalando a pole-position com mais de 1 segundo de vantagem sobre o segundo melhor tempo.

E na corrida, só não liderou nos primeiros instantes da bateria inicial. Depois, já na frente, só fez aumentar sua vantagem sobre atônitos perseguidores, faturando com tranqüilidade as duas baterias. Foi um domínio tão absoluto que quando a prova terminou, ficou no ar uma dúvida: E se nas corridas que restam Egon repetir a mesma performance de Goiânia ?

A ordem de largada da corrida ficou praticamente definida logo após a primeira sessão de treinos cronometrados.



Egon Herztfeld

Egon Herztfeld, com o tempo de 1m41,40s, ao mesmo tempo em que garantia a pole-position deixava na concorrência um amargo sabor de derrota:

" O jeito e correr pelo segundo lugar, porque o primeiro já tem dono ", repetia, meio desanimado, Maurizio Sala, segundo tempo.

Na terceira posição, uma surpresa: Domenico Paganoni, um jovem piloto paulista que até bem pouco tempo atrás dedicava-se aos karts. Utilizando um chassi BINO comprado de "Graham Hill" e um motor que pertencera a Mário Covas e preparado por Manelão, Domenico era, para muitos, o único com um carro em condições de fazer frente ao de Egon.

Nas duas posições seguintes estavam os dois carros da equipe Gedore, de Bragantini e Voltarie Moog, cujas principais novidades eram as novas carenagens, mais aerodinâmicas, projetadas por Clóvis de Moraes. Em sexto ficou Walder Soldan, um dos poucos a conseguir baixar sua marca na segunda sessão, quando a pista já estava bem mais lenta em razão do acúmulo de óleo e poeira.

Na largada da primeira bateria, enquanto Domenico Paganoni ficava parado na pista por quebra da alavanca de câmbio, Bragantini pulava meteoricamente da quarta para a primeira posição. Foi, sem dúvida, uma manobra fulminante, mas que não passou desapercebida aos olhos dos comissários desportivos, que imediatamente o penalizaram em dez segundos por queimar a largada.

Mesmo partindo na frente, Bragantini foi logo ultrapassado por Egon, a partir dali lider disparado de toda a competição. Até a bandeirada de chegada, na 12ª volta, Egon continuou abrindo, mas num ritmo que denunciava claramente uma preocupação em poupar o equipamento.

Em contrapartida, Bragantini e Moog, mesmo fazendo jogo de equipe, não conseguiram fazer baixar a diferença que os separavam do lider. Na chegada, Egon passou com uma vantagem de quase seis segundos sobre a dupla da equipe Gedore. Soldan, correndo isolado e sem muitas pretensões acabou em quarto. Maurizio Sala, Sócrates, Bagunça, Rangel, Wypich e Resende terminaram a seguir.

A segunda bateria nada mais foi do que uma repetição da primeira. Egon largou na frente e liderou sem problemas até o final, vencendo novamente com seis segundos de vantagem sobre o segundo colocado, Walter Soldan.

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FÓRMULA FORD

  1. E. Herztfeld / Imp. Americana
  2. V. Moog / Gedore - Transbrasil
  3. A. Bragantini / Gedore - Transbrasil
  4. W. Soldan
  5. M. Sala / Bendix - Fram
  6. J. Ferreira / IEC Rollei
  7. S. Fontes / Madecal - Status
  8. A. Rangel / Champion
  9. R. Resende / Pizza Giola
  10. R. Wypich / Brasnorte

sábado, 15 de dezembro de 2012

O novo Fórmula Ford


Depois de inúmeros testes, cumpridos desde janeiro último, a Ford apresentou oficialmente em dezembro último o novo chassi do Fórmula Ford desenvolvido pela engenharia da empresa.

O projeto faz parte dos planos de modernização da categoria, que poderá finalmente substituir os carros que se encontram em atividade há mais de dez anos. Estes, de qualquer forma, continuarão nas pistas, desde que equipados com o novo motor CHT e relação de marchas com as opções de câmbio do Corcel.

Isso significa que a 1ª, 2ª e 3ª só deverão ter uma relação de marcha cada, enquanto a 4ª contará com três opções. O diferencial também terá duas opções de relação final. Quanto ao novo chassi, tubular e revestido com chapas de duralumínio, foi desenvolvido pelos pilotos Cláudio Muller e Chiquinho Lameirão.

Os testes de durabilidade e componentes mecânicos ficaram sob a responsabilidade de Victor Steyer e Cláudio Muller. Por causa de uma política interna, a Ford não pode construir esses carros e deve entregar os serviços à GLASPAC.

Os entendimentos encontram-se adiantados e o preço do carro completo ficará em torno de Cr$ 7 milhões, ou seja, o mesmo valor do Escort L.

Para facilitar, a empresa estuda formas de financiamento. Em relação a outras categorias, a Ford Motorsport, denominação utilizada pela fábrica também na Europa, entrará no Campeonato Brasileiro de Marcas com uma equipe oficial, integrada por Cláudio Muller e Chiquinho Lameirão.

Em Rali, Luís Evandro "Águia" será o piloto oficial, mas a Ford comercializará carros "pelados" para equipes independentes e concederá prêmios em dinheiro em cada etapa do Brasileiro. O novo Escort Turbo, desenvolvido em caráter experimental pela empresa para disputar o certame de Hot Car, dependerá do prosseguimento da categoria no ano que vem.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

FÓRMULA FORD


Pedro Victor De Lamare conhece como ninguém a pista de Interlagos

Pedro Victor De Lamare venceu tranqüilamente a primeira bateria, que muita gente se surpreendeu com a briga teimosa e equilibrada que terminou decidindo por frações de segundo o resultado da segunda parte da prova e mostrando ao público que superlotava Interlagos que a Fórmula Ford nacional é uma categoria que pode dar muitas emoções.

A corrida era a segunda do Campeonato Brasileiro de Velocidade, disputada como preliminar da prova inaugural do I Torneio Internacional de Fórmula 2 em Interlagos. E a tranqüila vitória de Pedro Victor na primeira bateria foi facilitada por uma familiaridade com a pista, onde, na maior parte do ano, corre diariamente, ensinando aos alunos de sua escola de pilotagem.

É possível que, na segunda bateria (que, como a primeira, foi disputada em sete voltas), Pedro tenha se despreocupado um pouco, mas a verdade é que os pilotos gaúchos Cláuudio Mueller e Clóvis de Morais, já mais aclimatados à pista, dificultaram muito o seu trabalho, embora, na soma dos tempos que decidiria a classificação final, a vitória do paulista tenha sido relativamente folgada: êle terminou a primeira bateria com quase quatro segundos de vantagem sôbre Cláudio Mueller e com quase seis sôbre Clóvis de Morais (da equipe Alfred).

Na segunda, Clóvis foi o primeiro e Cláudio o segundo, mas Pedro Victor chegou emparelhado com êles, perdendo apenas por meio segundo para Clóvis.

Nos treinos de classificação para a prova, Francisco Lameirão, da Equipe Hollywood, obteve o melhor tempo: 3m25s6/10 média de 139,309 Km/h, um segundo menor que os de Clóvis de Morais e Pedro Victor De Lamare. Essa seria a ordem de largada da primeira bateria.

Mas, logo na primeira volta da corrida, cinco carros chocaram-se no fim do Retão e um dêles era o de Lameirão, que corria em terceiro, no encalço de Pedro Victor e Clóvis de Morais. O pilôto da Equipe Hollywood teve de parar no boxe para desentortar a carroçaria (com radiadores de água laterais e com a frente redesenhada por Anísio Campos no estilo do Lotus 72) avariada no acidente, perdendo qualquer chance de conseguir boa classificação.

A disputa então ficou limitada aos dois ponteiros, Pedro e Clóvis, seguidos a alguma distância por Cláudio Mueller e Marivaldo Fernandes.

O gaúcho Clóvis de Morais

Chiquinho Lameirão, que conseguira voltar à pista, recuperava terreno ràpidamente, mas, na penúltima volta, a direção do seu carro endureceu de repente e êle saiu pelo acostamento na Curva da Ferradura. Não se machucou nem danificou o carro, mas ficou definitivamente fora da corrida.

Enquanto isso, Pedro Victor, que conseguira abrir uma distância segura de Claudio Mueller, que desde a terceira volta mantinha o segundo lugar (chegou a liderar na segunda volta), completava folgadamente o percurso.

No intervalo entre as duas baterias, Cláudio e Clóvis, os dois gaúchos que mais se haviam destacados, aproveitaram para regular a suspensão dos seus carros e acertar as relações de marchas ideais para o circuito.

Dada a largada para a segunda bateria, Pedro Victor saltou na frente, mas já no fim do Retão era Mueller quem liderava. Pedro Victor recuperou a dianteira no final da primeira volta, mas voltou a cedê-la logo depois, dessa vez para Clóvis de Morais.

Durante as voltas restante, os três competidores se revezavam na ponta, enquanto Marivaldo Fernandes corria em quarto lugar, isolado. Na penúltima volta, Pedro Victor passou em segundo lugar pelos boxes, colado a Mueller, que liderava, e com Clóvis de Morais nos calcanhares. Pedro demonstrava estar esperando a última volta para ultrapassar o ponteiro no vácuo, já na reta de chegada.

Mas, na entrada da reta, era Pedro quem vinha na frente e quem se aproveitou do vácuo para tomar a ponta foi Clóvis, enquanto Mueller, que tentou fazer o mesmo, garantiu, por centésimos de segundo, o segundo lugar na bateria e na classificação final.

Alfredo Oliveira perdeu um pneu na Curva do Pinheirinho

Foi um final bonito, com os três carros atravessando a linha de chegada quase lado a lado. Durante a segunda bateria, o gaúcho Alfredo Oliveira perdeu um pneu na Curva do Pinheirinho, mas conseguiu chegar aos boxes com o aro da roda, que depois foi substituída para êle voltar à pista.

Com essa vitória, Pedro Victor De Lamare passou a liderar a contagem de pontos do campeonato, com 13 contra 12 de Mueller, 9 de Lameirão e 4 de Clóvis de Morais.

Resultados das duas baterias e a classificação final da segunda prova do campeonato brasileiro de Velocidade Fórmula Ford disputado em Interlagos:

1ª Bateria
  1. Pedro Victor de Lamare
  2. Cláudio Ricardo Mueller
  3. Clóvis de Morais
  4. Marivaldo Fernandes
  5. Sergio Mattos
2ª Bateria
  1. Clóvis de Morais
  2. Cláudio Ricardo Mueller
  3. Pedro Victor De Lamare
  4. Marivaldo Fernandes
  5. Leonel Friedrich
  6. Ênio Sandler
Classificação Final
  1. Pedro Victor de Lamare
  2. Claudio Ricardo Mueller
  3. Clovis de Morais
  4. Marivaldo Fernandes
  5. Luiz Carlos Correa
  6. Ênio Sandler

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Alex e Fernando na Inglaterra

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1979 - Alex Dias Ribeiro, um dos maiores pilotos já revelados pelo automobilismo brasileiro, mostrou, mais uma vez, que não é de se entregar facilmente.

Impossibilitado de disputar por mais uma temporada o Campeonato Europeu de Fórmula 2, por absoluta falta de quem o apoiasse, Alex agora é team manager da equipe de Fórmula Ford de seu irmão, Fernando Ribeiro.

Fernando Ribeiro conseguiu o patrocínio da Rastro e, em suas duas primeiras disputas pelo Campeonato Esso da categoria, foi considerado "very impressive" pela crônica especializada.

Na primeira prova, seu Van Diemen foi sexto e na segunda, abandonou ao colidir com o líder da prova.

A oficina onde funciona o esquema dirigido por Alex fica dentro do próprio Circuito de Silverstone e futuramente, caso consiga patrocínio, abrigará todo o seu equipamento de Fórmula 2.

Alex também deverá dar assistência a um piloto de Fórmula 3, cujo nome não foi revelado. Mas, tudo faz crer que será o brasileiro Fernando Jorge.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Formula Ford

----Imbatível Bragantini


Artur Bragantini campeão de 1980

1980 - Seis provas realizadas, seis vitórias: Artur Bragantini é o primeiro campeão brasileiro de 1980. Seus Planos ? Simplesmente continuar na Formula Ford:

" Eu vivo do automobilismo e essa categoria, pelo menos ainda no próximo ano, é a que me proporcionará maiores rendimentos. Devo continuar participando também da Formula VW 1600".

Antes das duas vitórias consecutivas obtidas no Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Guaporé) e que lhe garantiram a conquista do título, Bragantini chegou a anunciar que deixaria a categoria, aborrecido com a desconfiança que começou a surgir sobre as condições de preparação de seu carro.

Mas como nas verificações feitas nada de anormal foi encontrado e suas vitórias foram todas confirmadas, resolveu mudar de idéia:

"Investi muito na Formula Ford, acreditando na minha capacidade e na do meu preparador, o gaúcho Clóvis de Moraes. Tanto que não quis nenhum contrato fixo com o patrocinador da equipe, a Gedore, ficando apenas com os prêmios das corridas. No ano que vem, já vai ser diferente: vou receber um tanto por mês, mais os prêmios".

Na atual temporada, com seis vitórias, cinco pole-positions e três melhores voltas, Bragantini levantou em prêmios Cr$ 219.000,00; média de Cr$ 36.500,00 por prova. Além disso, recebe mensalmente Cr$ 45.000,00 de três firmas que divulgam seus produtos em seu macação.

Sem falar no prêmio maior que virá ao final da temporada: um Corcel II LDO, que foi o prêmio instituído pela Ford para o campeão da categoria.


Bom trabalho de equipe foi responsável pela regularidade de atuações da Formula Ford de Bragantini (na foto, recebendo assistência do preparador Clóvis de Moraes e o cronometrista André)


Além da ótima fase que atravessa, Bragantini aponta outra razão para seu sucesso na categoria:

"Geralmente nos preparamos melhor que as outras equipes. Realizamos uma série de testes com o carro visando exclusivamente ao acerto de sua estabilidade, enquanto a maioria das equipes procura apenas melhorar o rendimento do motor".

Bragantini aponta o gaúcho Egon Herzfeldt como o mais capacitado a quebrar sua invencibilidade. "Ainda lhe falta experiência, mas construiu um carro completamente novo e que deu certo. É isso o que as outras equipes precisam fazer para se tornarem mais competitivas".

Enquanto Bragantini se prepara para assinalar um recorde inédito em nosso automobilismo, ou seja, o de vencer todas as provas de um campeonato, a Ford parece preocupada com o futuro da categoria. Assim, para estimular os demais pilotos, intituiu um prêmio especial para o vice campeão, o que de ínicio não estava programado. Para o próximo ano o atual regulamento será mantido, devendo ser dada maior atenção à categoria Corcel II que, segunda a fábrica, reúne carros que se identificam mais com o público.

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Novo Ás Brasileiro




Há quem diga que ele pilota melhor do que Nelson Piquet. O que é no mínimo, uma incoerência. Principalmente porque, estando Piquet na Formula-1 e ele na Formula-Ford, a diferença entre as duas categorias é mais ou menos como a da bicicleta para o velocípede. Uma coisa, porém, é certa : Roberto "Pupo" Moreno, carioca de 22 anos, criado em Brasília, é do ramo. E tem justamente em Piquet, seu amigo de infância, o melhor padrinho. O que, no mundo do automobilismo de hoje, conta muito ponto.
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Quando os dois se conheceram, já em Brasília, Moreno tinha apenas 12 anos e Piquet, com 19, vivia metido em corridas. A influência em Moreno foi imediata e, com 15 anos, ele começou a correr com karts. Fez isso de 1974 a 1979, ganhando experiência e títulos. Em 1980, se mandou para a Europa e, como uma quantidade de outros brasileiros, foi tentar a sorte na Inglaterra.
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Começou como piloto de provas, mas logo passou a competir na Formula-Ford. E, no ano passado, explodiu: ganhou o Campeonato Mundial da categoria, o vice Europeu e o Título inglês da série Townsend Thorensen. Já era, então, observado pelos construtores da Formula-1 e logo recebeu um convite de Colin Chapman, da Lotus, para testar seus carros. Topou. Agora, Moreno disputa, com o chileno Eliseo Salazar, a vaga de segundo piloto do time (sua desvantagem é que Eliseo traz, consigo, 1 milhão de dólares em patrocínios).
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Moreno, porém, continua na sua, pilotando no peito e na raça. Ainda no último domingo, correndo num modelo RALT (igual ao de todos os outros competidores) no Grande Prêmio da Australia de Formula-Atlantic, Moreno derrotou, nada mais, nada menos, que seu amigo Nelson Piquet, e o australiano Alan Jones. Quer dizer: os campeões de 1981 e 1980 na maior categoria do automobilismo. Para quem está começando, é a marca do sucesso. E, hoje, nas páginas especializadas da imprensa do mundo inteiro, a melhor notícia da entressafra é que um brasileiro saído da Formula-Ford tomou conta do circo principal e, para início de conversa, superou logo seus maiores astros: seu conterrâneo Piquet e Jones. Se era de um cartão de visitas que Moreno precisava, ganhou-o, sem dúvida, em Melbourne.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sivo Castelli Greven

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A aventura de um gaúcho que foi tentar a sorte na Formula Ford inglesa dos anos 70s



Sivo Castelli Greven, um gaúcho de 22 anos, embarcou para a Inglaterra depois que Claudio Mueller, seu professor no curso de pilotagem, comunicou não ter conseguido patrocínio para uma temporada no Exterior. Como já tinha a passagem em mãos, Sivo abandonou o emprego na empresa de publicidade do pai e embarcou para a Inglaterra, mesmo dominando muito pouco o idioma inglês. A meta era a Fórmula Ford inglesa.
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Sem dinheiro, Greven conseguiu um emprego na fazenda do dono da Equipe Scorpion Racing e como pagamento poderia correr nos fins de semana. Na primeira corrida, em Snetterton, conheceu o Mario Ferraris, outro brasileiro que tentava a sorte na ilha, que lhe ensinou os segredos da pista, mas não conseguiu se classificar para a bateria final. Duas semanas depois, no mesmo circuito, conseguiu se classificar para a final, largando na última fila, mas ganhou nove posições durante a prova.
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A terceira prova foi em Silverstone, onde já havia treinado, e conseguiu o sexto lugar na eliminatória. Na final, estava na liderança na quinta volta quando rodou. Voltou em oitavo e terminou a prova na sexta colocação, conseguindo igualar a volta mais rápida.
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A quarta corrida foi novamente em Silverstone, mas uma válvula deu problema no treino e ele teve de correr assim mesmo, desperdiçando a posição atrás do pole que tinha conseguido para a largada. O resultado foi um melancólico oitavo lugar.
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Na quinta prova, em Snetterton, foi envolvido em um sério acidente na primeira volta, continuou sem freios até a bateria ser suspensa. Depois de recomeçada a prova, o motor já não era o mesmo, o acelerador travou e a viseira do capacete se soltou. Mesmo assim, classificou-se para a final, mas desistiu, pois o carro estava todo "empenado".
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A última prova foi no Circuito de Oulton Park. Conseguiu o quarto lugar no treino e na corrida deu uma bela "estampada" no guard-rail. Levou um toque do adversário que tentava tirá-lo do quarto lugar. Foi o saldo desta prova de despedida ...
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Formula-Ford

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Inauguração do Autódromo de Guaporé
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17 Outubro 1976 : Se a vitória na quinta e penúltima etapa do Campeonato Brasileiro de Formula-Ford não foi suficiente para colocar Amadeu Campos em boas condições de ganhar o título, pelo menos seu nome ficará registrado como o do primeiro piloto a vencer no Autódromo de Guaporé.
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Situado na pequena cidade de Guaporé, interior do Estado, e inaugurado no dia 17 de outubro, a construção da obra dividiu os 40 mil habitantes da cidade. De um lado ficaram os partidários do prefeito Nélson Barro, que consideram o autódromo um incentivo ao turismo. Do outro, os que alegam que os 10 milhões de cruzeiros gastos na obra serviriam para asfaltar todas as estradas que ligam Guaporé aos municípios vizinhos.
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O novo autódromo, bonito e seguro, supera o de Tarumã, perto de Porto Alegre. Com 3.080 metros de extensão, tem 780 metros de reta e dez curvas. A pista de 12 metros de largura aumenta para 17 metros nas curvas. Tem 35 boxes, capacidade para 90 mil pessoas, restaurante e área para camping.
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Amadeu Campos o primeiro a vencer
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Trinta carros se inscreveram para a corrida, e como a pista comporta apenas 25, os pilotos foram divididos em duas baterias, que classificariam os doze primeiros da primeira série e os treze primeiros da segunda para uma bateria final de 15 voltas. Os que obtiveram posições ímpares na tomada de tempo alinharam na primeira bateria e os de classificação par na segunda.
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A primeira bateria foi vencida por José Pedro Chateaubriand, que soube conduzir melhor o seu carro sob a forte chuva. Chateaubriand preferiu frear mais forte na entrada da curva, para sair mais rápido. Amadeu Ferri criticou essa forma de guiar, dizendo que ela impedia os que vinham atrás de frear no limite da curva.
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Na segunda volta, dois fortes concorrentes ficaram fora da disputa: Henrique Damo, um piloto de Guaporé, e Camilo Cristófaro Jr. Damo liderava, mas rodou na saída da curva do Radiador, ficando atravessado na pista. Camilo Cristófaro e Chateaubriand, que corriam juntos, passaram pelos lados. Mas o carro de Damo se movimentou em direção de Camilo, que não pôde evitar a batida e fraturou a perna esquerda.
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A rodada de Francisco Feoli
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Na segunda bateria, a vitória foi de Sebastiano Molina Neto. Ele assumiu a ponta na oitava volta, quando Rommel Preto, que liderou no início, teve problemas mecânicos e parou nos boxes. Nas últimas voltas, Francisco Feoli, que rodou duas vezes durante a corrida, ultrapassou Alberto Nunziata, em segundo lugar, e quase ameaçou a vitória de Sebastiano Molina Neto.
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Na bateria final, Francisco Feoli largou melhor, mas foi ultrapassado por José Pedro Chateaubriand antes da primeira curva. Ainda chovia, por isso Chateaubriand regulou seu carro para a pista molhada, colocando até aerofólio traseiro, para aumentar a aderência.
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Chateaubriand permaneceu na liderança da corrida até a 11ª volta, quando foi ultrapassado por Amadeu Machado Campos. Amadeu havia largado em sétimo, para não forçar a embreagem como na primeira bateria, quando patinou até engatar a terceira marcha.
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José Pedro Chateaubriand
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O azar de Chateaubriand foi ter parado de chover. A vantagem que tinha na chuva foi anulada pela pista seca e, se não fosse sua boa distância dos outros concorrentes, teria perdido também o segundo lugar. Amadeu Ferri, o grande favorito, na bateria final, prometeu "passar por cima" do carro de José Pedro Chateaubriand. Mas teve problemas de rateação no motor do seu Bino antes que pudesse cumprir a "promessa" e acabou terminando em sexto lugar. Aluísio Andrade Filho na primeira bateria quebrou a viseira do capacete e teve dificuldades para pilotar. Na final, disputava o quarto lugar com Ferri quando este o jogou fora da pista.
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Valter Soldan bateu nas provas de classificação e, mesmo com o carro consertado às pressas, conseguiu o quarto lugar na bateria eliminatória. Na final não tinha condições de disputar as primeiras colocações, se manteve no terceiro lugar nas primeiras voltas, e quando os problemas de motor aumentaram, perdeu posições e acabou chegando em oitavo lugar.
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Amadeu Machado Campos fez uma corrida perfeita, além de conquistar a vitória, recebeu o prêmio Imprensa pela sua combatividade.
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Rommel Preto e Aluísio Andrade Filho
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O Bino de Fábio Bertolucci
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Resultado Final Formula-Ford :


  1. Amadeu Campos / Bino

  2. José Pedro Chateaubriand / Avallone

  3. Rommel Preto / Bino

  4. Francisco Feoli / Bino

  5. Fabio Bertolucci / Bino

  6. Amadeo Ferri / Bino

  7. Sebastiano Molina / Bino

  8. Valter Soldan / Bino

  9. Alencar Jr / Heve

  10. Cairo Fontes / Heve

  11. Claudio Muller / Bino

  12. Alexandre Negrão / Bino

  13. Eduardo Cardoso / Heve

  14. Edson Graczyk / Bino

  15. Aldo Piedade / Bino

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Taça Texaco

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Alex Dias Ribeiro e Clóvis de Moraes
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Mesmo com o título de campeão já decidido por antecipação, em favor de Alex Dias Ribeiro, a última prova da Taça Texaco, Campeonato Brasileiro de Fórmula-Ford, dia 25 de novembro de 1973, na pista de Tarumã, foi um sucesso. Todas as principais equipes brasileiras estiveram presentes, disputando os últimos pontos na classificação desse certame e o público que foi ao autódromo sulino ainda pôde assistir um ótimo duelo entre o campeão gaúcho Clóvis de Moraes (vice-campeão brasileiro em 1973) e o paulista Alex Dias Ribeiro.
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Clóvis de Moraes se esforçou ao máximo e obteve o que queria, brindou a sua imensa torcida com uma vitória sobre o campeão. Embora Alex tenha tido problemas de vela suja na primeira bateria, atrasando-se bastante, na segunda mesmo vencendo, não conseguiu descontar a diferença de tempo que o separou de Clóvis na etapa inicial.
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O campeão Alex Dias Ribeiro Equipe Hollywood
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Com a vitória, Clóvis de Moraes tornou-se bicampeão gaúcho de Formula-Ford da temporada 73, título disputado com Francisco Feoli que tinha grandes possibilidades de vencer o campeonato na última prova. Todavia, seu fórmula quebrou e as coisas ficaram mais fáceis para o excelente Clóvis de Moraes, que em 1973 tinha 35 anos (vinte no automobilismo) e uma das maiores bagagens no automobilismo brasileiro.
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Clóvis de Moraes havia conseguido o melhor tempo na prova de classificação, um segundo à frente de Alex, que bateu seu carro no sábado. Ao lado deles na primeira fila, Artur Bragantini da equipe Ifesteel, que foi melhorando de produção no final do campeonato.
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Julio Caio recebeu o Troféu Eficiência Texaco
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Na primeira bateria Clóvis assumiu a ponta deixando longe seus concorrentes. Na altura da 3º volta o carro de Alex passou a apresentar problemas na parte elétrica, caindo para a 7º posição. A situação entre os primeiros era a seguinte; Clóvis corria na frente, seguido pelo seu companheiro da equipe Shelton, Ênio Sandler e depois por Artur Bragantini, Francisco Lamerão, Júlio Caio, Carlos Berta e Alex Dias Ribeiro. Um acidente sem maiores consenquêcias na curva que antecede a reta de chegada, envolveu os carros de Angi Munhoz e Francisco Feoli.
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Após a 7º volta, Alex começou uma lenta recuperação. Com o monoposto da equipe Hollywood cada vez rendendo mais, ele foi passando seus adversários, até ficar em segundo lugar, bem distante, todavia, de Clóvis de Moraes. Nesta bateria, a melhor disputa de posição ficou entre Júlio Caio da equipe Hollywood e Francisco Lameirão da equipe Motorádio, brigando pelo 5º lugar.
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Na segunda bateria, Clóvis largou muito mal e Alex pulou logo para a ponta. Todavia, o piloto gaúcho teve a calma suficiente para não se preocupar com isso e procurou apenas acompanhar o carro de Alex, não se empenhando em passa-lo, pois sabia que era suficiente não deixar Alex escapar para ter a corrida ganha, na soma dos tempos. No final Clóvis manteve uma diferença de 35 segundos sobre o campeão.
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Chiquinho Lameirão da equipe Motorádio
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Foi um final feliz para um dos mais importantes campeonatos disputados no Brasil, num total de 8 provas, patrocinadas pela Texaco. A entrega da taça para Alex Dias Ribeiro foi feita pelo seu amigo e rival, o muito simpático Clóvis de Moraes, que ainda brincou com o "baixinho" da Hollywood: " A taça é maior que tu "tche"..."
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Alex Dias Ribeiro um mineiro que se mudou para Brasilia em 1957, quando seu pai, que era médico, se transferiu com a família para a capital federal. Sua ligação com o automobilismo tinha começado em 1967, quando construiu um protótipo e começou a participar das provas mais importantes do automobilismo nacional. Aos 25 anos, já com dois anos de equipe Hollywood, conquistou merecidamente o título de Campeão Brasileiro de Formula-Ford em 1973.
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Alex não se esqueceu que grande parte deste título foi ganho pela sua equipe e pelo preparador Anísio Campos que teve a idéia de levar os motores para serem desenvolvidos pelo dinamômetro de Oreste Berta, na Argentina. A retaguarda que Alex teve nos boxes foi superior a de todas as outras equipes e o título ficou, com toda a justiça, para o piloto do "Cristo Salva".
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Resultado Final soma dos tempos:



  1. Clóvis de Moraes...Shelton Team

  2. Alex Dias...Equipe Hollywood

  3. Júlio Caio...Equipe Hollywood

  4. Artur Bragantini...Equipe Ifesteel

  5. Francisco Lameirão...Equipe Motorádio

  6. Ênio Sandler...Shelton Team

  7. José P. Chateaubriand...Equipe Rodão

  8. Luiz Belleza...Equipe Paramount

  9. Aldo Pugliesi...Equipe Bradesco

  10. Gastão Werlang...Automóvel Clube R. Sul

Resultados 1º Bateria

  1. Clóvis de Moraes
  2. Alex Dias Ribeiro
  3. Artur Bragantini
  4. Ênio Sandler
  5. Júlio Caio
  6. Francisco Lameirão
  7. José P. Chateaubriand
  8. Francisco Feoli
  9. Aldo Pugliesi
  10. Luiz Belleza

Resultados 2º Bateria

  1. Alex Dias Ribeiro
  2. Clóvis de Moraes
  3. Júlio Caio Marques
  4. Artur Bragantini
  5. Francisco Lameirão
  6. Ênio Sandler
  7. José P. Chateaubriand
  8. Luiz Belleza
  9. Ricardo Di Loreto
  10. Aldo Pugliesi

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